<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Dia da visibilidade Trans &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/dia-da-visibilidade-trans/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sun, 29 Jan 2023 16:21:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Dia da visibilidade Trans &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Visibilidade Trans Além da Transfobia é Necessária para Saúde Mental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/visibilidade-trans-alem-da-transfobia-e-necessaria-para-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2023 16:21:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da visibilidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Transexuais]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=57129</guid>

					<description><![CDATA[&#8220;De que tipo de visibilidade estamos falando?&#8221;, questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, sobre o tipo de visibilidade necessária. No Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da ENSP/Fiocruz alerta que a transfobia e a violência são realidades que precisam ser expostas, mas que a promoção da saúde mental requer estimular [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;De que tipo de visibilidade estamos falando?&#8221;, questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, sobre o tipo de visibilidade necessária. No Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da ENSP/Fiocruz alerta que a transfobia e a violência são realidades que precisam ser expostas, mas que a promoção da saúde mental requer estimular a visão da sociedade e da população trans sobre si mesma, além da denúncia de riscos iminentes de violência, falta de acesso ao trabalho e baixa expectativa de vida.</p>
<figure id="attachment_57130" aria-describedby="caption-attachment-57130" style="width: 347px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-57130" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=347%2C463&#038;ssl=1" alt="Psicológa Jaqueline Gomes De Jesus Coordena Estudo Internacional Sobre Saúde Mental LGBTQIA - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="347" height="463" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?w=347&amp;ssl=1 347w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=300%2C400&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 347px) 100vw, 347px" /></a><figcaption id="caption-attachment-57130" class="wp-caption-text">Psicológa Jaqueline Gomes de Jesus coordena estudo internacional sobre saúde mental LGBTQIA+ &#8211; Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>&#8220;No Brasil, a visibilidade trans tem sido muito pautada a partir de dados de violência letal. As pessoas muitas vezes conhecem a realidade da população trans somente por essa lente do &#8216;somos do país que mais mata pessoas trans no mundo&#8217;, em termos absolutos. Essa é a imagem que fica&#8221;, afirma a pesquisadora, que avalia que isso impacta a política pública e a produção de conhecimento sobre a população trans.</p>
<p>&#8220;Geralmente, as políticas públicas e como se pensa a população trans se reduzem a dados como esses, ou dados sobre a precariedade laboral. Eles são fatos. Mas o que significa só reproduzir esses fatos?&#8221;</p>
<p>O enfoque único na população trans como vítima de violência e exclusão tem um efeito negativo significativo na saúde mental,&#8221; afirma Jaqueline Gomes de Jesus, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura. Além disso, ela é professora de psicologia no IFRJ e coordena no Brasil o estudo global SMILE, que analisa a saúde mental de minorias sexuais e de gênero em países de renda baixa e média, incluindo o Brasil, Quênia e Vietnã.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas notícias constantes de violência e de assassinato e da limitação da expectativa de vida das pessoas trans, principalmente entre os jovens, isso tem um impacto direto na suicidabilidade, na exposição ao risco, e também em outros fatores como ansiedade&#8221;, explica. &#8220;É importante que criemos condições para que a população trans seja vista e também se veja de forma mais positiva, com expectativa de sair dessa condição de exposição ao risco de violência e de transfobia. E não apenas que seja visível nessa condição&#8221;, defende.</p></blockquote>
