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	<title>Fome &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Fome &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Aliança Global contra a Fome: Iniciativa global priorizaa ações sustentáveis e desafios sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 10:01:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança Global]]></category>
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					<description><![CDATA[Como parte de sua liderança no G20, o Brasil lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com o objetivo de unir esforços e recursos para enfrentar uma crise que afeta cerca de 700 milhões de pessoas no mundo. Com lançamento previsto para ocorrer paralelamente à Cúpula do G20, a iniciativa pretende estabelecer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como parte de sua liderança no G20, o Brasil lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com o objetivo de unir esforços e recursos para enfrentar uma crise que afeta cerca de 700 milhões de pessoas no mundo. Com lançamento previsto para ocorrer paralelamente à Cúpula do G20, a iniciativa pretende estabelecer uma rede colaborativa e sustentável de políticas públicas, com sede em várias capitais, incluindo Brasília, Roma, e Washington.</p>
<p>Especialistas reconhecem a importância da aliança, mas apontam desafios na sua execução, especialmente em relação à permanência de políticas de longo prazo e à inclusão da sociedade civil. Para o professor Renato Sérgio Maluf, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o foco deve ser em políticas estruturantes e não em ações emergenciais. Maluf destaca que o combate à fome exige mais do que simples transferências de renda, pois envolve a criação de oportunidades econômicas e o fortalecimento de direitos sociais.</p>
<p><strong>Sustentabilidade e Participação Social</strong></p>
<p>A participação social é vista como um pilar essencial, mas, segundo Maluf, ela depende das dinâmicas democráticas de cada país. A metodologia brasileira, com forte participação de movimentos sociais, é um modelo, mas pode ser desafiador de replicar globalmente. A coordenadora da FIAN Brasil, Mariana Santarelli, vê o Brasil em uma posição de liderança, pois possui experiência consolidada e políticas de segurança alimentar previstas em lei.</p>
<p>A estrutura da aliança será sustentada por uma cesta de políticas adaptáveis a diferentes realidades nacionais. Com aproximadamente 50 políticas divididas em categorias, como proteção social, acesso a serviços básicos e infraestrutura, a iniciativa permite a personalização e colaboração entre países. A prioridade é garantir que as ações propostas sejam viáveis, focadas na população mais vulnerável e alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, particularmente o combate à pobreza e à fome.</p>
<p><strong>Desafios e Resistência Internacional</strong></p>
<p>Países ricos podem resistir ao comprometimento efetivo, pois questões internas e disputas em sistemas alimentares globais dificultam a cooperação. Além disso, o contexto político atual, com tensões e conflitos internacionais, pode tornar o envolvimento ativo desses países mais complexo.</p>
<p>A aliança já conta com adesões como a Alemanha e a Organização dos Estados Americanos, que se comprometem com políticas de segurança social. Instituições como a Fundação Rockefeller e o grupo das Instituições Financeiras Internacionais também apoiarão a iniciativa, oferecendo recursos e assistência técnica.</p>
<p><strong>Perspectivas e Expectativas</strong></p>
<p>A iniciativa do Brasil reforça um chamado global para soluções estruturadas e de longo prazo. A mobilização de esforços e a colaboração entre nações indicam o potencial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza em enfrentar um dos problemas mais persistentes e críticos do mundo moderno.</p>
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		<title>Atos públicos em todo o país marcam 29ª edição do Grito dos Excluídos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 14:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Com atos públicos, manifestações e caminhadas, a 29ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas toma as ruas de 26 estados para propor uma reflexão sobre a garantia de vida digna para os segmentos da população marginalizados. Este ano o grito traz o tema Você tem fome e sede de quê?, chamando a atenção para o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com atos públicos, manifestações e caminhadas, a 29ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas toma as ruas de 26 estados para propor uma reflexão sobre a garantia de vida digna para os segmentos da população marginalizados. Este ano o grito traz o tema Você tem fome e sede de quê?, chamando a atenção para o problema, que voltou a atingir grande parcela da população brasileira. Relatório divulgado em julho pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou a piora dos indicadores de fome e insegurança alimentar no Brasil no ano passado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo a FAO, em 2022, 70,3 milhões de pessoas estiveram em estado de insegurança alimentar moderada, que é quando têm dificuldade para se alimentar. O levantamento também mostra que 21,1 milhões de pessoas no país passaram por insegurança alimentar grave, caracterizada por estado de fome.</p>
