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	<title>Escolas de Samba &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Escolas de Samba &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Proposta de ampliar Grupo Especial para 15 escolas reacende debate no carnaval carioca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 15:29:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carnalval 2027]]></category>
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					<description><![CDATA[A possibilidade de aumentar o número de agremiações no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro voltou ao centro das discussões após proposta apresentada pelo deputado estadual Dionísio Lins. A iniciativa prevê a inclusão de três escolas oriundas da Série Ouro a partir de 2027, elevando o total de participantes de 12 para 15. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A possibilidade de aumentar o número de agremiações no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro voltou ao centro das discussões após proposta apresentada pelo deputado estadual Dionísio Lins. A iniciativa prevê a inclusão de três escolas oriundas da Série Ouro a partir de 2027, elevando o total de participantes de 12 para 15.</p>
<p>Pelo modelo sugerido, no primeiro ano da mudança apenas uma escola seria rebaixada, permitindo a entrada líquida de duas novas agremiações no grupo principal. A proposta, segundo o parlamentar, busca ampliar o espetáculo, atrair mais público e fortalecer o turismo, com potencial de aumento na arrecadação da cidade.</p>
<p>A discussão envolve diretamente a LIESA, responsável pela organização do desfile. O presidente da entidade, Gabriel David, afirmou que a ampliação exigiria investimentos adicionais superiores a R$ 40 milhões, além da construção de três novos barracões para garantir igualdade de condições entre as escolas.</p>
<p>O deputado, por sua vez, contestou os argumentos apresentados pela liga. Ele sustenta que dois espaços na Cidade do Samba estariam disponíveis, o que reduziria a necessidade de novas estruturas. Também defende que o aumento de receitas com direitos de transmissão, publicidade e apoio governamental poderia compensar os custos adicionais.</p>
<p>Segundo o parlamentar, há sinalização positiva de autoridades públicas para viabilizar o projeto, incluindo o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, além de articulações junto ao governo federal.</p>
<p>A proposta, no entanto, gerou reações divergentes no setor. Parte dos dirigentes e especialistas do carnaval defende a manutenção do formato atual, argumentando que a ampliação sem planejamento pode comprometer a qualidade artística dos desfiles. A necessidade de estrutura física adequada e equilíbrio financeiro é apontada como fator central para qualquer mudança.</p>
<p>Representantes de escolas também se manifestaram. O presidente da União da Ilha do Governador declarou apoio à ampliação, classificando a medida como um desejo antigo de integrantes e torcedores. Ele citou experiências passadas da agremiação para defender que limitações estruturais podem ser superadas com organização.</p>
<p>Por outro lado, integrantes da própria liga destacam que os barracões atualmente existentes já operam no limite de capacidade. Dirigentes explicam que, com o crescimento do carnaval ao longo dos anos, espaços antes considerados ociosos passaram a ser utilizados para dar conta da complexidade das produções.</p>
<p>O tema segue em debate entre lideranças do setor, com argumentos que envolvem desde viabilidade econômica até impactos culturais. Qualquer alteração no regulamento dependerá de შეთანხმ entre a liga, escolas e poder público, além da garantia de recursos e infraestrutura adequados para sustentar a ampliação proposta.</p>
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		<title>Pernambuco vai à Sapucaí com desfile da Grande Rio em homenagem ao Manguebeat</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pernambuco-vai-a-sapucai-com-desfile-da-grande-rio-em-homenagem-ao-manguebeat/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 13:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[A escola de samba Acadêmicos do Grande Rio levará para a Marquês de Sapucaí, no último dia de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro (terça-feira, 17/2), o enredo “A Nação do Mangue”, que celebra o movimento Manguebeat, surgido em Pernambuco nos anos 1990 e ícone da cultura musical brasileira. O desfile faz uma relação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-85742" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=329%2C92&#038;ssl=1" alt="Expresso No Carnaval - Expresso Carioca" width="329" height="92" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?w=329&amp;ssl=1 329w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=300%2C84&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=150%2C42&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></p>
<p>A escola de samba Acadêmicos do Grande Rio levará para a Marquês de Sapucaí, no último dia de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro (terça-feira, 17/2), o enredo “A Nação do Mangue”, que celebra o movimento Manguebeat, surgido em Pernambuco nos anos 1990 e ícone da cultura musical brasileira.</p>
<p>O desfile faz uma relação entre os manguezais do Rio Capibaribe, em Recife, e as periferias da Baixada Fluminense, refletindo a confluência entre a cultura local pernambucana e a estética do samba carioca, segundo o carnavalesco Antônio Gonzaga.</p>
