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	<title>Esperáculo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Moacyer Góes estreia “MORIA”, seu novo esperáculo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Sep 2023 16:18:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2019, Ilha de Lesbos, Grécia. No maior campo de refugiados da Europa, dentre as milhares de pessoas que ali se encontram, destacam-se três mulheres. Duas delas, Abda e Bahar, são atrizes iranianas que migraram para o continente europeu como refugiadas, passando a viver em condições devastadoramente dramáticas e precárias. Enquanto aguardam um destino que insiste em não chegar, se encontram secretamente de madrugada para ensaiar uma peça sobre os apóstolos Paulo e Tiago. Ali discutem sobre fé, violência, o assédio sexual que sofreram e a liberdade religiosa não vivida. Partindo desta premissa e baseado numa elaborada pesquisa histórica, o espetáculo inédito “<strong>Moria</strong>” estreia dia <strong>05 de setembro</strong> às <strong>20h</strong> na <strong>Casa de Cultura Laura Alvim</strong>, trazendo a assinatura de <strong>Moacyr Góes</strong> no texto, direção, cenário e figurino, e tendo <strong>Claudia Lira</strong>, <strong>Tarciana Giesen</strong> e <strong>Carol Alves</strong> no elenco. A montagem tem apoio institucional da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, da FUNARJ e da Casa de Cultura Laura Alvim.</p>
<p>A peça inédita é a primeira de “<strong><em>O Mistério da Fé</em></strong>”, trilogia onde Moacyr, com a colaboração de <strong>André Chevitarese</strong>, pretende abordar a relação entre a fé e os tantos desafios, intolerâncias e radicalismos do mundo contemporâneo. São três histórias que ocorrem nos dias atuais, onde os personagens sofrem algum tipo de perseguição e violência. “A trilogia vai investigar questões polêmicas, complexas, agudas e atuais. Uma investigação sobre nosso tempo, e nós dentro dele. ‘<strong><em>Moria’</em></strong> surgiu pela necessidade de fazer um tipo de teatro que pense o mundo em que estamos vivendo. Abda e Bahar vivem a crise de serem perseguidas unicamente por serem mulheres e cristãs.  A intolerância religiosa e o horror contra as mulheres nos campos de refugiados é uma realidade monstruosa. Precisamos falar disso”, observa Goes.</p>
<p>Inicialmente interessado na questão da intolerância religiosa e a enorme perseguição aos cristãos pelo mundo, em sua pesquisa Moacyr descobriu que mulheres e crianças, em muitos lugares e de várias religiões, são as piores vítimas dessa que talvez seja a maior crise humanitária da era contemporânea. Dados do <strong>Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)</strong> demonstram que mulheres e meninas, especialmente as que viajam por conta própria, estão particularmente expostas a um cenário de violência sexual e de gênero e de graves violações de direitos humanos. A partir desta descoberta, Moacyr teve o foco desviado para este lado da realidade do horror. O texto, então, ganhou outra dimensão.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-68998" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=800%2C1121&#038;ssl=1" alt="Moacyer Góes Estreia MORIA, Seu Novo Esperáculo - Expresso Carioca" width="800" height="1121" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=214%2C300&amp;ssl=1 214w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=768%2C1076&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=360%2C504&amp;ssl=1 360w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/04-Moacyer-Goes-estreia-MORIA-seu-novo-esperaculo-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=750%2C1051&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a>“Por que todo horror e violência recaem de modo mais terrível sobre as mulheres e crianças? Isso é algo que devemos pensar. No espetáculo as personagens são perseguidas unicamente porque são o que são, e não porque fizeram algo errado. Isso significa o desprezo e incapacidade de conviver com a diferença e o outro”, pontua o diretor. “<strong><em>Moria</em></strong>” nos fala sobre o legado da civilização judaico-cristã, sobre o teatro como espaço de liberdade, sobre a cruel e desigual condição das mulheres refugiadas. Mais do que nunca, este é um debate que está na ordem do dia e não há como ser ignorado.</p>
