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	<title>Favelas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Favelas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Pesquisa revela que segurança, moradia e saúde lideram prioridades nas favelas brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 17:24:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Data Favela]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
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					<description><![CDATA[Segurança pública, acesso à moradia digna e serviços de saúde de qualidade aparecem como as principais demandas de moradores de favelas no Brasil. É o que revela a pesquisa “Sonhos da Favela”, realizada pelo Data Favela com 4.471 pessoas maiores de 18 anos, em comunidades das cinco regiões do país, com foco especial nos estados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segurança pública, acesso à moradia digna e serviços de saúde de qualidade aparecem como as principais demandas de moradores de favelas no Brasil. É o que revela a pesquisa “Sonhos da Favela”, realizada pelo Data Favela com 4.471 pessoas maiores de 18 anos, em comunidades das cinco regiões do país, com foco especial nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.</p>
<p>O estudo foi conduzido entre os dias 11 e 16 de dezembro de 2025 e traça um retrato detalhado de uma população majoritariamente jovem, negra e economicamente ativa, mas que segue enfrentando desafios históricos ligados à infraestrutura, ao acesso a direitos e à segurança. A proposta da pesquisa é ampliar o debate público e provocar governos, empresas e a sociedade a encarar de forma mais direta as desigualdades que impactam o cotidiano das favelas.</p>
<p>Ao projetarem o futuro de suas famílias para 2026, os entrevistados apontaram a melhoria da moradia como principal objetivo (31%). Na sequência aparecem o desejo por acesso a uma saúde de qualidade (22%), a entrada dos filhos na universidade (12%) e a garantia de segurança alimentar (10%). Os dados indicam que as aspirações estão diretamente ligadas à dignidade básica e à estabilidade.</p>
<figure id="attachment_88580" aria-describedby="caption-attachment-88580" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-88580" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Complexo-da-Penha-na-zona-norte-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Complexo Da Penha, Na Zona Norte Da Cidade Do Rio De Janeiro - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Complexo-da-Penha-na-zona-norte-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Complexo-da-Penha-na-zona-norte-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Complexo-da-Penha-na-zona-norte-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Complexo-da-Penha-na-zona-norte-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88580" class="wp-caption-text">Complexo da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para a copresidente do Data Favela, Cléo Santana, o levantamento vai além de números. Segundo ela, ouvir moradores de favela é um gesto de reconhecimento e reparação histórica. “Favela não é apenas problema ou estatística. É um espaço de inteligência coletiva, cultura, empreendedorismo e estratégias reais de prosperidade”, avalia. A dirigente destaca ainda que construir dados a partir da vivência local contribui para políticas públicas mais eficazes e para uma representação mais justa das periferias na mídia.</p>
<h3>Perfil da população entrevistada</h3>
<p>A pesquisa mostra que 58% dos entrevistados têm entre 30 e 49 anos, enquanto 25% estão na faixa de 18 a 29 anos. Pessoas com mais de 50 anos representam 17% da amostra. As mulheres são maioria, com cerca de 60% dos respondentes, e 75% se identificam como heterossexuais.</p>
<p>Em relação à raça, oito em cada dez moradores de favela se reconhecem como negros: 49% se declaram pardos e 33% pretos. Pessoas brancas correspondem a 15%. No campo educacional, 35% concluíram o ensino médio, 11% têm ensino superior completo e apenas 5% chegaram à pós-graduação.</p>
<p>A renda também evidencia a vulnerabilidade social: cerca de 60% sobrevivem com até um salário mínimo por mês. Outros 27% recebem entre R$ 1.521 e R$ 3.040, enquanto apenas 15% estão acima dessa faixa. No mercado de trabalho, 30% possuem carteira assinada, 34% atuam na informalidade, 17% estão desempregados e 8% fora da força de trabalho.</p>
<p>Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma não receber nenhum tipo de benefício governamental. Entre os que recebem, o Bolsa Família/Auxílio Brasil é o mais citado, alcançando 29% dos participantes.</p>
<h3>Infraestrutura e serviços básicos</h3>
<p>Quando questionados sobre as mudanças prioritárias nos territórios onde vivem, os moradores apontaram o saneamento básico como a principal necessidade (26%), seguido por melhorias na educação (22%), na saúde (20%) e no transporte público (13%). O meio ambiente também aparece entre as preocupações, citado por 7% dos entrevistados.</p>