<p>Jaqueline Gomes de Jesus enfatiza que a mudança de enfoque não deve ocultar a realidade de violência contra pessoas trans, mas reconhecê-las em sua diversidade e potencial, permitindo sua visibilidade de outras formas.</p>
<p>&#8220;É ter a realidade como um dado, mas criar condições de visibilidade para que as pessoas trans possam se ver em lugares potentes, transformadores, e possam ocupar esses lugares e ser vistas na sociedade nesses lugares. É isso que vai criar saúde mental para a população trans na nossa cultura.&#8221;</p>
<p>Ela destaca que a mudança de enfoque na visibilidade trans requer condições reais de acesso da população trans a áreas como comunicação, Justiça, saúde e outras, como profissionais e produtoras de conhecimento, e não apenas como usuárias. Ela defende ações positivas de contratação de pessoas trans no setor público e privado, além do acesso a locais de formação e produção de conhecimento.</p>
<p>&#8220;Quantas pessoas trans temos na imprensa e nos meios de comunicação de forma geral produzindo conteúdo enquanto jornalista? Enquanto comunicadores? Estamos criando ações afirmativas para termos mais pesquisadores e pesquisadoras trans? Nossos juízes, advogados e médicos são pessoas trans também? É preciso um salto além.&#8221;</p>
<p>O 29 de janeiro foi escolhido como o Dia da Visibilidade Trans por ser a data de uma importante mobilização realizada em 2004 na Câmara dos Deputados. Na época, a campanha &#8220;Travesti e Respeito&#8221; levou a um histórico ato de pessoas trans no Congresso Nacional, cuja pauta principal era a promoção da saúde.</p>
<h2>Depressão e ansiedade</h2>
<p>A pesquisa identifica a transfobia como um fator que agrava transtornos mentais como estresse pós-traumático, depressão, ansiedade e suicídio na população LGBTQIA+. Através da pesquisa em diferentes países, ela percebe que a realidade é variada, mas em todos, transtornos mentais já prevalentes são intensificados na população trans.</p>
<p>&#8220;Na população trans, a gente vê altas taxas de suicidabilidade, com idealização, planejamento e até execução de casos de suicídio principalmente entre homens trans, e, particularmente, negros. E isso converge que no Brasil também são os homens negros os que mais tentam se matar. Há convergências em termos de gênero e de contextos culturais.&#8221;</p>
<p>O grupo de pesquisa liderado por Jaqueline Gomes de Jesus, com duração de 5 anos, visa gerar provas para terapias alinhadas à população LGBTQIA+. A meta é identificar problemas de saúde mental exclusivos dessa população e apresentar novas soluções.</p>
<p>&#8220;Falta muito tratamento em saúde mental baseado nos dados de cada cultura para questões como depressão, tristeza, ansiedade, alcoolismo e várias questões que afetam a população LGBT. E aí a gente tira os dados para poder pensar em cada grupo pormenorizado.&#8221;</p>
<h2>Fortalecimento</h2>
<p>Durante a pandemia da COVID-19, a saúde mental de muitos grupos populacionais foi afetada, e Marcelle Esteves, psicóloga e coordenadora de saúde do Grupo Arco-Íris, viu de perto as dores específicas da população trans. A organização sem fins lucrativos ofereceu assistência psicológica a 2.530 pessoas, incluindo 884 pessoas trans, durante a pandemia.</p>
<blockquote><p>&#8220;Foram momentos em que só quem estava olhando de frente e pôde ouvir sabe a dor de muitas pessoas trans que inclusive precisaram voltar para os espaços de onde já tinham saído, voltar às suas famílias. E muitas pessoas precisaram se descontruir enquanto trans para poder permanecer nesses espaços e ter comida e onde morar. Foi um período violento.&#8221;</p></blockquote>
<p>A psicóloga, uma mulher negra e cisgênero, descreve o &#8220;novo normal&#8221; a que a sociedade voltou depois dos períodos mais agudos da pandemia como um &#8220;velho anormal&#8221;. &#8220;Não sei para quem é novo. Para a população LGBT, pra população preta, não tem nada de novo. Nada do que essas populações passaram na pandemia foi novo para eles. Eles já passavam isso, mas vivenciaram num grau<em> hard</em>&#8220;, diz ela. &#8220;A gente ainda vê e vai ver durante um tempo as sequelas desse período em que muitas pessoas vivenciaram a solidão.&#8221;</p>
