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	<title>Deslizamento &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Deslizamento &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Desabamento causa três mortes em Petrópolis, no RJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Mar 2024 00:28:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O desabamento de uma edificação no bairro Independência, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, deixou três pessoas mortas e duas desaparecidas, segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura Petrópolis. A Defesa Civil do município, em balanço divulgado às 19h45, informa que o 15º Grupamento do Corpo de Bombeiros (GBM) conseguiu [&#8230;]]]></description>
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<p>O desabamento de uma edificação no bairro Independência, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, deixou três pessoas mortas e duas desaparecidas, segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura Petrópolis. A Defesa Civil do município, em balanço divulgado às 19h45, informa que o 15º Grupamento do Corpo de Bombeiros (GBM) conseguiu resgatar quatro vítimas com vida.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O município comunica ainda que, até as 19h45 desta sexta-feira (22), foram 109 registros de ocorrências por conta da chuva forte que cai na cidade desde ontem (21), sendo 75 deslizamentos.</p>
<p>De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), foram registrados acumulados de 196 mm em 12 horas, quase o valor previsto para 24 horas de chuva.</p>
<p>Houve ocorrências de deslizamentos que atingiram imóveis e vias nos bairros Araras, Independência, São Sebastião, Itamarati, Quitandinha, Estrada da Saudade, Castelanea, Retiro, Centro, Valparaíso, Duarte da Silveira, Itaipava, Roseiral. Com o grande volume de água, o acesso a Petrópolis foi interditado na BR-040 e várias ruas ficaram alagadas. Rios Quintandinha e Piabanha transbordaram.</p>
<h2>Estágio de crise</h2>
<p>O município informou que se encontra em estágio de crise, o mais grave em sua escala de estágios operacionais. A prefeitura disponibilizou 67 pontos de apoio para onde pessoas que se sentem inseguras em suas casas ou que moram em áreas de risco possam ficar em segurança até a chuva baixar. Sirenes foram acionadas pela Defesa Civil em áreas de maior ocorrência de chuvas, onde rios transbordaram, como na Rua do Imperador e na Rua Coronel Veiga. Nos locais, foram acionados sistemas de cancela. As áreas só serão liberadas quando for possível o trânsito.</p>
<p>A previsão para as próximas horas na cidade é de céu nublado a encoberto com chuva de moderada a muito forte. O estágio operacional é de alerta. A Defesa Civil recomenda que a população das áreas de risco se mantenha em alerta, e principalmente, que não permaneça em áreas interditadas. ”Evite áreas alagadas e fique atento aos sinais de deslizamentos. Em caso de emergência, ligue 199”, orientou.</p>
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		<title>Reavaliando o gerenciamento costeiro: especialistas fazem alerta</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/reavaliando-o-gerenciamento-costeiro-especialistas-fazem-alerta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 15:11:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Deslizamento]]></category>
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					<description><![CDATA[No Brasil, muitas pessoas em situação vulnerável vivem em áreas de alto risco, onde são expostas a diversos perigos decorrentes de processos naturais ou impactos humanos sobre o meio ambiente. A desigualdade social e a falta de políticas fundiárias efetivas agravam ainda mais essa situação. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, muitas pessoas em situação vulnerável vivem em áreas de alto risco, onde são expostas a diversos perigos decorrentes de processos naturais ou impactos humanos sobre o meio ambiente. A desigualdade social e a falta de políticas fundiárias efetivas agravam ainda mais essa situação. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, cerca de 2,47 milhões de domicílios estavam localizados em áreas de risco no país.</p>
<p>Infelizmente, as consequências dessas condições precárias podem ser trágicas. Estima-se que pelo menos 8 milhões de brasileiros estejam sob grave risco e possam se tornar vítimas de desastres como o que ocorreu durante o último Carnaval em São Sebastião, no litoral norte paulista, quando ao menos 64 pessoas perderam a vida na cidade, segundo informações divulgadas pelo governo de São Paulo.</p>
