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	<title>Desigualdade &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Desigualdade &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Nobel de Economia 2024 vai para pesquisadores que estudam a desigualdade global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 12:24:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta segunda-feira (14), o Prêmio Nobel de Economia foi concedido aos acadêmicos Simon Johnson, James Robinson e Daron Acemoglu por suas pesquisas sobre a persistência da desigualdade global, com foco especial em países marcados por corrupção e regimes autoritários. A Academia Real de Ciências da Suécia elogiou os pesquisadores por explorarem &#8220;como as instituições são [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (14), o Prêmio Nobel de Economia foi concedido aos acadêmicos Simon Johnson, James Robinson e Daron Acemoglu por suas pesquisas sobre a persistência da desigualdade global, com foco especial em países marcados por corrupção e regimes autoritários. A Academia Real de Ciências da Suécia elogiou os pesquisadores por explorarem &#8220;como as instituições são formadas e como afetam a prosperidade&#8221;.</p>
<p>O trabalho dos laureados destaca a importância das instituições sociais para a redução das grandes disparidades econômicas entre os países. &#8220;Eles identificaram as raízes históricas de instituições fracas que caracterizam muitos países de baixa renda atualmente&#8221;, afirmou Jakob Svensson, presidente do Comitê do Prêmio em Ciências Econômicas.</p>
<p>O anúncio do prêmio veio logo após a publicação de um relatório do Banco Mundial que destacou o crescente endividamento dos 26 países mais pobres do mundo, onde vivem 40% da população mais vulnerável globalmente, revertendo o progresso na luta contra a pobreza.</p>
<p><strong>Relevância das Instituições na Desigualdade e Desenvolvimento</strong></p>
<p>Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson têm contribuído significativamente para o entendimento de como as instituições políticas e econômicas moldam o desenvolvimento de nações. Em suas investigações, mostram que a qualidade das instituições públicas e o respeito ao Estado de Direito são essenciais para o crescimento sustentável e a redução da desigualdade.</p>
<p>Em uma coletiva após o anúncio, Acemoglu destacou o atual enfraquecimento das instituições públicas em várias partes do mundo, afirmando que &#8220;este é um momento difícil para as democracias&#8221;. Ele ressaltou a necessidade de as democracias retomarem sua liderança na promoção de governança eficiente e limpa, cumprindo as promessas de justiça e igualdade para suas populações.</p>
<p><strong>Colaborações Recentes e Impacto Global</strong></p>
<p>Acemoglu e Johnson recentemente colaboraram em um livro que analisa os impactos da tecnologia ao longo do tempo, demonstrando como certos avanços tecnológicos têm sido mais eficazes do que outros na criação de empregos e na distribuição de riqueza.</p>
<p>O prêmio de Economia, formalmente conhecido como Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, foi criado em 1968 e, desde então, tem reconhecido pensadores influentes, como Milton Friedman e John Nash. Nos últimos anos, a pesquisa sobre desigualdade tem sido um tema recorrente, com Claudia Goldin vencendo em 2023 por seu trabalho sobre disparidades de gênero no mercado de trabalho.</p>
<p><strong>Contexto Atual e Contribuições Anteriores</strong></p>
<p>O Nobel de Economia de 2024 insere-se em um contexto de crescente atenção global à desigualdade e às instituições. Os trabalhos de Acemoglu, Johnson e Robinson trazem uma análise profunda sobre como políticas públicas e estruturas institucionais podem promover ou impedir o desenvolvimento econômico e social, oferecendo insights valiosos para o enfrentamento de um dos maiores desafios globais da atualidade.</p>
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		<title>Desigualdade é barreira para desenvolvimento humano, diz órgão da ONU</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desigualdade-e-barreira-para-desenvolvimento-humano-diz-orgao-da-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 20:24:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[A desigualdade continua sendo um obstáculo significativo para o desenvolvimento humano, de acordo com um relatório lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O estudo, divulgado nesta terça-feira (28) em Brasília, analisa o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) no Brasil de 2012 a 2022, com um foco especial nos impactos da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A desigualdade continua sendo um obstáculo significativo para o desenvolvimento humano, de acordo com um relatório lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O estudo, divulgado nesta terça-feira (28) em Brasília, analisa o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) no Brasil de 2012 a 2022, com um foco especial nos impactos da pandemia de covid-19.</p>
<p><strong>Impactos da Pandemia no Desenvolvimento Humano</strong></p>