<p>A montagem tem como pano de fundo a perseguição aos cristãos nos dias atuais, onde milhões de pessoas são aviltadas e mortas por sua fé. “A fé é uma escolha pessoal e deve ser respeitada em sua integralidade. E a fé em si não é necessariamente intolerante ou fundamentalista, mas o que determinados homens e mulheres fazem dela, ou a interpretam, que pode lavar ao horror ou ao amor. Este é um drama, ou uma tragédia, da contemporaneidade, do nosso tempo. É ilusório imaginar que não diz respeito a nós. O horror e a intolerância adquirem sempre suas formas específicas no tempo e no lugar. Mas é um traço do humano”, pondera Goes, que se considera ateu.</p>
<p>As peças que compõem a sequência da trilogia são “<strong><em>O Salto</em></strong>”, que narra a história de uma missionária presa num país estrangeiro e sua relação com o carcereiro, um rapaz gay; e “<strong><em>Na Cruz</em></strong>”, onde, numa comunidade carioca, um ator e uma atriz ensaiam os momentos finais de Jesus na cruz, discutindo a relação entre o Jesus histórico e o Cristo da fé e o sentido do teatro num mundo em crise.</p>
<p>“De algum modo o meu trabalho sempre foi, também, uma reflexão sobre a linguagem e importância do teatro. Mas incluir isso na história das personagens foi um reforço da ideia de que a arte é algo que nos sustenta diante da barbárie. As peças estão interligadas porque são sobre a importância da fé e do cristianismo naquilo que conhecemos como Ocidente. Toda essa história é cheia de conflitos, contradições, entusiasmo, amor, intolerância e horror. Como uma das personagens diz na peça ‘<strong><em>Moria’</em></strong>: ‘<em>Mais que liberdade, Deus é a palavra mais aviltada nos dias de hoje</em>’”, finaliza Moacyr.</p>
<hr />
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p><strong>“MORIA” &#8211; </strong>@moria.teatro</p>
<p><strong>Temporada:</strong> 05 a 20 de setembro<br />
<strong>Dias da semana:</strong> Terças e quartas-feiras, às 20h<br />
<strong>Local:</strong> Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim<br />
<strong>Endereço</strong>: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema<br />
<strong>Lotação:</strong> 190 lugares<br />
<strong>Classificação Indicativa</strong>: 12 anos<br />
<strong>Duração</strong>: 75 minutos</p>
<p><strong>Ingressos</strong>: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia-entrada)<br />
<strong>Link de vendas:</strong> <a href="https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/70bff98a5ab504ef6d2126dc0c2b13857af31bae" target="_blank" rel="noopener">https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/70bff98a5ab504ef6d2126dc0c2b13857af31bae</a></p>
<p><strong>Informações</strong>: (21) 2332-2016</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Espetáculo “Proibidão” reestreia fortalecendo cultura favelada através da dança </title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/espetaculo-proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2023 14:54:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Esperáculo]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Proibidão]]></category>
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					<description><![CDATA[Em sua nova temporada de apresentações, o espetáculo reforça ainda mais seu compromisso com a narrativa autêntica da periferia, dialogando diretamente com as narrativas de corpos que atravessam este território. O espetáculo reestreia na Arena Carioca Dicró, localizado na Penha, neste sábado (1) com sessão dupla, às 16h e 19h, e no dia seguinte (2), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua nova temporada de apresentações, o espetáculo reforça ainda mais seu compromisso com a narrativa autêntica da periferia, dialogando diretamente com as narrativas de corpos que atravessam este território. O espetáculo reestreia na Arena Carioca Dicró, localizado na Penha, neste sábado (1) com sessão dupla, às 16h e 19h, e no dia seguinte (2), às 19h. A entrada é gratuita.</p>
<p>“Proibidão” surge a partir de uma inquietação de Kinho acerca da favela e o que compõe esse lugar, como ele defende: <em>“Tudo o que vem da periferia é visto pela sociedade, principalmente a burguesia, com um outro olhar. E daí comecei a refletir sobre inúmeras questões que envolvem o baile funk, as músicas e as letras que as compõem. A partir da minha pesquisa, eu comecei a aprofundar e percebi que o ato de proibir, ou de tentar proibir, é um aspecto intrínseco a muitos elementos da vida periférica.”</em></p>
