<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cultura afro-brasileira &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/cultura-afro-brasileira/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Dec 2025 17:20:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Cultura afro-brasileira &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Morre Mãe Elzita, referência do Tambor de Mina no Maranhão, aos 91 anos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/morre-mae-elzita-referencia-do-tambor-de-mina-no-maranhao-aos-91-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 17:20:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obituário]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura afro-brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[religião de matriz africana]]></category>
		<category><![CDATA[tambor de mina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=87642</guid>

					<description><![CDATA[Foi enterrado na quinta-feira (25), em São Luís, o corpo de Elzita Vieira Martins Coelho, conhecida como Mãe Elzita, uma das mais importantes lideranças das religiões de matriz africana no Maranhão. A ialorixá morreu na quarta-feira (24), aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família. Reconhecida como uma das grandes referências [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi enterrado na quinta-feira (25), em São Luís, o corpo de Elzita Vieira Martins Coelho, conhecida como Mãe Elzita, uma das mais importantes lideranças das religiões de matriz africana no Maranhão. A ialorixá morreu na quarta-feira (24), aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.</p>
<p>Reconhecida como uma das grandes referências do Tambor de Mina, tradição religiosa afro-brasileira surgida no Maranhão, Mãe Elzita foi fundadora e dirigente do Terreiro Fé em Deus, criado em 1968 no bairro do Sacavém, na capital maranhense. Ao longo de décadas, tornou-se uma guardiã dos saberes ancestrais que estruturam a religião, baseada no culto aos voduns, orixás e encantados.</p>
<p>Nascida em 16 de janeiro de 1934, em São Luís, Mãe Elzita teve papel central na defesa e valorização das religiões de matriz africana, frequentemente alvo de preconceito e intolerância religiosa. Sua trajetória espiritual teve início no Terreiro Nanã Borokô, onde foi iniciada por sua mãe-de-santo, Dona Denira, dando início a um caminho marcado pelo compromisso com a fé, a comunidade e a preservação cultural.</p>
<p>O Tambor de Mina, expressão religiosa profundamente ligada à história do Maranhão, nasceu em São Luís e se expandiu para estados como Pará e Amazonas, alcançando também outras regiões do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, impulsionado por fluxos migratórios. Nesse contexto, a atuação de Mãe Elzita foi fundamental para manter vivas as tradições e assegurar a transmissão dos conhecimentos às novas gerações.</p>
<p>Com sua morte, o Maranhão perde uma liderança espiritual de grande relevância, cuja vida foi dedicada à resistência, à fé e à preservação da herança afro-brasileira que molda a identidade cultural do estado e do país.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">87642</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Historiadora Helena Theodoro recebe maior honraria do Rio de Janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/historiadora-helena-theodoro-recebe-maior-honraria-do-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 19:21:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura afro-brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Medalha Tiradentes]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=76093</guid>

					<description><![CDATA[O som do atabaque, dança afro e canto de origem africana tomaram conta do plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (16). A apresentação fez parte da sessão solene que concedeu a Medalha Tiradentes – maior honraria do estado do Rio de Janeiro – à intelectual Helena Theodoro, primeira [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O som do atabaque, dança afro e canto de origem africana tomaram conta do plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (16). A apresentação fez parte da sessão solene que concedeu a Medalha Tiradentes – maior honraria do estado do Rio de Janeiro – à intelectual Helena Theodoro, primeira doutora negra do país.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Helena Theodoro é referência em pesquisa sobre história e cultura afro-brasileiras. A iniciativa de homenagear a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de 80 anos, que coleciona graduações em pedagogia, ciências jurídicas, mestrado em educação, doutorado em filosofia e pós-doutorado em história comparada foi da deputada estadual Renata Souza (PSOL).</p>