<p>Ana Paula Ichii Folador, geógrafa que realizou um mapeamento sobre a Justiça e o racismo ambiental em São Sebastião, explica que uma área é considerada de risco quando está mais suscetível a alterações perigosas para a vida humana, decorrentes de processos naturais ou da ação humana sobre o meio ambiente. Nesse contexto, as populações mais vulneráveis são as que sofrem os impactos mais severos.</p>
<figure id="attachment_57995" aria-describedby="caption-attachment-57995" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-57995" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Barra Do Sahy - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-57995" class="wp-caption-text">São Sebastião (SP), 22/02/2023, Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“De maneira geral, área de risco é um local em que as pessoas estão expostas a perigo ou algum tipo de ameaça que pode prejudicar a vida dela ou seus bens e patrimônios”, segundo o arquiteto e urbanista Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p>Em entrevista, ele disse que “há perigos de ordem geológica, como é o caso dos riscos de deslizamentos de encostas de morro e rolamento de rochas, corredeiras e lama. Há também os perigos e as ameaças de ordem hidrológica, que são trazidas pelas inundações, enchentes e transbordamento de rios e de córregos. E há também outros tipos de ameaças como solos contaminados”.</p>
<p>Essas áreas de grande risco no Brasil, sujeitas a enchentes ou deslizamentos de morros, são habitadas principalmente por uma população mais vulnerável, que não consegue pagar para morar mais próximo ao local de trabalho ou em uma área considerada segura, pelo alto custo.</p>
<p>“A maior parte da população que não tem recursos econômicos e não pode contar com políticas urbanas habitacionais, acaba acessando a terra em uma situação segregada, precária, informal, periférica. E são áreas muitas vezes construídas com os próprios recursos dos moradores. Você tem uma tradição histórica de produção de espaço urbano estruturado por profundas desigualdades socioespaciais. Essa é uma característica recorrente nas nossas cidades”, disse Nakano. A isso, segundo o urbanista, se dá o nome de racismo ambiental.</p>
<p>“Podemos dizer que há justiça ambiental quando os problemas ambientais existentes afetam da mesma maneira todos os segmentos da população. Na medida em que temos alguns segmentos mais vulneráveis sendo expostos a mais problemas ambientais, enquanto outro segmento privilegiado tem condições de se proteger desses mesmos problemas, podemos dizer que há injustiça ambiental. Quando essa injustiça ambiental afeta populações negras, pardas ou tradicionais, como os caiçaras ou os quilombolas no litoral paulista, caracterizamos isso como racismo ambiental”, explica Rubia Gomes Morato, professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo e coordenadora do Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento Professor André Libault (LabCart).</p>
<p>No Brasil, essa diferença é tão gritante que a população pobre é separada da população rica de forma bem delimitada. No caso de São Sebastião e de outras cidades litorâneas paulistas, essa demarcação é feita por uma rodovia, a Rio-Santos.</p>
<p>“A Rio-Santos é um marcador importante que divide as áreas mais valorizadas e com melhor infraestrutura urbana, próximas às praias, destinadas em boa parte ao turismo, enquanto as áreas menos valorizadas pelo mercado imobiliário, não raramente em áreas de risco, são as únicas acessíveis para a população de baixa renda”, disse Rúbia.</p>
<figure id="attachment_58074" aria-describedby="caption-attachment-58074" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58074" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="São Bebastião - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58074" class="wp-caption-text">Rio-Santos interditada parcialmente entre o centro de São Sebastião e o bairro Barra do Sahy &#8211; Rovena</figcaption></figure>
<p>O problema é que, principalmente no litoral norte paulista, a faixa de terra plana, possível para ser urbanizada, é bem estreita, descontínua e encravada entre o mar e as escarpas da Serra do Mar. Sem uma política fundiária, a faixa mais próxima ao mar acaba sendo destinada aos mais ricos. “A faixa mais próxima da orla marítima, mais próxima à praia, é ocupada predominantemente por hotéis, por restaurantes caros, por condomínios residenciais de alto padrão, com moradias de veraneio e residências que ficam boa parte do ano ociosas. Esses condomínios são interligados pela Rodovia Rio-Santos”, explicou Nakano.</p>
