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	<title>Expresso Carioa &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>&#8220;Museu Memórias da Música Preta&#8221; é lançado virtualmente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2022 18:39:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[A música preta brasileira agora tem endereço certo. Com o lançamento do Museu Memórias da Música Preta (MMMP) que terá acesso liberado na internet sob o domínio www.memoriadamusicapreta.com.br a partir de 1º de outubro, qualquer pessoa poderá acessar remota e gratuitamente os arquivos sobre a história e cultura da música preta no Brasil. O lançamento acontecerá às 15h no MUHCAB &#8211; Museu da História e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A música preta brasileira agora tem endereço certo. Com o lançamento do <strong>Museu Memórias da Música Preta (MMMP) </strong>que terá acesso liberado na internet sob o domínio <a href="http://www.memoriadamusicapreta.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.memoriadamusicapreta.com.br</a> a partir de <strong>1º</strong> <strong>de</strong> <strong>outubro</strong>, qualquer pessoa poderá acessar remota e gratuitamente os arquivos sobre a história e cultura da música preta no Brasil. O lançamento acontecerá às <strong>15h</strong> no <strong>MUHCAB &#8211; Museu da História e Cultura Afro-Brasileira</strong>, contando com a apresentação do museu virtual, um bate-papo com os idealizadores do projeto e ainda um <em>pocket show</em> do <strong>Grupo Missa Criola</strong>. Até lá, quem tiver curioso com o projeto pode conferir sua página no Instagram &#8211; <strong>@memoriasdamusicapreta</strong>.</p>
<p>O vasto material tem sido obtido através de pesquisa iconográfica, documental, fílmica, sonora e discográfica desse movimento musical para a geração de conteúdo do site. E para complementa-lo, será realizada uma circulação, com educadores, visando compartilhar o tema com alunos do Ensino Médio da rede pública de ensino do <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Salvador</strong>. A iniciativa tem patrocínio do Banco BV e da Lei de Incentivo à Cultura.</p>
<p>“O MMMP nasceu da necessidade de resgatar, dar voz, vez e visibilidade aos artistas pretos da música brasileira, a maioria invisibilizados. Este site será uma ferramenta para conhecer e reconhecer cantoras, cantores, compositoras e compositores que tem grande importância na formação da nossa identidade musical, realçando o protagonismo destes artistas com a intenção de combater o racismo estrutural, criando sentimento de orgulho e pertencimento para a população negra brasileira”, ressalta o produtor <strong>Rafael Braga</strong>, um dos idealizadores da iniciativa, elaborada pela <em>Criamos Agência de Cultura</em>.</p>
<p>O <strong>Museu Memórias da Música Preta</strong> estará acessível num site inovador e com informações relevantes, de fácil compreensão e <strong>acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva</strong>,<strong> </strong>além da <strong>versão em inglês</strong>. No primeiro ano de funcionamento do museu virtual o público encontrará dois recortes a serem abordados &#8211; “<strong><em>Dura na queda</em></strong>”, espaço que mostra o que as pretas e suas histórias têm em comum; e “<strong><em>Ninguém fica parado</em></strong>”, abrangendo o funk desde o movimento black dos anos 1970 até o charme e o funk dos anos 1990.</p>
<p>“Vamos focar em algumas artistas que acreditamos que devem ter mais destaque neste momento, dentre elas Tia Ciata, Majur, Jovelina Pérola Negra e Elza Soares, na pesquisa sobre mulheres duras na queda. Sobre o movimento black destacamos, entre outros, o Gerson King Combo, Tony Tornado, Ademir Lemos e Sandra de Sá. O projeto traz encantamento, uma vez que buscamos diálogo com alguns artistas através de entrevistas exclusivas e imagens que trazem a história da música preta à tona”, adianta <strong>Simone</strong> <strong>Nascimento</strong>, que também idealizou o projeto.</p>
<p>Atentos às gerações futuras, os idealizadores se preocuparam em desenvolver uma circulação para apresentar ao universo escolar estas personalidades e suas produções através de ações educativas em escolas públicas. Para valorizar ainda mais a produção musical brasileira, o projeto lança mão de jogos de tabuleiro com perguntas e respostas como forma de auxiliar na compreensão do conteúdo do site. A circulação acontecerá em oito escolas, quatro no Rio de Janeiro e outras quatro em Salvador, que serão selecionadas pelo projeto, sendo duas apresentações por escola.</p>
<p>Na capital carioca haverá ainda a circulação em mais três equipamentos culturais da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro para apresentar o projeto e realizar os outros shows com artistas pretos independentes. Para esta ação, que acontecerá nos dias <strong>17</strong> e <strong>18 de novembro</strong>, foi convidada a atriz <strong>Verônica Bonfim</strong>, que realizará uma <strong>contação de histórias</strong> a partir do livro “<strong><em>A Menina Akili</em></strong>”, de sua autoria, na <strong>Arena Fernando Torres</strong> (Madureira) e na <strong>Lona Cultural Gilberto Gil</strong> (Realengo). No dia <strong>19 de novembro</strong>, a <strong>Sala Baden Powell</strong> receberá um grande show com o grupo <strong>Samba Que Elas Querem</strong>.</p>
<p>Durante o desenvolvimento do conteúdo do MMMP, houve a preocupação de desmistificar e elucidar histórias que não foram contadas &#8211; ou contadas de forma equivocada &#8211; sobre os artistas pretos. “Esta é uma das nossas principais premissas. As entrevistas revelam histórias de bastidores e contam a trajetória do artista, ou movimento no qual eles participaram de forma leve e inédita. Os artistas ficaram honrados com o convite e gratos pela lembrança em participar deste projeto”, reitera <strong>Paulo Pereira</strong>, outro idealizador do projeto.</p>
<p>A ideia do projeto passa ainda pela sensação de que a visibilidade e acesso à trajetória da música preta precisava estar mais próxima de todos, como oportuniza um museu virtual gratuito. “O racismo não permite que artistas pretos tenham a mesma visibilidade que artistas brancos. E isso se reflete na sociedade como um todo, a população não tem acesso ao conhecimento. Projetos como o <em>Museu Memórias da Música Preta</em> trazem pertencimento, formação de público e acesso à cultura para pessoas de maior vulnerabilidade social, através de ações em escolas e centros culturais”, finaliza Simone Nascimento.</p>
<hr />
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>Instagram &#8211; <strong>@memoriasdamusicapreta</strong></p>
<p><strong>Museu </strong>(a partir de 1º de outubro)<strong> &#8211; </strong><a href="http://www.memoriadamusicapreta.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.memoriadamusicapreta.com.br</a></p>
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