<p>A maioria das ações ocorrem na semana do 7 de Setembro, com o objetivo de mobilizar as pessoas para a luta por seus direitos, na denúncia das injustiças e violências, valorizando a vida e na busca de um mundo com justiça social.</p>
<p>&#8220;O grito é essa oportunidade para refletirmos e para dizer que queremos caminhar juntos e juntas com vida e dignidade. Alimentar a esperança de um mundo melhor, de uma sociedade mais justa e mais fraterna. E esse mundo será concretizado, na medida em que as organizações, juntamente com aqueles e aquelas que têm seus direitos negados, possam ser sujeitos dessa sociedade”, disse em entrevista segunda-feira (4) o bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dom José Valdeci Santos Mendes.</p>
<p>Ele lembrou que o Grito sempre dialoga com o tema da Campanha da Fraternidade, da CNBB, que este ano tem o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer”. O tema aborda a necessidade de ações em busca de alternativas para a dificuldade de acesso aos alimentos e à água, bem como chama a atenção para a necessidade de maior participação popular e construção coletiva em busca de soluções para os diferentes tipos de problemas que atingem a parcela mais vulnerável da população.</p>
<p>Uma das vozes excluídas que buscam ser ouvidas é a da raizeira e arte educadora Rosilene de Jesus Santos, a Negah Rosi, uma das pessoas atingidas pelas fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo, especialmrente o município de São Sebastião. As chuvas deixaram 64 mortos no município e, segundo Negah Rose, afetaram direta e indiretamente mais de 4 mil pessoas. Moradora há 32 anos da Barra do Sahy, uma das áreas mais atingidas, ela relata que após a tragédia, os moradores estão lutando por moradia digna, saneamento e acesso à água potável</p>
<figure id="attachment_69051" aria-describedby="caption-attachment-69051" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo.-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-69051" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo.-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Atos públicos em todo o país marcam 29ª edição do Grito dos Excluídos - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo.-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo.-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo.-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-69051" class="wp-caption-text">São Sebastião (SP), 22/02/2023, Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“Moro aqui há uns 32 anos e nunca pensei em passar o que a gente enfrentou aqui dentro. Perdemos muitos amigos, pessoas próximas, e fica difícil falar sobre isso. Estou falando aqui sobre justiça, sobre o que aconteceu e está acontecendo em São Sebastião. Tem gente ainda em área de risco, muitas mães solo não estão nem conseguindo trabalhar. Estamos aqui nesse descaso”, desabafou.</p>
<p>A situação das inúmeras famílias de São Sebastião e dos outros municípios afetados ilustra o chamado racismo ambiental &#8211; termo que trata da desigualdade socioambiental, quando os impactos não afetam da mesma maneira a população, incidindo principalmente sobre as comunidades marginalizadas, como pessoas negras, indígenas e pobres. Por outro lado, as populações mais privilegiadas usufruem de maior proteção ambiental e melhores condições de vida, como no caso de São Sebastião.</p>
<p>Após o desastre, o governo de São Paulo disse que iria desapropriar e declarar de utilidade pública um terreno particular de mais de 10 mil metros quadrados, localizado na Vila Sahy, em São Sebastião, para a construção de moradias populares para famílias atingidas pelas chuvas. Entretanto, os moradores não foram ouvidos e o projeto apresentado propõe a verticalização das construções, com moradias populares em prédios de cinco andares.</p>
<p>Para os moradores, as obras não respeitam áreas de povos originários indígenas, caiçaras e ribeirinhos, que tradicionalmente habitam em casas.</p>
<p>“Estamos lutando por moradia digna para cada um. Não está fácil para os moradores, porque não é fácil deixar a sua casa e agora fizeram prédio, nós não moramos em prédios. A maioria aqui tinha roça, fazia sua roça; aqui a gente tinha quintal e não está nada fácil. As mães e avós solo estão precisando muito de atenção e moradia digna”, disse Negah Rose.</p>