<p>Sem conseguir pagar por essa faixa de terra mais segura e plana, a população mais pobre, por sua vez, passa a construir suas moradias mais próxima das escarpas da Serra do Mar, ou então começam a subir o morro e se colocam cada vez mais em risco. Esse é um histórico da Vila do Sahy, em São Sebastião, local que foi mais atingido pela tragédia das chuvas ocorrida no último carnaval.</p>
<h2>Vila do Sahy</h2>
<figure id="attachment_58071" aria-describedby="caption-attachment-58071" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58071" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Barra Do Sahy - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58071" class="wp-caption-text">Casa destruída em deslizamento na Barra do Sahy após tempestade no litoral norte de São Paulo &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Os primeiros habitantes de São Sebastião, lembrou a geógrafa Ana Paula, foram os indígenas guaranis, que hoje passaram a ocupar uma área muito limitada na região. Depois, no período colonial, essa região litorânea passou a ser ocupada para o escoamento de açúcar e café produzido no Vale do Paraíba. Mas com o fim do ciclo da agricultura de exportação, as fazendas que ali existiam foram desativadas e as áreas das antigas plantações foram retomadas pela floresta ou ocupadas por famílias caiçaras.</p>
<p>“A região ficou isolada e a população dali se voltou para a agricultura de subsistência, pesca e artesanato. Essa condição foi essencial para a preservação do local, enquanto o restante do território paulista passava por um intenso processo de degradação”, disse Ana Paula, em entrevista.</p>
<p>Mas com o início da construção de rodovias e a implantação de energia elétrica, lotes na região passaram a ser negociados. “Esses lotes de terra tinham como finalidade servir ao turismo, como o turismo de veraneio, onde a elite paulistana mora na capital e tem a sua segunda moradia no litoral. Tudo isso foi construído em cima de muito desmatamento e violência contra os que já moravam ali e preservavam esse lugar com seu próprio modo de vida cultural e tradição. Além disso, teve muita migração para trabalhar na construção da plataforma da Petrobras, na construção das rodovias e posteriormente, para se trabalhar no turismo”, acrescentou.</p>
<p>Na Vila do Sahy, por exemplo, a ocupação teve início entre as décadas de 80 e 90, com a construção da Rodovia Rio-Santos. “Os trabalhadores que foram para o município na década de 80 para trabalhar no asfaltamento e abertura da Rio-Santos e, depois, na construção dos condomínios das casas e da infraestrutura, não tinham muito espaço para construir suas moradias. Não havia política pública e eles não tinham recursos necessários para acessar as terras mais seguras e mais distantes das escarpas da Serra do Mar. Então, eles foram ocupando a parte dessas áreas mais alargadas que já adentravam em direção ao pé dessas escarpas da Serra do Mar e acabaram mais expostos a esses riscos de deslizamentos. E, com o processo de crescimento e adensamento populacional, e com a continuidade da não implementação de políticas urbanas e habitacionais que propiciassem o acesso a uma terra urbana e segura e moradia adequada, essas pessoas começaram a subir as encostas das escarpas da Serra do Mar”, explica o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano.</p>
<p>“E esse foi o caso da Vila do Sahy. Você ali tem moradias não só no pé das escarpas da Serra do Mar, mas subindo já encostas com declividades altíssimas, quase verticais. Isso criou uma situação de alto risco”, disse.</p>
<p>Uma situação que o Ministério Público já chamou de “tragédia anunciada”, como consta em um documento que o órgão encaminhou à prefeitura de São Sebastião, em 2021, solicitando uma solução para os moradores da Vila do Sahy. Um pedido que nunca foi atendido.</p>
<h2>Turismo elitista</h2>
<div class="post-item alt-font">
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<figure id="attachment_58072" aria-describedby="caption-attachment-58072" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58072" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Barra Do Sahy - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58072" class="wp-caption-text">Casas destruídas em deslizamento na Barra do Sahy após tempestade no litoral norte de São Paulo &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para não condenar essas populações a tragédias como a que acabou ocorrendo na Vila do Sahy, em São Sebastião, o Brasil precisa repensar o seu gerenciamento costeiro, defende Nakano. “Precisamos repensar o gerenciamento costeiro não só em relação às chuvas e ao aumento das chuvas, mas também em relação à elevação do nível do mar. A maior parte das cidades brasileiras estão nas zonas costeiras, que foi a faixa onde a gente começou o processo de colonização. A gente precisa aperfeiçoar e mudar completamente os procedimentos de gerenciamento costeiro, articulando com todas as demandas de atendimento social, mas também com políticas ambientais e, principalmente, protetivas”, defende.</p>
