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	<title>ensino científico &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Ausência de mulheres negras na ciência ainda é um desafio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 18:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A presença de mulheres negras na ciência ainda é um grande desafio, especialmente nas áreas de exatas e biológicas. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) defenda a igualdade de gênero como um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, os dados mostram que essa inclusão ainda é limitada. No Brasil, a situação é ainda mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença de mulheres negras na ciência ainda é um grande desafio, especialmente nas áreas de exatas e biológicas. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) defenda a igualdade de gênero como um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, os dados mostram que essa inclusão ainda é limitada. No Brasil, a situação é ainda mais preocupante quando se cruza o recorte de gênero com o de raça.</p>
<p>De acordo com um estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Gemaa/UERJ), em 2023, apenas 2,5% dos professores de pós-graduação em ciências exatas, da terra e biológicas eram mulheres negras, pardas ou indígenas. Já as mulheres brancas somavam 29,2%, enquanto os homens brancos dominavam o setor, com quase 61% dos cargos.</p>
<p>&#8220;A desigualdade de gênero já é evidente nessas áreas, mas a desigualdade racial torna o cenário ainda pior. Quando falamos da presença feminina nas ciências exatas, percebemos que a situação para mulheres negras é ainda mais grave&#8221;, avalia a pesquisadora Márcia Cândido, do Gemaa.</p>
<h3>Representatividade e desafios acadêmicos</h3>
<p>A professora Márcia Pereira, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), conhece essa realidade de perto. Ela é a única mulher negra no quadro de docentes do Centro Tecnológico da UFES, que conta com sete cursos de graduação e seis de pós-graduação em engenharia e informática. &#8220;Quando entrei na universidade, já era um ambiente predominantemente masculino e branco. Hoje, como docente, a situação ainda não mudou muito&#8221;, conta.</p>
<p>Para ela, a presença de mulheres negras na ciência é essencial para inspirar as novas gerações. &#8220;Eu sempre participei de palestras em escolas e atividades acadêmicas para mostrar às crianças que elas podem ocupar esse espaço. A representatividade é fundamental para romper barreiras.&#8221;</p>
<h3>O papel das cotas na transformação do ensino</h3>
<p>A política de cotas tem sido apontada como uma das ferramentas essenciais para ampliar a diversidade no ensino superior. A estudante Daphny Santos, de 19 anos, é um exemplo desse avanço. Ela faz parte da primeira turma de bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do ImpaTech, faculdade do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e ingressou pelo sistema de cotas.</p>
<p>&#8220;A diversidade na sala de aula me fez sentir mais acolhida e motivada. Ter outras pessoas com histórias parecidas com a minha mostra que podemos chegar longe&#8221;, afirma Daphny.</p>
<p>O ImpaTech reserva 50% das vagas para alunos de escola pública, e dentro desse percentual, há cotas específicas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Além disso, há uma reserva de vagas para garantir que pelo menos 25% dos alunos sejam mulheres.</p>
<h3>Desafios na docência e na pesquisa</h3>
<p>Apesar do avanço das cotas no ingresso universitário, o acesso das mulheres negras a cargos de docência e pesquisa ainda enfrenta obstáculos. A médica e pesquisadora Monique França, doutoranda em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ressalta que a diversidade na ciência não é apenas uma questão de inclusão, mas uma necessidade para ampliar a qualidade das pesquisas.</p>
<p>&#8220;Quando você tem diferentes vivências dentro da academia, as pesquisas se tornam mais ricas e abrangentes. Muitas questões antes ignoradas começam a ser discutidas, como o impacto do racismo na saúde da população negra&#8221;, afirma Monique.</p>
<p>Além disso, a maternidade ainda é vista como um entrave na carreira acadêmica das mulheres. &#8220;Quando engravidei no mestrado, me perguntaram como eu faria para continuar os estudos. Essa pergunta nunca seria feita para um homem que está prestes a ser pai&#8221;, critica Monique.</p>
<h3>Caminhos para ampliar a diversidade</h3>
<p>A aplicação das cotas em concursos para professores universitários ainda enfrenta desafios. Segundo um estudo da Universidade Federal do Vale do São Francisco e do Insper, cerca de 10 mil professores negros poderiam ter sido contratados entre 2014 e 2022 caso as vagas não fossem fracionadas por departamento, o que impede a aplicação da reserva de 20% das vagas para negros, prevista na lei de cotas do serviço público.</p>
<p>Em 2023, o Congresso Nacional aprovou um projeto para ampliar a reserva de vagas para 30% e incluir indígenas e quilombolas. A proposta ainda está em tramitação no Senado.</p>
<p>Enquanto isso, pesquisadores e docentes defendem soluções alternativas, como editais únicos para diferentes áreas do conhecimento e seleções direcionadas para garantir mais equidade. &#8220;A diversidade na ciência não beneficia apenas as minorias. Ela promove inovação e desenvolvimento para toda a sociedade&#8221;, conclui Márcia Cândido.</p>
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