<figure id="attachment_88581" aria-describedby="caption-attachment-88581" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88581" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Falta-de-saneamento-basico-no-Complexo-da-Mare-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C531&#038;ssl=1" alt="Falta De Saneamento Básico No Complexo Da Maré - Expresso Carioca" width="754" height="531" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Falta-de-saneamento-basico-no-Complexo-da-Mare-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Falta-de-saneamento-basico-no-Complexo-da-Mare-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C211&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Falta-de-saneamento-basico-no-Complexo-da-Mare-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Falta-de-saneamento-basico-no-Complexo-da-Mare-Expresso-Carioca.webp?resize=120%2C86&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Falta-de-saneamento-basico-no-Complexo-da-Mare-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C528&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88581" class="wp-caption-text">Falta de saneamento básico no Complexo da Maré &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>As opções de esporte, lazer e cultura dentro das comunidades foram avaliadas de forma crítica: 35% consideram esses serviços ruins ou muito ruins, enquanto 32% os classificam como regulares, revelando carência de políticas públicas voltadas ao bem-estar social.</p>
<h3>Raça, gênero e desigualdade</h3>
<p>A pesquisa também expõe como o racismo segue impactando oportunidades. Cerca de 50% dos entrevistados afirmam que a cor da pele interfere no acesso ao trabalho. Entre as mulheres, os desafios se agravam: sete em cada dez apontam a violência doméstica e o feminicídio como os principais problemas enfrentados nas favelas.</p>
<figure id="attachment_88582" aria-describedby="caption-attachment-88582" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88582" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Favela-de-Paraisopolis-na-capital-paulista-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Favela De Paraisópolis, Na Capital Paulista - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Favela-de-Paraisopolis-na-capital-paulista-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Favela-de-Paraisopolis-na-capital-paulista-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Favela-de-Paraisopolis-na-capital-paulista-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Favela-de-Paraisopolis-na-capital-paulista-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88582" class="wp-caption-text">Favela de Paraisópolis, na capital paulista &#8211; Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Outras dificuldades citadas incluem a falta de emprego e renda (43%) e a ausência de apoio no cuidado com os filhos (37%). Questionadas sobre quais políticas públicas seriam mais urgentes para as mulheres, as respostas destacaram programas de inserção no mercado de trabalho (62%), campanhas de combate ao machismo (44%), serviços de atendimento 24 horas, como delegacias especializadas (43%), e ações voltadas à saúde da mulher (39%).</p>
<h3>Segurança pública e medo cotidiano</h3>
<p>A sensação de insegurança aparece como um dos pontos mais sensíveis do levantamento. Ao serem perguntados sobre quais instituições confiam para protegê-los da violência, 36% responderam “nenhuma”. A Polícia Militar foi citada por 27%, a Polícia Civil por 11% e 7% afirmaram confiar em facções locais.</p>
<p>A presença policial nas favelas divide opiniões: 25% dizem que ela não altera a sensação de segurança, 22% afirmam se sentir mais protegidos, enquanto 13% relatam medo e insegurança. Um dado considerado emblemático pelos pesquisadores é o silêncio: 24% preferiram não responder à pergunta.</p>
<p>Segundo Cléo Santana, o principal desejo revelado pela pesquisa — poder ir e vir com tranquilidade, citado por 47% dos entrevistados — mostra que o futuro ainda é pensado a partir da lógica da sobrevivência. “Pesquisas como essa funcionam como um megafone para amplificar a voz que a favela já tem, mas que muitas vezes não é ouvida”, conclui.</p>
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		<item>
