<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Defensores &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/defensores/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Tue, 12 Dec 2023 16:59:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Defensores &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Brasil é um dos países mais perigosos para defensores de direitos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-e-um-dos-paises-mais-perigosos-para-defensores-de-direitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 16:59:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mortes]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Jaraguá]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=71451</guid>

					<description><![CDATA[“Eu sofri uma tentativa de homicídio dentro deste território no começo deste ano”. O relato é do xondaro ruwixa Tiago Henrique Karai Djekupe, da Terra Indígena Jaraguá. Xondaro ruwixa significa líder  entre os guerreiros, em guarani. Na semana em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 75 anos, a Agência Brasil, em parceria com a TV Brasil e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Eu sofri uma tentativa de homicídio dentro deste território no começo deste ano”. O relato é do xondaro ruwixa Tiago Henrique Karai Djekupe, da Terra Indígena Jaraguá. Xondaro ruwixa significa líder  entre os guerreiros, em guarani. Na semana em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 75 anos, a Agência Brasil, em parceria com a TV Brasil e com a Rádio Nacional, publica uma série de reportagens sobre o tema. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>No Brasil, o papel de ativistas e movimentos sociais é imprescindível para que direitos e garantias fundamentais saiam do papel. Mas ser um defensor de direitos humanos no Brasil significa correr riscos.</p>
<p>Levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global mostrou que, de 2019 a 2022, o Brasil registrou 1.171 casos de violência contra defensores de direitos humanos, com 169 pessoas assassinadas. Uma marca que coloca o Brasil entre os países mais perigosos do mundo para quem defende os direitos humanos.</p>
<p>“[Situações de] Pessoas passarem na frente da aldeia e ameaçar com arma. Apontar. Falar na região que minha cabeça estava a prêmio. Isso é o que vem trazendo essa dificuldade de eu conseguir&#8230; viver mesmo”, declara emocionado o jovem, de 29 anos, que é estudante de arquitetura e urbanismo da Escola da Cidade.</p>
<figure id="attachment_71453" aria-describedby="caption-attachment-71453" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-71453" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Polícia Militar Atira Bombas De Gás Lacrimogêneo Contra Manifestantes Guaranis Do Jaraguá - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71453" class="wp-caption-text">São Paulo &#8211; Polícia militar atira bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes guaranis do Jaraguá &#8211; Foto Rovena Rosa/Agência Brasil (Arquivo)</figcaption></figure>
<p>Karai Djekupe é porta-voz de uma história ancestral. “Eu sou nascido neste território, Terra Indígena Jaraguá. Nosso território, que foi invadido em 1580 pelo bandeirante Afonso Sardinha, traficante de escravo angolano e conhecido como matador de Carijós. Carijós que eram como nos chamavam, o povo Mbya Guarani”, conta. A história é antiga e complexa, mas ajuda a entender o contexto em Karai Djekupé passou a correr risco de vida.</p>
<h2>Histórico</h2>
<p>A Terra Indígena Jaraguá fazia parte de um aldeamento do século 17, o Barueri, informa relatório da Fundação Nacional do Índio (Funai) de 2013, assinado pelo antropólogo Spensy Pimentel. Depois de séculos de colonização, muitos indígenas morreram, e alguns adotaram a cultura dos colonizadores. Outros resistiram. Nos anos de 1960, a família de Djekupé foi expulsa de outro aldeamento guarani, no Sul do Brasil. Os avós seguiram, à força, para São Paulo, onde encontraram guaranis remanescentes do Barueri no Pico do Jaraguá.</p>
<p>O Jaraguá é um pedacinho preservado da Mata Atlântica em plena cidade de São Paulo. O território foi demarcado em 1987 com apenas 1,7 hectare, a menor reserva indígena do Brasil. Em 2015, último ano do governo de Dilma Rousseff, a TI foi ampliada e passou a ter 532 hectares. Em 2016, uma portaria do então presidente Michel Temer voltou a reduzir o território, dessa vez para 3 hectares. Os indígenas recorreram à Justiça e uma liminar suspendeu a vigência da portaria.</p>
<p>O texto de 2016, no entanto, nunca foi, de fato revogado, e o fantasma da redução do território segue assombrando os guaranis do Jaraguá. A reserva indígena é cercada por grandes rodovias, lugar estratégico para os serviços de logística e cobiçado pelo mercado imobiliário. Karai Djekupe aprendeu cedo que os interesses econômicos de gente poderosa alimentam a disputa.</p>
