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	<title>Dia da Amazônia &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Dia da Amazônia &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Mudança climática: árvores gigantes da Amazônia guardam segredos valiosos para a ciência</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mudanca-climatica-arvores-gigantes-da-amazonia-guardam-segredos-valiosos-para-a-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 13:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[No Dia da Amazônia (5/9), especialistas reforçam a importância de proteger as chamadas árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que pode ultrapassar 80 metros de altura e armazenar quantidades impressionantes de carbono. Em 2022, pesquisadores localizaram no município de Almeirim (PA) o maior exemplar já registrado no Brasil: um angelim-vermelho de 88,5 metros, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia da Amazônia (5/9), especialistas reforçam a importância de proteger as chamadas árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que pode ultrapassar 80 metros de altura e armazenar quantidades impressionantes de carbono.</p>
<p>Em 2022, pesquisadores localizaram no município de Almeirim (PA) o maior exemplar já registrado no Brasil: um angelim-vermelho de 88,5 metros, o equivalente a um prédio de 30 andares. Ao todo, já são 20 árvores com mais de 70 metros encontradas na região do Rio Jari, entre o Pará e o Amapá.</p>
<p>Segundo o pesquisador Diego Armando Silva (IFAP), uma única árvore pode concentrar até 80% da biomassa de um hectare, o que a torna peça-chave no combate às mudanças climáticas. Estimativas iniciais sugerem que esses exemplares podem ter entre 400 e 500 anos de idade, funcionando como verdadeiros arquivos da história da floresta.</p>
<figure id="attachment_85518" aria-describedby="caption-attachment-85518" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-85518" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Angelim Vermelho Na Floresta Estadual Do Paru, No Pará - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-85518" class="wp-caption-text">Angelim-vermelho na Floresta Estadual do Paru, no Pará &#8211; Foto: Fundação Amazônia Sustentável/Divulgação</figcaption></figure>
<h3><strong>Ameaças e proteção</strong></h3>
<p>Apesar de seu valor ambiental, muitas dessas árvores estão fora de unidades de conservação ou em áreas que permitem exploração madeireira. A diretora da Rede Pró-UC, Ângela Kuczach, alerta:</p>
<blockquote><p>“O maior angelim-vermelho do Brasil é a terceira maior árvore do mundo, mas estava em área de manejo florestal. Sem proteção efetiva, corre risco de desaparecer.”</p></blockquote>
<p>A mobilização de ambientalistas levou à criação do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia (Pagam), em 2024, no Pará, com 560 hectares de proteção integral. No entanto, a pressão do garimpo, desmatamento e grilagem ainda ameaça a região.</p>
<h3><strong>Próximos passos</strong></h3>
<p>Pesquisadores defendem a ampliação da proteção e o avanço nos estudos. O plano é criar um comitê gestor e um programa de monitoramento para avaliar de forma mais detalhada o impacto dessas árvores na absorção de carbono, no ciclo das chuvas e na biodiversidade amazônica.</p>
<p>“Ainda podemos descobrir árvores gigantes fora de áreas protegidas. Se não agirmos rápido, elas podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência”, alerta Kuczach.</p>
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		<title>Dia da Amazônia: famílias criam modelo de negócio com restauração</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/dia-da-amazonia-familias-criam-modelo-de-negocio-com-restauracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 15:10:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[modelo de negócio]]></category>
		<category><![CDATA[renda]]></category>
		<category><![CDATA[restauração]]></category>
		<category><![CDATA[Vegetação Nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[Na região Oeste do Pará, nos municípios de Belterra, Itaituba, Mojuí dos Campos e Trairão, famílias estão promovendo uma transformação no ambiente em que vivem por meio da recuperação da vegetação nativa em suas propriedades. Neste 5 de setembro, Dia da Amazônia, conheça o projeto que produz alimentos, novas mudas, sementes e ainda gera renda por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na região Oeste do Pará, nos municípios de Belterra, Itaituba, Mojuí dos Campos e Trairão, famílias estão promovendo uma transformação no ambiente em que vivem por meio da recuperação da vegetação nativa em suas propriedades. Neste 5 de setembro, Dia da Amazônia, conheça o projeto que produz alimentos, novas mudas, sementes e ainda gera renda por meio do modelo de Sistemas Agroflorestais (SAFs).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Conhecida como Sanda, a agricultora Rosângela Silva Pereira, que vive em Trairão, plantou cerca de 200 mudas no quintal e na roça perto de onde mora. Ela conta que o movimento foi motivado por dois grandes projetos, um que criou um viveiro coletivo na comunidade, e outro que capacitou as famílias a produzirem alimentos e árvores da Amazônia.</p>