		<title>Estudo genético na Maré revela evolução da Covid-19 com impacto global</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/estudo-genetico-na-mare-revela-evolucao-da-covid-19-com-impacto-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 13:01:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa inédita conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que novas linhagens do coronavírus evoluíram na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, e se espalharam globalmente. O estudo, intitulado &#8220;A circulação viral em favelas tem impacto global?&#8221;, identificou variantes surgidas no complexo de favelas que infectaram pessoas no Brasil, Estados Unidos, Suíça, Índia, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa inédita conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que novas linhagens do coronavírus evoluíram na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, e se espalharam globalmente. O estudo, intitulado &#8220;A circulação viral em favelas tem impacto global?&#8221;, identificou variantes surgidas no complexo de favelas que infectaram pessoas no Brasil, Estados Unidos, Suíça, Índia, África do Sul e China.</p>
<p><strong>Dados principais da pesquisa</strong></p>
<ul>
<li>Taxa de mortalidade por Covid-19 na Maré entre 10% e 16% (quase o dobro da média da cidade do Rio de Janeiro).</li>
<li>Linhagens da variante Gamma, originadas na Maré, foram encontradas em casos no Brasil, EUA e Suíça.</li>
<li>Cepa da variante Delta, surgida na comunidade, foi identificada em outros estados brasileiros, além dos EUA, Índia, África do Sul, China e Suíça.</li>
<li>Mutações da variante Ômicron na Maré foram ancestrais de casos na América Latina.</li>
</ul>
<h3><strong>Por que as favelas favorecem a evolução viral?</strong></h3>
<p>O pesquisador Thiago Moreno Souza, um dos autores do estudo, explica que condições estruturais precárias facilitam a disseminação e mutação de vírus respiratórios.</p>
<blockquote><p><em>“Fatores como saneamento precário e alta densidade populacional favorecem a rápida transmissão e evolução do vírus, podendo catalisar sua dispersão em um contexto global”,</em> afirma Souza.</p></blockquote>
<p>Além disso, muitas favelas estão localizadas em áreas urbanas centrais de megacidades, aumentando a possibilidade de que variantes geradas nesses territórios se espalhem rapidamente.</p>
<h3><strong>A importância de priorizar as favelas na saúde pública</strong></h3>
<p>O estudo destaca a necessidade de investimentos e estratégias específicas para favelas na preparação para futuras pandemias.</p>
<blockquote><p><em>“Melhorar infraestrutura básica, saneamento e assistência médica é crucial para a saúde pública e para a resiliência em crises futuras”</em>, apontam os pesquisadores.</p></blockquote>
<h3><strong>Impacto global e futuro</strong></h3>
<p>Estudos indicam que mais de um terço da população mundial poderá viver em favelas até 2050. No Brasil, 8% da população já reside nesses territórios, segundo o IBGE.</p>
<p>Compreender a dinâmica dos agentes infecciosos em comunidades de baixa renda é fundamental para evitar novas epidemias e proteger populações vulneráveis.</p>
<p>Publicação do estudo: <em>Frontiers in Microbiology</em><br />
Instituições envolvidas: Fiocruz, UFF, IDOR e PUC-Rio</p>
<p>Com esses dados, os cientistas reforçam que as favelas não são apenas locais de alta vulnerabilidade sanitária, mas também espaços que podem influenciar a dinâmica de pandemias em nível global.</p>
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		<item>
		<title>ExpoFavela Innovation Rio 2024 expande e internacionaliza o empreendedorismo das Favelas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/expofavela-innovation-rio-2024-expande-e-internacionaliza-o-empreendedorismo-das-favelas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2024 17:14:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade das Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Expo Favela Innovation Rio 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Expo Favela Innovation, reconhecida como a maior feira de negócios dedicada ao empreendedorismo em favelas, retorna ao Rio de Janeiro para sua segunda edição na Cidade das Artes, de 8 a 10 de novembro de 2024. O evento, que em 2023 atraiu mais de 31 mil visitantes, chega ainda maior, com 200 expositores e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Expo Favela Innovation, reconhecida como a maior feira de negócios dedicada ao empreendedorismo em favelas, retorna ao Rio de Janeiro para sua segunda edição na Cidade das Artes, de 8 a 10 de novembro de 2024. O evento, que em 2023 atraiu mais de 31 mil visitantes, chega ainda maior, com 200 expositores e mais de 1.000 horas de conteúdo, incluindo palestras, workshops e mentorias, visando fortalecer a economia nas favelas e conectar empreendedores de territórios vulneráveis com grandes empresas, investidores e aceleradoras.</p>
<p>Com mais de 1.478 empreendedores inscritos, a feira espera impactar diretamente a geração de empregos, com estimativas de criar mais de 3.000 postos de trabalho diretos e indiretos. O evento também capacitará cerca de 2.500 pequenos negócios, promovendo oportunidades e desenvolvimento econômico.</p>
