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	<title>Educação Antirracista &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Educação Antirracista &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Histórias em quadrinhos fortalecem debate racial e ampliam práticas antirracistas na formação docente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 21:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo nas escolas]]></category>
		<category><![CDATA[debate étnico-racial]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo desenvolvido na Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que as histórias em quadrinhos — especialmente as graphic novels — podem ser ferramentas eficazes para ampliar o debate sobre racismo na formação de futuros professores. A pesquisa é da doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano. Fã [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo desenvolvido na Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que as histórias em quadrinhos — especialmente as graphic novels — podem ser ferramentas eficazes para ampliar o debate sobre racismo na formação de futuros professores. A pesquisa é da doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano.</p>
<p>Fã de HQs desde a infância, Fernanda decidiu investigar como esse formato narrativo, que combina texto e imagem em histórias mais longas e completas, pode contribuir para fortalecer a educação antirracista. A tese, intitulada <em>Cotidiano, escola e Graphic novel: O papel da mídia no fortalecimento da Educação para Relações Étnico-Raciais</em>, foi orientada pela professora Walcéa Barreto Alves, da Faculdade de Educação da UFF.</p>
<h3>Debate restrito a novembro</h3>
<p>Durante o trabalho de campo realizado no Colégio Estadual Júlia Kubitschek, com estudantes do segundo ano do ensino médio — dos quais 95% eram negros —, a pesquisadora constatou que o debate sobre racismo costuma se concentrar apenas no mês de novembro, em função do Dia da Consciência Negra. Ao longo do restante do ano letivo, o tema praticamente desaparece do planejamento escolar.</p>
<p>Segundo a pesquisa, não há organização sistemática para tratar da questão racial nas escolas, apesar de os próprios estudantes relatarem vivências cotidianas de discriminação, tanto fora quanto dentro do ambiente escolar.</p>
<figure id="attachment_88885" aria-describedby="caption-attachment-88885" style="width: 851px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-88885" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/22-Historias-em-quadrinhos-fortalecem-debate-racial-e-ampliam-praticas-antirracistas-na-formacao-docente-Expresso-Carioca-1.webp?resize=851%2C515&#038;ssl=1" alt="Histórias Em Quadrinhos Fortalecem Debate Racial E Ampliam Práticas Antirracistas Na Formação Docente - Expresso Carioca" width="851" height="515" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/22-Historias-em-quadrinhos-fortalecem-debate-racial-e-ampliam-praticas-antirracistas-na-formacao-docente-Expresso-Carioca-1.webp?w=851&amp;ssl=1 851w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/22-Historias-em-quadrinhos-fortalecem-debate-racial-e-ampliam-praticas-antirracistas-na-formacao-docente-Expresso-Carioca-1.webp?resize=300%2C182&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/22-Historias-em-quadrinhos-fortalecem-debate-racial-e-ampliam-praticas-antirracistas-na-formacao-docente-Expresso-Carioca-1.webp?resize=768%2C465&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/22-Historias-em-quadrinhos-fortalecem-debate-racial-e-ampliam-praticas-antirracistas-na-formacao-docente-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/22-Historias-em-quadrinhos-fortalecem-debate-racial-e-ampliam-praticas-antirracistas-na-formacao-docente-Expresso-Carioca-1.webp?resize=750%2C454&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 851px) 100vw, 851px" /><figcaption id="caption-attachment-88885" class="wp-caption-text">Histórias Em Quadrinhos Fortalecem Debate Racial E Ampliam Práticas Antirracistas Na Formação Docente &#8211; Imagem: Reprodução/internet</figcaption></figure>
<p>Outro dado preocupante citado no estudo é o descumprimento da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Levantamento do Geledés Instituto da Mulher Negra em parceria com o Instituto Alana indica que 71% dos municípios brasileiros não aplicam a legislação. Entre as justificativas apresentadas por docentes está a percepção de que o tema seria “polêmico” ou difícil de abordar.</p>
<p>Para Fernanda, essa visão precisa ser superada. “Faz parte da nossa história”, defende.</p>