<p>Nakano defende ainda que o país estabeleça uma política de distribuição de terras. “É necessário fazer uma política de terras, coisa que o Brasil nunca fez, principalmente para a classe trabalhadora. O poder publico precisa coordenar o processo de distribuir a terra urbanizada, dotada de infraestrutura viária, de saneamento básico, de fornecimento de energia elétrica, de espaços para equipamentos comunitários e públicos. Hoje isso acaba ficando na mão de loteadores e seguindo a lógica do mercado. Nunca se teve um agente público responsável pela produção dessas terras urbanas e pela distribuição dessas terras urbanas para a construção de moradias, principalmente para a classe trabalhadora. Essa classe tem que acessar a terra, sem essa urbanização prévia, porque ela não consegue comprar um lote urbanizado que é caro”, disse o urbanista.</p>
<p>Os especialistas alertam também que o país precisa repensar o modelo que privilegia o turismo elitista. “Tem que se repensar o próprio modelo de condomínios de alto padrão, porque eles ficam ociosos, e às vezes por anos. São casas grandes, com terrenos grandes e que muitas vezes é usado menos de um mês por ano. E quando é usado, é usado por uma quantidade mínima de pessoas. É um desperdício de espaço, de infraestrutura, de terra urbanizada. Tem que se repensar esse modelo porque é um modelo excludente, segregatório e que está colocando a vida das pessoas em risco”, alerta Nakano.</p>
<p>“O turismo de elite, com certeza, é algo que deveria ser repensado ali porque ele não é nada sustentável. Isso acontece no Brasil todo. O turismo sustentável chega, toma conta, destrói áreas naturais, sobe o preço dos imóveis e empurra a população local para áreas indesejadas”, acrescentou Ana Paula.</p>
<p>Outro ponto que precisa ser considerado para evitar essas tragédias, dizem eles, são as mudanças climáticas, que tornam mais frequentes as ocorrências de eventos extremos. “As mudanças climáticas podem agravar ainda mais o problema existente. Um bom planejamento não deveria considerar chuvas próximas da média, mas também os eventos extremos, que não ocorrem com a mesma frequência, mas não deixam de acontecer. E quando esses eventos extremos ocorrem, as consequências podem ser muito sérias para a população”, alerta Rubia.</p>
<p>Para ela, a falta de políticas habitacionais e fundiárias no Brasil está colocando toda uma população vulnerável em risco. “A falta de uma boa política habitacional de modo consistente e contínuo coloca em risco a vida da população de baixa renda. Isso é inadmissível. As políticas públicas deveriam priorizar o bem-estar da população. O Estatuto da Cidade já tem mais de duas décadas e ainda vemos muitos problemas se repetindo. A população de baixa renda não ocupa áreas de risco por opção. É por falta de alternativas devido aos altos preços produzidos pela especulação imobiliária, que torna as áreas seguras, com infraestrutura urbana e próximas dos locais de trabalho ou estudo muito caras e inacessíveis para muitos”, disse a coordenadora do LabCart.</p>
<p>“Para enfrentar esse problema é necessário combater a especulação imobiliária e adotar um planejamento urbano focado no bem-estar de toda a população, sem deixar de fora a população de baixa renda, além de respeitar limites ambientais para garantir a segurança”, acrescentou.</p>
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		<title>Rio de Janeiro tem acordo com a Nasa para prevenir desastres naturais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2023 15:18:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[Deslizamento]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[meteorologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Operações e Resiliência Rio (COR) para conhecer o resultado da parceria estabelecida entre a prefeitura do Rio e a agência espacial norte-americana (NASA). Com o objetivo de compartilhar dados, modelos e conhecimentos científicos e operacionais, o acordo entre as instituições permite que a prefeitura obtenha resultados que ampliam a capacidade de prevenção a desastres e [&#8230;]]]></description>
