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	<title>Flup &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Flup &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Flup 2024 celebra pensadores negros e reafirma potência cultural das periferias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 13:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Evaristo]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir desta quarta-feira (19), o Viaduto de Madureira se transforma em um dos mais pulsantes centros culturais do Rio de Janeiro com o início da 15ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup). Com o tema “Ideias para Reencantar o Mundo: Escrevivências, Sonhos e Batidões”, o evento presta homenagem ao legado político e cultural [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir desta quarta-feira (19), o Viaduto de Madureira se transforma em um dos mais pulsantes centros culturais do Rio de Janeiro com o início da 15ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup). Com o tema <em>“Ideias para Reencantar o Mundo: Escrevivências, Sonhos e Batidões”</em>, o evento presta homenagem ao legado político e cultural do Caribe e às influências que moldaram a diáspora africana no Brasil.</p>
<p>Realizada entre 19 e 23 e de 27 a 30 de novembro, a Flup mantém sua tradição de levar literatura, pensamento crítico e arte para territórios periféricos da capital, aproximando autores consagrados de moradores e novos leitores.</p>
<h3><strong>Conceição Evaristo é homenageada em vida pela primeira vez na Flup</strong></h3>
<p>A grande homenageada da edição é a escritora Conceição Evaristo, criadora do conceito de “escrevivência”, que transforma vivências individuais em narrativas comunitárias da experiência afro-brasileira. Esta é a primeira vez que o evento celebra um autor ainda em vida, marcando um gesto simbólico de reconhecimento a uma das vozes literárias mais influentes do país.</p>
<h3><strong>O legado de Frantz Fanon em diálogo com o Rio</strong></h3>
<p>A programação inclui ainda uma exposição dedicada ao militante, psiquiatra e filósofo político Frantz Fanon, referência mundial no pensamento antirracista e anticolonial. Sua produção intelectual, marcada pela crítica às estruturas do colonialismo e da desigualdade, inspira debates e intervenções ao longo da festa.</p>
<p>Na mesa <em>“O Sonho de Nossos Heróis, que Precisamos Manter Vivo”</em>, Conceição Evaristo se reúne com Mireille Fanon, filha do pensador caribenho, para discutir as lutas sociais no Brasil e no Caribe e refletir sobre os líderes que moldaram esses movimentos.</p>
<figure id="attachment_86881" aria-describedby="caption-attachment-86881" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86881" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="A Escritora Conceição Evaristo - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86881" class="wp-caption-text">Rio de Janeiro (RJ), 20/07/2023 &#8211; A escritora Conceição Evaristo idealizadora do conceito de “Escrevivência&#8221;, que transforma experiências individuais em narrativas coletivas da comunidade afro-brasileira, será a homenageada da edição. Esta é a primeira vez que a Flup presta homenagens a um escritor em vida. Foto-arquivo: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo</figcaption></figure>
<h3><strong>Tecnologia e ancestralidade se encontram em ‘Códigos Negros’</strong></h3>
<p>Inspirada no clássico <em>Os Condenados da Terra</em>, a intervenção <em>Códigos Negros</em> transforma reflexões de Fanon em obras digitais exibidas em telões de LED durante o evento. Criada em parceria entre a organização Olabi e artistas como Guilherme Bretas, Ilka Cyana, Poliana Feulo e Walter Mauro, a exposição utiliza inteligência artificial e tecnologias de geração de imagens para revisitar o pensamento do filósofo através de uma estética contemporânea.</p>
<p>“O pensamento de Fanon está tão urgente que inclusive nos ajuda a discutir tecnologia”, afirma Silvana Bahia, curadora da intervenção e co-diretora executiva do Olabi. Segundo ela, temas como descolonização, racismo estrutural e misoginia continuam profundamente presentes — e encontram nas artes digitais um novo campo para reflexão.</p>
<h3><strong>Do Vidigal à Providência: um legado de transformação</strong></h3>