<h3>Graphic novels como estratégia pedagógica</h3>
<p>A pesquisa ganhou impulso em 2018, quando obras com heróis negros passaram a integrar o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). A partir disso, Fernanda passou a investigar como esse material poderia ser inserido na formação inicial de professores, estimulando a continuidade do debate antirracista ao longo da carreira docente.</p>
<p>Entre as possibilidades apontadas está o uso de HQs para apresentar trajetórias como a da escritora Carolina Maria de Jesus, promovendo discussões sobre desigualdade, protagonismo negro e educação antirracista de forma mais acessível e envolvente.</p>
<p>A orientadora da pesquisa destaca que o diferencial do trabalho foi ir além da teoria. A pesquisadora realizou uma prática interventiva, colocando as graphic novels em circulação entre os estudantes e observando suas reações, percepções e reflexões.</p>
<h3>Perspectiva decolonial e protagonismo</h3>
<p>Um dos pontos centrais da tese é a necessidade de apresentar personagens negros e indígenas como protagonistas, rompendo com uma tradição didática marcada por visões colonialistas, nas quais essas populações aparecem de forma secundária ou estereotipada.</p>
<p>Segundo Walcéa Barreto Alves, as HQs permitem trabalhar o tema com leveza e profundidade ao mesmo tempo. Os recursos visuais e a organização textual facilitam a leitura e ampliam a compreensão, possibilitando desdobramentos em diferentes disciplinas.</p>
<p>A proposta, portanto, não é restringir o debate a datas comemorativas, mas incorporá-lo ao planejamento pedagógico ao longo de todo o ano letivo. Para as pesquisadoras, as histórias em quadrinhos podem ser um caminho potente para tornar o enfrentamento ao racismo mais presente, acessível e transformador dentro e fora da escola.</p>
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		<title>Chega ao Congresso caderno com propostas para educação antirracista no novo PNE</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/chega-ao-congresso-caderno-com-propostas-para-educacao-antirracista-no-novo-pne/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 00:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Caderno PNE Antirracista]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Antirracista]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Nacional de Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Frente Parlamentar Mista Antirracismo entregou ao Congresso, nesta terça-feira (1º), o Caderno PNE Antirracista, documento com mais de 400 propostas colhidas em consulta pública para garantir que o novo Plano Nacional de Educação (2024–2034) enfrente o racismo estrutural nas escolas brasileiras. A principal demanda foi a formação de professores antirracistas, com sugestões para que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Frente Parlamentar Mista Antirracismo entregou ao Congresso, nesta terça-feira (1º), o <em>Caderno PNE Antirracista</em>, documento com mais de 400 propostas colhidas em consulta pública para garantir que o novo Plano Nacional de Educação (2024–2034) enfrente o racismo estrutural nas escolas brasileiras.</p>
<p>A principal demanda foi a formação de professores antirracistas, com sugestões para que esse eixo seja incorporado de forma transversal à política educacional do país. Movimentos negros, indígenas, quilombolas e educadores de todo o país participaram da consulta, entre maio e junho deste ano.</p>
<p>Segundo a deputada Carol Dartora (PT-PR), vice-coordenadora da frente, não é possível falar em educação de qualidade sem combater o racismo que afeta a permanência e o aprendizado de estudantes negros e indígenas. “As escolas em territórios periféricos, quilombolas e comunidades pobres sofrem com falta de material, infraestrutura e respeito à diversidade”, afirmou.</p>
<p>O caderno será considerado no relatório final do novo PNE, a ser elaborado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Ela destacou que assumir a educação antirracista como base da política nacional é garantir que crianças negras, indígenas e quilombolas tenham uma educação que valorize sua história e identidade.</p>
<p>Entre as propostas, estão:</p>
<ul>
<li>Aplicação efetiva das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena;</li>
<li>Atualização de cursos de licenciatura e criação de polos regionais para formação continuada de professores;</li>
<li>Ações pedagógicas como arte-educação, hip hop, pedagogias de terreiro e visitas virtuais a espaços sagrados;</li>