<p>A Expo Favela Innovation é uma plataforma para revelar o potencial das favelas, tanto no mercado brasileiro quanto internacionalmente. Em 2024, o evento fará sua estreia global com uma edição em Paris, uma iniciativa que, segundo Celso Athayde, fundador da Expo e CEO da Favela Holding, marca um passo essencial para demonstrar o poder transformador das favelas brasileiras ao mundo. “A Expo Favela Innovation é mais que uma feira de negócios; é uma vitrine das capacidades das favelas, ambientes de inovação e desenvolvimento. A edição de Paris ampliará essa visão”, destaca Athayde.</p>
<p>O evento contará com rodadas de negócios, pitches de startups, debates sobre inovação sustentável e empreendedorismo, além de uma agenda cultural rica com shows e apresentações artísticas, celebrando a diversidade e criatividade das comunidades cariocas.</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Expo Favela Innovation Rio 2024</strong></p>
<p><strong>Datas:</strong> 8, 9 e 10 de novembro<br />
<strong>Horário:</strong> das 10h às 19h<br />
<strong>Local:</strong> Cidade das Artes<br />
<strong>Endereço:</strong> Av. das Américas, 5300 &#8211; Barra da Tijuca, Rio de Janeiro</p>
<p><strong>Mais informações e inscrições:</strong> <a href="https://rj.expofavela.com.br/" target="_blank" rel="noopener">https://rj.expofavela.com.br/</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Favelas Iniciam Série de Conferências para Enviar Sugestões ao G20</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/favelas-iniciam-serie-de-conferencias-para-enviar-sugestoes-ao-g20/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 13:46:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cufa]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta segunda-feira (29), representantes de favelas de diversos países dão início a uma série de conferências para debater questões e propostas voltadas para esses territórios, visando à cúpula do G20, programada para novembro na cidade do Rio de Janeiro. A primeira Conferência Internacional das Favelas-20 está sendo realizada no Complexo da Penha, no Rio. Até [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (29), representantes de favelas de diversos países dão início a uma série de conferências para debater questões e propostas voltadas para esses territórios, visando à cúpula do G20, programada para novembro na cidade do Rio de Janeiro. A primeira Conferência Internacional das Favelas-20 está sendo realizada no Complexo da Penha, no Rio.</p>
<p>Até setembro deste ano, estão planejadas conferências em mais de 3 mil favelas nas 27 unidades federativas do Brasil e em outros 40 países, como Moçambique, Congo, Cazaquistão e Bélgica. O objetivo é reunir ideias e sugestões para serem apresentadas aos líderes do G20, composto por 19 das principais economias globais, além da União Europeia e da União Africana.</p>
<p>Para Celso Athayde, cofundador da Central Única das Favelas (CUFA), as favelas desempenham um papel significativo no desenvolvimento do país, principalmente por meio de sua mão de obra. No entanto, ele ressalta que, muitas vezes, as vozes e pensamentos dessas comunidades não são considerados pelo poder público.</p>
<p>Athayde afirma: &#8220;É a chance que a favela tem de mostrar que tem capacidade de pensar sobre os temas que os governos estão propondo: a sustentabilidade, os direitos humanos, a [redução da] desigualdade&#8221;. Ele destaca a importância de as favelas se organizarem e participarem ativamente das discussões, buscando protagonismo em agendas que também lhes dizem respeito.</p>
<p>Após as conferências locais, serão realizados eventos estaduais e nacionais nos 41 países envolvidos, visando fazer ouvir as vozes das comunidades e apresentar suas demandas aos líderes mundiais. Athayde enfatiza que cabe aos chefes de Estado considerar essas sugestões, enquanto a responsabilidade das favelas é demonstrar sua capacidade de serem protagonistas em questões que afetam suas vidas.</p>
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		<item>
		<title>Fiocruz Anuncia Edital de R$ 5,5 Milhões para Projetos de Saúde em Favelas do Rio de Janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fiocruz-anuncia-edital-de-r-55-milhoes-para-projetos-de-saude-em-favelas-do-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 14:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta quarta-feira (20), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou uma chamada pública para projetos que promovam integralmente a saúde nas favelas do Rio de Janeiro. O edital, com um montante de R$ 5,5 milhões, destina-se a financiar projetos de até R$ 100 mil, preferencialmente conduzidos por organizações sociais em rede. A expectativa é que, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quarta-feira (20), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou uma chamada pública para projetos que promovam integralmente a saúde nas favelas do Rio de Janeiro. O edital, com um montante de R$ 5,5 milhões, destina-se a financiar projetos de até R$ 100 mil, preferencialmente conduzidos por organizações sociais em rede.</p>
