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	<title>eutanásia &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Uruguai faz história e aprova lei que autoriza a eutanásia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:19:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Uruguai deu um passo histórico ao aprovar, nesta quarta-feira (15), uma lei que autoriza a eutanásia em situações específicas. A decisão coloca o país entre as poucas nações do mundo — e a primeira do Cone Sul — a permitir que pacientes em fase terminal escolham encerrar a própria vida de forma assistida. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Uruguai deu um passo histórico ao aprovar, nesta quarta-feira (15), uma lei que autoriza a eutanásia em situações específicas. A decisão coloca o país entre as poucas nações do mundo — e a primeira do Cone Sul — a permitir que pacientes em fase terminal escolham encerrar a própria vida de forma assistida.</p>
<p>A nova legislação, batizada de Lei de Morte Digna, foi aprovada por ampla maioria no Senado: 20 dos 31 parlamentares votaram a favor, consolidando um processo de debate que se estendeu por vários anos. Em agosto, a Câmara dos Representantes já havia dado aval ao texto, impulsionado principalmente pela coalizão de esquerda que sustenta o governo uruguaio.</p>
<p>Após o anúncio do resultado, o clima no plenário se dividiu entre aplausos e protestos. Alguns espectadores, inconformados, interromperam a celebração gritando “assassinos”.</p>
<h3>Um marco no continente</h3>
<p>Com a aprovação, o Uruguai se junta a países como Canadá, Espanha e Países Baixos, onde a eutanásia é legal sob condições rigorosas. Na América Latina, apenas Colômbia e Equador já haviam reconhecido o direito à morte assistida — o primeiro em 1997 e o segundo em 2024.</p>
<p>A lei uruguaia estabelece critérios rígidos: o solicitante deve ser maior de idade, cidadão ou residente legal, mentalmente capaz e estar em fase terminal de doença incurável ou em condição que cause sofrimento intolerável e perda grave da qualidade de vida. O processo inclui avaliações médicas e a formalização escrita do pedido.</p>
<h3>Vozes do sofrimento</h3>
<p>Casos como o de Beatriz Gelós, de 71 anos, marcaram o debate. Diagnosticada há quase duas décadas com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa que paralisa progressivamente o corpo, ela afirmou antes da votação: “Não fazem ideia do que é viver assim. Eu só quero ter a opção”.</p>
<p>Outro símbolo da causa foi Pablo Cánepa, de 39 anos, portador de uma doença rara e incurável que provoca espasmos constantes. “O Pablo não está vivo. O que ele tem não é uma vida”, lamentou a mãe, Mônica, em entrevista à AFP.</p>
<h3>Apoio popular e controvérsias</h3>
<p>Pesquisas indicam que mais de 60% dos uruguaios apoiam a legalização da eutanásia, contra 24% de rejeição. Ainda assim, a medida divide setores sociais. A Igreja Católica manifestou profunda tristeza com a aprovação, e mais de dez associações civis classificaram o texto como “deficiente e perigoso”.</p>
<p>A Ordem dos Médicos do Uruguai optou por não adotar uma posição formal, mas atuou como consultora técnica durante a redação da lei, buscando garantir segurança tanto aos pacientes quanto aos profissionais de saúde.</p>
<p>Com a decisão, o Uruguai reafirma sua tradição de vanguarda social na América Latina — já tendo sido pioneiro em políticas sobre aborto, maconha e casamento igualitário — e inaugura um novo debate ético sobre o direito à dignidade no fim da vida.</p>
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		<title>Morte de Antonio Cicero reacende debate sobre eutanásia e dignidade no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2024 13:02:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eutanásia]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio assistido]]></category>
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					<description><![CDATA[O falecimento do poeta e acadêmico Antonio Cicero trouxe à tona o debate sobre eutanásia e suicídio assistido no Brasil, temas ainda envoltos em tabus morais e religiosos. Com uma sociedade resistente ao diálogo sobre o direito ao fim da vida, a discussão reacende questões sobre a dignidade no processo de morrer e a autonomia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O falecimento do poeta e acadêmico Antonio Cicero trouxe à tona o debate sobre eutanásia e suicídio assistido no Brasil, temas ainda envoltos em tabus morais e religiosos. Com uma sociedade resistente ao diálogo sobre o direito ao fim da vida, a discussão reacende questões sobre a dignidade no processo de morrer e a autonomia individual frente a condições de sofrimento insuportável.</p>