<p>Com 12 anos de atuação, a Flup já ocupou diferentes territórios — de Vigário Geral à Cidade de Deus, da Maré ao Morro da Providência — levando programação cultural gratuita, oficinas, debates e experiências artísticas para regiões historicamente invisibilizadas. Ao longo dessa trajetória, recebeu reconhecimentos como o prêmio do jornal <em>O Globo</em> (2012), o Awards Excellence da London Book Fair, o Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura (2020) e, em 2023, o título de patrimônio imaterial concedido pela Alerj.</p>
<p>Além da programação pública, a Flup atua também na formação de escritores e já lançou mais de 30 livros, fortalecendo a produção literária de autores emergentes das periferias.</p>
<p>Neste ano, ao celebrar Conceição Evaristo, dialogar com Fanon e explorar novas fronteiras tecnológicas, a Flup reafirma seu papel essencial: reinventar narrativas, deslocar olhares e transformar o Rio a partir das vozes que historicamente criam cultura nas bordas da cidade.</p>
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		<title>Flup leva autores brasileiros a festival literário na França</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/flup-leva-autores-brasileiros-a-festival-literario-na-franca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 13:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[encontro literário]]></category>
		<category><![CDATA[escritores]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[A Festa Literária das Periferias (Flup) levará oito escritores brasileiros à 34ª edição do festival Étonnants Voyageurs, em Saint-Malo, na França, que acontece entre os dias 7 e 9 de junho. A comitiva inclui Bernardo Carvalho, Daniel Munduruku, Djamila Ribeiro, Eliana Alves Cruz, Geovani Martins, Itamar Vieira Junior, Jeferson Tenório e Marcelo Quintanilha. O objetivo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Festa Literária das Periferias (Flup) levará oito escritores brasileiros à 34ª edição do festival Étonnants Voyageurs, em Saint-Malo, na França, que acontece entre os dias 7 e 9 de junho. A comitiva inclui Bernardo Carvalho, Daniel Munduruku, Djamila Ribeiro, Eliana Alves Cruz, Geovani Martins, Itamar Vieira Junior, Jeferson Tenório e Marcelo Quintanilha. O objetivo é destacar a diversidade e a vitalidade da literatura brasileira contemporânea.</p>
<figure id="attachment_83316" aria-describedby="caption-attachment-83316" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-83316" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Escritora-Djamila-Ribeiro-participou-do-Programa-Personalidade-do-Amanha-na-Franca-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C1005&#038;ssl=1" alt="Escritora Djamila Ribeiro Participou Do Programa Personalidade Do Amanhã Na França - Expresso Carioca" width="754" height="1005" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Escritora-Djamila-Ribeiro-participou-do-Programa-Personalidade-do-Amanha-na-Franca-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Escritora-Djamila-Ribeiro-participou-do-Programa-Personalidade-do-Amanha-na-Franca-Expresso-Carioca.webp?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Escritora-Djamila-Ribeiro-participou-do-Programa-Personalidade-do-Amanha-na-Franca-Expresso-Carioca.webp?resize=640%2C853&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Escritora-Djamila-Ribeiro-participou-do-Programa-Personalidade-do-Amanha-na-Franca-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Escritora-Djamila-Ribeiro-participou-do-Programa-Personalidade-do-Amanha-na-Franca-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C1000&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83316" class="wp-caption-text">Escritora Djamila Ribeiro participou do Programa Personalidade do Amanhã na França Foto: FLUP/Divulgação</figcaption></figure>
<p>Também integram a delegação a cineasta indígena Graciela Guarani e o pianista Amaro Freitas, que fará um concerto exclusivo no Grand Auditorium. A participação faz parte da Temporada Brasil-França 2025, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os países.</p>
<p>O festival, criado em 1990, é conhecido por reunir autores de todo o mundo para discutir literatura, cinema e direitos humanos. A curadoria brasileira busca reforçar a identidade da Flup, voltada à valorização de narrativas periféricas, raciais e de gênero. “Não somos a Bienal, nem a Flip. Temos nossas próprias digitais”, afirmou Julio Ludemir, diretor da Flup.</p>