<p>A expectativa é que, a partir de meados de 2024, pelo menos 55 projetos sejam beneficiados por essa chamada pública. A ação faz parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, uma colaboração entre a Fiocruz, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), instituições universitárias e o setor privado.</p>
<p>O coordenador executivo do plano, Richarlls Martins, explicou que a chamada visa incentivar projetos que articulem o direito à saúde com outros direitos, incluindo ações de segurança alimentar e nutricional, comunicação e informação em saúde, ampliação do saneamento básico, educação e promoção da saúde nas escolas, entre outros.</p>
<p>&#8220;A chamada pública se propõe a promover e apoiar ações que pensem a promoção do direito humano à saúde de forma articulada com outros direitos&#8221;, destacou Martins.</p>
<p>O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro foi concebido durante a pandemia de COVID-19, com recursos provenientes da Alerj, visando auxiliar famílias em territórios vulneráveis durante a emergência sanitária e contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Entre as ações já realizadas pelo plano estão a construção de cozinhas comunitárias, distribuição de cestas básicas, atividades de reforço escolar, treinamento profissional, formação de grupos terapêuticos, projetos para o desenvolvimento da agroecologia e iniciativas de comunicação.</p>
<p>Desde 2020, o projeto já implementou ações em favelas da capital fluminense, além de outros 17 municípios da região metropolitana e interior do estado. A meta da chamada pública é expandir o alcance do plano para outros municípios do estado. O lançamento ocorreu durante um evento na quadra da escola de samba Mangueira, na zona norte da cidade do Rio, reunindo parceiros do Plano Integrado de Saúde e representantes de 90 organizações sociais apoiadas por ele.</p>
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		<title>G20: depois de favelas e macacos, Nova Delhi remove cães das ruas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/g20-depois-de-favelas-e-macacos-nova-delhi-remove-caes-das-ruas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2023 15:04:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cães]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula]]></category>
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		<category><![CDATA[remoção]]></category>
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					<description><![CDATA[Centenas de cães que vagam pelas ruas da capital Indiana, Nova Delhi, estão sendo recolhidos pelas autoridades e levados para abrigos antes da cúpula do G20. O encontro ocorrerá nesta semana. As autoridades já limparam favelas da cidade e colocaram imitações de languros (espécie de macaco) para espantar macacos dos espaços públicos antes do evento. O encontro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Centenas de cães que vagam pelas ruas da capital Indiana, Nova Delhi, estão sendo recolhidos pelas autoridades e levados para abrigos antes da cúpula do G20. O encontro ocorrerá nesta semana.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>As autoridades já limparam favelas da cidade e colocaram imitações de languros (espécie de macaco) para espantar macacos dos espaços públicos antes do evento.</p>
<p>O encontro do G20 levará a maior delegação de líderes mundiais da história à capital indiana. Entre os presentes estarão os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, Joe Biden, dos Estados Unidos; o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak; o príncipe saudita, Mohammed Bin Salman; o premiê canadense, Justin Trudeau; e o premiê japonês, Fumio Kishida.</p>
<p>As autoridades da capital negam que a remoção tenha a ver com o encontro. Contudo, ambulâncias que estão sendo usadas na captura dos animais foram vistas e exibiam uma placa que dizia: “A serviço do G20”.</p>
<p>O território da capital tem mais de 60 mil cães de rua, de acordo com dados do governo. Eles são alimentados e cuidados pela população de mais de 20 milhões de pessoas, mas casos de ataque contra humanos são raros.</p>
<p>A prefeitura emitiu em agosto uma ordem para remover os cachorros “das proximidades de locais à vista do encontro do G20”. A ordem, porém, foi retirada dois dias depois, em meio a críticas. Mais de mil animais já foram capturados em regiões próximas do aeroporto e do local do encontro.</p>
<p>Testemunhas viram a prefeitura removendo cães, usando varas com um laço em uma das pontas. Em seguida, os animais eram arrastados para as ambulâncias.</p>
<p>“O que a Índia está fazendo é irônico, dado que o tema do G20 é uma terra, uma família, um futuro. É hipócrita falar de um futuro compartilhado quando não damos espaço nem para essesseres”, disse Ambika Shukla, da organização não governamental People for Animals.</p>