<p>A coordenadora de Desenvolvimento do PNUD, Betina Barbosa, destaca que a pandemia teve um impacto global no desenvolvimento humano, mas os efeitos foram particularmente severos na América Latina. No Brasil, o desenvolvimento humano regrediu em média 22,5%, equivalente a uma perda de seis anos de progresso. O impacto foi medido em três dimensões principais: longevidade, renda e educação, resultando em uma perda de dez anos de melhoria na longevidade, dez anos na renda e dois anos na educação.</p>
<p><strong>Desigualdade e Vulnerabilidade</strong></p>
<p>O estudo mostra que a pandemia afetou diferentes grupos de maneira desigual. Mulheres negras, em particular, ficaram mais vulneráveis em termos de desenvolvimento potencial e acesso a oportunidades. Cerca de 27% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres negras, representando quase 30% da população e abrigando 34% das crianças e jovens até 14 anos. No entanto, esses lares somam apenas 16% do rendimento total do país.</p>
<p><strong>Projeções Futuras e Recomendações</strong></p>
<p>Projetando para o futuro, a maioria da população brasileira será composta por negros e pardos, um grupo já predominante em regiões como o Norte do Brasil (80%). O estudo recomenda uma repactuação do desenvolvimento humano com foco em raça e gênero, visando melhorias em educação, saúde e renda.</p>
<p>A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, que participou do lançamento, ressaltou a importância do recorte trazido pelo estudo para repensar políticas públicas, enfatizando o combate às desigualdades e a valorização da diversidade.</p>
<p><strong>Efeito Nordeste</strong></p>
<p>O relatório também revelou um dado surpreendente: o maior desenvolvimento humano não se refletiu em baixas taxas de mortalidade durante a pandemia. Estados como Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal, com altos índices de desenvolvimento, tiveram altas taxas de mortalidade. Em contraste, o Maranhão, com o menor IDH do país, teve uma taxa de mortalidade significativamente baixa. Se essa taxa fosse aplicada nacionalmente, o número de mortes teria sido reduzido pela metade entre 2020 e 2021.</p>
<p>Betina Barbosa atribui esse resultado às 487 medidas de combate à covid-19 adotadas pelo Maranhão, que incluíram a compra conjunta de medicamentos e a mobilização de leitos entre estados, resultando em respostas mais eficazes durante a crise.</p>
<p>Este estudo sublinha a importância de abordar a desigualdade como um fator crucial para o desenvolvimento humano e a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade e a resiliência em tempos de crise.</p>
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		<title>Lula: mudança climática e desigualdade são principais desafios globais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lula-mudanca-climatica-e-desigualdade-sao-principais-desafios-globais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 16:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia geral]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (19), que o combate às mudanças climáticas e à desigualdade são os principais desafios a serem vencidos pelos líderes mundiais. Ao abrir o debate de chefes de Estado da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, ele lembrou da primeira vez que participou [&#8230;]]]></description>
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<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (19), que o combate às mudanças climáticas e à desigualdade são os principais desafios a serem vencidos pelos líderes mundiais. Ao abrir o debate de chefes de Estado da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, ele lembrou da primeira vez que participou do evento, em 2003.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Volto hoje para dizer que mantenho minha inabalável confiança na humanidade. Naquela época, o mundo ainda não havia se dado conta da gravidade da crise climática. Hoje, ela bate às nossas portas, destrói nossas casas, nossas cidades, nossos países, mata e impõe perda e sofrimento aos nossos irmãos, sobretudo aos mais pobres”, disse Lula.</p>
<p>Ele expressou condolências às vítimas do terremoto no Marrocos e das tempestades que atingiram a Líbia e o estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.</p>
<p>Segundo o presidente, para vencer as desigualdades, é preciso vencer a resignação e a falta vontade política daqueles que governam o mundo.</p>
<p>“A fome, tema central da minha fala neste Parlamento mundial 20 anos atrás, atinge hoje 735 milhões de seres humanos que vão dormir esta noite sem saber se terão o que comer amanhã. O mundo está cada vez mais desigual. Os dez maiores bilionários têm mais riqueza que os 40% mais pobres da humanidade”, acrescentou.</p>
<p>Este ano, o tema do debate geral é “Reconstruir a confiança e reacender a solidariedade global: acelerando ações para a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável rumo à paz, prosperidade, ao progresso e à sustentabilidade para todos”. No debate geral, os chefes dos Estados-membros da ONU são convidados a discursar em uma oportunidade para apontar suas visões e preocupações diante do sistema multilateral.</p>
<p>Cabe ao governo brasileiro fazer o primeiro discurso da Assembleia Geral das Nações Unidas, seguido do presidente dos Estados Unidos. Essa tradição vem desde os princípios da organização, no fim dos anos 1940.</p>