<p>Entre os destaques, Djamila Ribeiro lançará o livro <em>Cartas para minha avó</em> em francês, consolidando sua atuação internacional. “Mostramos ao mundo que o Brasil vai além da Bossa Nova. Temos autores como Krenak e Munduruku”, disse a filósofa, que já vendeu mais de 20 mil livros na França.</p>
<figure id="attachment_83317" aria-describedby="caption-attachment-83317" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-83317" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Flup-2025-homenageara-no-Rio-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Flup 2025 Homenageará, No Rio, Escritora Conceição Evaristo - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Flup-2025-homenageara-no-Rio-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Flup-2025-homenageara-no-Rio-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Flup-2025-homenageara-no-Rio-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/05-Flup-2025-homenageara-no-Rio-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83317" class="wp-caption-text">Flup 2025 homenageará, no Rio, escritora Conceição Evaristo FLUP/Divulgação</figcaption></figure>
<p>Daniel Munduruku, autor premiado pela Unesco, vê o evento como uma chance de ampliar o público leitor e de levar a temática indígena a novos territórios. “É uma oportunidade de dar visibilidade aos nossos problemas e de conectar com brasileiros e franceses interessados na cultura indígena”, afirmou.</p>
<p>Além do festival francês, a Flup também participará em 2025 do &#8220;West Indian Carnival&#8221;, no Reino Unido, e do evento literário &#8220;Middle Ground&#8221;, em Berlim.</p>
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		<title>Festa Literária das Periferias: Liderança feminina negra e legado de lutas em destaque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 13:05:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Flup]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Beatriz Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Periferias]]></category>
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					<description><![CDATA[A 14ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) começou nesta segunda-feira (11) no Rio de Janeiro, reunindo uma programação marcante onde mais de 90% das atividades são lideradas por mulheres negras. Sob o tema “Roda a saia, gira a vida”, o evento discute as vivências das periferias globais e brasileiras, com foco em questões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 14ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) começou nesta segunda-feira (11) no Rio de Janeiro, reunindo uma programação marcante onde mais de 90% das atividades são lideradas por mulheres negras. Sob o tema “Roda a saia, gira a vida”, o evento discute as vivências das periferias globais e brasileiras, com foco em questões raciais, de gênero e justiça climática. A programação segue até o dia 17 de novembro no Circo Voador, incluindo a participação de escritores, artistas, acadêmicos, além de atividades formativas, musicais e performáticas.</p>
<figure id="attachment_80375" aria-describedby="caption-attachment-80375" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-80375" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-deputada-federal-Benedita-da-Silva-participa-da-Flup-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="A Deputada Federal Benedita Da Silva Participa Da Flup - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-deputada-federal-Benedita-da-Silva-participa-da-Flup-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-deputada-federal-Benedita-da-Silva-participa-da-Flup-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-deputada-federal-Benedita-da-Silva-participa-da-Flup-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-80375" class="wp-caption-text">Rio de Janeiro (RJ) 11/11/2024 &#8211; A deputada federal Benedita da Silva participa da Flup. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Inspirada pelo pensamento de Angela Davis – “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” – a Flup deste ano reverencia o impacto de líderes femininas negras. A mesa de abertura, “O que Queremos Para Ontem?”, debateu as urgentes necessidades das periferias, tanto antigas quanto novas, destacando o papel de figuras históricas como Maria Beatriz Nascimento (1942-1995), poeta e cineasta homenageada, cuja obra e militância influenciam a nova geração de autoras negras. Para Benedita da Silva, deputada federal e uma das palestrantes, a atuação de Maria Beatriz é um pilar para a luta periférica: “Nossas favelas são nossos quilombos, onde encontramos força e organização para vencer as adversidades”.</p>