<figure id="attachment_88784" aria-describedby="caption-attachment-88784" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-88784" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-O-carnavalesco-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Antonio-Gonzaga-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Carnavalesco Da Escola De Samba Acadêmicos Do Grande Rio, Antônio Gonzaga. - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-O-carnavalesco-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Antonio-Gonzaga-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-O-carnavalesco-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Antonio-Gonzaga-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-O-carnavalesco-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Antonio-Gonzaga-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-O-carnavalesco-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Antonio-Gonzaga-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88784" class="wp-caption-text">O carnavalesco da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio, Antônio Gonzaga, durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.</figcaption></figure>
<p>O Manguebeat — movimento criado por Chico Science &amp; Nação Zumbi e Mundo Livre S/A — é marcado pela fusão de ritmos como reggae, heavy metal, maracatu, coco e ciranda, simbolizando resistência cultural e criatividade a partir da vida nos manguezais.</p>
<p>A produção do desfile inclui seis setores, cinco carros alegóricos e três tripés, além de referências musicais e visuais ao frevo, ao maracatu e às inovações rítmicas que caracterizam o Manguebeat. A bateria da escola, com seus mais de 270 ritmistas, promete destacar essa mistura sonora na Sapucaí.</p>
<figure id="attachment_88783" aria-describedby="caption-attachment-88783" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88783" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-Mestre-Fafa-e-a-bateria-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Mestre Fafá E A Bateria Da Escola De Samba Acadêmicos Do Grande Rio - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-Mestre-Fafa-e-a-bateria-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-Mestre-Fafa-e-a-bateria-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-Mestre-Fafa-e-a-bateria-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/12-Mestre-Fafa-e-a-bateria-da-escola-de-samba-Academicos-do-Grande-Rio-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88783" class="wp-caption-text">Mestre Fafá e a bateria da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.</figcaption></figure>
<p>Em um gesto simbólico, Louise França, filha do artista Chico Science, estará presente no desfile em um dos carros alegóricos dedicados ao pai e ao movimento manguebeat, ampliando a representatividade cultural da homenagem.</p>
<p>A passagem da Grande Rio na Sapucaí reforça a presença de influências regionais no Carnaval carioca e celebra a potência cultural de Pernambuco, conectando história, música e festa em uma narrativa que promete emocionar a avenida.</p>
<h2>Conheça os enredos e a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro</h2>
<p><strong>1º dia – domingo (15/2)</strong></p>
<ul>
<li>Acadêmicos de Niterói &#8211; <em>Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;</em></li>
<li>Imperatriz Leopoldinense &#8211; <em>Camaleônico;</em></li>
<li>Portela &#8211; <em>O Mistério do Príncipe do Bará;</em></li>
<li>Estação Primeira de Mangueira &#8211; <em>Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra.</em></li>
</ul>
<p><strong>2º dia &#8211; segunda-feira (16/2)</strong></p>
<ul>
<li>Mocidade Independente de Padre Miguel &#8211; <em>Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;</em></li>
<li>Beija‑Flor de Nilópolis &#8211; <em>Bembé do Mercado;</em></li>
<li>Unidos do Viradouro &#8211; <em>Pra Cima, Ciça;</em></li>
<li>Unidos da Tijuca &#8211; <em>Carolina Maria de Jesus.</em></li>
</ul>
<p><strong>3º dia &#8211; terça-feira (17/2)</strong></p>
<ul>
<li>Paraíso do Tuiuti  &#8211; <em>Lonã Ifá Lukumi;</em></li>
<li>Unidos de Vila Isabel &#8211; <em>Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;</em></li>
<li>Acadêmicos do Grande Rio &#8211; <em>A Nação do Mangue;</em></li>
<li>Acadêmicos do Salgueiro &#8211; <em>A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.</em></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Unidos da Tijuca leva a trajetória de Carolina Maria de Jesus para a Sapucaí em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 15:19:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Maria de Jesus]]></category>
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					<description><![CDATA[A Unidos da Tijuca escolheu contar, em 2026, a história de uma das vozes mais potentes da literatura brasileira: Carolina Maria de Jesus. O desfile da escola no Grupo Especial terá como fio condutor a jornada completa da escritora, desde a infância até sua consagração, em um enredo assumidamente biográfico que pretende jogar luz sobre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Unidos da Tijuca escolheu contar, em 2026, a história de uma das vozes mais potentes da literatura brasileira: Carolina Maria de Jesus. O desfile da escola no Grupo Especial terá como fio condutor a jornada completa da escritora, desde a infância até sua consagração, em um enredo assumidamente biográfico que pretende jogar luz sobre uma trajetória marcada por resistência, invisibilização e protagonismo feminino negro.</p>
<p>A narrativa começa com Bitita, apelido de infância dado a Carolina pelo avô Benedito. De origem africana, o nome — que significa panela de barro nas línguas changana e xichangana — simboliza ancestralidade, força e sobrevivência. Essa figura inicial abre o desfile e dá o tom do que a escola promete apresentar na Marquês de Sapucaí: uma sucessão de “muitas Carolinas”, que atravessam diferentes fases da vida da autora.</p>
<p>Ao longo do desfile, a Tijuca apresentará personagens que representam os múltiplos papéis vividos por Carolina Maria de Jesus: a mulher pobre, a mãe solo, a moradora da favela do Canindé, a catadora de recicláveis, a artista, a escritora reconhecida internacionalmente e também a mulher frequentemente estigmatizada e incompreendida. A proposta é seguir uma linha cronológica, colocando a própria Carolina como centro absoluto da narrativa.</p>