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<p>Operações e Resiliência Rio (COR) para conhecer o resultado da parceria estabelecida entre a prefeitura do Rio e a agência espacial norte-americana (NASA).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com o objetivo de compartilhar dados, modelos e conhecimentos científicos e operacionais, o acordo entre as instituições permite que a prefeitura obtenha resultados que ampliam a capacidade de prevenção a desastres e a adaptação da cidade às mudanças climáticas.</p>
<p>Durante a visita de ontem (13), a diplomata disse que a contribuição da agência norte-americana é motivo de orgulho:</p>
<blockquote><p>“Para mim é uma experiência muito especial estar aqui no COR conhecendo os recursos da cidade do Rio para prevenção e resposta a desastres naturais. E é um orgulho ainda maior saber que a parceria da NASA está contribuindo para aprimorar o monitoramento, garantindo ainda mais segurança e proteção para os cariocas”.</p></blockquote>
<p>Renovado em 2021, o trabalho em conjunto permitiu o desenvolvimento de uma ferramenta que auxilia no monitoramento durante as chuvas do verão carioca: o modelo de Avaliação de Perigos de Deslizamento para Consciência Situacional, que permite acompanhar os riscos de deslizamentos de terra na cidade. A ferramenta, usada pelo Centro de Operações Rio durante as tempestades, foi construída pelo Instituto Pereira Passos em parceria com a Nasa e com a Geo-Rio.</p>
<p>O presidente do Instituto Pereira Passos, Carlos Krylkhtine falou sobre a importância da colaboração. “A parceria é superimportante e está gerando frutos para ambas instituições: ao adaptar os modelos globais para o local, a agência espacial americana pode verificar a eficiência do modelo e, a partir dos aprendizados no Rio, replicá-lo ajudando outras cidades”.</p>
<h2>Precisão</h2>
<p>Para o verão de 2023, uma novidade: agora, além de saber onde a precipitação está mais forte e onde há perigo de deslizamento de terra, o COR consegue monitorar se esses riscos podem atingir imediações de ruas, avenidas e estradas da cidade.</p>
<p>Usando uma hierarquia de classificação de vias, a nova ferramenta mostra onde pode haver escorregamento de terra e se há logradouros importantes por perto, permitindo mais velocidade nas decisões da prefeitura, como por exemplo, o fechamento de vias.</p>
<p>O Rio foi a primeira implementação local e operacional do modelo global de deslizamento de terra da NASA. Hoje, o modelo é usado pelo Centro de Operações Rio como um dos seus gatilhos para decidir se a cidade muda seu nível operacional durante eventos de chuva. A parceria com a agência espacial prevê ainda um modelo de previsão de inundações urbanas e uma aplicação que permitirá emitir alertas de qualidade do ar.</p>
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		<title>Estados vão avaliar áreas turísticas suscetíveis a desastres</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/estados-vao-avaliar-areas-turisticas-suscetiveis-a-desastres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2022 22:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[atrações turísticas]]></category>
		<category><![CDATA[canions]]></category>
		<category><![CDATA[Capitólio]]></category>
		<category><![CDATA[Deslizamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois do desabamento de uma rocha que matou dez pessoas no Lago Furnas, em Capitólio (MG), ocorrido há uma semana, o Ministério do Turismo determinou que os estados realizem um levantamento dos destinos turísticos do país que apresentam risco de incidentes geológicos. A medida foi acertada durante reunião, por videoconferência, do ministro do Turismo, Gilson Machado, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do desabamento de uma rocha que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-01/capitolio-policia-identifica-decima-vitima-da-queda-de-paredao" target="_blank" rel="noopener">matou dez pessoas no Lago Furnas</a>, em Capitólio (MG), ocorrido há uma semana, o Ministério do Turismo determinou que os estados realizem um levantamento dos destinos turísticos do país que apresentam risco de incidentes geológicos. A medida foi acertada durante reunião, por videoconferência, do ministro do Turismo, Gilson Machado, com integrantes Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo o ministro, o levantamento faz parte de uma série de medidas que estão sendo tomadas pela pasta para dar mais segurança à prática do ecoturismo no Brasil. &#8220;Solicitamos ao Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo que indiquem locais a serem analisados, a fim de possibilitar uma orientação mais efetiva contra perigos que ocorrem em lagos, cavernas, cânions, etc.&#8221;, explicou. A ideia é que, após esse levantamento, avaliações geológicas sejam feitas nas áreas para estabelecer novos parâmetros de prevenção.</p>