<p>Esta é a oitava vez que o presidente Lula abre o debate dos chefes de Estado. Ao longo de seus dois mandatos anteriores, ele participou do evento todos os anos entre 2003 e 2009. Em 2010, foi representado pelo então ministro das Relações Exteriores e atual assessor especial da Presidência, Celso Amorim.</p>
<p>O presidente desembarcou em Nova York na noite do último sábado (16), onde participou de reuniões com empresários e autoridades estrangeiras. Amanhã (20), ele se encontrará com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky. Lula será recebido ainda pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com quem lançará uma iniciativa global para promoção do trabalho decente.</p>
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		<title>Negros enfrentam desigualdades no mercado de trababalho, diz Dieese</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/negros-enfrentam-desigualdades-no-mercado-de-trababalho-diz-dieese/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2022 18:18:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que persiste a desigualdade entre pessoas negras e não negras no mercado de trabalho. O levantamento, divulgado hoje (18), destaca ainda a desigualdade de gênero nas relações de empregabilidade. De acordo com a pesquisa, no segundo trimestre de 2022, as mulheres negras vivenciavam taxa [&#8230;]]]></description>
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<p>Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que persiste a desigualdade entre pessoas negras e não negras no mercado de trabalho. O levantamento, divulgado hoje (18), destaca ainda a desigualdade de gênero nas relações de empregabilidade.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>De acordo com a pesquisa, no segundo trimestre de 2022, as mulheres negras vivenciavam taxa de desocupação de 13,9%. Para os homens negros, a taxa era de 8,7%; para as não negras, de 8,9%; e para os não negros, a taxa foi a menor, d6,1%.</p>
<p>A desigualdade se repete na formalização dos contratos de trabalho. Segundo o levantamento, no segundo trimestre deste ano, mais de 30% do total dos ocupados se inseriram como assalariados com carteira. No entanto, entre o total de negras ocupadas, 31,5% tinham carteira assinada. Já entre os homens negros ocupados, a proporção de trabalhadores formais era de 37,1%. O percentual é de 36,8% para mulheres não negras e de 39,6% para homens não negros.</p>
<p>Entre todos os segmentos populacionais, a proporção de negros em subocupação no segundo trimestre de 2022 foi maior também: 10% entre as negras ocupadas e 6,5%, entre os negros ocupados. Na mesma situação estavam 6,7% das mulheres não negras e 4,0% dos homens não negros.</p>
<p>São considerados subocupadas as pessoas que gostariam de ter jornada maior e têm disponibilidade para trabalhar mais, se houvesse oportunidade.</p>
<h2>Salários</h2>
<p>A pesquisa mostra que há diferença também nos salários. Os não negros recebem, em média, mais do que os negros. No segundo trimestre de 2022, enquanto o homem não negro recebeu, em média, R$ 3.708 e a mulher não negra, R$ 2.774, a trabalhadora negra ganhou, em média, R$ 1.715, e o negro, R$ 2.142.</p>
<p>Os números indicam que a mulher negra recebeu, no segundo trimestre, 46,3% do rendimento recebido pelo homem não negro. Para o homem negro, a proporção foi de 58,8%.</p>
<p>“A diferença entre os rendimentos de negros e não negros é constante nos dados do mercado de trabalho e precisa ser modificada a partir de políticas públicas e sensibilização da sociedade. Não importa somente elevar a escolaridade da população negra, mas sensibilizar a sociedade em relação à discriminação existente no mercado de trabalho, que penaliza parcela expressiva de brasileiros”, destaca o texto da pesquisa.</p>
</div>
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		<title>Fiocruz desenvolve índice para medir desigualdade social na pandemia</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fiocruz-desenvolve-indice-para-medir-desigualdade-social-na-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 14:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu índice que possibilita a avaliação dos efeitos das desigualdades sociais na pandemia de covid-19. Ele mostra que a maioria dos municípios que melhoraram a situação encontra-se nas regiões Sudeste e Sul. Ao mesmo tempo, revela que mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu índice que possibilita a avaliação dos efeitos das desigualdades sociais na pandemia de covid-19. Ele mostra que a maioria dos municípios que melhoraram a situação encontra-se nas regiões Sudeste e Sul. Ao mesmo tempo, revela que mais de 90% dos municípios do Norte e Nordeste continuam registrando os piores cenários de desigualdade.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O trabalho foi viabilizado por meio do financiamento de edital internacional, lançado no âmbito da Aliança Internacional para Dados sobre Covid-19 (Icoda) pelo Health Data Research UK, institituto nacional do Reino Unido dedicado à ciência de dados em saúde. O índice será lançado oficialmente amanhã (30) às 15h, em evento online, e poderá ser acompanhado por qualquer interessado, mediante <a href="https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_3fRKJB3GTKC-tSwxeNhX-Q" target="_blank" rel="noopener">inscrição</a>.</p>