<li>Indicadores étnico-raciais e inclusão do quesito raça/cor nos registros escolares;</li>
<li>Investimento prioritário em escolas quilombolas;</li>
<li>Políticas de permanência para jovens negros e indígenas.</li>
</ul>
<p>O documento reforça que a educação antirracista deve ser estratégia central e estruturante do novo plano, e não uma ação isolada, técnica ou pontual.</p>
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		<title>ONG leva educação antirracista às escolas públicas do Rio com livros e oficinas culturais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ong-leva-educacao-antirracista-as-escolas-publicas-do-rio-com-livros-e-oficinas-culturais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 14:13:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[doação de livros]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Antirracista]]></category>
		<category><![CDATA[ensino público]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[As escolas municipais São Tomás de Aquino, no Leme, e Pedro Ernesto, na Lagoa, ambas na zona sul do Rio de Janeiro, recebem nos dias 20 e 24 de maio a primeira edição do Programa de Educação Antirracista, promovido pela ONG Parceiros da Educação Rio. A iniciativa busca ampliar o repertório dos educadores da rede [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As escolas municipais São Tomás de Aquino, no Leme, e Pedro Ernesto, na Lagoa, ambas na zona sul do Rio de Janeiro, recebem nos dias 20 e 24 de maio a primeira edição do Programa de Educação Antirracista, promovido pela ONG Parceiros da Educação Rio. A iniciativa busca ampliar o repertório dos educadores da rede pública sobre diversidade étnico-racial e valorizar as culturas negra e indígena nas práticas pedagógicas.</p>
<p>O programa integra o projeto Lá Vem História e prevê a formação de 50 professores de 20 escolas parceiras, por meio de oficinas culturais e rodas de leitura com abordagens lúdicas e interativas. As atividades incluem danças indígenas, jongo, samba, capoeira e contação de histórias, com o objetivo de estimular o contato com a literatura oral e escrita de matriz africana e indígena.</p>
<p>“Sentimos necessidade de trabalhar mais com os professores sobre essa temática para que tenham repertório mais ampliado sobre tais culturas. Os professores foram formados em uma perspectiva muito eurocêntrica. Nós precisamos conhecer mais das culturas africana e indígena porque fomos formados desse amálgama. Na escola pública, temos a maior parte dos alunos pardos e negros”, afirma Lêda Fonseca, coordenadora do projeto.</p>
<h3>Formação e acervo antirracista</h3>
<p>Cada escola participante receberá um acervo com dez obras de autoras como Djamila Ribeiro, Bell Hooks, Sônia Rosa e Bárbara Carine, contribuindo para a formação de bibliotecas antirracistas e o acesso a narrativas diversas.</p>
<p>Além da capacitação, o programa promove visitas a locais históricos e culturais, como o Cais do Valongo, a Aldeia Maracanã e centros culturais que contribuem para o reconhecimento das identidades afro-brasileira e indígena.</p>
<p>A iniciativa está em sintonia com a legislação brasileira, que torna obrigatória, desde 2003, a inclusão da história e cultura afro-brasileira e, desde 2008, indígena, no currículo escolar (Leis 10.639/2003 e 11.645/2008).</p>
<p>&#8220;O projeto Lá Vem História tem transformado a vida dos alunos ao levar cultura e arte às escolas da rede municipal. A iniciativa promove a reflexão sobre diversidade e inclusão e forma uma geração mais consciente e engajada com a cultura brasileira&#8221;, destacou o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.</p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>20 de maio – Escola Municipal São Tomás de Aquino (Leme) | 9h às 11h</strong><br />
Apresentação da artista Ana Bispo, com repertório que homenageia compositores negros como Gilberto Gil, Cartola e Dona Ivone Lara, para cerca de 245 crianças.<br />
<strong>Endereço:</strong> <em>Praça Almirante Júlio de Noronha, 40 – Leme</em></p>
<p><strong>24 de maio – Escola Municipal Pedro Ernesto (Lagoa) | 9h às 11h</strong><br />
Mesa de abertura com Joana Oscar (SME-Rio), Maíra Santos (diretora da primeira escola afro-brasileira do país) e mediação da socióloga e educadora antirracista Thaiana Rodrigues, voltada para 50 professores. A presença de Ferreirinha é esperada.<br />
<strong>Endereço:</strong> <em>Rua Fonte da Saudade – Lagoa</em></p>
<h3>Sobre a ONG</h3>