<p>Da plateia, ativistas de movimentos negros assistiram à homenagem. O filho, Nei Lopes, e a neta, Larissa Lopes, dividiram a mesa principal do plenário com a professora. Ao entregar a medalha, Renata Souza destacou a origem carioca e a trajetória de luta da intelectual.</p>
<p>“Ter a presença de Helena Theodoro aqui é invocar a história da resistência da cultura afro-brasileira. Esta heroína do povo brasileiro, do estado do Rio de Janeiro, da Tijuca [bairro carioca], orgulhosamente salgueirense, liderou e ainda vai liderar por muitos e muitos anos o movimento negro. Helena Theodoro é uma intelectual em plena erupção”, afirmou Renata.</p>
<p>A deputada, que é negra, ressaltou o fato de a homenageada também ser negra. “Quantos negros e negras foram homenageados antes por essa Casa ocupada por brancos endinheirados? [É] por isso que eu não perco a oportunidade de poder reconhecer um dos nossos.”</p>
<h2>Gerações</h2>
<p>Ao discursar, Helena Theodoro lembrou de esforços para defender e valorizar a igualdade racial e a importância da troca de informação entre as gerações. “A gente acumula vivência, experiência, alegria e &#8216;sofrença&#8217;, mas pode pensar sobre isso e ajudar os jovens a aprender a superar dificuldades e trilhar nossos caminhos”, afirmou.</p>
<p>Outra marca da trajetória de vida de Helena Theodoro é o radialismo. Aos 15 anos de idade, ela começou a carreira na <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-04/helena-theodoro-radio-publica-nao-tem-dono-tem-que-ser-plural" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rádio MEC</strong></a>, hoje uma das emissoras da <strong>Empresa Brasil de Comunicação </strong>(<strong>EBC</strong>).</p>
<p>A radialista aposentada mantém planos profissionais. Segundo Helena, o próximo é fazer um musical inspirado em um livro de sua autoria, <em>Martinho da Vila: Reflexos no Espelho</em>. “Falando de gente preta, de alegria, de perda, mas falando de muitos ganhos”, adiantou.</p>
<p>Citando a filosofia africana Ubuntu, Helena Theodoro defendeu a ideia de autodeterminação das pessoas. “Que possamos fazer com que este país trilhe caminhos que sejam caminhos do Ubuntu, eu sou porque nós somos, que entendamos que cada um tem direito à escolha de seus caminhos, e não ser igual a um rebanho que tem um pastor que o leva para onde quer. Cada um tem o direito de trilhar os seus caminhos em busca da alegria, da felicidade e da realização, em qualquer idade.”</p>
<p>Presente à mesa, a atriz Jana Guinond ressaltou que toda a produção de Helena foi voltada especialmente para a população negra. &#8220;O tempo todo Helena se dedicou à nossa comunidade preta, à nossa felicidade, à nossa liberdade.&#8221;</p>
<h2>Constituinte</h2>
<p>Ela lembrou ainda que Helena Theodoro, ao lado da também intelectual e ativista Lélia Gonzalez (1935-1994), foi uma das poucas mulheres negras que puderam participar e ter voz na Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988.</p>
<p>A ata da reunião de instauração da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas com Deficiência e Minorias da Constituinte, em 7 de abril de 1987, registra um dos discursos da historiadora.</p>
<p>“Se eu não conseguir mudar este país para mim, nem para o meu filho, que seja para os meus netos ou bisnetos. Mas vou continuar lutando para mudar alguma coisa, porque eu acredito que o homem é capaz de transformar. Acredito que podemos fazer o país crescer. E acredito, como elemento, que posso ajudar este país a crescer. Então, por que não vou ter possibilidade de lutar por um espaço? Quero um espaço, sim. Por que só alguns podem ter o poder? Eu também quero ser poder. Poder é bom! Eu também quero o que é bom. Por que não? Qual é o crime?”, declarou à época.</p>
<h2>Medalha Chiquinha Gonzaga</h2>
<p>A sessão da Alerj abriu espaço para outra homenagem. Helena Theodoro recebeu também a Medalha Chiquinha Gonzaga, honraria concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro em reconhecimento a personalidades femininas que tenham se destacado em prol das causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais. A iniciativa foi da vereadora Thais Ferreira (PSOL).</p>
<p>“Que esses ganhos de hoje representem gente batalhadora, gente que luta, gente que acredita que pode encontrar muitos novos horizontes pela frente. Não é apenas hoje que a gente pode estar aqui”, disse a homenageada.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">76093</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
