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	<title>família &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>família &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Humanização do luto materno: nova lei entra em vigor em 90 dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 15:39:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Big Brother Brasil 21; Rafael Portugal; Jornal Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.139, que cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União (DOU). A nova legislação entrará em vigor em 90 dias, promovendo acolhimento humanizado e assistência às mulheres e familiares que enfrentam a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.139, que cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União (DOU). A nova legislação entrará em vigor em 90 dias, promovendo acolhimento humanizado e assistência às mulheres e familiares que enfrentam a perda de um bebê, seja na fase gestacional, no parto ou no período neonatal.</p>
<p>Segundo o Palácio do Planalto, a política visa reduzir os riscos e a vulnerabilidade emocional das mães e seus familiares, assegurando atendimento integral, equitativo e descentralizado. A iniciativa também busca estimular a produção de estudos e pesquisas sobre boas práticas de acolhimento ao luto gestacional e neonatal.</p>
<h3>Principais medidas da nova lei</h3>
<ul>
<li><strong>Encaminhamento para acompanhamento psicológico</strong> após a alta hospitalar, preferencialmente na residência da família ou em unidade de saúde próxima.</li>
<li>Direito de a família <strong>sepultar ou cremar o feto ou bebê</strong>, com registro de óbito incluindo nome, data e local do parto, e, se possível, impressões digitais e plantares.</li>
<li>Garantia de que a família possa <strong>participar de rituais fúnebres</strong>, conforme suas crenças.</li>
<li>Direito de os pais atribuírem <strong>nome ao natimorto</strong>.</li>
</ul>
<h3>Atendimento humanizado</h3>
<p>A legislação também determina a acomodação em ala separada para gestantes que tenham sofrido perda gestacional, óbito fetal ou neonatal, ou cujo feto tenha diagnóstico de anomalia grave e possivelmente fatal. Durante o parto de natimorto, será garantido o direito a um acompanhante escolhido pela mãe, além de um espaço adequado para a despedida familiar.</p>
<p>Os serviços de saúde, públicos e privados, deverão ainda:</p>
<ul>
<li>Realizar <strong>registro de óbito em prontuário</strong>.</li>
<li>Disponibilizar <strong>assistência social</strong> para apoio e trâmites legais.</li>
<li>Oferecer <strong>capacitação aos profissionais</strong> de maternidades sobre como lidar com o luto parental.</li>
<li>Garantir às mulheres o <strong>acesso a exames e avaliações</strong> para investigar as causas do óbito.</li>
<li>Assegurar <strong>acompanhamento específico</strong> em uma próxima gestação, incluindo apoio psicológico.</li>
</ul>
<p>Com a nova política, o governo federal espera promover mais empatia e acolhimento nos momentos mais delicados da maternidade, fortalecendo os direitos e a dignidade das famílias enlutadas.</p>
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		<title>Família de Mãe Bernadete entra com ação de R$ 11,8 milhões por danos morais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/familia-de-mae-bernadete-entra-com-acao-de-r-118-milhoes-por-danos-morais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 18:14:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[governo da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[mãe Bernadete]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União]]></category>
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					<description><![CDATA[A família de Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, entrou com uma ação judicial solicitando uma indenização de R$ 11,8 milhões por danos morais. O processo foi movido contra a União e o governo da Bahia e busca reparação para os três netos da líder quilombola, que presenciaram seu assassinato em agosto de 2023, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A família de Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, entrou com uma ação judicial solicitando uma indenização de R$ 11,8 milhões por danos morais. O processo foi movido contra a União e o governo da Bahia e busca reparação para os três netos da líder quilombola, que presenciaram seu assassinato em agosto de 2023, aos 72 anos. A yalorixá foi morta com pelo menos 25 tiros no Quilombo Pitanga dos Palmares, localizado em Simões Filho, região metropolitana de Salvador.</p>