<p>Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, complementou ao citar a resiliência de Maria Beatriz e sua visão do quilombo como espaço de resistência e proteção. Para Werneck, o legado da homenageada reforça o compromisso com a busca por soluções de convivência pacífica, mesmo em face das dificuldades.</p>
<figure id="attachment_80376" aria-describedby="caption-attachment-80376" style="width: 463px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-80376" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-diretora-da-Anisita-Internacional-Jurema-Werneck-na-Flup-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="A Diretora Da Anisita Internacional, Jurema Werneck, Na Flup - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-diretora-da-Anisita-Internacional-Jurema-Werneck-na-Flup-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-diretora-da-Anisita-Internacional-Jurema-Werneck-na-Flup-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/11/12-A-diretora-da-Anisita-Internacional-Jurema-Werneck-na-Flup-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-80376" class="wp-caption-text">Festa Literária Das Periferias Liderança Feminina Negra E Legado De Lutas Em Destaque &#8211; Expresso Carioca</figcaption></figure>
<p>“Maria Beatriz criou conceitos que traduziram a nossa experiência como humanos e foi atrás de alternativas. Falou que nós também somos capazes de encontrar respostas em meio à tragédia humana. Seja no quilombo como território de guerra, quilombo para perseguir a paz, quilombo como estratégia de viver bem. Disse que, por vezes, o quilombo também precisa recuar e buscar proteção”, disse a diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Festa Literária das Periferias (Flup)</strong></p>
<p><strong>Dias:</strong> de 11 a 17 de novembro<br />
<strong>Local:</strong> Circo Voador<br />
<strong>Endereço:</strong> Rua dos Arcos, s/n, Lapa – RJ</p>
<p>Entrada gratuita</p>
<p><a href="https://www.flup.net.br/" target="_blank" rel="noopener">https://www.flup.net.br/</a></p>
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		<title>Flup 2023 tem homenagens e batalhas de poesia falada</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/flup-2023-tem-homenagens-e-batalhas-de-poesia-falada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Oct 2023 14:31:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[A 13ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) vai celebrar a oralidade ancestral que formou as diversas formas da cultura brasileira como a literatura e a música e ainda as periferias do mundo. O festival vai homenagear o escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), Machado de Assis, que nasceu e cresceu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>A 13ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) vai celebrar a oralidade ancestral que formou as diversas formas da cultura brasileira como a literatura e a música e ainda as periferias do mundo. O festival vai homenagear o escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), Machado de Assis, que nasceu e cresceu na Ladeira do Livramento, no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, e Mãe Beata de Iemanjá, escritora e sacerdotisa de um sagrado sem bíblia, fundadora do terreiro de Candomblé Ilê Axé Omiojuarô, em Miguel Couto, na Baixada Fluminense.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Poetas de batalhas de poesia falada, conhecida como slam, artistas, escritores e escritoras vão participar, durante 9 dias, das atividades gratuitas de 12 a 15 e de 18 a 22 de outubro, na Vila Olímpica da Gamboa, Galpão da Ação da Cidadania e na Garagem Viação Regina&#8217;s, localizados ao redor do Morro da Providência, a primeira favela do mundo, na região central do Rio de Janeiro.</p>
<p>A homenagem a Machado de Assis vai destacar que a origem do escritor é a primeira periferia do Rio de Janeiro. “Machado de Assis, maior escritor brasileiro, não é o bruxo do Cosme Velho. Machado de Assis é cria a Providência. É uma pessoa negra de origem periférica, que nasceu no entorno no Cais do Valongo, na então primeira periferia do Rio de Janeiro”, disse o diretor fundador da Flup Julio Ludemir, em entrevista à EBC.</p>
<h2>Mãe Beata</h2>