<p>Preocupados com o descaso das autoridades nas áreas da educação e saúde mental e com os projetos de moradias populares, os moradores se organizaram por meio da União dos Atingidos em São Sebastião, que luta ainda para que as moradias sejam construídas fora de áreas alagadas e de risco e denunciam o descaso com as escolas estaduais e municipais.</p>
<p>“Quando ocorre a tragédia, ficamos sem saber que direção tomar, a gente não foi ouvido em momento nenhum. Fomos à prefeitura e a prefeitura fechou as portas. E, até o momento, não fomos ouvidos sobre nossas casas, até porque vamos pagar por elas”, afirmou. “Os colégios foram atingidos e as crianças estão estudando cerca de três horas por dia. Já tinha tido antes a pandemia [de covid-19], em que o ensino tinha caído, e agora estamos sem as crianças poderem estudar direito. Tenho fome de justiça e de moradia neste momento”, concluiu Negah Rose.</p>
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<figure id="attachment_69052" aria-describedby="caption-attachment-69052" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-69052" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Atos públicos em todo o país marcam 29ª edição do Grito dos Excluídos - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/06-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-69052" class="wp-caption-text">São Sebastião (SP), 22/02/2023, Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Durante a entrevista para falar sobre o Grito dos Excluídos, dom José Valdeci lembrou que o esforço também está na defesa do acesso à terra, teto e trabalho no campo e na cidade, na defesa da agroecologia, com o acesso a alimentos saudáveis, na soberania alimentar; em defender a Mãe Terra, os rios, as florestas e o direito dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas aos seus territórios.</p>
<p>“Para haver uma sociedade justa, é preciso lutar para que, de fato, ocorra uma transformação e ela deve se concretizar em políticas públicas, deve se realizar em uma boa educação, em saúde para todos e todas, em territórios livres. Agora mesmo estamos enfrentando o desafio do marco temporal, que é um absurdo. Precisamos dizer que nossos irmãos, os povos indígenas, têm todo o direito ao território, como as comunidades quilombolas, os pescadores e pescadoras, os geraizeiros, as quebradeiras de coco. Nesse sentido, é importante que continuemos lutando ao lado daqueles que são excluídos”, reiterou.</p>
<p>Em diversas regiões do país, a programação do Grito dos Excluídos já começou. No Acre, as atividades começaram no dia 2, com o pré-Grito. No Maranhão, as atividades começaram nessa terça-feira (5), com uma caminhada no centro da capital São Luís. No dia 9 de setembro (sábado), haverá celebração da missa em ação de graças pelo 29º Grito dos Excluídos, na igreja matriz da Paróquia Santa Clara de Assis, no bairro Santa Clara. <a href="https://www.gritodosexcluidos.com/post/mapa-do-grito-programa%C3%A7%C3%B5es-em-todo-o-brasil" target="_blank" rel="noopener">Veja aqui a programação nacional do Grito</a>.</p>
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		<title>Lula propõe erradicar a fome como prioridade da agenda internacional</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lula-propoe-erradicar-a-fome-como-prioridade-da-agenda-internacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2023 21:01:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que é preciso recolocar, como prioridade, na agenda internacional, a erradicação da fome e da pobreza. Lula está em viagem oficial à Espanha e participou de almoço oferecido pelo rei Felipe VI, no Palácio Real, em Madri. Em seu breve discurso, ele discorreu sobre [&#8230;]]]></description>
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<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que é preciso recolocar, como prioridade, na agenda internacional, a erradicação da fome e da pobreza. Lula está em viagem oficial à Espanha e participou de almoço oferecido pelo rei Felipe VI, no Palácio Real, em Madri.</p>
<p>Em seu breve discurso, ele discorreu sobre a cooperação entre os dois países e a necessidade de preservação da paz, citando a guerra entre a Rússia e Ucrânia.</p>
<p>“Brasileiros e espanhóis estão comprometidos com o desenvolvimento sustentável e com as transições energéticas e ecológicas. Compartilhamos a urgência de agir para proteger o meio ambiente e combater as mudanças climáticas. Também é momento para recolocar como prioridade no centro da agenda internacional a erradicação da fome e da pobreza. Não haverá sustentabilidade sem justiça social, tampouco haverá sustentabilidade no mundo em guerra”, disse.</p>
<p>Lula voltou a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia. “Queremos abrir caminhos para o diálogo e não obstruir as saídas que as diplomacias oferecem. Sem o cessar-fogo não é possível avançar. Essa guerra no coração da Europa é uma tragédia para a humanidade. O mundo precisa de paz, o mundo também precisa de solidariedade”, acrescentou.</p>
