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	<title>focos de calor &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Amazônia registra recorde de queimadas em 17 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:06:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Amazônia enfrentou, em 2024, o maior número de queimadas e incêndios florestais em 17 anos. Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam 137.538 focos de calor até dezembro, superando em 43% os registros de 2023, quando ocorreram 98.646 focos. O Pará, principal estado amazônico, lidera o ranking, com 54.561 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Amazônia enfrentou, em 2024, o maior número de queimadas e incêndios florestais em 17 anos. Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam 137.538 focos de calor até dezembro, superando em 43% os registros de 2023, quando ocorreram 98.646 focos. O Pará, principal estado amazônico, lidera o ranking, com 54.561 focos de calor, especialmente nas regiões de São Félix do Xingu, Altamira e Novo Progresso.</p>
<p>O período mais crítico foi entre julho e novembro, quando os focos ultrapassaram a média histórica, com destaque para setembro, que registrou 41.463 focos — 28% acima da média para o mês. A situação se agrava devido ao desmatamento ilegal e às condições climáticas extremas, com estiagens prolongadas e altas temperaturas.</p>
<h3>Impactos no Pará e na Qualidade do Ar</h3>
<figure id="attachment_80730" aria-describedby="caption-attachment-80730" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-80730" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-Amazonia-tem-o-maior-numero-de-queimadas-e-incendios-em-17-anos.-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="Amazônia Tem O Maior Número De Queimadas E Incêndios Em 17 Anos. - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-Amazonia-tem-o-maior-numero-de-queimadas-e-incendios-em-17-anos.-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-Amazonia-tem-o-maior-numero-de-queimadas-e-incendios-em-17-anos.-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-Amazonia-tem-o-maior-numero-de-queimadas-e-incendios-em-17-anos.-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-Amazonia-tem-o-maior-numero-de-queimadas-e-incendios-em-17-anos.-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80730" class="wp-caption-text">Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos. &#8211; Foto: Agência Santarém.</figcaption></figure>
<p>O estado do Pará viveu momentos críticos, com densa fumaça cobrindo cidades como Santarém, onde foi decretada situação de emergência ambiental. Em novembro, a qualidade do ar em Santarém ultrapassou em 42,8 vezes o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 6.200 atendimentos relacionados a problemas respiratórios foram registrados entre setembro e novembro.</p>
<p>Francisco Sakaguchi, agricultor de Tomé-Açu, relatou perdas significativas na região: &#8220;Nunca vi meu lago secar ou o açaizeiro morrer pela seca. Este ano, chegamos a ter 150 dias sem chuvas, com umidade relativa abaixo de 50% — algo inédito aqui.&#8221;</p>
<h3>Combate às Queimadas e Atuação das Brigadas</h3>
<p>O combate às queimadas no Pará mobilizou equipes estaduais e federais. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) reforçou o efetivo com 40 bombeiros adicionais, totalizando 120 profissionais, além de helicópteros e viaturas. No entanto, a secretaria destacou que 70% do território paraense está sob jurisdição federal, exigindo maior articulação entre os governos.</p>
<p>Brigadistas voluntários, como Daniel Gutierrez, do distrito de Alter do Chão, têm enfrentado cenários cada vez mais desafiadores. &#8220;A fumaça foi muito pior este ano. Nunca tinha visto algo assim em dez anos aqui&#8221;, afirmou Gutierrez, que também destacou a necessidade de aprimorar as investigações, dado que a maioria dos focos é causada por ação humana.</p>
<h3>Condições Climáticas e Uso Controlado do Fogo</h3>
<figure id="attachment_80731" aria-describedby="caption-attachment-80731" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-80731" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-O-Para-que-tem-como-bioma-predominante-a-Amazonia-lidera-em-numero-de-focos-de-calor.-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="O Pará, Que Tem Como Bioma Predominante A Amazônia, Lidera Em Número De Focos De Calor. - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-O-Para-que-tem-como-bioma-predominante-a-Amazonia-lidera-em-numero-de-focos-de-calor.-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-O-Para-que-tem-como-bioma-predominante-a-Amazonia-lidera-em-numero-de-focos-de-calor.-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-O-Para-que-tem-como-bioma-predominante-a-Amazonia-lidera-em-numero-de-focos-de-calor.-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/14-O-Para-que-tem-como-bioma-predominante-a-Amazonia-lidera-em-numero-de-focos-de-calor.-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80731" class="wp-caption-text">O Pará, que tem como bioma predominante a Amazônia, lidera em número de focos de calor. &#8211; Foto: Agência Santarém.</figcaption></figure>
