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	<title>Demência &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Demência &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Musculação pode prevenir demência e melhorar a função cerebral em idosos, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 14:49:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Demência]]></category>
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					<description><![CDATA[A prática regular de musculação não se limita a ganhos de força, resistência e prevenção de lesões. Um estudo inovador conduzido pelo Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn), vinculado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revelou que a atividade também protege o cérebro de idosos contra o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A prática regular de musculação não se limita a ganhos de força, resistência e prevenção de lesões. Um estudo inovador conduzido pelo Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn), vinculado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revelou que a atividade também protege o cérebro de idosos contra o declínio cognitivo e a demência.</p>
<p>Publicado na revista científica <em>GeroScience</em>, o estudo acompanhou 44 voluntários diagnosticados com comprometimento cognitivo leve, uma condição intermediária entre o envelhecimento cerebral normal e o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Os resultados apontaram que a prática de musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada a alta, preservou regiões cerebrais fundamentais, como o hipocampo e o pré-cúneo, áreas que costumam sofrer alterações em casos de demência.</p>
<p>Além disso, os pesquisadores identificaram um impacto positivo na substância branca do cérebro, essencial para a comunicação entre neurônios. Entre os participantes que incorporaram a musculação à rotina, metade apresentou melhoras significativas em apenas seis meses, sugerindo que os benefícios podem ser ainda mais expressivos em prazos mais longos.</p>
<p>Segundo a pesquisadora Isadora Ribeiro, primeira autora do artigo e doutoranda na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), todos os participantes que realizaram o treinamento de força demonstraram melhora na memória e na estrutura cerebral. Cinco deles, inclusive, não apresentavam mais sinais clínicos de comprometimento cognitivo leve ao fim do estudo, evidenciando a eficácia da intervenção.</p>
<p>Para mensurar esses efeitos, os cientistas aplicaram testes neuropsicológicos e exames de ressonância magnética, que permitiram comparar as mudanças na estrutura cerebral ao longo do tempo. Estudos anteriores já indicavam que a perda cognitiva está associada à atrofia cerebral, reforçando a importância de estratégias que retardem esse processo.</p>
<figure id="attachment_82673" aria-describedby="caption-attachment-82673" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-82673" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/01-Shirley-de-Toro-que-e-professora-aposentada-atriz-e-modelo-faz-musculacao-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Shirley De Toro, Que é Professora Aposentada, Atriz E Modelo, Faz Musculação - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/01-Shirley-de-Toro-que-e-professora-aposentada-atriz-e-modelo-faz-musculacao-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/01-Shirley-de-Toro-que-e-professora-aposentada-atriz-e-modelo-faz-musculacao-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/01-Shirley-de-Toro-que-e-professora-aposentada-atriz-e-modelo-faz-musculacao-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/01-Shirley-de-Toro-que-e-professora-aposentada-atriz-e-modelo-faz-musculacao-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82673" class="wp-caption-text">São Paulo (SP), 21/03/2025 &#8211; Shirley de Toro, que é professora aposentada, atriz e modelo, faz musculação no centro de ginática multifuncional do SESC Santana, na zona norte da capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3><strong>Envelhecimento e risco de demência no Brasil</strong></h3>
<p>Atualmente, estima-se que 2,71 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais convivam com algum tipo de demência, representando 8,5% da população idosa. De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde, esse número pode dobrar até 2050, alcançando 5,6 milhões de casos.</p>
<p>O estudo também destaca que até 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou adiados com mudanças no estilo de vida. Fatores de risco incluem baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, depressão, inatividade física e isolamento social.</p>
