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		<title>Ecad estima queda de 62% na arrecadação no carnaval</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Mar 2022 14:10:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O relatório O que o Brasil ouve, elaborado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), revela que a suspensão de eventos e de blocos carnavalescos terá forte impacto para a indústria da música, resultando em queda de mais de 60% na arrecadação de direitos autorais. A previsão do Ecad é arrecadar R$ 6 milhões [&#8230;]]]></description>
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<p>O relatório O que o Brasil ouve, elaborado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), revela que a suspensão de eventos e de blocos carnavalescos terá forte impacto para a indústria da música, resultando em queda de mais de 60% na arrecadação de direitos autorais.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A previsão do Ecad é arrecadar R$ 6 milhões no período do carnaval, o que representa redução de 62% no valor arrecadado em 2020, antes da pandemia da covid-19. Até o final do mês de janeiro, foram arrecadados 41% dessa estimativa, que se refere a eventos já licenciados e pagos previamente.</p>
<p>Segundo o Ecad, o prejuízo financeiro e cultural também será grande para a indústria da música, principalmente para aqueles que vivem da música e do direito autoral. No carnaval de 2020, foram pagos R$ 24 milhões em direitos autorais para mais de 14 mil compositores e demais artistas, pelas músicas tocadas durante o período.</p>
<p>A superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim, lembra que este ano o carnaval ainda não vai voltar a todo vapor. “Diversas capitais já anunciaram o cancelamento de shows e eventos, o que vai impactar a arrecadação e distribuição de direitos autorais de música. A instabilidade do cenário pode levar a uma arrecadação ainda menor que a prevista no início do ano”, disse.</p>
<h2>Estados</h2>
<p>Tem sido registrada também grande queda na quantidade de eventos e shows previstos para este ano. Até a primeira semana de fevereiro, 94 shows e eventos de carnaval estavam cadastrados no Ecad, com previsão de realização neste período. A retração alcança 98%¨ em comparação ao ano de 2020, quando os eventos estavam liberados.</p>
<p>Os três estados que se destacavam na arrecadação de direitos autorais no carnaval, devido à quantidade de eventos realizados, a Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, foram bastante prejudicados. A Bahia teve queda de 89% na arrecadação, seguida por Rio de Janeiro e São Paulo, com retração de 81%, cada.</p>
<h2>Distribuição</h2>
<p>A exemplo do que ocorreu no ano passado, a pandemia da covid-19 terá impacto negativo no carnaval de 2022 sobre a renda de compositores, intérpretes e músicos. A previsão é que haverá diminuição, este ano, de pelo menos 50% na distribuição de direitos autorais, em relação aos valores do ano passado, quando os eventos também não foram realizados no país.</p>
<p>Em 2021, com o objetivo de minimizar os efeitos negativos para compositores, intérpretes e músicos, as associações de música que administram o Ecad realizaram adiantamento de R$ 10 milhões à verba de carnaval. Sem essa medida, o repasse seria de R$ 2,6 milhões, valor 87% menor que o distribuído em 2020.</p>
<h2>Ranking</h2>
<p>O levantamento feito pelo Ecad das músicas mais tocadas no Brasil nos últimos cinco carnavais, entre 2016 e 2020, destaca as tradicionais marchinhas. Os primeiros lugares foram assumidos pelas músicas <em>“Me dá um dinheiro aí”</em>, de autoria de Ivan Ferreira, Glauco Ferreira e Homero Ferreira; <em>“Cachaça”</em>, de Marinósio Filho, Heber Lobato, Lúcio de Castro e Mirabeau; e <em>“Maria sapatão”</em>, de João Roberto Kelly, Carlos, Chacrinha e Leleco.</p>
<p>O ranking das dez mais tocadas inclui ainda <em>“O teu cabelo não nega”</em>, de Raul do Rego Valença, Lamartine Babo e Joao Valença; <em>“Sassaricando”</em>, de Mario Gusmão Antunes, Luiz Antonio, Castelo e Candeias Jota Jr.; <em>“Mamãe eu quero”</em>, de Jararaca e Vicente Paiva; <em>“Marcha da cueca”</em>, de Celso Teixeira, Carlos Mendes e Livardo Alves da Costa; <em>“Saca-rolha”</em>, de Zé da Zilda, Zilda do Zé e Waldir Machado; <em>“Peguei um ita no Norte”</em>, de Arizão, Bala, Guaracy, Dema Chagas, Celso Trindade; e <em>“A jardineira”</em>, de Humberto Carlos Porto e Benedito Lacerda.</p>
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