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	<title>Floresta Amazônica &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Mudança climática: árvores gigantes da Amazônia guardam segredos valiosos para a ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 13:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[No Dia da Amazônia (5/9), especialistas reforçam a importância de proteger as chamadas árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que pode ultrapassar 80 metros de altura e armazenar quantidades impressionantes de carbono. Em 2022, pesquisadores localizaram no município de Almeirim (PA) o maior exemplar já registrado no Brasil: um angelim-vermelho de 88,5 metros, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia da Amazônia (5/9), especialistas reforçam a importância de proteger as chamadas árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que pode ultrapassar 80 metros de altura e armazenar quantidades impressionantes de carbono.</p>
<p>Em 2022, pesquisadores localizaram no município de Almeirim (PA) o maior exemplar já registrado no Brasil: um angelim-vermelho de 88,5 metros, o equivalente a um prédio de 30 andares. Ao todo, já são 20 árvores com mais de 70 metros encontradas na região do Rio Jari, entre o Pará e o Amapá.</p>
<p>Segundo o pesquisador Diego Armando Silva (IFAP), uma única árvore pode concentrar até 80% da biomassa de um hectare, o que a torna peça-chave no combate às mudanças climáticas. Estimativas iniciais sugerem que esses exemplares podem ter entre 400 e 500 anos de idade, funcionando como verdadeiros arquivos da história da floresta.</p>
<figure id="attachment_85518" aria-describedby="caption-attachment-85518" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-85518" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Angelim Vermelho Na Floresta Estadual Do Paru, No Pará - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-85518" class="wp-caption-text">Angelim-vermelho na Floresta Estadual do Paru, no Pará &#8211; Foto: Fundação Amazônia Sustentável/Divulgação</figcaption></figure>
<h3><strong>Ameaças e proteção</strong></h3>
<p>Apesar de seu valor ambiental, muitas dessas árvores estão fora de unidades de conservação ou em áreas que permitem exploração madeireira. A diretora da Rede Pró-UC, Ângela Kuczach, alerta:</p>
<blockquote><p>“O maior angelim-vermelho do Brasil é a terceira maior árvore do mundo, mas estava em área de manejo florestal. Sem proteção efetiva, corre risco de desaparecer.”</p></blockquote>
<p>A mobilização de ambientalistas levou à criação do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia (Pagam), em 2024, no Pará, com 560 hectares de proteção integral. No entanto, a pressão do garimpo, desmatamento e grilagem ainda ameaça a região.</p>
<h3><strong>Próximos passos</strong></h3>
<p>Pesquisadores defendem a ampliação da proteção e o avanço nos estudos. O plano é criar um comitê gestor e um programa de monitoramento para avaliar de forma mais detalhada o impacto dessas árvores na absorção de carbono, no ciclo das chuvas e na biodiversidade amazônica.</p>
<p>“Ainda podemos descobrir árvores gigantes fora de áreas protegidas. Se não agirmos rápido, elas podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência”, alerta Kuczach.</p>
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		<title>Pesquisa inédita pode ajudar na recuperação de florestas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pesquisa-inedita-pode-ajudar-na-recuperacao-de-florestas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 13:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[captura de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa inédita]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de florestas]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém, identificaram marcadores moleculares capazes de quantificar genes e proteínas que favorecem práticas de manejo e aumentam o estoque de carbono no solo. A pesquisa inédita pode ajudar na recuperação de florestas e potencializar a captura de carbono da atmosfera. O estudo Genes e proteínas relacionados a ciclagem de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém, identificaram marcadores moleculares capazes de quantificar genes e proteínas que favorecem práticas de manejo e aumentam o estoque de carbono no solo. A pesquisa inédita pode ajudar na recuperação de florestas e potencializar a captura de carbono da atmosfera.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O estudo <em>Genes e proteínas relacionados a ciclagem de nutrientes, fixação de carbono e saúde do solo</em> teve início em 2016 e se divide em três vertentes: mapeamento dos solos naturais, acompanhamento da recuperação de áreas degradadas e avaliação da qualidade do solo em projetos de reflorestamento e sistemas agroflorestais. Nesta última etapa, o levantamento está associado à meta de recuperar mais 500 mil hectares de florestas no Brasil até 2030.</p>
<p>Os pesquisadores recolhem amostras do solo e, no laboratório, conseguem mapear o DNA e as proteínas existentes. Segundo o coordenador do estudo, Rafael Valadares, já foram feitas pesquisas em solos naturais, sistemas agroflorestais e impactados pela mineração. O estudo teve início na Floresta Amazônica, com análise do solo na Serra de Carajás, área de atuação da Vale, principalmente nos campos rupestres ferruginosos e na Floresta Nacional de Carajás.</p>