<p>“Aqui, a devastação era muito grande, então a gente recebeu algumas mudas e outras a gente coletou as sementes por aqui, então, cada SAF plantou de 180 a 200 mudas consorciadas. Tem frutíferas, madeira florestal e também macaxeira, melancia, abóbora e outras culturas de pequeno ciclo”, explica.</p>
<p>A capacitação e a estruturação dos SAFs integram o Projeto de Restauração da Floresta Amazônica no Tapajós, que visa estabelecer uma rede com bancos de sementes e viveiros florestais para abastecer a região com espécies nativas. As mudas de açaí, cupuaçu, cacau, andiroba, cedro, copaíba, graviola, acerola, ipê, jacarandá e urucum serão usadas tanto para gerar renda na venda a outros interessados no modelo, quanto para a recuperação das áreas de preservação permanentes.</p>
<p>Enquanto em Trairão, as famílias optaram por fortalecer a produção do viveiro que já existia, em Mojuí dos Campos, Suelen Costa Feitosa plantou mais de 500 mudas em sua propriedade, onde priorizou cupuaçu para fortalecer a produção de chocolate com a amêndoa do fruto regional. Ela diz que o projeto possibilitou a melhora na qualidade do plantio e também a instalação de um viveiro coletivo com capacidade para 20 mil mudas.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<figure id="attachment_79384" aria-describedby="caption-attachment-79384" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-79384" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/05-Suelen-Feitosa-plantou-mais-de-500-mudas-e-priorizou-cupuacu-para-fortalecer-producao-de-chocolate-com-a-amendoa-do-fruto-regional-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C1002&#038;ssl=1" alt="Suelen Feitosa Plantou Mais De 500 Mudas E Priorizou Cupuaçu Para Fortalecer Produção De Chocolate Com A Amêndoa Do Fruto Regional - Expresso Carioca" width="754" height="1002" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/05-Suelen-Feitosa-plantou-mais-de-500-mudas-e-priorizou-cupuacu-para-fortalecer-producao-de-chocolate-com-a-amendoa-do-fruto-regional-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/05-Suelen-Feitosa-plantou-mais-de-500-mudas-e-priorizou-cupuacu-para-fortalecer-producao-de-chocolate-com-a-amendoa-do-fruto-regional-Expresso-Carioca.webp?resize=226%2C300&amp;ssl=1 226w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/05-Suelen-Feitosa-plantou-mais-de-500-mudas-e-priorizou-cupuacu-para-fortalecer-producao-de-chocolate-com-a-amendoa-do-fruto-regional-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C199&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/05-Suelen-Feitosa-plantou-mais-de-500-mudas-e-priorizou-cupuacu-para-fortalecer-producao-de-chocolate-com-a-amendoa-do-fruto-regional-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C997&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-79384" class="wp-caption-text">Suelen Feitosa plantou mais de 500 mudas e priorizou cupuaçu para fortalecer produção de chocolate com a amêndoa do fruto regional. Foto -ASAFAB/ divulgação</figcaption></figure>
<p>“A gente já tinha a cultura aleatória, que a gente chama de quintais produtivos, mas agora a gente passou a trabalhar com os SAFs, cujo objetivo maior é restaurar o meio ambiente. Como a gente trabalha com agricultura, a gente escolheu plantar produtos que também nos tragam renda”, argumenta.</p>
<h2>Assistência técnica</h2>
<p>A iniciativa é resultado de uma verdadeira força-tarefa com implantação &#8211; promovida pela organização não governamental Conservação Internacional (CI-Brasil) &#8211; e a assistência técnica promovida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).</p>
<p>Os agricultores participantes foram identificados e mobilizados pelas associações de agricultores e participaram de um curso organizado pelo Laboratório de Sementes Florestais, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).</p>
<p>O projeto passou por três fases: capacitação, criação ou melhoria dos bancos de sementes e viveiros, e a recuperação de áreas desmatadas por meio dos SAFs ou da Regeneração Natural.</p>
<p>Na capacitação foram abordados desde conhecimentos científicos sobre as espécies nativas, até beneficiamento da produção, secagem, armazenamento e aspectos legais, além de conhecimentos sobre produção de mudas, área de coletas de sementes e viveiros florestais.</p>
<p>Para diminuir as perdas no plantio, os agricultores também receberam conhecimentos sobre enriquecimento de substrato, ajustes no sistema de irrigação e uso de ferramentas como o GPS para georreferenciamento de árvores matrizes, por exemplo.</p>