<p>Marcelle Esteves percebe uma ligação completa entre a visibilidade trans e a melhoria da saúde mental, principalmente após a pandemia. Segundo a psicóloga, a visibilidade é também uma forma de reforço mental para uma população frequentemente sem suporte familiar e enfrentando discriminação em ambientes como escolares.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>&#8220;Dar visibilidade interseccional à população trans é também dar garantia de um processo de saúde como um todo e de cidadania plena para essa população&#8221;, diz. &#8220;Se eu não me vejo, eu não me reconheço. Seu processo de identificação e reconhecimento é parte de como você se olha no mundo, de como você se percebe e percebe que tem outras pessoas iguais a você. Se eu não me vejo e não me reconheço, eu não existo, eu não estou. Ainda falta visibilidade no sentido do pertencimento.&#8221;</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57129</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Hoje é Dia: Chamando a Atenção para Visibilidade Trans</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/hoje-e-dia-chamando-a-atencao-para-visibilidade-trans/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2023 15:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da visibilidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Transgêneros]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=57124</guid>

					<description><![CDATA[Hoje, 29 de janeiro, celebra-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que visa promover direitos e combater preconceitos contra pessoas transexuais. A celebração desta data é importante para destacar a luta da comunidade trans pela igualdade e respeito. Infelizmente, a sociedade ainda enfrenta desafios para aceitar e compreender as pessoas trans, o que muitas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, 29 de janeiro, celebra-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que visa promover direitos e combater preconceitos contra pessoas transexuais. A celebração desta data é importante para destacar a luta da comunidade trans pela igualdade e respeito.</p>
<p>Infelizmente, a sociedade ainda enfrenta desafios para aceitar e compreender as pessoas trans, o que muitas vezes leva a discriminação e violência. É preciso que todos nos esforcemos para mudar essa realidade e garantir que todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero, sejam tratadas com dignidade e respeito.</p>
<p>Em 2015, o Portal EBC produziu o especial multimídia <a href="http://memoria.ebc.com.br/trans" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Eu, trans, quero te mostrar quem sou&#8221;</a>, que visou dar visibilidade às pessoas trans e mostrar a importância de seu empoderamento. Esses tipos de iniciativas são fundamentais para que a sociedade entenda melhor a realidade dessas pessoas e possa apoiar sua luta pela igualdade.</p>
<div class="jeg_video_container jeg_video_content"><iframe title="Eu, trans - Mulheres transexuais e trangênero falam sobre identidade e preconceito" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/yUf0oeK0fXI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>É importante que todos nós, como sociedade, nos esforcemos para garantir direitos e combater preconceitos contra pessoas trans. A celebração do Dia Nacional da Visibilidade Trans é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância de garantir a igualdade e o respeito às pessoas trans. Vamos juntos construir uma sociedade mais inclusiva e justa para todos!</p>
<h3><strong>Nome Social</strong></h3>
<p>Desde abril de 2016, o decreto nº 8.727 reconhece o nome social como a forma como pessoas travestis e transexuais se apresentam e querem ser reconhecidas socialmente, mesmo sem a retificação de documentos civis. Com isso, nas repartições e órgãos públicos federais, a identidade de gênero dessas pessoas é garantida e elas são tratadas pelo nome social escolhido.</p>
<p>Infelizmente, ainda há muita dificuldade em alterar o nome nos documentos em cartório. Além disso, o preconceito e a falta de respeito são as principais barreiras para a adoção do nome social. Por isso, é importante perguntar como a pessoa quer ser chamada e respeitar o nome e gênero escolhidos. Isso não é difícil e demonstra humanidade e respeito à dignidade da pessoa.</p>
<h3><b>Educação e emprego</b></h3>
