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	<title>ECA 35 anos &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>Pesquisadora defende participação infantil em decisões que as afetem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 14:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A pesquisadora e referência internacional em direitos da infância Zsuzsanna Rutai defendeu que crianças tenham direito a participar e opinar em decisões que as afetam diretamente — um princípio já previsto tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) quanto na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, mas que ainda está [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisadora e referência internacional em direitos da infância Zsuzsanna Rutai defendeu que crianças tenham direito a participar e opinar em decisões que as afetam diretamente — um princípio já previsto tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) quanto na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, mas que ainda está longe de ser realidade.</p>
<p>Em visita ao Brasil, Zsuzsanna concedeu entrevista à <em>Agência Brasil</em> e afirmou que, mesmo 35 anos após a promulgação do ECA e da ratificação do tratado internacional por 196 países, “esse princípio não está estabelecido em todos os níveis onde deveria existir — da família às políticas públicas”.</p>
<p>Atualmente na organização Child Rights Connect, que apoia o Comitê da ONU responsável por monitorar a convenção, a pesquisadora apontou que nem mesmo democracias maduras conseguem garantir às crianças voz nos debates legislativos e sociais.</p>
<blockquote><p><em>“Quando crianças se erguem em defesa dos próprios direitos humanos, defendem o direito de outras crianças ou de grupos adultos, não são levadas a sério. A sua posição, o seu direito de estar ali, também é questionada”, destacou.</em></p></blockquote>
<p>Zsuzsanna lembrou que repressões podem ser sutis, como professores que punem alunos por se engajarem, aplicando provas extras ou prejudicando notas.</p>
<h3>Educação como motor da mudança</h3>
<p>Para a especialista, transformar o ambiente escolar é essencial para formar gerações empáticas, conscientes de seus direitos e do papel da democracia. Ela coordena o projeto-piloto Agora e o Futuro, em parceria com o Instituto Alana, para desenvolver um currículo de formação para crianças líderes em direitos humanos.</p>
<p>A iniciativa, em fase inicial no Brasil e com expansão prevista para Togo, Moldávia e Tailândia, vai priorizar métodos não formais e interativos para que crianças conheçam seus direitos e aprendam a defendê-los.</p>
<blockquote><p><em>“ Se quisermos realmente deixar um legado, temos que erguer as próximas gerações”, concluiu.</em></p></blockquote>
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