<p>Mãe Beata vai ser homenageada com o lançamento, na sexta-feira (13), da biografia Mãe do Mundo, escrita pelo ativista Jefferson Barbosa, responsável pela curadoria da apresentação do babalorixá Adaílton Moreira, filho de Mãe Beata e líder Ilê Axé Omiojuarô, que vai discutir a importância do livro com Jurema Werneck, Lúcia Xavier e o próprio autor, com mediação da jornalista Maju Coutinho.</p>
<p>A homenagem se estende à mesa de debates A Casa da Mãe Beata e a Construção de Políticas Públicas para a População Negra, com a participação de Doya Moreira Costa, Laremi Emiliano, Thula Pires e mediação de Eliana Alves Cruz.</p>
<p>Ainda como parte da homenagem à Mãe Beata, a Aldeia dos Caboclos promoverá durante 7 dias encontros de mães e pais de santo da região metropolitana do Rio de Janeiro para falar sobre suas experiências com os caboclos.</p>
<p>Com curadoria de Valter Macumba, a Aldeia dos Caboclos terá shows que vão do Tecnomacumba, de Rita Benneditto, à voz ancestral de Tia Nicinha, passando por apresentações dos 22 terreiros envolvidos nessa ação, que terá líderes espirituais como Mãe Meninazinha, Torodi, Janaína Lázaro e o próprio Babá Adailton.</p>
<h2>Slam</h2>
<p>Depois da primeira edição, na Bélgica, em 2022, a Flup leva para o Rio de Janeiro o II Campeonato Mundial de Poesia Slam (World Poetry Slam Championship, em inglês), que reunirá poetas de diferentes países dos cinco continentes, representando África do Sul, Níger, Gana, Guiné, Burkina Faso, Quênia, Nigéria, Moçambique, Costa do Marfim, Marrocos, Bélgica, Itália, Luxemburgo, Inglaterra, Espanha, Eslovênia, Chipre, Eslováquia, República Tcheca, Irlanda, Lituânia, Japão, Israel, Nova Zelândia, Austrália, Canadá, México, República Dominicana, Costa Rica, Haiti, Uruguai, Colômbia, Chile, Venezuela, Peru, Argentina e Brasil. O slammer Ocotta vai representar o Brasil. A carreira dele começou em um dos processos formativos da Flup, o Slam Colegial de 2017.</p>
<p>De acordo com Ocotta, no Brasil costuma-se falar muito sobre vivências e seu cotidiano, mas o assunto é livre e qualquer pessoa pode falar o que quiser. “O slam é o espaço de escuta para pessoa que não são escutadas. Dá voz para pessoas que não têm voz. Qualquer pessoa pode chegar em um slam e recitar uma poesia. Quando eu comecei a fazer slam tinha muita vontade de desenvolver uma arte, seja qual for, mas não tinha espaço para isso, e o slam foi o espaço que foi abeto para mim”, revelou.</p>
<p>As batalhas vão ocorrer em quatro línguas oficiais: português, espanhol, francês e inglês, com traduções simultâneas e intérpretes de libras. Todas as rodadas e a final serão transmitidas ao vivo pelo Youtube da Flup. Cada poeta tem 3 minutos e não pode usar objetos cênicos.</p>
<p>“Todos esses poemas terão a tradução projetada em um telão no fundo do palco para que a plateia possa entender a língua falada nas periferias globais”, informou o diretor fundador da Flup.</p>
<p>Além de sediar pela primeira vez uma competição mundial de Slam, a Flup 2023 terá de 18 a 22 de outubro as batalhas de poesia TransSlam Internacional, o II Slam Coalkan, primeiro slam indígena, o I Slam das Minas BR, o Slam de Cria e a IV Batalha de Rimas.</p>
<p>Na programação trans, o público vai poder ver a Batalha Vogue e o show de Linn da Quebrada. “Um grupo liderado pelo poeta e ativista Tom Grito organizará uma mesa para debater a transmasculinidade, e a própria Linn da Quebrada discutirá a oralidade como uma forma de defesa das mulheres trans com a atriz e performer Kika Sena, com mediação da deputada Dani Balbi. O TransSlam terá poetas trans de cinco países da América do Sul”, informann os organizadores.</p>
<h2>Debates</h2>
<p>A programação prevê ainda mesas de debates com presenças como a da escritora Conceição Evaristo; do lavrador, poeta e escritor Nêgo Bispo; do compositor e cantor Emicida; da ensaísta e dramaturga Leda Maria Martins; do rapper, escritor e cineasta MV Bill e do cantor e compositor Marcelo D2. Também nas mesas, a programação incluiu uma série de debates sobre os 20 anos das cotas na UERJ, que vão discutir os temas assédio e violência contra a mulher.</p>
<h2>Shows</h2>
<p>Já na programação musical haverá apresentações das cantoras Rita Benneditto, Leci Brandão, Teresa Cristina, Bia Ferreira, Linn da Quebrada, do rapper e compositor Xamã e da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem.</p>
<h2>Hip-hop</h2>
<p>O festival vai comemorar também os 50 anos do hip-hop no mundo e os 15 anos da chegada dos slams ao Brasil.</p>