<p>“Fizemos uma grande biblioteca de genes e proteínas dessas áreas naturais. Em um segundo momento, conhecendo o que existe de biodiversidade microbiana, rotas bioquímicas de funções nos sistemas naturais, avançamos para áreas de projetos de recuperação de áreas degradadas. Também na Floresta Amazônica, nas áreas recuperadas pela Vale, onde conseguimos demonstrar o avanço da recuperação do ponto de vista bioquímico do solo &#8211; que é o coração da floresta”, explicou à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
<p>De acordo com Valadares, a terceira etapa foi realizada em um projeto piloto em Linhares, no Espírito Santo, na Reserva Natural Vale e entorno, onde são analisados diferentes sistemas produtivos.</p>
<p>“É avaliada a capacidade de agrossistemas florestais, que são sistemas mais conservativos que usam do plantio de frutíferas, associados com espécies arbóreas. Avaliamos em Linhares a capacidade de sistemas agroflorestais de estocar mais carbono e se o sistema agroflorestal é um solo mais saudável ou não. O objetivo é ver qual sistema está contribuindo para um solo mais saudável”, disse.</p>
<p>O estudo é disseminado a produtores rurais para que possam compreender melhor o solo em que atuam. “De posse das informações do que está funcionando bem ou mal no solo, o produtor pode direcionar as técnicas de manejo para corrigir o que está indo errado. Da mesma maneira, podemos comparar diferentes sistemas de cultivo, diferentes plantios e indicar qual sistema está contribuindo para melhoria geral do solo e qual está degradando”, argumentou.</p>
<h2>Solos</h2>
<p>Nesta <span id="OBJ_PREFIX_DWT404_com_zimbra_date" role="link">sexta</span>-feira, <span id="OBJ_PREFIX_DWT401_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT405_com_zimbra_date" role="link">15 de abril</span></span>, é comemorado o Dia Nacional da Conservação do Solo. Dados do Painel Intergovernamental para Mudanças do Clima das Nações Unidas (IPCC) mostram que o solo responde por cerca de 70% do carbono estocado na terra na forma de matéria orgânica. Isto representa quase três vezes mais do que o armazenado na vegetação e cerca do dobro em comparação com a atmosfera.</p>
<p>Atualmente, de acordo com Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 33% dos solos do mundo e 52% dos solos agrícolas estão degradados, principalmente por erosão, compactação e contaminação. Segundo o especialista em Solos e Microbiologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Igor Assis, o solo é fundamental para a vida na Terra.</p>
<p>“O solo tem várias funções, como produção de alimentos, fibras e combustíveis. Mas ainda como sequestro de carbono, purificação de água &#8211; a água que sai da nascente geralmente é limpa porque o solo faz essa purificação; degradação de contaminantes &#8211; muitos que acabam sendo aportados no solo, a própria microbiota degrada esses contaminantes”, explicou.</p>
<p>Assis ressaltou ainda a importância do solo na regulação de enchentes. “Quando o solo é bem manejado, estruturado, ele armazena uma quantidade gigantesca de água das chuvas. Quando o solo está degradado, fica compactado e não consegue armazenar essa água de chuva, que acaba indo toda para os rios e aí acontecem as grandes enchentes que a gente vê atualmente. O solo tem a função de ser fonte de recursos genéticos e farmacêuticos, que tem uso direto pela população no nosso dia a dia”, disse.</p>
<p>Para o professor, a educação a respeito do solo é essencial para a sobrevivência da espécie humana.</p>
<p>“Temos um crescimento exponencial da população mundial e vem aumentando muito a quantidade de solos degradados. Então, estamos indo para uma conta que não fecha: a população crescendo, precisamos produzir mais alimentos que os solos nos fornecem e eles estão sendo degradados e num futuro não muito distante, muitos desses serviços vão ser reduzidos drasticamente e isso afeta diretamente a nossa vida”, afirmou.</p>
<h2>Baixo carbono</h2>
<p>Outro ponto em destaque é a recente discussão sobre economia de baixo carbono, destinada a conter as emissões de gases de efeito estufa. O assunto tem ganhado cada vez mais espaço pelo mundo</p>
<p>Segundo o professor, solos bem manejados são uma forma eficaz de conservar carbono na forma orgânica, diminuindo a emissão de gases do efeito estufa e contribuindo para o mercado de crédito de carbono.</p>
<p>“A questão de mudanças climáticas, que está relacionada com a economia de baixo carbono tinha inicialmente a ideia de diminuir a emissão de CO2 para atmosfera e <span id="OBJ_PREFIX_DWT402_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT406_com_zimbra_date" role="link">hoje</span></span> a gente trabalha com duas áreas relacionadas a isso: que é diminuir a emissão, como sequestrar, drenar o carbono que está na atmosfera. E o único componente que a gente consegue manejar para fazer isso de forma mais fácil é o solo”, destacou.</p>
<p>Nesse sentido, para precificar o mercado, países têm criado o chamado <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-10/agencia-brasil-explica-o-que-e-e-como-funciona-o-mercado-de-carbono#" target="_blank" rel="noopener">mercado de carbono</a>, um mecanismo que permite a venda de créditos por nações que limitam as emissões desses gases para nações com maiores dificuldades de cumprir as metas de redução.</p>
<p>No Brasil, o tema tem sido discutido na Câmara dos Deputados com o PL 528/2021, que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE). A proposta quer assegurar a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, freando o aquecimento global.</p>
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