<p>Mãe Bernadete era uma figura de destaque na luta pelos direitos das comunidades quilombolas, exercendo um papel central na resistência do Quilombo Pitanga dos Palmares. Além de sua liderança política, ela também atuava como sacerdotisa de um terreiro de candomblé, representando importantes tradições religiosas e culturais de sua comunidade.</p>
<h3>Crime Motivado por Retaliação</h3>
<p>Segundo o Ministério Público da Bahia, o assassinato de Mãe Bernadete foi uma execução motivada por retaliação. Ela teria se oposto à instalação de uma barraca destinada ao tráfico de drogas dentro do território quilombola.</p>
<p>O caso resultou em denúncias contra cinco homens, sendo quatro deles integrantes de uma facção criminosa. Entre os acusados estão Ydney Carlos dos Santos de Jesus, Marílio dos Santos, Arielson da Conceição Santos e Josevan Dionísio dos Santos, sendo os dois últimos identificados como autores dos disparos.</p>
<p>Um quinto suspeito, Sérgio Ferreira, padrasto de Marílio dos Santos, também foi denunciado. Ele teria desempenhado um papel estratégico no crime, fornecendo informações e orientações aos executores. Além disso, as investigações apontam para a participação de um sexto envolvido, Carlos Conceição Santiago, acusado de armazenar as armas utilizadas no assassinato.</p>
<h3>Pedido de Justiça e Repercussão</h3>
<p>O brutal assassinato de Mãe Bernadete gerou grande comoção e trouxe à tona debates sobre a segurança e os direitos das lideranças quilombolas no Brasil. A ação movida pela família busca não apenas reparação financeira, mas também chamar a atenção para a necessidade de proteção dessas comunidades e seus representantes, que frequentemente enfrentam ameaças em seus territórios.</p>
<p>O caso segue em investigação, e a sociedade espera por respostas que garantam justiça e reforcem a luta contra a violência nas comunidades quilombolas.</p>
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		<item>
		<title>Atriz Maria Gal festeja o Natal ao lado da mãe no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/atriz-maria-gal-festeja-o-natal-ao-lado-da-mae-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Dec 2023 22:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Famosos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Gal]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
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					<description><![CDATA[Reza a lenda que o Natal é puro sentimento. Momento de encontro familiar, trocas de vivências, presentes e principalmente o afeto, o amor, sendo ele o maior pilar. E foi emoldurado nesse ritmo o Natal na casa da atriz Maria Gal, em um bela cobertura na Barra da Tijuca. Já é uma data festiva por natureza, mas o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Reza a lenda que o Natal é puro sentimento. Momento de encontro familiar, trocas de vivências, presentes e principalmente o afeto, o amor, sendo ele o maior pilar. E foi emoldurado nesse ritmo o Natal na casa da atriz Maria Gal, em um bela cobertura na Barra da Tijuca.</p>
<p>Já é uma data festiva por natureza, mas o Natal da atriz Maria Gal desse ano, contou com tudo isso e um pouco mais, a atriz trouxe de Salvador, mãe Clarice Quaresma, de 90 anos, para conhecer seu noivo Fabio Nahon. E este primeiro natal com todos reunidos, e emoção arrebatou a todos, onde as duas famílias se conheceram.</p>
<p>Em uma nova fase, Gal trouxe a mãe para morar com ela no Rio de Janeiro. &#8220;Sem dúvida é uma grande conquista poder também proporcionar uma melhor qualidade de vida para ela. Esse natal foi mais que especial&#8221;, vibra Gal.</p>
<p>Para a mesa natalina, elegante e cheia de delícias, Gal ganhou a ajuda dos familiares Fani, Ivan, Renata, Júlio e Jacks. Tornando a noite de celebração mágica.</p>
