<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cotas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/cotas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sat, 06 Dec 2025 14:55:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Cotas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Cotas raciais da Uerj completam 22 anos e seguem transformando trajetórias</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cotas-raciais-da-uerj-completam-22-anos-e-seguem-transformando-trajetorias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 14:55:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Uerj]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=87258</guid>

					<description><![CDATA[Ao completar 22 anos, a política de cotas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revela histórias que sintetizam seu impacto na mobilidade social brasileira. Ex-cotistas reunidos na instituição, no fim de novembro, destacaram como o sistema – pioneiro no país desde 2003 – redefiniu suas vidas e defendem ajustes para a próxima revisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao completar 22 anos, a política de cotas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revela histórias que sintetizam seu impacto na mobilidade social brasileira. Ex-cotistas reunidos na instituição, no fim de novembro, destacaram como o sistema – pioneiro no país desde 2003 – redefiniu suas vidas e defendem ajustes para a próxima revisão da lei, prevista para 2028.</p>
<p>“Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, egresso de geografia e hoje subsecretário de Tecnologias Sociais da Prefeitura do Rio. Nascido em Imbariê, na Baixada Fluminense, Henrique recorda a infância trabalhando com entrega de material de construção numa carroça. “Sou o tipo de transformação que essa política proporciona: tira um jovem pobre da periferia, coloca na universidade e lhe oferece outra trajetória.”</p>
<p>A dentista Maiara Roque, cotista em 2013, ressaltou os desafios enfrentados ao ingressar em um curso integral como odontologia. Mesmo uma década após a implementação do sistema, ela ainda lidou com questionamentos sobre a capacidade dos alunos cotistas. “Depois que você entra, adquire um sentimento de pertencimento. Eu pensava: ‘não queriam que eu estivesse aqui, mas estou. Vou fazer valer’”, disse. Hoje, com consultório próprio na Penha, ela afirma devolver à comunidade a oportunidade que recebeu: “As pessoas se sentem à vontade com uma doutora negra do bairro, que não faz julgamentos.”</p>
<p>Segundo o IBGE, embora a presença de pretos e pardos no ensino superior tenha crescido, ainda representa menos da metade da taxa de pessoas brancas. A Uerj, diferente das universidades federais, cruza autodeclaração racial com critérios socioeconômicos. Pelo modelo, 32 mil estudantes já ingressaram na instituição. Ex-alunos, porém, defendem rever o corte atual — renda familiar per capita de R$ 2.277 — considerado baixo, especialmente para a pós-graduação.</p>
<p>Outro egresso, David Gomes, morador do Complexo da Penha e ativista dos direitos humanos, reforçou que as ações afirmativas abriram perspectivas concretas. “Algumas pessoas que cresceram onde eu cresci não têm a vida que eu tenho. O estudo me permitiu trilhar um caminho que gerou outras oportunidades”, afirmou. Ele defende eliminar o critério de renda na pós-graduação e ampliar o debate na graduação.</p>
<p>A Uerj trabalha agora para mapear trajetórias profissionais e formar uma rede de ex-alunos, passo considerado essencial para orientar a próxima fase da política. Para Henrique, dados são a base para decisões consistentes. Ele também destaca a importância de reduzir a burocracia para comprovação de renda e fortalecer os pré-vestibulares populares — espaços em que muitos estudantes tomam consciência de sua identidade racial. “No Brasil, você não nasce negro; torna-se negro”, disse.</p>
<p>A política de ações afirmativas da Uerj, estabelecida pela Lei 8.121/2018, reserva 20% das vagas para cotistas raciais — incluindo indígenas e quilombolas — e outros 20% para egressos da rede pública. A legislação também permite acumular bolsas, ampliando as condições de permanência estudantil.</p>
<p>Duas décadas após revolucionar o acesso ao ensino superior, a Uerj discute agora sua nova etapa — uma revisão construída não apenas em números, mas nas vozes de quem teve sua vida profundamente transformada pela política de cotas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">87258</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco defende mudança em livros didáticos e oportunidade para negros</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ministra-da-igualdade-racial-anielle-franco-defende-mudanca-em-livros-didaticos-e-oportunidade-para-negros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 13:56:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Anielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pardos]]></category>
		<category><![CDATA[Pretos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=57290</guid>

					<description><![CDATA[A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tem uma motivação pessoal na criação de um banco de currículos para profissionais negros e na indicação de alguns desses profissionais para trabalhar no governo federal. “Podemos mostrar para o país inteiro o quanto as pessoas negras têm se preparado e são preparadas para adentrar em espaços que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tem uma motivação pessoal na criação de um banco de currículos para profissionais negros e na indicação de alguns desses profissionais para trabalhar no governo federal.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Podemos mostrar para o país inteiro o quanto as pessoas negras têm se preparado e são preparadas para adentrar em espaços que historicamente nos negam e dizem que não devemos entrar ou não nos pertence”, destaca.</p>
<p>Anielle é jornalista de formação, e contou que já foi excluída de algumas vagas por ser negra.</p>
<p>“Essa iniciativa é importante para mim, principalmente por ser jornalista, por ter estado do outro lado e me terem me negado a possibilidade de ser âncora [apresentadora de TV], trabalhar como jornalista, por dizerem que eu não tinha rosto [adequado] para aquilo”, afirma a ministra em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Despachando na Esplanada dos Ministérios desde o início de janeiro, Anielle tem trabalhado para conscientizar a sociedade sobre a importância de uma educação antirracista. Fruto da política de cotas no ensino superior, ela adiantou, durante a entrevista, a criação de um grupo de trabalho junto com o Ministério da Educação (MEC) para pensar em mudanças no material didático. “As crianças negras não se encontram no livro didático, ele não tem representatividade.”</p>
<p>A falta de orçamento para construção de políticas públicas de igualdade racial, uma das consequências do abandono da temática pelo governo anterior, é outro tema que preocupa a ministra.</p>
<blockquote><p><em>“Chegamos a ter um orçamento de R$ 77 milhões e agora a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial [Seppir] vai virar um ministério com orçamento previsto [ao final da gestão de Jair Bolsonaro] de R$ 4 milhões”, destaca.</em></p></blockquote>
<p>“Se conseguirmos atingir 50% do orçamento que tínhamos em 2003, já estaremos dando passos importantes”, afirma Anielle.</p>
<p>A violência contra a população negra também é uma das principais frentes de trabalho da ministra, que teve sua irmã, a vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada. Até hoje, o caso permanece sem punição e sem informação sobre os mandantes do crime.</p>
<p>Mãe de duas meninas, Anielle Franco é uma das fundadoras e ex-diretora-executiva do Instituto Marielle Franco. Nascida na comunidade da Maré, na zona norte do Rio, a ministra é formada em Inglês pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em jornalismo pela Universidade Central da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e é mestre em Relações Étnico-Raciais pelo Cefet/RJ.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57290</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