<p>Alexandre Tetto, engenheiro florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que as condições climáticas de 2024 contribuíram para a propagação do fogo. &#8220;Altas temperaturas, baixa umidade, estiagens prolongadas e ventos fortes criam um cenário ideal para os incêndios.&#8221;</p>
<p>Embora o fogo seja utilizado de forma controlada para manejo agrícola, ele também é frequentemente empregado de forma ilegal para desmatamento. Tetto ressalta que o impacto na Amazônia é maior devido à fragilidade do bioma, que não possui adaptações naturais ao fogo, ao contrário do Cerrado.</p>
<h3>Respostas do Governo</h3>
<p>O governo federal mobilizou 1.700 profissionais, 11 aeronaves e mais de 300 viaturas no combate aos incêndios em 2024. Em setembro, uma medida provisória destinou R$ 514 milhões para ações emergenciais. Além disso, políticas como a instalação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo e o pacto com governadores visam reduzir o desmatamento e melhorar o monitoramento.</p>
<p>Apesar dos esforços, os desafios permanecem. A situação de 2024 serve como alerta para a urgência de medidas mais rigorosas e integradas no combate ao desmatamento e às queimadas, fundamentais para preservar a Amazônia e mitigar seus impactos socioambientais.</p>
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		<title>Setor agropecuário responsável por mais de 80% dos incêndios em São Paulo, aponta Ipam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 12:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agropecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os dias 22 e 24 de agosto, o estado de São Paulo registrou 2,6 mil focos de calor, dos quais 81,29% estavam localizados em áreas dedicadas à agropecuária, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Para realizar o monitoramento e avaliar a extensão dos incêndios, o Ipam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 22 e 24 de agosto, o estado de São Paulo registrou 2,6 mil focos de calor, dos quais 81,29% estavam localizados em áreas dedicadas à agropecuária, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).</p>
<p>Para realizar o monitoramento e avaliar a extensão dos incêndios, o Ipam utilizou imagens de satélites e dados de 2023 fornecidos pela Rede MapBiomas, da qual é membro. A análise revelou que 1,2 mil focos de calor (44,45%) ocorreram em perímetros de cultivo de cana-de-açúcar, enquanto 524 focos (19,99%) foram identificados em “mosaicos de usos”, áreas onde não é possível distinguir entre pastagem e cultivo agrícola. Além disso, 247 focos (9,42%) estavam em áreas de pastagem e 195 (7,43%) em regiões de silvicultura, soja, citrus, café e outras culturas.</p>
<p>Na zona de vegetação nativa, foram detectados 440 focos de calor, representando 16,77% do total, com as formações florestais respondendo por 13,57% desses focos.</p>
<p>Cinco municípios concentraram 13,31% dos focos de calor registrados no período: Pitangueiras (3,36%), Altinópolis (3,28%), Sertãozinho (2,4%), Olímpia (2,17%) e Cajuru (2,1%). Todas estão localizadas próximas a Ribeirão Preto, exceto Olímpia, que integra a Região Metropolitana de São José do Rio Preto.</p>
<p>Na sexta-feira (23), São Paulo contabilizou mais focos de calor do que todos os estados da Amazônia juntos, destacando-se como uma situação crítica na unidade federativa, conforme ressaltado pelo Ipam.</p>
<p>Além disso, na mesma sexta-feira, especialistas do Ipam observaram o surgimento de colunas de fumaça a cada 90 minutos, entre 10h30 e 12h, por meio de imagens capturadas por um satélite geoestacionário que atualiza a cada 10 minutos. O satélite responsável pelo monitoramento das manhãs e finais de tarde registrou um aumento expressivo, de 25 para 1.886 focos em todo o estado.</p>
<p>Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam, descreveu o cenário como atípico. &#8220;É como se tivéssemos um &#8216;Dia do Fogo&#8217; exclusivo para a realidade paulista, evidenciado pela cortina de fumaça que surge simultaneamente a oeste&#8221;, afirmou, fazendo referência ao episódio de agosto de 2019, quando fazendeiros do Pará provocaram incêndios em diversas áreas da Amazônia, atingindo unidades de conservação e terras indígenas.</p>
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