<figure id="attachment_71811" aria-describedby="caption-attachment-71811" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/28-Atriz-Maria-Gal-festeja-o-Natal-ao-lado-da-mae-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca-1.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-71811" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/28-Atriz-Maria-Gal-festeja-o-Natal-ao-lado-da-mae-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=800%2C1067&#038;ssl=1" alt="Atriz Maria Gal festeja O Natal Ao Lado Da Mãe no Rio De Janeiro - Expresso Carioca" width="800" height="1067" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/28-Atriz-Maria-Gal-festeja-o-Natal-ao-lado-da-mae-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca-1.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/28-Atriz-Maria-Gal-festeja-o-Natal-ao-lado-da-mae-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/28-Atriz-Maria-Gal-festeja-o-Natal-ao-lado-da-mae-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/28-Atriz-Maria-Gal-festeja-o-Natal-ao-lado-da-mae-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=750%2C1000&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71811" class="wp-caption-text">Fábio Nohan, Dona Clarice Quaresma e Maria Gal &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Com muitas habilidades, Maria Gal, escritora, apresentadora, empresária, criadora de conteúdos e produtora de conteúdo vive um grande momento, viveu recentemente a personagem Neiva, novela das 18h da TV Globo  &#8211; “Amor Perfeito”, a atriz e proprietária da produtora Move Maria (audiovisual) e traça novos caminhos.</p>
<p>Em ritmo frenético com os trabalhos, a atriz se prepara para entrar no ano de 2024 com pé direito e muita energia. Com 4 filmes a serem lançados: “O Diário de Dona Lourdes”, junto com atriz Regina Casé, “Câncer com Ascendente em Virgem”, da diretora Rosane Svartman,  um filme falando da Pequena África que será lançado pela produtora MoveMaria e a atriz ainda guarde em segredo mais um filme que ela já está gravando.</p>
<p>“Ainda não posso falar. O que posso dizer que 2024 será o meu ano!&#8221; comemorou Maria Gal. Que está planejando uma nova festa para a virada do ano. O Natal já foi carregado de muitas emoções, o ano novo promete seguir no mesmo ritmo.</p>
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		<item>
		<title>Pais na Luta: Enfrentando o Racismo e Multiplicando o Amor</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pais-na-luta-enfrentando-o-racismo-e-multiplicando-o-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2023 14:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos da Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Do Leme ao Pontal, não há nada igual…&#8221;. Assim como os versos cantados por Tim Maia à beira do mar, no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro, uma história familiar se inicia. Há aproximadamente uma década, foi nesse cenário que Juliano Almeida compartilhou com seu marido, Roberto Jardim, seu maior desejo: tornar-se pai. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_68231" aria-describedby="caption-attachment-68231" style="width: 463px" class="wp-caption alignright"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Tres-pais-um-filho-Pedro-aprende-sobre-respeito-e-diversidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-68231" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Tres-pais-um-filho-Pedro-aprende-sobre-respeito-e-diversidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C305&#038;ssl=1" alt="Três Pais, Um Filho Pedro Aprende Sobre Respeito E Diversidade - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca Jornal Expresso Carioca Expresso Carioca" width="463" height="305" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Tres-pais-um-filho-Pedro-aprende-sobre-respeito-e-diversidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Tres-pais-um-filho-Pedro-aprende-sobre-respeito-e-diversidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-68231" class="wp-caption-text">Três pais, um filho: Pedro aprende sobre respeito e diversidade dentro da própria casa &#8211; Foto &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>&#8220;Do