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	<title>festival artístico &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Observatório de Favelas realiza festival artístico sobre Avenida Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 15:56:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neste mês de outubro, o Observatório de Favelas lança o Festival Brasil: Avenida de Possibilidades, que apresentará uma programação cultural ao longo de quatro meses, tendo como tema central a Avenida Brasil. Fazem parte da programação do Festival ações como dez intervenções artísticas nas passarelas e pontos de ônibus da via expressa; exposição de artes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês de outubro, o Observatório de Favelas lança o Festival Brasil: Avenida de Possibilidades, que apresentará uma programação cultural ao longo de quatro meses, tendo como tema central a Avenida Brasil. Fazem parte da programação do Festival ações como dez intervenções artísticas nas passarelas e pontos de ônibus da via expressa; exposição de artes visuais no Galpão Bela Maré; exposição em 360º; aula-passeio de ônibus pela avenida; um seminário que pretende refletir sobre arte urbana, cultura e periferias; atividades educativas, além de um catálogo digital com os resultados dessas atividades que acontecem até 02 de março de 2024. O edital para a participação de artistas está aberto e disponível <a href="https://curt.link/festivalbrasil-intervencoes-edital" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.</p>
<p>O Festival Brasil &#8211; Avenida de Possibilidades é apresentado por Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura e patrocinado pela Oi, através da Lei do ICMS, e por Serede, Multiterminais e Estácio, por meio da Lei do ISS. O festival também conta com Apoio Institucional do Itaú Cultural e do Instituto JCA; com parceria da Automatica e do TradInterLab; com a parceria estratégica do Oi Futuro; e é realizado pelo Observatório de Favelas.</p>
<p>As ações são desenvolvidas para todos os públicos, e espera-se dialogar especialmente com quem transita pela avenida: estudantes de escolas públicas, trabalhadores de instituições públicas e do setor privado, pessoas com deficiência, universitários, moradores/as, lideranças sociais, pesquisadores/as, membros de organizações da sociedade civil e de projetos realizados no entorno da Avenida Brasil. Com o intuito de expandir as trocas e saberes, o Festival visa contribuir com diversas vivências de obras, de bens e de práticas culturais, integrando longas distâncias e tendo a Avenida Brasil como eixo.</p>
<p>Segundo Isabela Souza, diretora do Observatório de Favelas, o Festival dá foco a dimensões que são invisíveis no dia a dia de quem passa pela Avenida Brasil através da criação de espaços de visibilidade para pessoas, territórios e questões que atravessam o entorno dos 58 quilômetros de extensão da via:</p>
<p>“A importância do Festival é criar espaços na cidade e região metropolitana para discutir a importância da via. Esta é uma oportunidade de reconhecer e visibilizar a Avenida Brasil não só pelo trânsito, mas pela presença das pessoas, favelas, periferias e espaços suburbanos. É fazer desta via um espaço de ativação artística que garante o direito à arte e cultura para pessoas que estão ali trabalhando e se deslocando e podem ser surpreendidas”, explica.</p>
<p>“Nós acreditamos na arte como manifestação de identidades, de desejos, de reflexões e de conhecimento sobre experiências individuais e coletivas. Por isso, apoiamos o Festival Brasil: Avenida de Possibilidades, que vai transformar uma das principais vias do Rio de Janeiro &#8211; a Avenida Brasil -, em um corredor criativo que atravessa a cidade com seus 58 quilômetros. Os artistas selecionados expressarão suas perspectivas diante de seus próprios territórios e contarão suas histórias em uma programação tão diversa e potente quanto as paisagens existentes ao longo da via. Assim, a cidade e todas as pessoas que passam pela avenida ganham uma galeria de arte e cultura”, afirma Victor D’Almeida, Gerente de Cultura do Oi Futuro.</p>
<p><strong>Intervenções na via pública e exposição 360º</strong></p>
<p>Entre novembro deste ano a fevereiro de 2024, o Festival Brasil: Avenida de Possibilidades apresentará uma série de intervenções artísticas ao longo da Avenida Brasil. Serão dez ações apresentadas ou instaladas nas passarelas e pontos de ônibus ao longo da via. As intervenções serão selecionadas por chamada pública, no edital lançado em 16 de outubro. As inscrições vão até o dia 29 de outubro através do <a href="https://curt.link/festivalbrasil-intervencoes-edital" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<p>“Convidamos artistas, grupos, duplas, coletivos etc. para se integrarem ao Festival, enviando suas propostas. São bem-vindas propostas de intervenções urbanas de qualquer linguagem, que se aproximem conceitualmente da proposta do Festival e de possível realização ao longo da Avenida Brasil. Para cada ação teremos um prolabore de R$1.000,00”, explica Anna Luísa Santos, coordenadora do Galpão Bela Maré.</p>
<p>A partir de 11 de novembro, o Bela Maré receberá, como parte do Festival Brasil: Avenida de Possibilidades, uma exposição em 360º, que também será disponibilizada para visitas, a fim de proporcionar uma experiência imersiva para quem estiver distante. Com curadoria de Bruno Miguel e Rebeca Brandão, a iniciativa também se desdobrará em programações artístico-pedagógicas presenciais e virtuais, com intuito de dialogar com públicos de todas as idades. As obras ficarão disponíveis para visitação até março de 2024.</p>