<p>Fundada em 2009, a ONG já impactou cerca de 40 mil alunos, capacitou mais de 1,7 mil profissionais e atua em frentes como programas de apoio a escolas públicas, capacitação, reforço escolar, infraestrutura e redução da evasão escolar. Reconhecida pela transparência, tem o selo A+ do Instituto Doar, venceu o prêmio &#8220;100 Melhores ONGs do Brasil&#8221; (2022 e 2024) e recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernesto (2024) pela Câmara do Rio de Janeiro, em reconhecimento pelo trabalho na educação pública da cidade.</p>
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		<title>Ensino de história afro-brasileira deve estar em todas as disciplinas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ensino-de-historia-afro-brasileira-deve-estar-em-todas-as-disciplinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jan 2024 02:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Antirracista]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 10.639]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Sala de Aula]]></category>
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					<description><![CDATA[A lei brasileira prevê que conteúdos referentes a história e cultura afro-brasileira devem ser ministrados em todas as etapas escolares, da educação infantil ao ensino médio, marcando presença em todas as disciplinas. Implementar a lei 10.639/03, no entanto, segue sendo um desafio para o país, mesmo após 21 anos de aprovação. Especialistas entrevistados trazem orientações sobre como levá-la [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A lei brasileira prevê que conteúdos referentes a história e cultura afro-brasileira devem ser ministrados em todas as etapas escolares, da educação infantil ao ensino médio, marcando presença em todas as disciplinas. Implementar a lei 10.639/03, no entanto, segue sendo um desafio para o país, mesmo após 21 anos de aprovação.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Especialistas entrevistados trazem orientações sobre como levá-la para as salas de aula e mostram que a implementação vai além de conteúdos formais e passa, às vezes, apenas pela promoção de diálogo entre os próprios alunos e por abordagens por parte dos professores que considerem as diferentes realidades.</p>
<p>A professora e escritora Sheila Perina de Souza estuda no doutorado da faculdade de educação da Universidade de São Paulo (USP) uma etapa delicada do ensino, a alfabetização. Ela pesquisa o ensino do português influenciado por algumas línguas africanas. Além de contribuírem com o vocabulário, como por exemplo, com a palavra moleque, que vem do quimbundo, uma língua falada em Angola, elas têm outro tipo de influência: “Quando usam o plural, muitas vezes as crianças, principalmente de classe popular, marcam o plural uma única vez, então dizem: ‘Pega os livro’. Elas não marcam o plural ‘Pega os livros’. Isso é influência das línguas de origem banto, que trazem a marcação do plural no início e não no plural”, explica.</p>
<p>A forma com que a escola lida com situações como esta faz toda a diferença na formação das crianças. Se tratam apenas com um erro, criticando a criança, ou se têm uma postura acolhedora. “Tento observar de que modo o racismo linguístico, que muitas vezes é confundido com o preconceito linguístico, é tratado na alfabetização, nesse período da escolarização que é de fundamental importância para a relação que a criança vai estabelecer com o conhecimento”, explica Souza.</p>
<p>São questões como esta que as escolas precisam lidar diariamente e sobre as quais a 10.639/03 e as diretrizes para aplicá-la tratam. Cada etapa de ensino tem peculiaridades que precisar ser levadas em consideração e também questões para as quais as escolas devem estar atentas.</p>
<h2>Educação infantil</h2>
<p>Na educação infantil, etapa que compreende a creche e a pré-escola, segundo Souza, a literatura tem sido uma porta fundamental para a implementação da lei 10.639/03. Para além dos livros, é possível trabalhar as artes, a música e também as danças.</p>
<blockquote><p>“A linguagem musical é fundamental, quando a gente olha para o que nós oferecemos para nossas crianças no cotidiano, quais as músicas que nós apresentamos. Nós apresentamos músicas de diferentes povos, conseguimos trazer músicas de diferentes etnias e aprofundar”.</p></blockquote>
<p>De acordo com a professora, ao apresentar uma música, pode-se não apenas dizer que é de África, mas explicar que é de determinado país, de determinada região.</p>