Leme ao Pontal, não há nada igual…&#8221;. Assim como os versos cantados por Tim Maia à beira do mar, no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro, uma história familiar se inicia. Há aproximadamente uma década, foi nesse cenário que Juliano Almeida compartilhou com seu marido, Roberto Jardim, seu maior desejo: tornar-se pai. Ricardo Souza, um amigo próximo e solteiro há muito tempo, também se emocionou com as palavras de Juliano e decidiu se envolver profundamente na busca e nos trâmites da adoção de um menino. O sonho que surgiu à beira da praia hoje se desdobra como uma realidade. Pedro, um menino negro de oito anos, chama os três homens de &#8220;pai&#8221;. É uma história de proteção multiplicada e, como todo amor, é singular.</p>
<p>Desde cedo, Pedro ouviu em casa que ninguém é igual. &#8220;Em algum momento, alguém na escola mencionou que ele era adotado, e ele veio nos perguntar sobre isso. Ele lida com isso de maneira tranquila, porque entende como algo natural&#8221;, afirma Juliano, de 50 anos, um produtor cultural. Para os adultos, essa jornada tem sido uma transformação contínua.</p>
<p>&#8220;Ser pai é uma oportunidade para se tornar um ser humano melhor&#8221;, reflete Roberto, marido de Juliano, que trabalha como contador. &#8220;É uma mistura de emoções. É um amor que não pode ser mensurado, mas também é uma preocupação diária que compartilhamos&#8221;, pondera Ricardo, estilista de 49 anos, que agora reside na cidade de Cabo Frio, a 200 km da capital fluminense.</p>
<p>Juliano relembra que também sentiu o chamado para ser pai ao testemunhar e sofrer com as injustiças como a fome e o abandono nas ruas. Ele, Roberto e Ricardo também se multiplicam entre si para encontrar um equilíbrio entre amor e limites no processo de educação. Os três esforçam-se, sempre que possível, para planejar eventos e viagens que reúnam os quatro. Um compromisso fundamental para eles na criação de Pedro é tratar a diversidade de forma natural e se opor a todas as formas de preconceito. &#8220;Ele ainda não vivenciou episódios de racismo. Nós enfatizamos para ele a naturalidade da diversidade de cores de pele, gênero e religiões.&#8221;</p>
<h2>“Ele me procurou para falar de racismo”</h2>
<p>Nesse trajeto, o sociólogo Helton Souto, presidente do Instituto Dacor (ONG de combate ao racismo), acredita que é possível abordar assuntos como o preconceito racial de maneira natural com as crianças, permitindo que elas se sintam empoderadas para fazer qualquer pergunta que desejem. Sendo pai de Augusto, um menino negro de 7 anos, como ele, Souto compreende que discutir o racismo é um desafio em qualquer momento, mas também é essencial. Ele, juntamente com a mãe, que é branca, cria o filho em São Paulo (SP).</p>
<p>&#8220;Valorizar a identidade e a autoestima é de extrema importância. Às vezes, uma criança negra precisa lidar com manifestações de racismo de maneira muito direta.&#8221; O pesquisador aborda esse tema em sua própria casa. &#8220;É crucial fortalecer essa identidade e oferecer oportunidades para conversar sobre isso. Meu filho passou por uma situação racista na escola. Comentaram sobre o cabelo dele. Ele chegou em casa sem entender. Ele trouxe o assunto à tona, e eu conversei com ele.&#8221; Desde então, o pai tem sido um ouvinte atento para possíveis surpresas e dúvidas que surjam sobre qualquer coisa que seja confusa para o menino.</p>
<p>Essa experiência levou os pais a procurar a escola para uma conversa, proporcionando uma oportunidade de enfrentar o racismo de frente. A abordagem natural em relação ao preconceito continua até mesmo quando eles jogam videogame e não encontram personagens com pele e cabelo semelhantes aos de seu pai e filho. &#8220;Eu não estou dando aula sobre identidade racial para o meu filho. A experiência é o melhor caminho.&#8221; O pai sente orgulho de seu filho, que mesmo tão jovem questiona por que ainda há tantas pessoas em situação de rua.</p>
<h2>Conversa enquanto brinca</h2>
<p>Pai de uma menina de cinco anos chamada Liah, o professor de educação física Anderson Rosa, de 36 anos, que reside em Brasília, compartilha a responsabilidade parental com sua esposa, Lélia Charliane, que é professora de história. &#8220;Nós dividimos todas as tarefas. Não há distinção entre tarefas de homem e tarefas de mulher. Com nossa filha, brincamos de tudo e estamos sempre em conversa&#8221;, ele relata.</p>