<p>Dias após o acidente em Capitólio, houve um deslizamento nas falésias da Praia de Pipa, Tibau do Sul (RN), durante uma madrugada chuvosa, sem vítimas. Pouco mais de um ano antes, em outubro de 2020, um <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-11/desmoronamento-de-falesia-mata-casal-e-crianca-em-praia-de-pipa" target="_blank" rel="noopener">desmoronamento no mesmo local </a>matou três pessoas da mesma família. Em outubro do ano passado, o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-11/desabamento-de-caverna-em-sao-paulo-deixa-nove-mortos" target="_blank" rel="noopener">desabamento de uma gruta </a>em Altinópolis, interior de São Paulo, deixou nove mortos. O grupo era formado por bombeiros que faziam um treinamento de resgate.</p>
<h2>Segurança</h2>
<p>O Brasil possui milhares de cachoeiras, cavernas, cânions, falésias, praias, trilhas em montanhas e outros destinos turísticos que podem apresentar risco de ocorrências geológicas. A geóloga Joana Sanchez, da Universidade Federal de Goiás (UFG), acredita que o trabalho de levantamento e avaliação desses locais é fundamental para aumentar a segurança.</p>
<p>&#8220;Se você não sabe que existe risco, você não vai achar que existe. Como todo mundo que estava em Capitólio não achava que existe risco. E não é culpa de quem estava lá, e nem da prefeitura ou do governo porque isso não era exigido&#8221;, afirma. A ocorrência de desastres como o de Capitólio, segundo a geóloga, também está relacionado com o aumento do ecoturismo no Brasil. &#8220;O que a gente tem visto é que, com o aumento do turismo de natureza, tem acontecido mais acidentes, porque as pessoas estão se expondo mais ao risco&#8221;.</p>
<p>Em nota, a Federação Brasileiro de Geólogos (Febrageo) defendeu uma nova abordagem em áreas turísticas de risco para que acidentes como esse sejam evitados. &#8220;A forma já consagrada de prevenir tais situações é pela realização de mapeamento das áreas de risco, com o indicação das áreas de risco iminente e alto, onde são priorizadas ações controle e contenção, como, por exemplo, o desmonte controlado de blocos em risco de queda ou a implantação de técnicas de estabilização da encosta, que são corriqueiramente usadas na geotecnia&#8221;.</p>
<figure id="attachment_44718" aria-describedby="caption-attachment-44718" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-EDeslizamento-de-rocha-em-Capitolio-MG-matou-dez-pessoas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-44718" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-EDeslizamento-de-rocha-em-Capitolio-MG-matou-dez-pessoas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Deslizamento De Rocha Em Capitólio MG Matou Dez Pessoas - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-EDeslizamento-de-rocha-em-Capitolio-MG-matou-dez-pessoas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-EDeslizamento-de-rocha-em-Capitolio-MG-matou-dez-pessoas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-EDeslizamento-de-rocha-em-Capitolio-MG-matou-dez-pessoas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-44718" class="wp-caption-text">Deslizamento de rocha em Capitólio (MG) matou dez pessoas &#8211; Divulgação/CBMMG</figcaption></figure>
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<h2>Cânion de Xingó</h2>
<p>Na esteira do desabamento em Minas Gerais, esta semana o governo de Sergipe informou que vai acionar o estado vizinho de Alagoas para que seja realizado um monitoramento preventivo no Cânion de Xingó, no Rio São Francisco, que fica na divisa entre os dois estados.</p>
<p>No Pará, a Secretaria de Turismo promoveu uma reunião com os representantes das regiões turísticas do estado para debater medidas preventivas contra desastres e incidentes naturais. No Mato Grosso, um grupo de vistoria técnica foi montado para avaliar os riscos de desabamentos nos paredões do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, durante o período chuvoso.</p>
<p>Em 2008, um bloco de rocha do tamanho de um carro se desprendeu do paredão da cachoeira Véu de Noiva, uma das mais famosas do parque, e atingiu turistas que se banhavam no local, deixando feridos. Desde então, o acesso à cachoeira está interditado, por causa do alto risco geológico de desmoronamento.</p>
<h2>Mudanças legislativas</h2>