<figure id="attachment_80087" aria-describedby="caption-attachment-80087" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-80087" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-estudante-Carolina-Arruda-Expresso-Carioca.webp?resize=400%2C533&#038;ssl=1" alt="Estudante Carolina Arruda - Expresso Carioca" width="400" height="533" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-estudante-Carolina-Arruda-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-estudante-Carolina-Arruda-Expresso-Carioca.webp?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-estudante-Carolina-Arruda-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-80087" class="wp-caption-text">Com doença grave e dores intensas, a estudante Carolina Arruda tenta reunir dinheiro suficiente para realizar suicídio assistido na Suíça, país onde o poeta Antonio Cicero decidiu interromper sua vida na última semana. &#8211; Foto: Arquivo Pessoal Carolina Arruda</figcaption></figure>
<p>Exemplos como o da jovem Carolina Arruda, que enfrenta dores crônicas intensas devido a uma rara doença neurológica, evidenciam o quanto a proibição da eutanásia no Brasil limita o acesso a uma morte assistida, atualmente viável apenas para quem possui condições financeiras para buscar alternativas em países como Suíça. Sem opções em seu próprio país, Carolina e outros pacientes necessitam arrecadar grandes quantias para arcar com os custos de um procedimento no exterior. “É muito difícil pensar em algo que vá colocar fim à vida, mas eu não vejo saída”, desabafou a jovem.</p>
<p>Pesquisadores em bioética apontam que o Brasil ainda não avançou no debate legislativo sobre o tema, em grande parte devido à influência de dogmas religiosos e resistências culturais. Volnei Garrafa, professor emérito da UnB, lamenta a falta de regulamentações sobre “terminalidade da vida” e defende que o tema deveria ser tratado com mais seriedade pelo Legislativo. “Isso reflete o conservadorismo do país, que exclui temas como a dignidade da morte do debate público, o que acaba penalizando as camadas mais vulneráveis da sociedade”, afirma Garrafa.</p>
<p>Maria Júlia Kovács, professora da USP, destaca a importância de um debate que leve em conta tanto a dignidade quanto a liberdade de escolha do indivíduo. “As escolhas de Antonio Cicero são comoventes por serem sinceras e reafirmarem sua dignidade, algo essencial para reduzir tabus sobre o tema”, explica Kovács.</p>
<p>Embora práticas de eutanásia e suicídio assistido permaneçam ilegais no Brasil, o crescente número de idosos e o avanço das tecnologias de suporte vital abrem caminho para uma possível revisão desse cenário. Países como Holanda, Bélgica e Suíça já permitem o suicídio assistido em situações irreversíveis e com rigorosos protocolos de avaliação. Na América Latina, a Colômbia e o Uruguai também iniciaram diálogos nesse sentido, enquanto o Canadá e partes dos Estados Unidos oferecem alguma forma de apoio à morte assistida.</p>
<figure id="attachment_80089" aria-describedby="caption-attachment-80089" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-80089" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-poeta-e-letrista-Antonio-Cicero-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C269&#038;ssl=1" alt="Poeta E Letrista Antonio Cicero - Expresso Carioca" width="463" height="269" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-poeta-e-letrista-Antonio-Cicero-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-poeta-e-letrista-Antonio-Cicero-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C174&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/10/27-poeta-e-letrista-Antonio-Cicero-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C87&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-80089" class="wp-caption-text">O poeta e letrista Antonio Cicero decidiu pela eutanásia após se deparar com o avanço do Alzheimer. &#8220;Espero ter vivido com dignidade e espero morrer com dignidade&#8221;. &#8211; Foto: ABL/Divulgação</figcaption></figure>
<p>O direito à autonomia no final da vida é um conceito ainda distante no Brasil, onde a cultura hospitalar e a crença na “sacralidade da vida” frequentemente afastam o diálogo sobre a morte digna. Aline Albuquerque, especialista em direito e bioética, pondera que uma eventual descriminalização requereria o preparo do sistema de saúde para atender ao público de forma responsável e segura. Para ela, a criação de um Conselho Nacional de Bioética seria um passo fundamental para assessorar o governo na formulação de regulamentações apropriadas para casos de terminalidade.</p>
<p>O debate sobre eutanásia no Brasil, impulsionado por histórias como a de Cicero e Carolina, destaca a necessidade de ampliar a discussão sobre a autonomia individual no processo de morrer, permitindo uma abordagem ética e digna que considere o sofrimento como um elemento central para a decisão. Para Albuquerque, a formação profissional deveria incluir questões ligadas ao fim da vida, o que evitaria procedimentos médicos sem eficácia e promoveria uma compreensão mais humanizada sobre a morte.</p>
<p>A pluralidade da sociedade brasileira exige que o Estado adote uma postura inclusiva e respeitosa sobre o tema, reconhecendo que o direito a uma morte digna envolve uma complexa reflexão sobre o equilíbrio entre moralidade, autonomia e compaixão para com aqueles que vivem situações de sofrimento intolerável.</p>
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