<p>A banda afro-americana The Last Poets, considerada precursora do rap e influenciadora do cenário do hip-hop e do slam, com seu icônico e revolucionário repertório de <em>spoken word music</em>, é uma das atrações internacionais confirmadas na programação. Além da performance artística, os músicos participam de uma mesa de debates com o rapper, ator, cineasta e escritor MV Bill. No domingo (15), ele fecha a noite com um show.</p>
<p>“Celebrando os 50 anos do hip-hop no mundo, olhando o hip-hop como uma expressão da periferia mundial, e em nome dessa celebração a gente vai organizar a festa zoeira, que a partir da década de 90 projetou o hip-hop nacional e carioca com nomes como Marechal e D2, toda uma geração de rappers cariocas”, disse Ludemir.</p>
<h2>Filme</h2>
<p>Ainda na programação, haverá mesa de debate sobre o filme independente <em>Slam</em>, com a participação do músico, escritor e ator Saul Williams, protagonista do trabalho dirigido por Marc Levin, que foi escolhido como o melhor filme do Festival de Sundance, em 1998. Os dois vão contar como o filme contribuiu para os slams se espalharem pelo mundo. Na sexta-feira (13), Willians também fará uma performance poética e participará da mesa A Escola da Rua, com Emicida.</p>
<p>A programação do dia 20 reservou espaço para a discussão de uma pauta indígena, com a realização do II Slam Coalkan e a mesa Literatura indígena contemporânea, que tem como convidados Emil&#8217; Keme aka Emilio del Valle Escalante, da Guatemala, e Graça Graúna, e mediação de Trudruá Dorrico. A mesa Poemas tatuados em nossas memórias, será mediada por Maryano e participações de Vanda Witoto e Xamã.</p>
<p>No último dia, a Flup vai ter um debate com Assa Traoré e o Cacique Marcos Xukuru. A ativista do ano da revista <em>Times</em>, de 2020, Assa Traoré se tornou uma das mais relevantes lideranças periféricas da França depois que a polícia francesa assassinou seu irmão Adama. O cacique Marcos Xukuru, também se tornou uma figura marcante após o assassinato do seu pai por pistoleiros, na década de 1990, em represália à sua luta pela demarcação das terras do povo Xukuru, na cidade de Pesqueira, no Agreste pernambucano.</p>
<p>O diretor fundador da Flup, Julio Ludemir, estima que, por causa das atrações, o festival vai receber cerca de 40 mil pessoas. “A gente está trabalhando muito concentradamente e com muito foco para entregar um grandíssimo festival literário cultural multimídia para o povo periférico brasileiro e do Rio de Janeiro. Normalmente quando se chega nesses lugares [periferia], chega com a violência, com o preconceito, com tiros, com acusações, e a gente está chegando com cultura, alegria e representatividade”.</p>
<p><em>* Com informações da repórter do radiojornalismo Cristiane Ribeiro</em></p>
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		<title>Geral Festa Literária das Periferias (Flup) começa hoje no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2022 14:12:47 +0000</pubDate>
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<p>A 12ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) começa hoje (5) na cidade do Rio de Janeiro. O evento será aberto às 12h no Centro de Artes da Maré, na zona norte da cidade, e se estende até o próximo domingo (11).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Entre as atrações da Flup deste ano estão as realizações de rodadas de poesia falada, também conhecidas como “slam”: o Slam Abya Yala (a Copa América da poesia falada), o Slam Coalkan (que reunirá indígenas de vários países das Américas) e o Slam BR (o campeonato brasileiro de slam).</p>
<p>A abertura terá uma revoada de balões biodegradáveis, na Biblioteca Popular Escritor Lima Barreto, localizada no Complexo da Maré, seguida por uma Fan Fest para assistir à transmissão ao vivo do jogo do Brasil.</p>
<p>Após o jogo, haverá cerimônia de saudação aos orixás e o lançamento da biografia Pai Santana – O Orixá do Futebol, lendário massagista do Vasco da Gama. O livro foi o último escrito por Ecio Salles, criador da Flup que morreu em 2019.</p>
<p>A partir das 20h30, estão previstos<em> shows</em> com os artistas Evy, Kamy e No Lance, além da apresentação da roda de samba do grupo Awurê.</p>
<p>A programação completa do evento pode ser conferida no <a href="https://www.flup.net.br/" target="_blank" rel="noopener"><em>site</em> da Flup</a> .</p>
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