<p>Desde que tomou posse, o presidente brasileiro defende a criação de um grupo de países neutros para negociar o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia. Em viagem à China, no início deste mês, Lula chegou a criticar os Estados Unidos e países da União Europeia (EU) por estarem “incentivando a guerra” com o fornecimento de armas aos ucranianos. Agora, na Europa, o presidente vem reafirmando seu apoio à solução negociada para a paz na Ucrânia.</p>
<h2>Viagem</h2>
<p>Lula está em viagem oficial à Europa desde sexta-feira (21). A agenda começou por Portugal e, na terça-feira (26), a comitiva brasileira desembarcou em Madri. Na capital espanhola, o presidente se reuniu com lideranças sindicais e participou de um fórum de empresários. Nesta quarta-feira, já esteve com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em cerimônia de assinatura de atos no Palácio de Moncloa e, na sequência, seguiu para o almoço no Palácio Real.</p>
<p>O presidente lembrou que a Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro no país, atrás dos Estados Unidos, e que o Brasil abriga mais de mil empresas espanholas em diversos setores, como finanças, telecomunicações, construção civil, infraestrutura e turismo. Entre essas empresas estão a Telefônica e o Banco Santander.</p>
<p>“Retorno à Espanha empenhado em relançar a parceria estratégica que tivemos a honra de estabelecer há 20 anos. Além de nosso patrimônio de cooperação e afinidades culturais e linguísticas, temos também uma relação política e econômica de alta importância. Somos duas grandes democracias, nosso comércio bilateral chega a quase US$ 15 bilhões e tem demonstrado um grande dinamismo”, disse Lula.</p>
<p>No fim da tarde, a comitiva brasileira embarca de volta ao Brasil, com previsão de chegada a Brasília às 22h30.</p>
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		<title>Fome no Brasil afeta também os moradores do campo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fome-no-brasil-afeta-tambem-os-moradores-do-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 14:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de ser um importante produtor de alimentos, o Brasil ainda enfrenta altos índices de insegurança alimentar no campo, afetando diretamente os próprios produtores. De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), seis em cada dez moradores de áreas rurais apresentam algum grau de insegurança alimentar, sendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de ser um importante produtor de alimentos, o Brasil ainda enfrenta altos índices de insegurança alimentar no campo, afetando diretamente os próprios produtores. De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), seis em cada dez moradores de áreas rurais apresentam algum grau de insegurança alimentar, sendo que 18,6% estão em situação de insegurança alimentar grave e passam fome. Já nas áreas urbanas, os percentuais são um pouco menores, mas ainda alarmantes.</p>
<p>Segundo o mesmo estudo, 57,8% da população urbana é afetada por insegurança alimentar e 15% enfrentam a fome. Um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2022 revelou que a situação vem piorando nos últimos anos, com o índice de famílias em situação de insegurança alimentar no campo subindo de 35,3% em 2013 para 46,4% em 2018, de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>“Isso significa fome”, explicou o pesquisador do Ipea Alexandre Arbex Valadares, em nota, à época.</p>
<blockquote><p><em>“Os dados da POF-2018 surpreenderam porque, nas pesquisas anteriores, os indicadores apontavam uma tendência de superação da insegurança alimentar no país, trajetória que mudou sensivelmente em 2018”, completou.</em></p></blockquote>
<p>Além da insegurança alimentar, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constatou que a renda das famílias rurais no Brasil vem sofrendo uma queda significativa. De acordo com um relatório divulgado em 2022, entre 2008 e 2018, houve uma queda de 5,3% na renda média das famílias rurais brasileiras. Esse empobrecimento da população do campo tem sido um fator agravante para a insegurança alimentar e outros problemas sociais enfrentados pelos moradores das áreas rurais.</p>
<h2>Famílias <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></h2>
<p>Daiane e Gabriela são duas irmãs que vivem com sete crianças e adolescentes entre 2 e 15 anos na zona rural de Guapimirim, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Elas moram em uma casa humilde de alvenaria, com parte do acabamento emboçado e parte com tijolo aparente. Apesar de receberem o Bolsa Família, que evita que elas passem fome, o dinheiro é curto e muitas vezes não é suficiente para garantir comida durante todo o mês. Essa é a única fonte de renda das irmãs, o que evidencia a dificuldade enfrentada por muitas famílias na zona rural do país.</p>