<p>A exposição contará com diversas linguagens, como artes visuais, poesia e audiovisual. Segundo a curadora Rebeca Brandão, as obras dos artistas “convidam o público a refletir sobre o impacto da construção da Avenida Brasil nas últimas oito décadas &#8211; não apenas sobre o Rio de Janeiro, mas sobre todo o país -, e sobre que projeto de cidade ela escancara”.</p>
<p>Rebeca também explica seu processo de curadoria: “Esta é uma escolha que quer reimaginar o Rio de Janeiro ao se perguntar: nesta via de passagem, o que passa e o que fica? Quem passa e quem fica? Num constante vai e vem, trabalhadores, mototaxistas, vendedores ambulantes, policiais, caminhões que trazem comida para a cidade, portas de casa que se abrem para a rua e seus moradores que acompanham o movimento, fábricas, outdoors, inúmeros letreiros, lonas que sempre indicam o lazer na favela e outras imagens possíveis que nos revelam uma avenida feita por pessoas”, finaliza.</p>
<p><strong>Aula-passeio e ações educativas</strong></p>
<p>O programa educativo do Galpão Bela Maré vai viabilizar uma série de programações artístico-pedagógicas, que serão realizadas de forma presencial e virtual, com o intuito de engajar um público mais diversificado. Entre as atividades, uma aula-passeio educativa pela Avenida Brasil, que percorrerá a via de ônibus trazendo reflexões sobre a história da sua construção e seus desdobramentos para as pessoas e territórios do entorno. Também será realizado um seminário temático, com o intuito de criar um espaço de reflexão coletiva sobre a Avenida Brasil, seus conflitos e desafios.</p>
<p>“As atividades vão desde oficinas criativas, formação para educadores, ações de incentivo à leitura, até sessões de cinema e muita música. No seminário, iremos refletir sobre a importância histórica da Avenida Brasil, bem como das pessoas que fizeram e fazem parte dessa construção, que além de ser de melhoria urbana e conexões para a cidade, também é um processo de construção estética, visual e social que compõe identidade(s) coletiva(s). Contamos com a participação de vocês!”, finaliza Anna Luisa, coordenadora do Bela Maré.</p>
<p>Ao fim do festival, será disponibilizada, de forma gratuita, uma publicação digital com o objetivo de catalogar as reflexões trazidas nas obras, performances e construções realizadas ao longo dos quatro meses. O material trará um conjunto dos acontecimentos, mas também dará visibilidade aos artistas e territórios envolvidos na exposição.</p>
<p><strong>Sobre o Observatório de Favelas</strong></p>
<p>O Observatório de Favelas, criado em 2001, é uma organização da sociedade civil sediada no Conjunto de Favelas da Maré, com atuação nacional. Dedica-se à produção de conhecimento e metodologias visando incidir em políticas públicas sobre as favelas e promover o direito à cidade. Fundado por pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares, tem como missão construir experiências que contribuam para a superação das desigualdades e o fortalecimento da democracia a partir da afirmação das favelas e periferias como territórios de potências e direitos. Atualmente, desenvolve programas e projetos em cinco áreas: Arte e Território, Comunicação, Direito à Vida e Segurança Pública, Educação e Políticas Urbanas.</p>
<p><strong>Sobre o Galpão Bela Maré</strong></p>
<p>O Galpão Bela Maré, projeto do Observatório de Favelas realizado em parceria com a Automatica, é um espaço voltado à difusão, produção, mobilização, formação e fruição das artes e das expressões culturais através de suas mais variadas manifestações, visando, sobretudo, articular a produção artística periférica com o circuito da arte contemporânea no Rio de Janeiro. Inaugurado em 2011, consolidou-se como um espaço de referência na cidade para o debate do papel político da arte, especialmente no contexto das periferias.</p>
<p><strong>Sobre o instituto Oi Futuro</strong></p>
<p>O Oi Futuro é o instituto de inovação e criatividade da Oi para impacto social, que apoia, desenvolve e cocria programas e projetos transformadores nas áreas de Cultura, Educação e Inovação Social. Há 21 anos, o Oi Futuro estimula indivíduos, organizações e redes a construírem novos futuros, com mais inclusão e diversidade, por meio de ações e parcerias em todo o Brasil.</p>
<p>Desde 2005, o Oi Futuro mantém o Futuros – Arte e Tecnologia, um centro cultural no Rio de Janeiro com uma programação diversa e inovadora, que valoriza a convergência entre arte contemporânea, ciência e tecnologia. Com média de 100 mil visitantes por ano, o espaço abriga galerias de arte, um teatro multiuso, um bistrô e também o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, com acervo de mais 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil. O Musehum oferece experiências imersivas e interativas que convidam o público a refletir sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas.</p>
<p>O Oi Futuro gerencia também o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que já apoiou mais de 2.500 projetos culturais em todo o país ao longo de 17 edições realizadas por editais públicos. Ainda na área cultural, o instituto idealizou e mantém o Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, que oferece infraestrutura e formação para artistas, profissionais e empreendedores da Economia Criativa.</p>
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