<p>A administração municipal afirmou em comunicado que os cães estão sendo rastreados e serão devolvidos à região onde foram capturados. Ela não deu um prazo, contudo: “Todos os cachorros estão a salvo e confortáveis, com ajuda veterinária para avaliá-los”.</p>
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		<title>Comunidades nas Favelas de Nova Delhi são Removidas antes da Cúpula do G20</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/comunidades-nas-favelas-de-nova-delhi-sao-removidas-antes-da-cupula-do-g20/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 13:53:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula]]></category>
		<category><![CDATA[demolição]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Dheli]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando os habitantes de uma comunidade nas favelas da região de Janta Camp, em Nova Delhi, ficaram sabendo que a cúpula do G20 aconteceria na capital indiana, a apenas 500 metros de suas casas, eles tinham a esperança de que isso pudesse trazer benefícios para eles. No entanto, o que aconteceu foi que eles perderam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando os habitantes de uma comunidade nas favelas da região de Janta Camp, em Nova Delhi, ficaram sabendo que a cúpula do G20 aconteceria na capital indiana, a apenas 500 metros de suas casas, eles tinham a esperança de que isso pudesse trazer benefícios para eles.</p>
<p>No entanto, o que aconteceu foi que eles perderam suas moradias.</p>
<p>Dharmender Kumar, Khushboo Devi e seus três filhos estavam entre as dezenas de pessoas em Delhi cujas casas foram demolidas nos últimos meses – uma ação que, segundo os moradores e ativistas, faz parte dos preparativos para a cúpula que ocorrerá nos dias 9 e 10 de setembro.</p>
<p>Alguns moradores da comunidade recorreram à alta corte na tentativa de impedir os despejos, mas o tribunal considerou os assentamentos ilegais. As autoridades municipais, então, ordenaram que eles deixassem o local até 31 de maio.</p>
<p>Autoridades do governo liderado pelo primeiro-ministro Narendra Modi alegam que as casas foram construídas ilegalmente em terras do governo e que sua remoção faz parte de &#8220;uma atividade contínua&#8221;.</p>
<p>As casas nas favelas, como a de Janta Camp, foram erguidas ao longo de décadas, formando uma espécie de mosaico habitacional. A maioria dos moradores trabalha nas proximidades e vive ali há muitos anos, dentro dos limites de suas modestas residências.</p>
<p>As demolições começaram quatro meses atrás. Escavadeiras chegaram em uma manhã quente de maio, e imagens de vídeo mostram casas temporárias sendo destruídas enquanto os antigos moradores assistiam, alguns deles em lágrimas.</p>
<p>“O governo está derrubando casas e despejando pessoas vulneráveis em nome da melhoria da cidade, sem qualquer consideração pelo que acontecerá com elas”, afirmou Sunil Kumar Aledia, do Centro para o Desenvolvimento Holístico, com sede em Nova Delhi, que trabalha com pessoas em situação de rua.</p>
<p>Pelo menos 49 operações de demolição ocorreram em Nova Delhi entre 1º de abril e 27 de julho, resultando na recuperação de quase 93 hectares de terras do governo, de acordo com o ministro da Habitação júnior, Kaushal Kishore, que declarou ao Parlamento em julho que &#8220;nenhuma casa foi demolida para embelezar a cidade para a cúpula do G20&#8221;.</p>
<p>A demolição das habitações em Janta Camp chocou Mohammed Shameem, outro morador, que esperava que os líderes do G20 &#8220;dessem algo aos pobres&#8221;. Ele expressou seu desapontamento dizendo: &#8220;O oposto está acontecendo aqui. Os líderes virão, sentarão em cima de nossos destroços e farão suas refeições&#8221;.</p>
<p>Para Kumar, que trabalha como balconista em um escritório em Pragati Maidan, a demolição de sua casa e o despejo de sua família têm graves consequências. &#8220;Se nos mudarmos daqui, a educação de meus filhos também será prejudicada&#8221;, lamentou. &#8220;Aqui eles podem estudar porque a escola fica perto.&#8221;</p>
<p>Dois dos filhos de Kumar – Srishti, de 5 anos, e Eshant, de 10 anos – frequentam uma escola pública nas proximidades. Sua filha mais nova, Anokhee, tem apenas nove meses de idade. A família, que também inclui o pai de Khushboo Devi, viveu em seu barraco por 13 anos até receber a ordem de desocupação sob a justificativa de que &#8220;a área precisava ser limpa&#8221;.</p>
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		<title>O projeto propõe soluções descomplicadas para tornar residências mais saudáveis</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/o-projeto-propoe-solucoes-descomplicadas-para-tornar-residencias-mais-saudaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 16:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