<figure id="attachment_88691" aria-describedby="caption-attachment-88691" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88691" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/07-Edson-Pereira-carnavalesco-da-Unidos-da-Tijuca-fala-sobre-o-enredo-do-desfile-de-2026-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Edson Pereira, Carnavalesco Da Unidos Da Tijuca, Fala Sobre O Enredo Do Desfile De 2026 - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/07-Edson-Pereira-carnavalesco-da-Unidos-da-Tijuca-fala-sobre-o-enredo-do-desfile-de-2026-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/07-Edson-Pereira-carnavalesco-da-Unidos-da-Tijuca-fala-sobre-o-enredo-do-desfile-de-2026-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/07-Edson-Pereira-carnavalesco-da-Unidos-da-Tijuca-fala-sobre-o-enredo-do-desfile-de-2026-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/07-Edson-Pereira-carnavalesco-da-Unidos-da-Tijuca-fala-sobre-o-enredo-do-desfile-de-2026-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88691" class="wp-caption-text">Edson Pereira, carnavalesco da Unidos da Tijuca, fala sobre o enredo do desfile de 2026 da escola que vai homenagear a escritora Carolina Maria de Jesus. &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Segundo o carnavalesco Edson Pereira, o enredo nasce da necessidade de resgatar histórias que foram historicamente apagadas. Para ele, Carolina simboliza não apenas a potência da palavra escrita, mas a força de mulheres negras que resistiram à exclusão social e cultural. A escola aposta em um carnaval que provoca reflexão ao mesmo tempo em que reconhece a importância da autora para a literatura e para a história do país.</p>
<p>Nascida em 1914, em Sacramento, no interior de Minas Gerais, Carolina migrou para São Paulo movida pelo sonho de uma vida melhor. A realidade, no entanto, foi marcada por dificuldades extremas. Morando na favela do Canindé, passou a registrar em diários o cotidiano da pobreza, da fome e da violência, textos que dariam origem ao livro <em>Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada</em>. Lançada em 1960, a obra se tornou um fenômeno editorial, com grande repercussão nacional e internacional.</p>
<p>A importância desse livro será destacada em uma das principais alegorias do desfile. De acordo com o carnavalesco, o carro dedicado a <em>Quarto de Despejo</em> será construído com materiais alternativos, como papelão, em referência direta ao período em que Carolina sobreviveu como catadora. A escolha estética reforça a ligação entre a obra literária e a vida real da autora.</p>
<figure id="attachment_88692" aria-describedby="caption-attachment-88692" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88692" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/09-Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-primeiras-escritoras-negras-do-Brasil-e-considerada-uma-das-mais-importantes-do-pais-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Carolina Maria De Jesus, Uma Das Primeiras Escritoras Negras Do Brasil, é Considerada Uma Das Mais Importantes Do País - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/09-Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-primeiras-escritoras-negras-do-Brasil-e-considerada-uma-das-mais-importantes-do-pais-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/09-Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-primeiras-escritoras-negras-do-Brasil-e-considerada-uma-das-mais-importantes-do-pais-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/09-Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-primeiras-escritoras-negras-do-Brasil-e-considerada-uma-das-mais-importantes-do-pais-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/09-Carolina-Maria-de-Jesus-uma-das-primeiras-escritoras-negras-do-Brasil-e-considerada-uma-das-mais-importantes-do-pais-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88692" class="wp-caption-text">Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras escritoras negras do Brasil, é considerada uma das mais importantes do país &#8211; Foto: CCSP</figcaption></figure>
<p>Nos bastidores, a execução do projeto está sob responsabilidade dos diretores de carnaval Fernando Costa e Elisa Fernandes. Estreante no cargo no Grupo Especial, Elisa traz para a Tijuca uma proposta inédita: a inclusão de acompanhamento psicológico para artistas e profissionais envolvidos na preparação do desfile. A iniciativa busca minimizar o impacto da pressão emocional em um ambiente tradicionalmente marcado por cobranças intensas.</p>
<p>Para Elisa, que é mulher negra, assumir a direção de carnaval em um enredo que homenageia Carolina Maria de Jesus tem um significado especial. Ela destaca a identificação com a escritora, não apenas pela trajetória de luta, mas também pela multiplicidade de talentos de Carolina, que foi além da literatura, atuando como compositora e cantora.</p>
<p>A escolha do enredo, segundo a diretora, foi defendida com convicção dentro da escola. Para ela, Carolina representa a força, a versatilidade e a capacidade de reinvenção das mulheres negras brasileiras. O desfile, afirma, é também um reconhecimento tardio a uma figura que deveria ter sido celebrada há muito tempo.</p>
<p>Com o enredo “Carolina Maria de Jesus”, a Unidos da Tijuca aposta em um carnaval de memória, denúncia e homenagem, colocando no centro da avenida uma mulher que transformou dor em literatura e resistência em legado.</p>
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		<title>Mangueira leva a Amazônia Negra para a Sapucaí e homenageia Mestre Sacaca no Carnaval 2026</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mangueira-leva-a-amazonia-negra-para-a-sapucai-e-homenageia-mestre-sacaca-no-carnaval-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 13:18:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Estação Primeira de Mangueira promete um dos desfiles mais simbólicos do Carnaval 2026 ao colocar a Amazônia Negra no centro da narrativa da Marquês de Sapucaí. Com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a escola une o Rio de Janeiro ao Norte do país em uma homenagem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-85742 aligncenter" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=329%2C92&#038;ssl=1" alt="Expresso No Carnaval - Expresso Carioca" width="329" height="92" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?w=329&amp;ssl=1 329w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=300%2C84&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=150%2C42&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></p>