<p>A coordenadora de projetos da CI Brasil, Maria Farias, observa que o Restaura Tapajós tem como meta a sustentabilidade socioambiental e produtiva, a partir da combinação de culturas com a conservação florestal.</p>
<p>“Isso revitaliza toda a biodiversidade, promove solos mais saudáveis; com mais florestas temos maior sequestro de carbono e isso pode gerar novas fontes de renda para as comunidades. Com isso, melhora a segurança alimentar, diminui a pressão sobre as florestas nativas e ainda favorece o trabalho para um formato mais produtivo e para uma vivência no campo mais resiliente”, opina.</p>
<p>O projeto de restauro alcançou 100 famílias em Belterra, Itaituba, Mojuí dos Campos e Trairão. Os participantes puderam ainda visitar modelos de SAFs em Tomé-Açu, onde conheceram técnicas capazes de melhorar as condições de desenvolvimento e resistência das plantas, gerando maior quantidade de frutos e maior qualidade, o que possibilita melhoria na renda. Os grupos também puderam entender, na prática, a importância de destinar uma área para fins de restauro e outra para regeneração natural com enriquecimento, possibilitando um equilíbrio natural que beneficie todo o sistema.</p>
<p>Os SAFs, viveiros e bancos de sementes foram implantados transformando a forma tradicional de produzir na região. Logo no início do projeto, o primeiro desafio surgiu após o plantio de mudas. Com a estiagem mais intensa em 2023, muitas famílias perderam parte de seus plantios, mas a assistência técnica permitiu a continuidade do projeto.</p>
<p>“Os técnicos que vieram nos dar assistência eles ainda continuam voluntariamente, eles são bem parceiros. Quando temos alguma dúvida sobre a nossa área, a gente entra em contato e eles dão dicas e estudam os nossos casos através de vídeos e fotos”, afirma Suelen.</p>
<h2>Perdas</h2>
<p>Mesmo com a diminuição do desmatamento nos dois últimos anos, a Amazônia perdeu o equivalente a mil campos de futebol por dia, entre agosto de 2023 e julho 2024, somando 349 mil hectares, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A área afetada representa uma redução de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas, nos meses de junho e julho deste ano &#8211; na comparação com 2023 -, houve crescimento de 29% em julho e de 10% em junho.</p>
<p>Maria Farias reforça a importância de avançar na recuperação dos biomas nativos, agregando tecnologias que possam permitir adaptação na produtividade.</p>
<p>“A gente sabe que nem tudo são flores, as mudanças climáticas estão aí e vêm gerando grandes impactos negativos, principalmente a seca de 2023 que dizimou boa parte dos plantios, deixando um aprendizado da importância de se continuar esse modelo de restauração, porém, adaptando tecnologias de irrigação para que os SAFs se consolidem de maneira sustentável”, sustenta.</p>
<p>Os avanços e retrocessos dificultam o progresso da meta brasileira de zerar dois fatores que impulsionam fortemente a mudança climática: o desmatamento e o passivo ambiental em relação ao Código Florestal.</p>
<p>“Sabemos que é preciso reflorestar para que se tenha um clima de qualidade. A demanda é gigantesca por sementes diversas e em quantidade. Isso é um gargalo importante a ser considerado. Para isso, é necessário que se consolide a rede de sementes do Tapajós”, preconiza Maria Farias.</p>
<p>Para ela, além de promover a integração das redes regionais, é precioso ainda mais capacitação, envolvimento dos governos e de projetos da iniciativa privada e disponibilização de crédito e assistência técnica. “Tudo com atenção tanto para as sementes florestais, como para as de combate à fome que dão segurança nutricional e alimentar para as famílias, respeitando, sempre, o modo de vida das nossas populações”, finaliza.</p>
</div>
</div>
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		<title>No Dia da Amazônia, organizações alertam sobre preservação do bioma</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/no-dia-da-amazonia-organizacoes-alertam-sobre-preservacao-do-bioma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 13:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alerta]]></category>
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		<category><![CDATA[Organizações]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação]]></category>