<p>“A gente recebe [o Bolsa Família] e consegue abastecer o armário. Mas, no fim do mês, é difícil. A gente fica sempre preocupado se vai faltar comida. Mas tem algumas pessoas que ajudam a gente”, conta Daiane, que está treinando para poder trabalhar como cuidadora e melhorar a renda da família.</p>
<p>Além da queda na renda das famílias rurais, a pesquisa também constatou que houve menos dinheiro disponível para a compra de comida em comparação com dez anos antes. Segundo o Ipea, os gastos dessas pessoas com alimentos caíram 14% nesse período.</p>
<p>Um exemplo dessas dificuldades é a realidade de Maria e Everaldo, que vivem com os três filhos em São José da Tapera, na caatinga alagoana. Eles residem em uma casa precária feita com estacas de madeira, de apenas dois cômodos, em que um é utilizado como dormitório para as crianças e o outro como quarto para o casal, banheiro e cozinha. Os alimentos e a água são armazenados em dois tambores de plástico. Everaldo não consegue trabalhar na terra devido a um problema na coluna, e a renda de R$ 600 proveniente do Bolsa Família não é suficiente para garantir uma alimentação adequada a todos. A família faz apenas duas refeições por dia, com a necessidade de controlar rigorosamente a quantidade de comida para que ela não acabe antes do fim do mês.  “São R$ 600 pra tudo. E o Everaldo ainda toma remédios controlados. Não tem como comer mais do que duas vezes por dia. É complicado”, conta Maria.</p>
<h2>Concentração de terra</h2>
<p>Segundo o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Sérgio Sauer, a fome no campo é resultado da “profunda desigualdade socioeconômica” que afeta a sociedade brasileira. Na zona rural, isso se materializa na concentração de terra que faz com que muitos moradores do campo não tenham acesso a um local para cultivar.</p>
<p>“Além da desigualdade estrutural, proporcionalmente, há mais gente com fome no campo devido a problemas históricos na formulação e implementação <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />de políticas governamentais ou estatais. Historicamente, inclusive com as políticas públicas socioassistenciais, houve uma concentração de investimentos nas cidades”, explica Sauer.</p>
<p>A fome não poupa nem os próprios produtores de alimentos. A pesquisa da Penssan mostrou que a fome atingia 21,8% de agricultores familiares e produtores rurais no país. A insegurança alimentar, em todos seus graus, afetava 69,7% dessas pessoas.</p>
<p>No Norte do país, a insegurança alimentar atinge 79,9% dos produtores rurais/agricultores familiares. Quatro em dez dessas pessoas (40,2%) passam fome. No Nordeste, 83,6% enfrentam insegurança alimentar em algum grau e 22,6% encaram a fome.</p>
<blockquote><p><em>“Do ponto de vista ético e de direitos humanos, é inadmissível <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />que o espaço produtor de alimentos abrigue pessoas passando fome. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />Essa contradição é o elemento &#8211; político, <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ético, <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />humano &#8211; que torna a fome no campo tão marcante, inclusive porque não é possível justificá-la <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />com argumentos equivocados como, por exemplo, ‘há fome porque faltam alimentos’”, destaca o pesquisador.</em></p></blockquote>
<p>Sauer afirma que, nos últimos anos, houve um desmantelamento de políticas públicas voltadas para a população do campo, o que, junto com a pandemia de covid-19, fez com que a situação piorasse.</p>
<blockquote><p><em>“O <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />crescimento da fome no campo, inclusive entre produtores de alimentos, se deve aos cortes orçamentários, quando não à extinção de políticas públicas, desenhadas para atender à população do campo. A fome aumentou, portanto, devido aos cortes nos investimentos e ao desmantelamento <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />de políticas depois de 2016, particularmente depois de 2018.”</em></p></blockquote>
<p>Entre as políticas desmanteladas nos últimos anos, segundo Débora Nunes, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que incentiva a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares, e o acesso ao crédito para <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />pequenos produtores rurais.</p>
<p>“A gente imagina que, quem está no campo, teria melhores condições de produzir o alimento. Por isso, é importante a gente relacionar a fome à garantia de políticas públicas que contribuem, para quem está no campo, produzir o alimento, com acesso ao crédito, à política da reforma agrária, a políticas públicas como o PAA, como PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar], que ajudam no fortalecimento da produção e, consequentemente, fazem com que as famílias tenham melhores condições de existência”, afirma Débora.</p>