<p>A Estação Primeira de Mangueira promete um dos desfiles mais simbólicos do Carnaval 2026 ao colocar a Amazônia Negra no centro da narrativa da Marquês de Sapucaí. Com o enredo <em>“Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”</em>, a escola une o Rio de Janeiro ao Norte do país em uma homenagem potente à cultura do Amapá e à trajetória de um personagem fundamental para a identidade afro-indígena brasileira.</p>
<p>Os primeiros versos do samba-enredo já antecipam essa travessia cultural entre territórios: “Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá / Na Estação Primeira do Amapá”. A proposta da Verde e Rosa é apresentar ao Brasil uma Amazônia que vai além da imagem restrita à floresta intocada, revelando a presença histórica, cultural e social da população negra na região.</p>
<figure id="attachment_88567" aria-describedby="caption-attachment-88567" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88567" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Sidnei-Franca-carnavalesco-da-escola-de-samba-Mangueira-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Sidnei França, Carnavalesco Da Escola De Samba Mangueira - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Sidnei-Franca-carnavalesco-da-escola-de-samba-Mangueira-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Sidnei-Franca-carnavalesco-da-escola-de-samba-Mangueira-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Sidnei-Franca-carnavalesco-da-escola-de-samba-Mangueira-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Sidnei-Franca-carnavalesco-da-escola-de-samba-Mangueira-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88567" class="wp-caption-text">Sidnei França, carnavalesco da escola de samba Mangueira. &#8211; Foto: JM Arruda/Mangueira</figcaption></figure>
<p>O homenageado do desfile, Mestre Sacaca, foi um curandeiro, pesquisador popular e referência espiritual no Amapá. Figura central da sociabilidade amapaense, especialmente entre comunidades negras e de baixa renda, Sacaca dedicou a vida ao conhecimento das ervas medicinais, da cultura popular e das tradições herdadas de negros e indígenas. Autor de três livros sobre práticas de cura natural, ele se tornou símbolo de resistência, sabedoria ancestral e integração entre o homem e a natureza.</p>
<p>O carnavalesco Sidnei França conta que o encontro com a história de Mestre Sacaca despertou uma nova camada conceitual para o enredo. Durante a pesquisa, a equipe da Mangueira se deparou com o forte processo de autodeclaração racial no estado. Dados do último Censo indicam que cerca de dois terços da população do Amapá se reconhece como negra, consolidando o conceito de uma negritude amazônica ainda pouco visibilizada no cenário nacional.</p>
<figure id="attachment_88565" aria-describedby="caption-attachment-88565" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88565" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Alegorias-da-Mangueira-no-barracao-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C649&#038;ssl=1" alt="Alegorias Da Mangueira No Barracão - Expresso Carioca" width="365" height="649" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Alegorias-da-Mangueira-no-barracao-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Alegorias-da-Mangueira-no-barracao-Expresso-Carioca.webp?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/05-Alegorias-da-Mangueira-no-barracao-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C267&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-88565" class="wp-caption-text">Alegorias da Mangueira no barracão. &#8211; Foto: JM Arruda/Mangueira</figcaption></figure>
<p>A partir dessa descoberta, o desfile propõe uma releitura da Amazônia sob a ótica afro-indígena, rompendo com uma visão colonizada que limita a região à floresta e à ocupação exclusivamente indígena. A Mangueira aposta em um olhar que evidencia povos, culturas, memórias e saberes que historicamente ficaram à margem do discurso dominante sobre o Norte do país.</p>
<p>O enredo é estruturado em cinco setores, chamados de “encantos tucujus”, termo afetivo usado para identificar quem nasce no Amapá. Cada setor apresenta uma dimensão da relação de Mestre Sacaca com sua terra. O primeiro retrata o encanto da floresta na região do Oiapoque, extremo norte do Brasil. Em seguida, o desfile navega pelos rios amazônicos, entendidos como verdadeiras estradas da região e espaços de encontro entre ribeirinhos, indígenas e quilombolas.</p>
<p>O terceiro setor aborda o encanto da cura, destacando as garrafadas, chás e infusões que fizeram de Sacaca uma referência na medicina popular. Na sequência, o encanto dos tambores evidencia sua ligação com manifestações culturais como o marabaixo, principal expressão negra do Amapá, além das escolas de samba locais e de sua atuação como Rei Momo por mais de duas décadas. O encerramento celebra a natureza eterna, propondo uma fusão simbólica entre o homenageado e a própria Amazônia.</p>
<p>A autenticidade do projeto também se reflete nos bastidores da escola. Sob a gestão da presidente Guanayra Firmino, a Mangueira valoriza a presença dos chamados “crias” da comunidade em funções estratégicas. Um dos destaques é o intérprete Dowglas Diniz, que assume oficialmente o microfone principal da Verde e Rosa, posto eternizado por nomes como Jamelão e Luizito.</p>
<p>Nascido e criado no Morro da Mangueira, Dowglas encara a responsabilidade como uma missão afetiva. Para dar conta do desafio, intensificou a preparação vocal e emocional, com acompanhamento de profissionais e uma rotina rigorosa de ensaios. Ele também destaca a emoção do tradicional esquenta no Setor 1 da Sapucaí, espaço conhecido pela energia intensa e pela conexão direta entre escola e público.</p>