<blockquote><p>“A nossa origem é marcada por relações de poder que são construídas por meio da raça também. Então, é a gente olhar para músicas que tradicionalmente são músicas da cultura da infância e questionar se essas músicas dialogam com o currículo, com o que queremos construir, porque temos um repertorio de música que crianças têm aprendido que possuem um teor racista”, ressalta a professora.</p></blockquote>
<p>A coordenadora executiva adjunta da Ação Educativa, Edneia Gonçalves, acrescenta que para além de proporcionar materiais e brincadeiras, é preciso que os professores estejam atentos às interações entre as crianças. “Trazer o cuidado para ver como as crianças se aproximam. Na hora da roda [se alguém diz algo como]: ‘não vou pegar na mão dela porque é preta’. Isso é super comum. Que tipo de mensagem está trazendo, que tipo de educação está trazendo. Quando não se traz a história dos ancestrais dessa criança e não ressignifica a presença negra na história brasileira, se faz a mesma coisa, rejeita não só o corpo como a linguagem ancestral da criança”, diz.</p>
<p>Nesta etapa é preciso também, de acordo com Edneia Gonçalves, estar atento às referências que são apresentadas às crianças, aos personagens que são apresentados, garantir que também se assemelhem às próprias crianças e às famílias. Verificar também como os personagens negros aparecem nas histórias infantis e que tipos de heróis são apresentados.</p>
<h2>Ensino fundamental</h2>
<p>O ensino fundamental compreende do 1º ao 9º ano, período em que as crianças aprendem a ler e também período em que passam a ter mais um professor e começam a fazer uma transição para o ensino médio, deixam infância e entram na adolescência.</p>
<p>Também nesta etapa, segundo Edneia Gonçalves, é preciso olhar para os textos que são apresentados e, caso eles possuam conteúdos racistas, isso deve ser apontado, contextualizado e discutido.</p>
<p>A aplicação da lei vai além das áreas de humanidades, devendo ser considerada nas exatas e nas ciências. “A África tem um conjunto de jogos para trabalhar a matemática. Primeiro, exige uma pesquisa mais ampla, porque nossa educação é eurocêntrica. Vamos buscar personagens, referências e matrizes africanas para trazer, vamos pensar a África antes da colonização. Isso no ensino fundamental é essencial. Ensinar a África anterior à colonização e pensar após o período de colonização. Isso exige pesquisa, mapas, novos textos e novas fontes”, explica.</p>
<p>No campo da linguagem, Gonçalves diz que se pode considerar os sistemas de comunicação e linguagem que são anteriores ao sistema ortográfico que usamos. “Sempre no sentido de ampliar o conhecimento. [O conteúdo] tem que atravessar [várias disciplinas] e quando atravessa, exige que professoras e professores também se preparem e que as redes façam formação dos educadores”, diz.</p>
<h2>Ensino médio</h2>
<p>O ensino médio é a última etapa da educação básica. É também a etapa com as maiores taxas de evasão. “O ensino médio tem o enorme desafio que é o desafio da juventude negra, as suas culturas, como é que a gente está trabalhando a cultura negra juvenil”. A coordenadora explica que é muito importante que os professores também escutem os estudantes, ensinamento que vem do educador e filósofo Paulo Freire e da educação popular.</p>
<blockquote><p>“Os alunos sabem. O nosso trabalho é fazer emergir o conhecimento que esse estudante tem para que esse conhecimento se articule com o nosso conhecimento para produzir transformações tanto na aprendizagem do estudante, quanto do professor. Saber o que esse estudante sabe faz com que a gente tenha acesso aos territórios que esse estudante percorre e isso vai ter aplicações para todas as áreas de conhecimento”, diz Edneia Gonçalves.</p></blockquote>
<p>Ela acrescenta: &#8220;uma batalha de slam [batalha de poesia falada], por exemplo, você ouve e pensa onde esse jovem adquiriu todo esse repertório se escola não está ensinando isso? Quer dizer que existe um ambiente de circulação de cultura e conhecimento que a escola tem que acessar também&#8221;.</p>
<p>Nesta etapa, a coordenadora ressalta que também é importante que seja feita uma educação antirracista, que redesenhe a narrativa da história brasileira, trazendo a perspectiva da resistência da população negra. Nesse sentido é importante conhecer e levar para as salas de aula as histórias traçadas pelos movimentos sociais.</p>
<p>“Sempre, em qualquer uma das etapas escolares, você parte do princípio de que é função social da escola articular o conhecimento sistematizado pela ciência com o conhecimento das diferentes culturas para que a gente produza aprendizagem significativa para todas as pessoas”, sintetiza Gonçalves.</p>
</div>
</div>
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