<p>Anderson faz questão de perguntar como foi o dia de Liah, e cada dia traz algo novo. Um dos assuntos frequentes é a discussão sobre a diversidade de tons de pele. &#8220;Constantemente abordamos a questão de sua identidade como uma menina negra. Nós a criamos para ser empoderada&#8221;, ele compartilha.</p>
<p>Foi por meio de sua esposa e, diretamente, por interação com a filha, que Anderson percebeu a importância de estar preparado para enfrentar preconceitos. &#8220;Nós conversamos com ela desde que ela era pequena e conseguimos transmitir isso a ela de maneira natural.&#8221;</p>
<h2>Inspirações</h2>
<figure id="attachment_68230" aria-describedby="caption-attachment-68230" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Hugo-Teles-pai-de-Camila-e-Joao-afirma-que-adocao-e-racismo-nao-sao-tabus-dentro-de-casa-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-68230" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Hugo-Teles-pai-de-Camila-e-Joao-afirma-que-adocao-e-racismo-nao-sao-tabus-dentro-de-casa-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C343&#038;ssl=1" alt="Hugo Teles, Pai De Camila E João, Afirma Que Adoção E Racismo Não São Tabus Dentro De Casa - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="343" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Hugo-Teles-pai-de-Camila-e-Joao-afirma-que-adocao-e-racismo-nao-sao-tabus-dentro-de-casa-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/13-Hugo-Teles-pai-de-Camila-e-Joao-afirma-que-adocao-e-racismo-nao-sao-tabus-dentro-de-casa-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C222&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-68230" class="wp-caption-text">12/08/2023, Hugo Teles, pai de Camila e João, afirma que adoção e racismo não são tabus dentro de casa. &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Ao falar sobre experiências impactantes, a história de paternidade do advogado Hugo Teles, de 44 anos, é verdadeiramente inspiradora. Pai de João, com 13 anos, e Camila, com 12, Hugo se preparou para a paternidade, que se tornou a experiência mais marcante de sua vida. Ele e sua esposa, Karina, adotaram seus amores quando ainda eram bebês. A transformação que isso trouxe para sua vida foi tão significativa que ele se tornou voluntário em um grupo de apoio à adoção.</p>
<p>Na infância, Hugo enfrentou um câncer linfático e, mais tarde, descobriu que era estéril. &#8220;Optamos pela via da adoção. Durante essa jornada, construí minha ideia do que seria ser pai antes de os meninos chegarem&#8221;. Junto com sua esposa, eles começaram a participar de grupos de apoio e discussões sobre paternidade e maternidade por meio da adoção. &#8220;Foi tão inspirador que passamos a ajudar pessoas que estavam na mesma situação que vivemos anteriormente&#8221;.</p>
<p>Nesses grupos, eles puderam entender melhor os preconceitos, estigmas e desafios envolvidos na adoção. Como pais brancos com filhos negros, eles falam abertamente sobre o racismo, mesmo que não tenham vivenciado situações explícitas de discriminação até o momento. &#8220;Após me tornar pai por adoção, passei a perceber de maneira diferente o racismo estrutural que existe no Brasil&#8221;.</p>
<p>Para discutir adoção e diversidade, Hugo encontrou no cinema e em histórias de heróis como o Super-Homem e o Homem-Aranha, entre outros, uma maneira de abordar esses temas. &#8220;Muitos super-heróis são filhos adotados, por exemplo.&#8221; Além do cinema, Hugo é um parceiro nos interesses de João no futebol e também aprendeu a cozinhar pratos diferentes porque sua filha gosta de cozinhar. Esse pai dedicado nunca para. Ele pula na piscina, anda de bicicleta e leva os filhos para a escola. E após tudo isso, ele volta para o grupo de adoção para auxiliar outros pais a aproveitarem a alegria, a aventura mais desafiadora e o amor incondicional que um dia ele imaginou não ser possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
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