<p>A Mangueira desfila no domingo, 15 de fevereiro, primeiro dia de apresentações do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026. Ao levar a Amazônia Negra para a avenida, a escola reforça seu histórico de enredos politizados, educativos e socialmente relevantes, ampliando o debate sobre identidade, pertencimento e memória no maior espetáculo da Terra.</p>
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		<title>Portela leva à Sapucaí a força do batuque e a memória do Príncipe Custódio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 14:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2026]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Portela, maior campeã da história do carnaval carioca, promete um desfile de forte impacto histórico, cultural e simbólico ao levar para a Marquês de Sapucaí a trajetória do Príncipe Custódio, personagem central do batuque — principal religião de matriz africana praticada no Rio Grande do Sul. O tema escolhido para o desfile é <strong>“O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”</strong>, um enredo que une fé, ancestralidade e resistência negra.</p>
<p>A proposta da escola é apresentar ao público as origens e a tradição do batuque, religião que integra o conjunto das principais expressões afro-brasileiras ao lado do candomblé, da umbanda, do tambor de mina, da Jurema Sagrada e do Xangô pernambucano. Ao destacar o Sul do país, a Portela rompe com estereótipos e amplia o debate sobre a presença negra fora dos eixos mais tradicionalmente associados à cultura afro no Brasil.</p>
<p>No centro da narrativa está a figura histórica conhecida como Príncipe do Bará, identificado por estudiosos como Osuanlele Okizi Erupê. Nascido no século XIX na região do Golfo da Guiné, na África Ocidental, ele teria chegado ao Brasil e adotado o nome Custódio Joaquim de Almeida. Fixou-se em Porto Alegre, onde se tornou uma das principais lideranças religiosas afro-gaúchas, falecendo na capital na década de 1930. Sua origem nobre e até mesmo datas exatas de nascimento e morte ainda são temas de debate acadêmico, conforme estudos do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Apesar das controvérsias históricas, o desfile portelense aposta no simbolismo e no legado cultural de Custódio. O enredo busca evidenciar um Brasil pouco retratado, onde a religiosidade de matriz africana também se consolidou longe do eixo Sudeste-Nordeste. Dados do Censo 2022 do IBGE reforçam essa perspectiva: proporcionalmente, o Rio Grande do Sul possui mais praticantes ou devotos dessas religiões (3,2%) do que o Rio de Janeiro (2,6%) e a Bahia (1%).</p>
<p>Segundo o carnavalesco André Rodrigues, a intenção é ampliar o debate sobre a história negra no país. “Nossa proposta é discutir a descentralização da historicidade negra do Brasil, olhando para a formação do Rio Grande do Sul”, afirma em material divulgado pela escola. O enredo também destaca o papel do Príncipe Custódio como mediador entre a população negra e as elites políticas gaúchas, atuando como liderança religiosa, guardião de saberes africanos e agente de legitimação cultural em um contexto marcado pela invisibilização.</p>
<p>Pesquisas acadêmicas reforçam essa leitura. Em dissertação citada pelo Arquivo Público do Estado, a antropóloga Maria Helena Nunes da Silva aponta que Custódio teve papel fundamental para dar visibilidade ao batuque em Porto Alegre, tornando pública uma prática religiosa que existia de forma marginalizada nos bairros periféricos, em meio a um cenário de forte imigração europeia.</p>
<p>No plano musical, a Portela também vive um momento especial. O samba-enredo será interpretado por Zé Paulo Sierra, estreante como voz principal da escola, que define a oportunidade como a realização de um sonho de infância. Criado em ambiente fortemente ligado à tradição portelense, o cantor defendeu a obra vencedora desde as eliminatórias do concurso que reuniu 36 composições.</p>
<p>O samba escolhido é assinado por Valtinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena. Confiante, Zé Paulo Sierra promete emoção na apresentação da Portela, que desfilará na noite de domingo, 15 de fevereiro, pelo Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro.</p>
<p>Com o enredo, a escola não apenas celebra uma liderança religiosa afro-brasileira, mas também propõe uma reflexão profunda sobre identidade, memória e diversidade cultural, reafirmando o carnaval como espaço de narrativa histórica e disputa simbólica no Brasil contemporâneo.</p>
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		<title>Projeto Sustenta Carnaval transforma fantasias da Sapucaí em arte, renda e consciência ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 13:47:53 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-85742 aligncenter" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=329%2C92&#038;ssl=1" alt="Expresso No Carnaval - Expresso Carioca" width="329" height="92" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?w=329&amp;ssl=1 329w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=300%2C84&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=150%2C42&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></p>
<p>Criado em 2022 pela produtora cultural Mariana Pinho, o Projeto Sustenta Carnaval vem se consolidando como uma das principais iniciativas de reaproveitamento de resíduos gerados pelos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. A proposta é simples e potente: dar novo destino às fantasias que, após o espetáculo, seriam descartadas, reduzindo impactos ambientais e estimulando a economia criativa ligada ao carnaval.</p>
<p>Logo no primeiro ano de atuação, o projeto recolheu cerca de 3 toneladas de resíduos têxteis. A iniciativa cresceu rapidamente e passou a integrar a gestão oficial de resíduos da festa, em parceria com a Rio Carnaval e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Desde então, os números se mantêm expressivos: 23 toneladas reaproveitadas em 2023, 24 toneladas em 2024 e 23 toneladas em 2025, volumes que antes teriam como destino o lixo.</p>