<p>Todos os dados ficarão disponíveis na <a href="https://cidacs.bahia.fiocruz.br/idscovid19/" target="_blank" rel="noopener">internet</a> e poderão ser visualizados em um painel dinâmico. A ferramenta permitirá a exploração de forma a comparar regiões, estados, macrorregiões de saúde, capitais e municípios.</p>
<p>O Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), com foi batizado, foi obtido a partir do cruzamento de informações de diferentes fontes, tais como o Censo Demográfico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Índice Brasileiro de Privação (IBP) e levantamentos do Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística (IBGE). Foram levados em conta dados variados, entre eles a distribuição demográfica, as características das macrorregiões de saúde e a disponibilidade de respiradores e de leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de indicadores sociais como percentual de população de baixa renda, taxa de analfabetismo e quantidade de pessoas vivendo em domicílios inadequados.</p>
<p>&#8220;Esperamos contribuir para monitorar a pandemia, aprofundando o conhecimento sobre o impacto das desigualdades sociais em saúde na covid-19 e em outras emergências de saúde pública&#8221;, diz a epidemiologista Maria Yuri, vice-coordenadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz.</p>
<p>O índice foi calculado para quatro momentos: primeiro para fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no Brasil, e depois para julho de 2020, março de 2021 e janeiro de 2022. Dessa forma, foi possível comparar as diferenças ao longo do tempo, levando em conta a classificação em quintis, indo de 1 a 5: quanto maior, pior é a situação da desigualdade.</p>
<p>O quadro mais preocupante foi observado na Região Norte, onde 98% dos municípios já se encontravam nos quintis 4 e 5 antes da pandemia. De fevereiro de 2020 e janeiro de 2022, 92% deles mantiveram o índice. Apenas 69 municípios registraram alguma melhora em algum dos momentos analisados, quando comparado com o momento anterior.</p>
<p>&#8220;Não foi suficiente para reduzir os efeitos da pandemia na população. Os municípios da Região Norte encontram-se nos agrupamenos de maior intensidade da incidência e de mortalidade&#8221;, observa Maria Yuri. De acordo com a epidemiologista, a desigualdade pode ser determinante para a saúde ao reforçar diferenças no acesso e na qualidade dos recursos disponíveis.</p>
<p>A análise dos índices dos quatro momentos diferentes também revela que quanto maior a desigualdade, maior a taxa de mortalidade acumulada. &#8220;Geralmente são maiores nos municípios com os piores indicadores de renda, de escolaridade, de condição de moradia e de maior proporção de idosos em condição de pobreza&#8221;, diz Maria Yuri.</p>
<p>Segundo ela, tem sido muito repetido o discurso de que a pandemia agravou desigualdades pré-existentes, uma vez que afetou a economia. Foi a falta de um índice que pudesse diagnosticar de forma mais precisa essa realidade que motivou os pesquisadores da Fiocruz. De acordo com a especialista, a metodologia pode ser aplicada a outros países de baixa e média renda. Instituições científicas do Paquistão já manifestaram interesse em realizar um estudo.</p>
<h2>Políticas públicas</h2>
<p>Passados mais de dois anos do início da pandemia de covid-19, o Brasil registra mais de 32 milhões de casos e mais de 670 mil mortes, estando entre os países do mundo que apresentam os dados epidemiológicos mais elevados. Para Maria Yuri, o IDS Covid-19 pode ajudar no desenvolvimento de estratégias voltadas para melhorar o enfrentamento à doença.</p>
<p>&#8220;Esse indicador pode apoiar os gestores públicos e as comunidades na identificação da situação de desigualdade social em saúde para covid-19&#8221;, afirma a epidemiologista. Ela observa que mesmo quando há investimento e aumento de recursos, o resultado esperado pode não ser alcançado devido a não observação de realidades locais &#8211; daí a importância do planejamento com base em dados. Maria cita o exemplo das distâncias na Região Norte.</p>
<p>&#8220;Mesmo que aumente o número de leitos na cidade-sede de uma macrorregião de saúde, o acesso depende, por exemplo, das condições e do tempo de transporte. Depende da população ter uma renda melhor para se deslocar. No Sul e no Sudeste, geralmente as distâncias entre os municípios são pequenas e é mais fácil para a população chegar a uma unidade de saúde mais complexa&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Maria Yuri lembra que estratégias de transferência de renda, ações de estímulo à geração de emprego, melhoria nas condições de habitação e pavimentação de estradas são exemplos de políticas sociais que podem gerar mudanças nas possibilidades da população de acesso à saúde. Ela destaca a importância de se levar em conta o princípio da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual se pode definir hierarquias e prioridades.</p>
<p>&#8220;Devemos tratar os desiguais com outro olhar. Houve uma melhoria no Sudeste e no Sul por causa da capacidade de investimento na área de saúde. O Norte e o Nordeste dependem fortemente do SUS&#8221;, afirma&#8230;</p>
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