<figure id="attachment_71452" aria-describedby="caption-attachment-71452" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Interdicao-da-Rodovia-dos-Bandeirantes-pelos-indigenas-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-71452" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Interdicao-da-Rodovia-dos-Bandeirantes-pelos-indigenas-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt=" Interdição Da Rodovia Dos Bandeirantes Pelos Indígenas Do Jaraguá - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Interdicao-da-Rodovia-dos-Bandeirantes-pelos-indigenas-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Interdicao-da-Rodovia-dos-Bandeirantes-pelos-indigenas-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Interdicao-da-Rodovia-dos-Bandeirantes-pelos-indigenas-do-Jaragua-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71452" class="wp-caption-text">São Paulo &#8211; Interdição da Rodovia dos Bandeirantes pelos indígenas do Jaraguá &#8211; Foto Rovena Rosa/Agência Brasil (Arquivo)</figcaption></figure>
<p>“Quando eu tinha por volta de 9 anos de idade chegou aqui a família Pereira Leite. A família de Joaquim Pereira Leite, que foi ministro do Meio Ambiente do [ex-presidente Jair] Bolsonaro. Ele veio reivindicando uma das áreas que estavam se formando na aldeia, que chama de Tekoa. A Tekoa Pyau fica encostada na Rodovia dos Bandeirantes e ele chegou falando que queria fazer ali uma transportadora, acesso para a rodovia, que a área ali era dele, era uma gleba. E ele queria que nosso xeramõi [meu avô] aceitasse um punhado de dinheiro em troca de sair da terra. Nosso xeramõi falou que não se trocava terra por papel e que a gente ia ficar ali, que aquela terra era sagrada para nós”, lembra.</p>
<h2>Luta por direitos</h2>
<p>A família Pereira Leite é apenas uma das 15 que reivindicam a propriedade de partes da Terra Indígena Jaraguá. Karai Djekupe entrou para a lista de defensores de direitos humanos que são vítimas de violência no Brasil. O levantamento da Terra de Direitos e da Justiça Global mostra que corre ainda mais risco quem luta pelo direito à terra ou defende o meio ambiente, como é o caso dos guarani em São Paulo. De cada dez casos de agressões, oito foram de pessoas envolvidas em conflitos fundiários. Do total, 140 defensores e defensoras foram assassinados por defender seus territórios.</p>
<p>O indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, mortos no Vale do Javari em 2022, entram nessa estatística. Mas o levantamento ainda não inclui o assassinato de Maria Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete, liderança do Quilombo de Pitanga dos Palmares, na Bahia, assassinada em 2023 na frente dos netos, no dia 17 de agosto. Não é por acaso que indígenas e quilombolas estão entre as principais vítimas na luta por direitos.</p>
<p>“Ela [a luta por direitos] está atravessada por uma dicotomia, vamos dizer assim, que persiste desde o nosso passado escravagista, que é uma dicotomia entre os alguém e os ninguém”, diz o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<figure id="attachment_71454" aria-describedby="caption-attachment-71454" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca-1.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-71454" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca-1.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Polícia Militar Atira Bombas De Gás Lacrimogêneo Contra Manifestantes Guaranis Do Jaraguá - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca-1.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca-1.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/12/12-Policia-militar-atira-bombas-de-gas-lacrimogeneo-contra-manifestantes-guaranis-do-Jaragua-Expresso-Carioca-1.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71454" class="wp-caption-text">São Paulo &#8211; Polícia Militar atira bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes guaranis do Jaraguá &#8211; Foto Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Foi com lágrimas nos olhos e a voz embargada que Karai Djekupe disse o que significa ser uma pessoa alcançada pelos direitos humanos. “Acho que é o direito de viver. Não ter medo que alguém mate seu filho. Não ter medo de sair na rua e alguém te dar um tiro. Por você simplesmente querer defender a sua forma de ser. Acho que é isso. Desculpa”, disse à reportagem.</p>
<p>Dunker questiona esse cenário em que os direitos são garantidos parcialmente, numa lógica excludente. “Aqueles que têm lugar onde moram, têm habite-se, que constroem segundo as leis, pagam impostos, são reconhecidos pelo Estado, têm acesso à saúde e educação. E aqueles que estão no universo do, digamos assim, vida sem valor, que podem ser matadas impunemente, que são ninguém, que são quase gente. A gente força a mão ao dizer isso porque esse é um regime tácito de negação de direitos humanos.”</p>
<p>A reportagem tentou contato com o ex-ministro do Meio Ambiente Joaquim Pereira Leite, mas não conseguiu até a liberação desta matéria.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">71451</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