<p>Uma das metas é proteger crianças e adolescentes trans que frequentemente sofrem violência doméstica e são expulsos de casa. Uma pesquisa da Secretaria de Educação da ABLGBT apontou que 45% dos estudantes trans se sentiram inseguros por sua identidade de gênero na escola. Além disso, entre 70% a 85% da população trans abandonaram a escola pelo menos uma vez na vida.</p>
<p>A violência e o preconceito nas escolas e famílias resultam em uma taxa elevada de evasão escolar entre pessoas trans. Isso perpetua o ciclo de exclusão social e impede o acesso ao mercado de trabalho devido à falta de educação e ao preconceito dos empregadores. Infelizmente, a prostituição é vista como uma das poucas formas de sobrevivência para 90% da população trans no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57124</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Médica alerta sobre perigos da automedicação em transgêneros devido à falta de informação</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/medica-alerta-sobre-perigos-da-automedicacao-em-transgeneros-devido-a-falta-de-informacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 16:36:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da visibilidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=57086</guid>

					<description><![CDATA[A falta de informação sobre opções de tratamento para pessoas trans tem levado muitas delas a se automedicarem. Para combater esse problema, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) criou um guia com unidades de saúde especializadas no atendimento dessa população. Desde 2008, o Sistema Único de Saúde oferece procedimentos como terapia hormonal e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A falta de informação sobre opções de tratamento para pessoas trans tem levado muitas delas a se automedicarem. Para combater esse problema, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) criou um guia com unidades de saúde especializadas no atendimento dessa população. Desde 2008, o Sistema Único de Saúde oferece procedimentos como terapia hormonal e cirurgias de redesignação sexual. No entanto, a diretora da SBEM, Karen de Marca, afirma que há pouca divulgação sobre esses serviços, o que leva muitas pessoas trans a desconhecerem suas opções de tratamento e colocarem sua saúde em risco.</p>
<p>&#8220;Não saber como é o caminho faz com que pessoas acabem utilizando medicações por conta própria. A maioria aprende com outros usuários. O que eles me dizem é: &#8216;entrei no site, entrei no YouTube, entrei no Instagram e tinha uma pessoa falando como usava e eu usei&#8221;, relata a médica. &#8220;Os riscos são as complicações com altas doses, pessoas com trombose, com infarto do miocárdio, complicações hepáticas e complicações nos procedimentos estéticos, que causam necroses&#8221;, acrescenta a endocrinologista, que coordena o Ambulatório Multiprofissional de Identidade de Gênero (AMIG) do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.</p>
<p>De acordo com a diretora da SBEM, Karen de Marca, é comum que pacientes transexuais busquem medicações sem orientação médica devido à falta de informação ou ao excesso de demora para conseguir acessar a terapia adequada. Isso pode levar a situações de risco à saúde dessa população.</p>
<blockquote><p>&#8220;Fazer no particular é caro, porque tem que fazer a medicação, tem que fazer muitas consultas. E a maior parte dessas pessoas teve muita dificuldade de se incluir socialmente, terminar os estudos, conseguir ascender profissionalmente, ter recursos para pagar uma consulta particular, e muitos não têm plano de saúde. Então, o tratamento fica muito caro e eles têm que ir para a fila do SUS. E a fila do SUS é muito grande, o que acaba fazendo com que busquem tratamento não reconhecidos e não orientados”.</p></blockquote>
<p>A diretora da SBEM afirma que é comum pacientes trans buscarem tratamentos sem orientação médica devido à desinformação ou à longa espera para acessar a terapia hormonal e cirurgias de redesignação sexual. Ela destaca que a espera pode chegar a 10 anos em algumas localidades, e defende a necessidade de investimentos para valorizar e atrair mais especialistas para essa área.</p>
