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	<title>Estatísticas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>MP do Rio cria grupo integrado para enfrentar violência contra a mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 12:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instituiu o Grupo Executivo Temporário de Atuação Integrada no Combate à Violência de Gênero contra a Mulher (GET-VIM), iniciativa que amplia e fortalece a articulação interna do órgão diante do crescimento dos casos de violência doméstica, sexual e de feminicídio no estado. A proposta segue as diretrizes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instituiu o Grupo Executivo Temporário de Atuação Integrada no Combate à Violência de Gênero contra a Mulher (GET-VIM), iniciativa que amplia e fortalece a articulação interna do órgão diante do crescimento dos casos de violência doméstica, sexual e de feminicídio no estado. A proposta segue as diretrizes do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e reconhece o caráter estrutural da violência de gênero, defendendo respostas coordenadas, eficazes e com foco na prevenção.</p>
<p>Coordenado pela promotora de Justiça Eyleen Oliveira Marenco, o GET-VIM nasce com a missão de integrar diferentes áreas de atuação do Ministério Público — criminal, cível, direitos humanos, educação, saúde e políticas públicas — para aprimorar a resposta institucional. A iniciativa, segundo a promotora, é uma reação direta ao aumento recente de feminicídios e ao avanço de casos de violência reiterada.</p>
<p>“O feminicídio é um crime evitável. Ele não acontece repentinamente: é fruto de crenças de poder e dominação que precisam ser enfrentadas com políticas públicas eficazes e atuação integrada. O grupo nasce para fortalecer essa articulação e garantir que a violência não chegue ao seu extremo”, afirmou Marenco.</p>
<h3><strong>Dados alarmantes reforçam urgência</strong></h3>
<p>A criação do GET-VIM ocorre em meio aos números apresentados pelo <em>Dossiê Mulher 2025</em>, com base nas estatísticas de 2024 do Instituto de Segurança Pública (ISP). O levantamento revela um cenário crítico:</p>
<ul>
<li><strong>107 feminicídios em 2024</strong> — aumento de <strong>8,1%</strong> em relação ao ano anterior, o segundo maior índice em 11 anos;</li>
<li><strong>56,1% das vítimas</strong> já haviam sofrido violências anteriores, mas não denunciaram;</li>
<li><strong>79,7% dos autores</strong> eram companheiros ou ex-companheiros;</li>
<li><strong>59,6% dos agressores</strong> tinham antecedentes criminais, com média de quatro crimes prévios;</li>
<li><strong>18,3% das mulheres</strong> foram mortas na presença dos filhos;</li>
<li><strong>46,5% das vítimas</strong> deixaram órfãos menores de 18 anos;</li>
<li><strong>4.846 descumprimentos de medidas protetivas</strong> — maior número desde 2018.</li>
</ul>
<p>A residência segue como o principal local das agressões, concentrando 49,4% dos casos. Os dados também acendem alerta para o estupro de vulnerável: 50,9% das vítimas tinham até 11 anos, sendo a maioria violada dentro de casa.</p>
<h3><strong>Violência cotidiana e múltiplas formas de agressão</strong></h3>
<p>O relatório do ISP aponta ainda que:</p>
<ul>
<li><strong>71,1% das violações</strong> contra mulheres ocorreram na Região Metropolitana do Rio;</li>
<li>A cada dia, <strong>421 meninas ou mulheres</strong> são vítimas de agressões — <strong>18 por hora</strong>;</li>
<li>Pelo quarto ano consecutivo, a <strong>violência psicológica</strong> foi a mais frequente, representando <strong>36,5%</strong> das denúncias;</li>
<li>A violência virtual correspondeu a <strong>5%</strong> dos registros;</li>
<li>A violência patrimonial, a <strong>5,4%</strong>;</li>
<li>A maior parte dos agressores (<strong>56,2%</strong>) tem entre 30 e 59 anos, com aumento da participação de idosos para <strong>7,3%</strong>.</li>
</ul>
<p>Companheiros e ex-companheiros seguem como os principais autores, responsáveis por <strong>45,3%</strong> das agressões.</p>
<h3><strong>Capacitação e prevenção como estratégia central</strong></h3>
<p>Para o MPRJ, os dados reforçam a necessidade de uma política institucional integrada que una prevenção, proteção e responsabilização dos agressores. O GET-VIM deverá propor ações coordenadas, apoiar investigações, acompanhar medidas protetivas e formular estratégias que envolvam outras instituições do sistema de justiça e da rede de proteção.</p>
<p>A promotora Eyleen Marenco destaca que o impacto da violência sobre as mulheres vai muito além das estatísticas:<br />
“Os números não são frios. Eles representam vidas, famílias destruídas e histórias interrompidas. Nossa missão é garantir que essas mulheres tenham acesso real ao direito de viver livres de violência.”</p>
<p>Com a criação do GET-VIM, o MP do Rio reforça o compromisso institucional de enfrentar, com maior eficiência e sensibilidade, um dos problemas mais graves e persistentes do estado.</p>
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