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					<description><![CDATA[Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia sofre com diversas ações praticadas pelo ser humano, como o desmatamento, o garimpo ilegal, a grilagem de terras. Nesta terça-feira (5), Dia da Amazônia, organizações lembram a urgência de preservação desse bioma, principal floresta tropical do mundo. Com extensão aproximada de 421 milhões de hectares, a Amazônia representa um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia sofre com diversas ações praticadas pelo ser humano, como o desmatamento, o garimpo ilegal, a grilagem de terras. Nesta terça-feira (5), Dia da Amazônia, organizações lembram a urgência de preservação desse bioma, principal floresta tropical do mundo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com extensão aproximada de 421 milhões de hectares, a Amazônia representa um terço das florestas tropicais do mundo. A região é responsável por vários processos climáticos, a exemplo da evaporação e transpiração da floresta, que ajudam a manter o equilíbrio do clima e a manutenção dos estoques de água doce. Além disso, abriga mais da metade da biodiversidade do planeta.</p>
<p>Dados do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mostram que 224 espécies da fauna na Amazônia estão sofrendo algum tipo de ameaça e pelo menos uma já foi considerada extinta. São 139 espécies categorizadas como “vulnerável”; 48 “em perigo”; e 38 “criticamente em perigo”.</p>
<p>Entre os animais em risco estão o peixe-boi-da-amazônia, tamanduá-bandeira, a onça-pintada, ararajuba e a anta, classificados como “vulneráveis”. Já espécies de peixe, como Acari, estão “criticamente em perigo”.</p>
<p>Para o coordenador-geral das Organizações Indígenas da Amazônia, (Coiab), Toya Manchineri, o Dia da Amazônia é de luta e reflexão. Coordenando mais de 70 organizações indígenas, Toya afirmou que, neste ano, ainda não há muito a comemorar por causa do avanço do desmatamento, do garimpo ilegal e das ameaças aos povos indígenas e tradicionais no governo Jair Bolsonaro.</p>
<figure id="attachment_69033" aria-describedby="caption-attachment-69033" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-69033" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Floresta Amazônica - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-69033" class="wp-caption-text">Floresta amazônica &#8211; Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“É um dia especial de luta e que não tem nada para comemorar, principalmente se pegarmos os dados produzidos pela agência de pesquisa, que são do governo passado. Aí há uma destruição em massa da floresta, do bioma e uma onda crescente de assassinatos e perseguição aos povos indígenas, quilombolas e extrativistas”, disse a liderança indígena. “O dia 5 é para fazermos uma reflexão sobre como podemos parar com esses assassinatos e a perseguição aos povos que vivem na floresta. Então, é um momento de reflexão e não de comemoração”, ressaltou.</p>
<p>Avaliação similar é feita pela assessora de política e direito socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA) Adriana Ramos. Ela destaca que, apesar dos dados recentes apontarem queda expressiva do desmatamento nos sete primeiros meses do ano, ainda há muito a ser feito. Dados do governo federal mostram uma redução no desmatamento de 42% do bioma amazônico nesse período. Em julho, a queda foi de 66%, em agosto a expectativa é que tenha permanecido em patamar similar.</p>
<p>“Digamos que não temos tanto o que comemorar porque há uma série de desafios que precisamos enfrentar e que continuam muito distantes. A Amazônia tem grande parcela do Brasil e o país precisa dar a ela a relevância que tem”, disse a ambientalista.</p>
<p>Adriana também citou o aumento do crime organizado na região e a necessidade de políticas voltadas para as populações locais.</p>
<p>“É preciso reconhecer que a violência e o crime organizado cresceram muito na região. Ainda tem gente vivendo nas cidades da Amazônia, demandando atenção e a criação de oportunidades de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, há muitas ameaças aos territórios tradicionais, às terras indígena, às unidades de conservação que precisam ser enfrentadas para que essas áreas, que simbolizam o que de mais rico a Amazônia tem em termos de biodiversidade e de enfrentamento à crise climática, sejam mais valorizadas”, afirmou.</p>
<p>Outro alerta é sobre o avanço de grandes projetos de infraestrutura na região, como a pavimentação da BR-319, construída pelos governos militares nos anos 70, e a estrada do Pacífico. Para a assessora de política e direito socioambiental do ISA, esses projetos têm  impacto imenso no processo de desmatamento da região, uma vez que podem gerar aumento da circulação de grileiros e madeireiros ilegais na região, além de não trazer benefícios concretos para os moradores.</p>
<p>Uma das principais preocupações é que com a continuidade de projetos como esses, aliados ao desmatamento, ao garimpo ilegal, à grilagem de terras para fazer pasto, a Amazônia possa atingir o ponto de não retorno. O termo é usado por especialistas para se referir ao momento em que a floresta perde sua capacidade de se autorregenerar, em função do desmatamento, da degradação e do aquecimento global, tendendo, então, ao processo de desertificação.</p>