<p>Todo o material recolhido é encaminhado para um galpão instalado na região da Pequena África, no bairro da Gamboa, em frente ao Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira. No espaço, localizado na Rua Pedro Ernesto, 67, o público pode garimpar fantasias e adereços de quarta a sexta-feira, das 14h às 19h, e aos sábados, das 10h às 19h.</p>
<figure id="attachment_88500" aria-describedby="caption-attachment-88500" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88500" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/04-Projeto-Sustenta-Carnaval-faz-reciclagem-das-fantasias-dos-desfiles-da-Marques-de-Sapucai.-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C598&#038;ssl=1" alt="Projeto Sustenta Carnaval Faz Reciclagem Das Fantasias Dos Desfiles Da Marquês De Sapucaí - Expresso Carioca" width="754" height="598" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/04-Projeto-Sustenta-Carnaval-faz-reciclagem-das-fantasias-dos-desfiles-da-Marques-de-Sapucai.-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/04-Projeto-Sustenta-Carnaval-faz-reciclagem-das-fantasias-dos-desfiles-da-Marques-de-Sapucai.-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C238&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/04-Projeto-Sustenta-Carnaval-faz-reciclagem-das-fantasias-dos-desfiles-da-Marques-de-Sapucai.-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C119&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/04-Projeto-Sustenta-Carnaval-faz-reciclagem-das-fantasias-dos-desfiles-da-Marques-de-Sapucai.-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C595&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88500" class="wp-caption-text">Projeto Sustenta Carnaval faz reciclagem das fantasias dos desfiles da Marquês de Sapucaí. &#8211; Foto: Projeto Sustenta Carnaval/Divulgação</figcaption></figure>
<p>Segundo Mariana Pinho, o impacto vai além da sustentabilidade ambiental. “Muitas pessoas do meio artístico, do carnaval e da moda se emocionam ao perceber que materiais tão ricos iriam para o lixo. A reutilização fecha o ciclo do enredo e ainda gera emprego e renda para moradores do território, fortalecendo a cadeia do samba”, destaca.</p>
<p>O reaproveitamento das fantasias também tem impulsionado novos processos criativos. O figurinista Wagner Louza, que mantém ateliê no bairro do Santo Cristo, utiliza os materiais do Sustenta Carnaval para desenvolver figurinos de carnaval e festas juninas. “O projeto fornece os insumos que dão base ao meu trabalho. Ressignificar essas fantasias é contar, por outros caminhos, a história da nossa cultura”, afirma.</p>
<p>Já a figurinista Lohanne Tavares encontrou nos resíduos carnavalescos matéria-prima para criar biquínis, hot pants e adereços, conquistando especialmente o público jovem. “Produzi um desfile sobre mudanças climáticas usando resíduos do carnaval. A arte é uma ferramenta poderosa para discutir temas complexos, e essa parceria com o Sustenta Carnaval ampliou muito o alcance do meu trabalho”, relata.</p>
<p>Ao unir carnaval, sustentabilidade e inclusão produtiva, o Projeto Sustenta Carnaval mostra que o brilho da Sapucaí pode continuar iluminando caminhos mesmo depois que os desfiles chegam ao fim.</p>
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		<title>Imperatriz leva o universo transgressor de Ney Matogrosso para a Sapucaí</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/imperatriz-leva-o-universo-transgressor-de-ney-matogrosso-para-a-sapucai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 15:12:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como traduzir para a Marquês de Sapucaí a multiplicidade artística, estética e política de Ney Matogrosso? Para o carnavalesco Leandro Vieira, a resposta está longe de uma narrativa biográfica tradicional. A Imperatriz Leopoldinense escolheu mergulhar no universo transgressor e camaleônico do cantor, entendendo sua obra e sua imagem como manifestos permanentes de liberdade. Com o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-85742 aligncenter" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=329%2C92&#038;ssl=1" alt="Expresso No Carnaval - Expresso Carioca" width="329" height="92" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?w=329&amp;ssl=1 329w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=300%2C84&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Logo_Carnaval.png?resize=150%2C42&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></p>
<p>Como traduzir para a Marquês de Sapucaí a multiplicidade artística, estética e política de Ney Matogrosso? Para o carnavalesco Leandro Vieira, a resposta está longe de uma narrativa biográfica tradicional. A Imperatriz Leopoldinense escolheu mergulhar no universo transgressor e camaleônico do cantor, entendendo sua obra e sua imagem como manifestos permanentes de liberdade.</p>
<p>Com o enredo “Camaleônico”, a verde e branca de Ramos propõe um desfile baseado não na cronologia da vida de Ney, mas na força simbólica de suas músicas, personagens e escolhas visuais — elementos que marcaram gerações e redefiniram os limites da arte no Brasil.</p>
<p>“É um enredo exclusivamente baseado na obra, entendendo a obra como o que ele cantou e o universo estético em que ele mergulhou”, explicou Leandro Vieira em entrevista. Segundo o carnavalesco, Ney foi além das canções eternizadas: criou imagens que se fixaram no imaginário popular e transformou o próprio corpo em discurso.</p>
<figure id="attachment_88468" aria-describedby="caption-attachment-88468" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88468" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Ney-Matogrosso-em-visita-ao-barracao-da-Imperatriz-Leopoldinense-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C447&#038;ssl=1" alt="Ney Matogrosso Em Visita Ao Barracão Da Imperatriz Leopoldinense - Expresso Carioca" width="365" height="447" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Ney-Matogrosso-em-visita-ao-barracao-da-Imperatriz-Leopoldinense-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Ney-Matogrosso-em-visita-ao-barracao-da-Imperatriz-Leopoldinense-Expresso-Carioca.webp?resize=245%2C300&amp;ssl=1 245w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Ney-Matogrosso-em-visita-ao-barracao-da-Imperatriz-Leopoldinense-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C184&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-88468" class="wp-caption-text">Ney Matogrosso em visita ao barracão da Imperatriz Leopoldinense. &#8211; Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz</figcaption></figure>
