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	<title>corte tarifário &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>Alckmin vê redução tarifária dos EUA como avanço, mas alerta: sobretaxa exclusiva ao Brasil segue distorcendo comércio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 15:22:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou como “positiva” a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação para cerca de 200 produtos alimentícios. O anúncio, feito pelo governo Trump na sexta-feira (14), eliminou a taxa global de 10% para países latino-americanos. Apesar do avanço diplomático, Alckmin chamou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou como “positiva” a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação para cerca de 200 produtos alimentícios. O anúncio, feito pelo governo Trump na sexta-feira (14), eliminou a taxa global de 10% para países latino-americanos.</p>
<p>Apesar do avanço diplomático, Alckmin chamou atenção, neste sábado (15), para a permanência da sobretaxa adicional de 40% imposta exclusivamente ao Brasil — um fator que, segundo ele, segue prejudicando a competitividade das exportações nacionais.</p>
<h3>Sobretaxa ainda é obstáculo</h3>
<p>Alckmin lembrou que, enquanto países vizinhos tiveram apenas a tarifa global retirada, o Brasil continua enfrentando uma alíquota final de 40% sobre produtos como café, carne bovina, frutas e castanhas. Antes, esses itens eram tributados em 50%.</p>
<p>“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo recebeu 10 pontos percentuais de redução. No caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que ainda é muito alto”, disse. O vice-presidente ressaltou, porém, que o setor de suco de laranja foi amplamente beneficiado — a tarifa de 10% foi zerada, impactando positivamente um mercado de US$ 1,2 bilhão.</p>
<p>O vice-presidente também destacou que alguns países concorrentes obtiveram reduções mais favoráveis. O café do Vietnã, por exemplo, recebeu corte tarifário de 20 pontos percentuais.</p>
<h3>Diplomacia avança, mas negociações continuam</h3>
<p>A medida dos EUA segue negociações recentes entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, além de conversas do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.</p>
<p>“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva. Vamos continuar trabalhando”, disse Alckmin, ao destacar que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil: “O Brasil não é problema, é solução.”</p>
<h3>Impacto nas exportações</h3>
<p>Com o corte da tarifa global, a fatia das exportações brasileiras para os EUA isentas de sobretaxas subiu de 23% para 26%, o equivalente a cerca de US$ 10 bilhões. Isso ocorre após meses de forte desequilíbrio comercial: entre agosto e outubro, o déficit brasileiro com os EUA aumentou 341% durante o chamado “tarifaço”.</p>
<p>Setores afetados:</p>
<ul>
<li><strong>Suco de laranja</strong> — tarifa zerada; ganho direto para um mercado de US$ 1,2 bilhão.</li>
<li><strong>Café</strong> — alíquota cai de 50% para 40%; em 2024, o Brasil exportou US$ 1,9 bilhão, mas outubro registrou queda de 54% nas vendas.</li>
<li><strong>Carne bovina e frutas</strong> — redução limitada de 50% para 40%; competitividade ainda prejudicada.</li>
</ul>
<p>O governo Trump justificou o ajuste tarifário como forma de conter a inflação de alimentos e ampliar a oferta interna. Em pronunciamento, Trump classificou o corte como “um pequeno recuo”, afirmando não prever novas reduções no curto prazo.</p>
<h3>Outras concessões recentes</h3>
<p>Alckmin também citou progressos obtidos nos últimos meses:</p>
<ul>
<li>Em setembro, os EUA retiraram tarifas globais e a sobretaxa de 40% sobre ferro-níquel e celulose.</li>
<li>Em outubro, anunciaram cortes adicionais para madeira macia, madeira serrada (de 50% para 40%) e móveis como armários e sofás (de 50% para 25%).</li>
</ul>
<p>Essas reduções foram feitas pela Seção 232 da Lei de Comércio americana, que trata de segurança nacional, e valeram para todos os países, sem alterar a competição no mercado.</p>
<p>Com a nova flexibilização tarifária, o governo brasileiro aposta em continuidade das negociações para reduzir a sobretaxa exclusiva aplicada ao Brasil — hoje, o maior entrave para ampliar as exportações e restabelecer condições equitativas no comércio bilateral.</p>
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