<figure id="attachment_68742" aria-describedby="caption-attachment-68742" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/30-Espetaculo-Proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca-Expresso-Carioca.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-68742" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/30-Espetaculo-Proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca-Expresso-Carioca.png?resize=800%2C533&#038;ssl=1" alt="Espetáculo Proibidão Reestreia Fortalecendo Cultura Favelada Através Da Dança - Expresso Carioca" width="800" height="533" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/30-Espetaculo-Proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca-Expresso-Carioca.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/30-Espetaculo-Proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca-Expresso-Carioca.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/30-Espetaculo-Proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca-Expresso-Carioca.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/30-Espetaculo-Proibidao-reestreia-fortalecendo-cultura-favelada-atraves-da-danca-Expresso-Carioca.png?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption id="caption-attachment-68742" class="wp-caption-text">Espetáculo Proibidão &#8211; Foto: Charles Pereira</figcaption></figure>
<p>Os funks proibidões, que serviram como inspiração para este espetáculo, é um ritmo marginalizado pela sociedade, mas são canções que trazem um retrato da realidade das vidas periféricas. <em>“Quando a gente fala desse gênero musical, muitas pessoas criticam, marginalizam, mas o que é cantado nas músicas não é nada mais nada menos do que a nossa realidade”</em>, ele ressalta.</p>
<p>De acordo com Kinho, o espetáculo amadureceu desde sua estreia: <em>“Quando começamos, por mais que tivéssemos ensaiado por um período, a ideia do que era o Proibidão ainda estava sendo desenvolvida. Essa nova temporada chega como um projeto mais sólido”</em>, explica, sendo este espetáculo uma criação coletiva. Além da maturidade adquirida, a nova temporada traz novos intérpretes que, com certeza, trarão uma nova dinâmica para as apresentações. Essa renovação no elenco potencializa a veracidade e proporciona um frescor, mantendo a energia do espetáculo.</p>
<p>Todos os intérpretes que compõem o espetáculo têm ligação com a favela, como Kinho ressalta: <em>“O corpo que eu autodenomino de corpo marginal, é um corpo que já carrega consigo uma essência favelada. Então, a escolha dos intérpretes terem um corpo marginal é por conta deles terem essa verdadeira identificação com a favela.”</em></p>
<p>Em sua primeira temporada, &#8220;Proibidão&#8221; foi recebido de maneira bastante positiva pela maioria do público. Entretanto, como Kinho ressaltou, <em>“não é unânime. Em alguns lugares, algumas pessoas chegaram a ir embora. Mas, para quem eu quero falar, que é gente da gente, o espetáculo chega. Vejo que a maior dificuldade de compreensão vem daqueles que não entendem a realidade da favela e do favelado. Para essas pessoas, o espetáculo é mais difícil de se entender, enquanto para quem é de favela, ele é muito mais contemplado.”</em></p>
<p>Em relação à nova rota de apresentações, o diretor compartilhou suas expectativas: <em>“Por serem lugares mais próximos da favela, espero levar um espetáculo que os represente. Quero que o público se veja refletido em nosso trabalho e sinta que sua realidade está sendo devidamente retratada e valorizada.”</em></p>
<p>O projeto teve incentivo do Programa de Fomento à Cultura Carioca &#8211; FOCA da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ) e da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></p>
<p><strong>Local:</strong> Arena Carioca Dicró<br />
<strong>Endereço:</strong> Parque Ari Barroso &#8211; Entrada pela, R. Flora Lôbo, s/n &#8211; Penha Circular</p>
<p><strong>Datas e Horários:</strong></p>
<p>01/09 (Sexta-feira) &#8211; 16h<br />
01/09 (Sexta-feira) &#8211; 19h<br />
02/09 (Sábado) &#8211; 19h</p>
<p><strong>GRATUITO </strong></p>
<hr />
<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>
<p><strong>Direção artística:</strong> Kinho JP<br />
<strong>Assistente de Direção:</strong> Ronald Sheick<br />
<strong>Intérpretes-criadores:</strong> Kill Bill, Jacki Karen, Wesley Oliveira, Kinho JP e LG Guian<br />
<strong>DJ e Beatmaker:</strong> Furtamec<br />
<strong>Iluminação:</strong> André Martins<br />
<strong>Cenotécnico:</strong> Marcus Callegario<br />
<strong>Coordenação de produção:</strong> Rafael Fernandes<br />
<strong>Produção executiva:</strong> Paulla Mello<br />
<strong>Fotografia e Designer:</strong> Charles Pereira<br />
<strong>Figurino:</strong> Nath Baliano<br />
<strong>Redes Sociais:</strong> Verônica Vieira<br />
<strong>Assessoria de Imprensa:</strong> Monteiro Assessoria<br />
<strong>Produção:</strong> Quafá Produções<br />
<strong>Duração:</strong> 70min.<br />
<strong>Classificação Indicativa:</strong> 14 anos</p>
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