<h3>Corpo como manifesto, estética como política</h3>
<p>A Imperatriz vai apresentar na avenida as várias faces de um artista que recusou rótulos e permaneceu, por mais de cinco décadas, em constante transformação. Figurinos, personagens e performances são tratados como escolhas conscientes, carregadas de sentido político e estético.</p>
<p>“O Ney é uma bandeira do direito de ser quem se é e quem se quer ser. Ao assumir múltiplas personalidades — homem, mulher, andrógeno, bicho, ser sensual — ele se transformou em manifesto”, destacou Leandro.</p>
<p>O desfile percorre fases emblemáticas da carreira, como o disco “Bandido” (1976), que apresentou um personagem andrógeno, sexualizado e provocador, e o homem neandertal, criado para o álbum e o show de 1975. Em plena ditadura militar, Ney optou por ser “bicho”, criatura mitológica, fauno — uma resposta direta à tentativa de enquadramento social e moral da época.</p>
<h3>Transgressão sem ruptura com o público</h3>
<p>Mesmo em contextos de forte repressão, Ney Matogrosso construiu uma relação ampla e diversa com o público. Segundo Leandro Vieira, sua força está na autenticidade radical.</p>
<p>“O Ney não é o estereótipo da liberdade. Ele é a liberdade em pessoa”, afirmou. O carnavalesco lembra que, enquanto o artista chocava padrões, conquistava públicos diversos — de crianças encantadas com o visual dos Secos &amp; Molhados a plateias adultas impactadas por sua sensualidade e ousadia.</p>
<p>Essa capacidade de atravessar gerações e públicos distintos é um dos pilares do enredo, que promete impactar o sambódromo com exuberância visual, discurso político e potência artística.</p>
<h3>Um enredo feito por um fã — e com a participação do homenageado</h3>
<p>Declaradamente fã de Ney Matogrosso, Leandro Vieira revelou que o enredo era um desejo antigo. “Ele une tudo o que eu gosto: transgressão estética, discurso político e o corpo como manifesto. Para mim, o Ney é o carnaval em pessoa.”</p>
<p>Desde o lançamento do enredo, em maio do ano passado, Ney tem acompanhado de perto o trabalho da escola. Participou de ensaios, visitou o barracão e tem contribuído ativamente com comentários sobre figurinos e concepções visuais.</p>
<p>“Tudo que me pedem, eu faço. Estou muito satisfeito com o que estou vendo”, contou Ney. O cantor revelou que nunca teve o desejo de ser enredo de escola de samba e recusou convites ao longo da carreira, mas sentiu que este era o momento certo. “Achei que deveria aceitar dentro do contexto deles.”</p>
<h3>Uma experiência inédita para Ney</h3>
<p>A proximidade do artista com o processo criativo tem sido um diferencial. Para Leandro, homenagear uma personalidade viva e disposta a participar torna o trabalho ainda mais intenso e emocional.</p>
<p>“É diferente quando a pessoa se reconhece naquilo que você cria. O Ney é do universo estético, ele olha figurinos, comenta, se emociona. Isso me faz voar em céu de brigadeiro no processo criativo”, disse o carnavalesco.</p>
<p>Empolgado com a experiência, Ney resume o sentimento: “Nunca aceitei fazer isso, mas estou gostando muito. É tudo muito caprichado.”</p>
<p>A Imperatriz Leopoldinense desfila no domingo, 15 de fevereiro, segundo lugar da noite, prometendo um espetáculo que celebra a liberdade, a arte e a transgressão como essência do Carnaval.</p>
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		<title>Neguinho da Beija-Flor participa da final que define samba-enredo 2026 e novo intérprete da escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 15:36:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Beija-flor de Nilópolis]]></category>
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		<category><![CDATA[Escolas de Samba]]></category>
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		<category><![CDATA[Expresso no Carnaval]]></category>
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					<description><![CDATA[A Beija-Flor de Nilópolis vive uma noite histórica nesta quinta-feira (25). A partir das 21h, na quadra da escola, será escolhida a obra que dará o tom do enredo “Bembé”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, para o Carnaval 2026. Além da definição entre os dois sambas finalistas, o público conhecerá o vencedor do reality [&#8230;]]]></description>
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<p>A Beija-Flor de Nilópolis vive uma noite histórica nesta quinta-feira (25). A partir das 21h, na quadra da escola, será escolhida a obra que dará o tom do enredo “Bembé”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, para o Carnaval 2026.</p>
<p>Além da definição entre os dois sambas finalistas, o público conhecerá o vencedor do reality “A Voz do Carnaval”, concurso que vai eleger o novo intérprete oficial da azul e branco, após a despedida de Neguinho da Beija-Flor.</p>
<p>Presença confirmada no evento, Neguinho será o anfitrião da festa ao lado da comunidade nilopolitana. Ícone do carnaval e referência entre os intérpretes, ele celebra a qualidade dos sambas apresentados e destaca a importância da renovação da escola.</p>
<p>“Estou super feliz em ver uma safra de samba tão grandiosa. São dois excelentes sambas que cumprem o papel do enredo e estão prontos para entrar na Avenida com a nossa Beija-Flor. A briga vai ser grande, mas tenho certeza de que a escola fará uma excelente escolha”, afirmou o cantor.</p>
<p>O evento terá transmissão ao vivo pela Beija-Flor TV, no YouTube, permitindo que fãs de todo o país acompanhem o momento.</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Data:</strong> 25/09<strong><br />
Local:</strong> Avenida Beija-Flor de Nilópolis, nº 1025 – Nilópolis<br />
<strong>Horário:</strong> A partir das 21h<br />
<strong>Ingressos:</strong> A partir de R$ 50 ou pela transmissão online no canal oficial da escola</p>