<p>“São projetos que terão impacto imenso e que não estão em uma estratégia de desenvolvimento da região. É preciso que a gente pense projetos econômicos de valorização da área, dos serviços ambientais gerados a partir do uso sustentável da floresta e que vão fortalecer aquilo que a Amazônia tem para oferecer de melhor neste momento, que são as condições de enfrentamento à emergência climática. Isso a gente só vai conseguir manter se evitar o chamado ponto de não retorno, o que significa paralisar o desmatamento e a perda de biodiversidade.</p>
<p>O coordenador da Coiab destaca que esses projetos não são pensados em conjunto com as populações que habitam a região. Toya Manchineri cita a monocultura como uma das atividades de grande impacto no desmatamento e nos conflitos agrários na Amazônia.</p>
<p>“Os projetos econômicos levam muitas complicações para os povos indígenas. Primeiro que eles não são pensados em conjunto com os povos que vivem na Amazônia. Eles vêm muito com um olhar externo de desenvolvimento, que muitas vezes não reflete a realidade local. Aí temos a questão do garimpo que é bastante ruim, ele destrói a floresta, destrói a organização social e deixa doença nos territórios indígenas. Então, são projetos de garimpo e de monocultura que acabam com a floresta”, afirmou.</p>
<p>Toya também criticou a possibilidade de aprovação da tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, em especial na Amazônia, e disse que se a medida for aprovada, haverá intensificação das ameaças aos povos e a perda de direitos.</p>
<p>“O marco temporal é nocivo para os indígenas, ao impor limites para a demarcação dos territórios. Se ele for aprovado, muitos dos nossos territórios serão revisados, muitos dos nossos parentes, que não estão com seu território demarcado, vão perder e, muito provavelmente, sofrer uma pressão muito grande de invasores. Muitas mortes vão ocorrer”, denunciou.</p>
<p>Para o ISA, a aprovação do marco temporal pelo Supremo Tribunal Federal mostra interpretação distorcida da Constituição Federal, que pode contribuir com a “indústria da grilagem de terra&#8221;. Adriana lembrou que os povos indígenas e tradicionais são os que mantiveram a floresta de pé.</p>
<p>“A gente tem floresta por causa do modo tradicional de vida dessas populações, portanto esses povos têm importância central e as suas práticas de manejo e de agricultura são responsáveis pela manutenção da floresta em pé. É impossível imaginar um futuro com floresta em pé na Amazônia sem que os povos originários e tradicionais tenham protagonismo nesse processo”, disse.</p>
<h2>Festival</h2>
<p>Como forma de chamar a atenção para a defesa da Amazônia, cinco cidades brasileiras, iniciando por Santarém (PA), abrigarão festivais culturais e artísticos. O primeiro foi realizado no último sábado (2). Esta será a segunda edição do Festivais Dia da Amazônia. Mais de 13 organizações e um número superior a 50 artistas estão envolvidos diretamente na mobilização nacional do evento, ao longo deste mês de setembro. O festival também terá protestos contra a tese do marco temporal.</p>
<p>A tradição foi iniciada no ano passado para comemorar a data, instituída por lei em 2007, abrangendo festivais e atividades diversas que se estenderão por todo o país até o próximo dia 30. Entre essas ações estão oficinas, peças de teatro, atividades esportivas e educativas, plantio de árvores, exposições e exibição de filmes. Todas têm foco na temática da proteção e valorização da Amazônia.</p>
<p>Uma das ações este ano é a mobilização para coletar 1,5 milhão de assinaturas de cidadãos brasileiros que têm título de eleitor válido, para protocolar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) que requer a destinação de 57 milhões de hectares de terras públicas não destinadas, ou seja, áreas da União que ainda não têm uma finalidade específica e são alvo de desmatamento acelerado e grilagem.</p>
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<figure id="attachment_69032" aria-describedby="caption-attachment-69032" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-vista-de-cima-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-69032" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-vista-de-cima-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="No Dia Da Amazônia, Organizações Alertam Sobre Preservação Do Bioma - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-vista-de-cima-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-vista-de-cima-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/05-Floresta-amazonica-vista-de-cima-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-69032" class="wp-caption-text">Floresta amazônica vista de cima. &#8211; Divulgação TV Brasil</figcaption></figure>
<p>A proposta é que essas terras possam ser demarcadas como unidades de conservação (UCs), terras indígenas, territórios quilombolas ou destinadas às comunidades tradicionais &#8211; povos que verdadeiramente conservam a Amazônia.</p>
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