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					<description><![CDATA[Medidas simples e de fácil acesso, como a implementação de cobogós (tijolos vazados), aumento da ventilação através de janelas e a construção de lajes com inclinações adequadas, têm o potencial de tornar as habitações em favelas brasileiras mais agradáveis e de prevenir doenças. Com o intuito de combater a propagação da tuberculose, a Fundação Oswaldo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Medidas simples e de fácil acesso, como a implementação de cobogós (tijolos vazados), aumento da ventilação através de janelas e a construção de lajes com inclinações adequadas, têm o potencial de tornar as habitações em favelas brasileiras mais agradáveis e de prevenir doenças. Com o intuito de combater a propagação da tuberculose, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou o desenvolvimento do projeto Habitação Saudável há aproximadamente quatro anos.</p>
<p>O projeto piloto foi lançado no Complexo de Manguinhos, um conjunto de favelas próximo à sede da Fiocruz, localizada na zona norte do Rio de Janeiro. Esse programa teve seu início após uma análise dos dados referentes à incidência de tuberculose na região, realizada ainda em 2019.</p>
<p>“Um grande número de casos de tuberculose na comunidade de Manguinhos ocorria em determinada região, que era a área com maior dificuldade socioeconômica. Eram locais onde havia transmissão da tuberculose dentro das casas. Aquelas casas que tinham maior número de pessoas, com problemas de ventilação, de iluminação direta da luz solar eram locais propícios para a contaminação”, explica a pneumologista Patrícia Canto Ribeiro, coordenadora de Atenção à Saúde da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz.</p>
<p>Inicialmente, o plano consistia em selecionar 40 residências da comunidade e criar modelos de plantas arquitetônicas com melhorias de custo reduzido, que pudessem ser aplicadas em outras habitações na favela. No entanto, a eclosão da pandemia de covid-19, que resultou em medidas de isolamento social a partir de março de 2020, impossibilitou a implementação da proposta original, levando à necessidade de adaptação do projeto.</p>
<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) redirecionou seu foco para capacitar 130 agentes comunitários. Esses profissionais receberam orientações sobre a metodologia de habitações saudáveis e contribuíram para a criação de materiais educativos, incluindo vídeos e uma cartilha.</p>
<p>Tanto os agentes comunitários quanto o material educativo desempenham um papel essencial ao instruir os moradores da favela sobre métodos de realizar reformas ou aprimoramentos de baixo custo em suas moradias. O objetivo é melhorar a ventilação, aumentar a iluminação natural e controlar problemas como infiltrações e mofo.</p>
<p>“Casas com grande número de pessoas, mal ventiladas, são locais que propiciam a transmissão de doenças, como a tuberculose, viroses respiratórias, covid-19, influenza”, afirma a pneumologista, ressaltando que essas “casas doentes” também podem agravar quadros de asma, bronquite e alergias.</p>
<p>Após o período de pandemia, a Fiocruz planeja retomar a ideia original, que envolve a presença de arquitetos para avaliar opções que possam converter as habitações em espaços mais saudáveis. Contudo, para que essa iniciativa possa ser realizada, é necessário obter financiamento.</p>
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<div class="post-item-wrap">
<p>“A emenda parlamentar [que garantiu o financiamento da primeira parte do projeto] terminou, então precisamos agora de nova emenda parlamentar. Estamos tentando contato com parlamentares que abracem essa ideia”.</p>
<p>O financiamento do Habitação Saudável permitirá também que ele possa ser levado a outras comunidades do Rio de Janeiro e do restante do país. “A gente entende que casas deveriam ser um direito de todos. Mas as casas têm que ser seguras”, conclui Patrícia.</p>
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		<title>IBGE se une a órgãos públicos e sociedade civil para concluir Censo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ibge-se-une-a-orgaos-publicos-e-sociedade-civil-para-concluir-censo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Mar 2023 21:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Censo 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Favelas]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