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		<title>Carnaval 2026 terá 54 jurados avaliando desfiles do Grupo Especial do Rio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/carnaval-2026-tera-54-jurados-avaliando-desfiles-do-grupo-especial-do-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 14:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas de Samba]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Jurados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro terá mudanças significativas a partir do Carnaval de 2026. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) aprovou, nesta quarta-feira (23), um novo modelo de julgamento que inclui o aumento no número de jurados: serão 54 no total, 18 a mais que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro terá mudanças significativas a partir do Carnaval de 2026. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) aprovou, nesta quarta-feira (23), um novo modelo de julgamento que inclui o aumento no número de jurados: serão 54 no total, 18 a mais que no último carnaval.</p>
<p>Agora, cada um dos nove quesitos será avaliado por seis jurados. A medida, segundo a Liesa, busca promover mais equilíbrio e transparência na apuração das notas.</p>
<p>Outra novidade será o reposicionamento das cabines de julgamento no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Duas delas ficarão frente a frente, distribuídas entre os setores pares e ímpares. A decisão foi baseada em discussões realizadas em um seminário com dirigentes das agremiações em maio.</p>
<p><strong>Desfiles mais fluidos</strong></p>
<p>Com a reconfiguração das cabines, o número de paradas obrigatórias das escolas diante dos jurados será reduzido: de quatro para três. A proposta é deixar os desfiles mais fluidos e dinâmicos, sem prejudicar a avaliação técnica.</p>
<p>As mudanças foram aprovadas em votação com a participação dos presidentes e representantes das 12 escolas do Grupo Especial. A Liesa confirmou que as notas seguirão sendo lacradas ao final de cada dia de desfile, como ocorre atualmente.</p>
<p>O Carnaval de 2026 acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. As seis escolas mais bem colocadas retornam à avenida no Sábado das Campeãs, em 21 de fevereiro.</p>
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		<title>Escolas de samba do Rio tentam reverter penalidades</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/escolas-de-samba-do-rio-tentam-reverter-penalidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2025 21:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Entretê]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas de Samba]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Três escolas de samba do Rio de Janeiro apresentaram recursos à Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa) para contestar penalidades recebidas na apuração do Carnaval 2025. As agremiações que recorreram foram: Acadêmicos do Grande Rio (vice-campeã), que pede a revisão da nota da bateria; Unidos de Padre Miguel, rebaixada para a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três escolas de samba do Rio de Janeiro apresentaram recursos à Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa) para contestar penalidades recebidas na apuração do Carnaval 2025.</p>
<p>As agremiações que recorreram foram:</p>
<ul>
<li><strong>Acadêmicos do Grande Rio</strong> (vice-campeã), que pede a revisão da nota da bateria;</li>
<li><strong>Unidos de Padre Miguel</strong>, rebaixada para a Série Ouro, que questiona inconsistências nas justificativas dos jurados;</li>
<li><strong>Unidos da Tijuca</strong>, que recebeu uma multa de R$ 80 mil por supostamente ultrapassar o tempo permitido para a retirada de suas alegorias.</li>
</ul>
<p>A Liesa informou que seu departamento jurídico já tomou ciência dos recursos e os analisará de acordo com o regulamento, mas não divulgou detalhes sobre o processo nem um prazo para a decisão.</p>
<h3><strong>Os pedidos das escolas</strong></h3>
<p>A Unidos da Tijuca não busca melhorar sua classificação, mas contesta a multa recebida. A escola alega que retirou suas alegorias dentro do prazo, sem prejudicar a saída da Beija-Flor, que desfilou na mesma noite.</p>
<p>A Acadêmicos do Grande Rio, que perdeu o título por apenas um décimo, pede que o campeonato seja dividido com a Beija-Flor. O questionamento está no quesito Bateria, em que um dos jurados apontou &#8220;imprecisão com efeito de flam&#8221; e outro avaliou que &#8220;não houve projeção sonora&#8221; dos curimbós usados pela escola. Como a menor nota de cada quesito é descartada, a Grande Rio acabou ficando com um 9,9 válido, o que a tirou do primeiro lugar.</p>
<p>Já a Unidos de Padre Miguel, que recebeu a pior pontuação e foi rebaixada, identificou erros graves nas justificativas dos jurados. A escola afirma que foi punida por falhas técnicas no sistema de som, algo que foge de sua responsabilidade e não deveria ter impactado sua nota.</p>
<h3><strong>Polêmica com o uso de iorubá</strong></h3>
<p>Uma das penalizações à Unidos de Padre Miguel gerou indignação nas redes sociais. A jurada Ana Paula Fernandes, que avaliou o quesito samba-enredo, deu nota 9,7 à escola e retirou um décimo porque a letra teria &#8220;trechos de difícil entendimento devido ao excesso de termos em iorubá&#8221;.</p>
<p>O enredo da escola, &#8220;Egbé Iyá Nassô&#8221;, homenageou a princesa africana Iyá Nassô e os 200 anos da Casa Branca do Engenho Velho, um dos mais antigos templos afro-brasileiros em funcionamento.</p>
<p>O historiador e compositor Luiz Antônio Simas criticou a justificativa da jurada, lembrando que o iorubá é patrimônio imaterial do Rio de Janeiro desde 2018. Em um post compartilhado pela escola, ele questionou:<br />
<em>&#8220;Um enredo inspirado na cultura do candomblé não pode ter expressões ligadas ao candomblé? Elas são constituintes das falas brasileiras.&#8221;</em></p>
<p>Agora, as escolas aguardam o parecer da Liesa, que definirá se as penalidades serão mantidas ou revistas.</p>
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