<p>Segundo ela, a fome no Brasil também tem relação direta com o modelo agrícola adotado no país, que privilegia a exportação de <em>commodities</em>, como a soja, em vez da produção de alimentos para os brasileiros.</p>
<blockquote><p><em>“O modelo do agronegócio exige a concentração da terra, não gera emprego e não produz alimentos, não produz comida, produz commodities para exportação. E é um modelo que destrói o meio ambiente, com o uso intensivo de agrotóxicos, o envenenamento do nosso lençol freático e a destruição das nossas matas.”</em></p></blockquote>
<p>&#8220;O outro modelo é o da agricultura familiar, da reforma agrária, que justamente propõe o inverso, partindo da democratização do acesso à terra. É um modelo que compreende que, para sua existência, precisa <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ter <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />uma relação saudável com o meio ambiente. Só consigo <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ter <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />água na minha cacimba, se preservamos o ambiente&#8221;, completa.</p>
<p>Para Sergio Sauer, combater a fome no campo exige “medidas estruturantes”, com políticas de Estado que independam do governo da ocasião e que permitam o acesso da população à terra para produzir.</p>
<p>“As experiências históricas de acesso à terra (criação de projetos de assentamentos) ou garantia de permanência na terra (reconhecimento de direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas) demonstram claramente a diminuição da fome e melhorias nas condições de vida no campo&#8221;, ressalta.</p>
<p>&#8220;Esses programas são, ou deveriam ser, acompanhados de outras políticas públicas (assistência técnica, crédito, construção de infraestrutura, acesso à saúde, acesso à educação, etc), que resultam diretamente na produção de alimentos, consequentemente na diminuição da fome e na melhoria da vida no campo”, conclui <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />Sauer.</p>
<h2>Governo</h2>
<p>Segundo a <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, historicamente “a pobreza é mais dura” na zona rural e lembra que essas áreas  <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />englobam populações tradicionais que são muito afetadas pela desnutrição.</p>
<p>“Ela é mais dura porque você considera comunidades indígenas, reservas extrativistas e populações quilombolas onde os indicadores de desnutrição, geralmente, têm sido maiores. E mesmo nos últimos anos foram os núcleos duros da desnutrição. É onde a gente tem que fazer nossas políticas chegarem. É claro que esse núcleo duro se ampliou nas áreas rurais e cresceu muito nos últimos anos. Isso se reverte enxergando primeiro essas populações, buscando onde estão e criando políticas públicas específicas, desde políticas de saúde até as políticas sociais”, afirma.</p>
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<p>De acordo com a secretária, o governo quer reforçar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a recuperação do <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />orçamento e uma reformulação <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />com foco nas famílias mais vulneráveis.</p>
<p>“Nossa ideia é focar o PAA cada vez mais nas famílias do Cadastro Único, nas mulheres e famílias, para a compra de alimentos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />Nos últimos anos, o programa deixou de ser operado com as organizações da agricultura familiar. Houve uma concentração de operações nas prefeituras e produtores de pessoas físicas. Nossa ideia é, de alguma forma, retomar a atuação com as organizações da agricultura familiar até para poder fortalecer o modelo associativo.”</p>
<p>A secretária destacou que, apesar disso, o PAA continuará atuando com os entes federativos. Ela ressaltou também a importância de <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ter <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />programas que fomentam a inclusão das famílias do campo no setor produtivo, seja pela própria agricultura seja por outras atividades empreendedoras.</p>
<blockquote><p><em>“A gente tem que enxergar essas famílias, saber as carências e organizar uma oferta de políticas públicas para que a situação possa ser revertida no curto prazo. Isso passa pela transferência de renda, mas, às vezes, pela própria oferta de comida. Programas que comprem a comida que elas produzem, mas também façam a comida chegar onde não está chegando”, afirma.</em></p></blockquote>
<p>Ela destacou também a importância de garantir o acesso à água. “A insegurança hídrica potencializa a insegurança alimentar. Tem programas que nos permitem reduzir isso de forma bastante concentrada, como o programa de cisternas no semiárido. Nossa proposta é chegar onde não chegamos. Já tem mais de 1 milhão de cisternas implementadas, mas ainda tem cerca de 300 mil a 350 mil famílias que precisam receber cisternas.”</p>
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