<p>O guia divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) contém informações da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e da empresa ASA Saúde Educacional, e recomenda o uso do <a href="https://www.abglt.org/mapa-da-cidadania" target="_blank" rel="noopener">Mapa da Cidadania</a> da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) para orientar profissionais de saúde e evitar a automedicação na população trans.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lançou uma campanha na quarta-feira passada (25) para sensibilizar os especialistas sobre a importância do cuidado às pessoas trans e fornecer informações sobre como acessar a terapia hormonal para a transição de gênero. Essa campanha foi lançada para celebrar o Dia da Visibilidade Trans, que será comemorado no dia 29 de janeiro. A SBEM também disponibiliza um guia com as unidades de saúde especializadas no atendimento à população trans, baseado nas informações da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e da empresa ASA Saúde Educacional.</p>
<blockquote><p>&#8220;Falta um portal oficial que diz exatamente o que tem que ser feito se você mora em tal região, para qual telefone você pode ligar. Isso vale para o usuário e para o profissional de saúde, porque a maioria dos profissionais de saúde não presta esse tipo de assistência&#8221;, diz Karen de Marca. &#8220;A gente recebe muitas mensagens de pessoas muito perdidas e sem saber como fazer&#8221;.</p></blockquote>
<p><strong>Atendimento no SUS</strong></p>
<p>Desde 2008, o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil oferece a pessoas trans procedimentos como terapia hormonal para afirmação de gênero, cirurgias de redesignação sexual e acompanhamento multiprofissional, que inclui a participação de médicos, psicólogos e assistentes sociais.</p>
<p>Desde agosto de 2008, o Sistema Único de Saúde do Brasil inclui a oferta de procedimentos para pessoas trans, tais como terapia hormonal para afirmação de gênero, cirurgias de redesignação sexual e acompanhamento multiprofissional, incluindo médicos, psicólogos e assistentes sociais. Inicialmente, esses tratamentos eram exclusivamente para mulheres em transição de gênero, mas desde novembro de 2013, passou a incluir também homens que desejam realizar o processo.</p>
<p>De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, desde agosto de 2008, é oferecido à população trans procedimentos como terapia hormonal para afirmação de gênero, cirurgias de redesignação sexual e acompanhamento multiprofissional, incluindo médicos, psicólogos e assistentes sociais. Em um primeiro momento, os procedimentos eram voltados somente para pessoas trans femininas, mas, desde novembro de 2013, passaram a incluir também pessoas transmasculinas. O acesso ao acompanhamento ambulatorial, com processo terapêutico e hormonização, é permitido a partir dos 18 anos de idade. Já as cirurgias de redesignação sexual só estão disponíveis para maiores de 21 anos.</p>
<p>A partir de agosto de 2008, o Sistema Único de Saúde do Brasil oferece procedimentos para pessoas trans, incluindo terapia hormonal para afirmação de gênero, cirurgias de redesignação sexual e acompanhamento multiprofissional, com profissionais de saúde, como médicos, psicólogos e assistentes sociais. Inicialmente, o tratamento era oferecido somente para mulheres em transição de gênero, mas, desde novembro de 2013, também passou a incluir homens. A idade mínima para acesso ao acompanhamento ambulatorial no SUS com processo terapêutico e hormonização é de 18 anos, enquanto as cirurgias de redesignação sexual só são previstas para maiores de 21 anos. Na rede privada e suplementar, a Resolução 2265/2019 do Conselho Federal de Medicina prevê que a terapia hormonal para afirmação de gênero possa ser iniciada aos 16 anos, e a terapia de bloqueio hormonal pode ser feita a partir da puberdade, com autorização do responsável legal e da equipe médica responsável pelo acompanhamento.</p>
<p>Segundo Karen de Marca, para acessar os serviços de atendimento especializado do SUS, é necessário procurar uma clínica da família ou a Secretaria Municipal de Saúde de cada cidade.</p>
<blockquote><p> “A pessoa precisa ser avaliada por um médico, enfermeiro ou um profissional da saúde mental que dê um encaminhamento dizendo que ela deseja fazer adequação de gênero. E vale ressaltar que para passar por essa transição de gênero não necessariamente é obrigatório fazer a cirurgia ou terapia hormonal, mas é necessária uma rede de cuidados”, acrescenta.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57086</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