<h3><strong>Histórias de superação e qualidade de vida</strong></h3>
<p>Exemplos como o da atriz e modelo Shirley de Toro, de 62 anos, reforçam a importância da musculação na terceira idade. Moradora de São Paulo, Shirley se exercita regularmente há 17 anos e credita à prática sua melhora na saúde e bem-estar.</p>
<p>Com histórico de epilepsia e um acidente grave que comprometeu sua mobilidade, ela encontrou na musculação um aliado essencial para a recuperação. &#8220;Após a cirurgia no cérebro, percebi a necessidade de exercícios. Depois de ser atropelada, foi o treinamento de força que aliviou minhas dores&#8221;, relata. Durante a pandemia, manter uma rotina de exercícios ajudou Shirley a preservar a saúde mental em um período de isolamento e perdas familiares.</p>
<h3><strong>Exercícios de força e seus impactos na saúde mental</strong></h3>
<p>Segundo Alessandra Nascimento, especialista em desenvolvimento físico-esportivo do Sesc São Paulo, há um crescente reconhecimento dos benefícios da musculação para a saúde mental e cognitiva. &#8220;Antes, recomendava-se apenas hidroginástica ou caminhada para idosos. Hoje, sabemos que o treinamento de força é fundamental para manter a autonomia e retardar o declínio cognitivo&#8221;, explica.</p>
<p>Estudos indicam que a calistenia, modalidade que utiliza o peso do próprio corpo como resistência, está entre as práticas mais procuradas globalmente. Esse método, assim como a musculação convencional, contribui para a preservação da massa muscular, equilíbrio e coordenação motora.</p>
<p>Alessandra também enfatiza a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso às atividades físicas. &#8220;Profissionais de educação física deveriam integrar as equipes de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no SUS, garantindo um trabalho multidisciplinar com médicos e fisioterapeutas&#8221;, defende.</p>
<p>Com mais evidências sobre a relação entre exercício físico e saúde cerebral, a musculação se consolida como uma estratégia acessível e eficaz na prevenção de doenças neurodegenerativas, promovendo qualidade de vida e longevidade.</p>
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		<title>SUS Introduz primeiro medicamento para demência associada ao Parkinson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2024 23:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Conitec]]></category>
		<category><![CDATA[Demência]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Parkinson]]></category>
		<category><![CDATA[rivastigmina]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (21) a incorporação da rivastigmina ao Sistema Único de Saúde (SUS), marcando a primeira vez que um medicamento com registro específico para tratar demência associada à doença de Parkinson estará disponível na rede pública. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (21) a incorporação da rivastigmina ao Sistema Único de Saúde (SUS), marcando a primeira vez que um medicamento com registro específico para tratar demência associada à doença de Parkinson estará disponível na rede pública.</p>
<p>A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou favoravelmente a rivastigmina, que tem demonstrado eficácia no controle dos sintomas cognitivos associados à demência em pacientes com Parkinson. Aproximadamente 30% das pessoas com Parkinson desenvolvem demência, para as quais, até agora, não havia tratamento medicamentoso disponível pelo SUS.</p>
<p>A demência relacionada ao Parkinson pode causar lentidão cognitiva, déficits de atenção e memória, além de alucinações, delírios e apatia.</p>
<p>&#8220;O envelhecimento da nossa população é uma realidade. A doença de Parkinson, que não tem cura, afeta uma parcela significativa de brasileiros. Essas pessoas, junto com seus familiares e cuidadores, precisam do apoio do SUS para ter acesso a tratamentos que proporcionem uma melhor qualidade de vida&#8221;, afirmou Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde do Ministério da Saúde.</p>
<h4><strong>Sobre o Parkinson</strong></h4>
<p>O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer, que já é tratado com a rivastigmina na rede pública. A doença afeta entre 100 e 200 pessoas a cada 100 mil indivíduos com mais de 40 anos, com a incidência aumentando significativamente após os 60 anos.</p>
<p>Além da rivastigmina, o SUS oferece uma variedade de tratamentos para Parkinson, incluindo medicamentos, fisioterapia, e intervenções como implantes de eletrodos e geradores de pulsos para estimulação cerebral. Esses tratamentos visam retardar a progressão da doença e aliviar seus sintomas.</p>
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