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					<description><![CDATA[A prefeitura do Rio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Data Favela e a Central Única das Favelas (Cufa) trabalham em parceria para finalizar o Censo Demográfico 2022 nas favelas cariocas. Neste sábado (25), equipes desses órgãos participam na comunidade da Rocinha, na zona sul, e no Complexo da Penha, na zona norte, da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A prefeitura do Rio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Data Favela e a Central Única das Favelas (Cufa) trabalham em parceria para finalizar o Censo Demográfico 2022 nas favelas cariocas. Neste sábado (25), equipes desses órgãos participam na comunidade da Rocinha, na zona sul, e no Complexo da Penha, na zona norte, da ação Favela no Mapa para incentivar a população a responder à pesquisa e esclarecer dúvidas sobre o processo, que está na fase final da coleta de dados.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O Instituto Pereira Passos, órgão da prefeitura, tem parceria antiga com o IBGE em comunidades do Rio. &#8220;Com nossa experiência em programas como Territórios Sociais, que atuam diariamente nessas localidades, formamos recenseadores comunitários especializados no território carioca. Também podemos apoiar o IBGE com uma rede de conhecimentos locais institucionais muito potentes”, diz o presidente do Instituto Pereira Passos, Carlos Krykhtine.</p>
<p>Para o presidente do IBGE, Cimar Azeredo, “a ação conjunta é demonstração de que o instituto não mede esforços nem recursos em busca de parcerias públicas ou privadas capazes de somar para o Censo, o Brasil, os brasileiros. Estamos fazendo um trabalho inédito na história dos censos, em que pesem todos os desafios e dificuldades que enfrentamos e que não nos fizeram recuar”, afirma.</p>
<p>Na zona norte, a ação ocorre desde as 10h, na Praça São Lucas, no Complexo da Penha. Na zona sul, é possível encontrar o estande na Saída B do metrô de São Conrado, próximo à Rocinha. “Os dados do censo são fundamentais e funcionam como indicadores para direcionar políticas públicas e balizar a tomada de decisão dos gestores. Por isso é tão importante que todos os domicílios da Rocinha façam parte do cadastramento e estamos nessa força tarefa para mobilizar toda a população”, explica o subprefeito da zona sul, Flávio Valle.</p>
<p>A parceria com a Cufa Brasil e o Data Favela ajudará a abrir portas para o Censo, na missão de avançar com a coleta de dados nas comunidades de todo o país. Nesses locais, além de ausência e recusa, há outros problemas como a omissão de domicílios (de fundos ou na laje) e dificuldades de acesso e circulação.</p>
<p>“A iniciativa garante a visibilidade das comunidades. O Censo, como a principal pesquisa do Brasil, é fundamental para políticas públicas baseadas em evidências. Com a parceria Favela no Mapa, ganha a sociedade, ganha a economia, ganha o Brasil”, afirma Renato Meirelles, fundador do Data Favela.</p>
<p>Depois de adiado por dois anos devido à pandemia de covid-19 e à falta de verba, o Censo de 2022 já ouviu 91% dos domicílios brasileiros, mas o desafio é concluir a coleta de dados a tempo de iniciar a divulgação prevista para abril ou maio. Segundo levantamento do Data Favela, um contingente entre 16 milhões e 18 milhões de brasileiros, que equivaleria ao terceiro ou quarto estado do país, mora em favelas e comunidades e que nem sempre são acessíveis aos recenseadores.</p>
<p>Com a atuação de uma ampla rede de lideranças da Cufa e do Data Favela, o IBGE vai ampliar o acesso a uma população que, muitas vezes, não é facilmente acessada pelos agentes do IBGE. &#8211; seja pelo fato de a maior parte dos habitantes dessas comunidades passar grande parte do dia trabalhando fora, pelas dificuldades em encontrar domicílios devido à densidade de moradias e à ausência de endereçamento ou ainda pelos recenseadores serem recebidos por pessoas que, algumas vezes, preferem não prestar informações.</p>
<p>A presidente da Cufa, Kalyne Lima, disse que agora as portas das comunidades serão abertas pela rede de lideranças e ativistas sociais, que vivem, de dentro, a realidade desses lugares. “A Cufa está em quase todas as favelas do Brasil e entendemos que essa parceria é fundamental para facilitar o acesso do IBGE e conferir visibilidade às informações relativas aos moradores, inserindo-os, de fato, no mapa do Brasil para construções de futuras políticas públicas  voltadas para a territórios”.</p>
<p>Além das ações do fim de semana, a prefeitura do Rio também está atuando no trabalho diário do Censo 2022. O Instituto Pereira Passos disponibilizou agentes do programa municipal Territórios Sociais, moradores dessas comunidades, para auxiliarem na busca. O principal objetivo é encontrar pessoas que estavam ausentes no momento da primeira visita ou que se recusaram a responder o questionário. Ex-agentes municipais do programa, com experiência em pesquisas domiciliares nos dez maiores complexos de favelas da cidade, foram contratados pelo IBGE como recenseadores.</p>
<p>A Secretaria de Políticas e Promoção da Mulher participa da ação, ajudando na divulgação das informações a partir do contato com as lideranças comunitárias e afixando os materiais do IBGE nos equipamentos das Salas Mulher Cidadã e das casas da Mulher Carioca. A equipe do projeto Pacto pela Juventude, da Secretaria Especial da Juventude Carioca, vai mobilizar os jovens dos núcleos Rocinha e Maré para sensibilizar a população sobre a importância do Censo.</p>
</div>
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