<p>Para além de uma ampla avaliação e monitoramento de áreas suscetíveis a riscos geológicos, especialistas defendem uma atualização da legislação na política nacional de prevenção de desastre e de defesa civil. Atualmente, a principal norma sobre o assunto é a Lei 12.608/2012. Ela foi aprovada um ano depois das enchentes e deslizamentos de terra ocorridos na Região Serrana do Rio de Janeiro, resultando em mais de 900 mortes, e teve como foco principal a adoção de medidas para áreas de risco em áreas urbanas.</p>
<p>&#8220;Então, a lei foi feita para áreas urbanas, o foco da lei é esse. Na minha opinião, o que deveria ser feito a partir de agora é uma atualização dessa lei, ou uma nova legislação, focando em áreas turísticas. Nós não temos nada que foque em áreas de risco ou em áreas de turismo. É como a gente fala, o Brasil sempre teve essa cultura de esperar acontecer alguma tragédia pra legislar sobre isso. A tendência acho que é a mesma agora, uma coisa específica pra área de turismo com esse viés geológico&#8221;, disse Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada do Serviço Geológico do Brasil.</p>
<p>Para a Febrageo, há uma &#8220;necessidade urgente&#8221; de incluir na Lei 12.608/2012 dispositivos mais claros e específicos para o mapeamento e prevenção de riscos em áreas turísticas. A entidade também cobra a retomada de investimentos, por parte do governo federal, em mapeamento, prevenção e controle de riscos naturais no Brasil.</p>
<p><em>*Colaborou Daniel Ito, repórter da Rádio Nacional de Brasília.</em></p>
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		<title>Comandante dos Bombeiros de MG pede que pessoas evitem locais de risco</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/comandante-dos-bombeiros-de-mg-pede-que-pessoas-evitem-locais-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jan 2022 22:54:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo, fez hoje (8) um apelo à população para que evite locais com risco de deslizamento e enxurradas no estado. As fortes chuvas provocaram vários problemas por todo o estado. Segundo o comandante, em 24 horas, foram registras 98 ocorrências da Defesa Civil, inclusive [&#8230;]]]></description>
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<p>O comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo, fez hoje (8) um apelo à população para que evite locais com risco de deslizamento e enxurradas no estado. As fortes chuvas provocaram vários problemas por todo o estado. Segundo o comandante, em 24 horas, foram registras 98 ocorrências da Defesa Civil, inclusive o transbordamento de um dique que interditou a BR-040 e deixou uma pessoa ferida.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Outras rodovias também têm pontos de interdição, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Um deslizamento de terra deixou cinco feridos em Ibirité. E um imenso bloco de rocha se desprendeu das paredes do cânion de Capitólio, matando pelo menos cinco pessoas e deixando mais de 30 feridos, mas não há, por enquanto, nenhuma confirmação de que a ocorrência tenha relação com as chuvas.</p>
<p>“Precisamos desse comportamento de autoproteção de todo cidadão, evitando esses espaços que são de risco geológico para deslizamentos, escorregamentos bem como para todos os espaços de inundação e alagamento”, disse Estevo.</p>
<p>A coordenadora adjunta da Defesa Civil mineira, tenente-coronel Gracielle Rodrigues Santos, afirmou que Minas Gerais está sofrendo com as chuvas intensas e que, por isso, os solos já estão saturados, o que aumenta os riscos de deslizamento de terra.</p>
<h2>Capitólio</h2>
<p>Sobre o caso específico de Capitólio, Gracielle disse que só uma análise poderá dizer o que causou o desprendimento da rocha.</p>
<p>Em Capitólio, além dos seis corpos resgatados e das 32 pessoas socorridas com vida, os bombeiros buscam outras pessoas. Com base em informações de testemunhas, agências de turismo e parentes, o Corpo de Bombeiros estima haver 20 desaparecidos no local. Quarenta homens participam dos trabalhos de resgate.</p>
<p>As buscas com mergulhadores serão interrompidas durante a noite, mas, de acordo com Estevo, os bombeiros permanecerão no local. Uma aeronave que estava se deslocando ao local, não conseguiu chegar devido ao mau tempo.</p>
<p>A Polícia Civil informou que, por estarem passeando de barcos, algumas vítimas não tinham documento de identidade e, por isso, os corpos precisarão passar por processo de identificação.</p>
<p>A Marinha participa dos trabalhos de resgate e abrirá um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.</p>
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