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	<title>Convenção do Clima &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Convenção do Clima &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Sair da Convenção do Clima &#8220;é gol contra&#8221; dos EUA, diz Stiell</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 00:58:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção do Clima]]></category>
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		<category><![CDATA[Fundo Verde para o clima]]></category>
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					<description><![CDATA[A saída dos Estados Unidos (EUA) de dezenas de organismos multilaterais, em especial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) e o do Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF), principal mecanismo internacional de financiamento para ações climáticas, vai ter impacto mundial, mas será ainda mais prejudicial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A saída dos Estados Unidos (EUA) de dezenas de organismos multilaterais, em especial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) e o do Fundo Verde do Clima (<em>Green Climate Fund – GCF</em>), principal mecanismo internacional de financiamento para ações climáticas, vai ter impacto mundial, mas será ainda mais prejudicial aos próprios norte-americanos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Foi o que afirmou o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, ao comentar a decisão do governo de Donald Trump, que também vai sair do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), também da ONU, que reúne os mais renomados cientistas climáticos e publica relatórios sobre o aquecimento global. Stiell disse que medida é um gol contra colossal.</p>
<h2>Acordo de Paris</h2>
<blockquote><p>&#8220;Os Estados Unidos foram fundamentais na criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e do Acordo de Paris, pois ambos são inteiramente do interesse nacional. Enquanto todas as outras nações avançam juntas, esse novo retrocesso em relação à liderança global, à cooperação climática e à ciência só pode prejudicar a economia, os empregos e o padrão de vida dos EUA, à medida que incêndios florestais, enchentes, mega tempestades e secas pioram rapidamente. É um gol contra colossal que deixará os Estados Unidos menos seguros e menos prósperos&#8221;, afirmou, em nota.</p></blockquote>
<p>Ao todo, os EUA se retiraram de um total de 66 organizações internacionais, em anúncio feito nesta quarta-feira (7).</p>
<h2>Mais caro</h2>
<p>A UNFCCC é a entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) que realiza, todos os anos, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). A última foi a COP30, em novembro do ano passado, em Belém.</p>
<p>Para Simon Stiell, a consequência dessa decisão norte-americana, na prática, vai significar encarecimento nos preços de energia, alimentos, transporte e seguros para famílias e empresas do país, &#8220;à medida que as [energias] renováveis continuam ficando mais baratas que os combustíveis fósseis, à medida que desastres impulsionados pelo clima atingem as culturas, empresas e infraestrutura americanas cada vez mais duramente a cada ano, e a volatilidade do petróleo, carvão e gás gerando mais conflitos, instabilidade regional e migração forçada&#8221;.</p>
<p>Na visão do Instituto Talanoa, organização não governamental brasileira que atua no debate sobre o clima, a decisão dos EUA de abandonar o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção do Clima da ONU representa um novo capítulo de choque político em meio à crise climática global.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um recuo que enfraquece a credibilidade americana, mas não determina sozinho o rumo da governança climática global. Se outros países seguirem Trump ou se os demais não assumirem a responsabilidade de liderar, este será um momento de baixa, com custos reais em coordenação, ambição e financiamento. Se novas lideranças se apresentarem, o sistema pode atravessar esse período sem colapso. A diferença estará na reação coletiva e ela precisa ser rápida&#8221;, observou.</p></blockquote>
<p>Por enquanto, segundo Natalie Unterstell, presidente  do Instituto Talanoa, o regime multilateral segue em funcionamento, mas o financiamento climático internacional deve sofrer queda imediata.</p>
<h2>Energia</h2>
<p>Em nota para justificar a saída do IGF, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, citou Trump e chamou o fundo de organização radical. &#8220;Nossa nação não financiará mais organizações radicais como o GCF, cujos objetivos contrariam o fato de que energia acessível e confiável é fundamental para o crescimento econômico e a redução da pobreza&#8221;, afirmou.</p>
<p>Ainda segundo Bessent, os Estados Unidos estão comprometidos com o avanço de todas as fontes de energia acessíveis e confiáveis, mas o GCF foi criado para complementar os objetivos da UNFCCC e a continuidade da participação no GCF foi considerada incompatível com as prioridades e metas do governo Trump.</p>
<p><em>Por Agência Brasil</em></p>
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		<title>Jovens do Sul Global lideram debates ambientais na COP 29</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/jovens-do-sul-global-lideram-debates-ambientais-na-cop-29/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 23:34:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP 29]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Alana]]></category>
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					<description><![CDATA[Na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 29), realizada em Baku, no Azerbaijão, uma delegação de jovens do Sul Global destacou a urgência de medidas concretas contra as mudanças climáticas. Composta por um mexicano, um colombiano e duas brasileiras, a equipe representa o programa Children For Nature Fellowship, do Instituto Alana, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 29), realizada em Baku, no Azerbaijão, uma delegação de jovens do Sul Global destacou a urgência de medidas concretas contra as mudanças climáticas. Composta por um mexicano, um colombiano e duas brasileiras, a equipe representa o programa <strong>Children For Nature Fellowship</strong>, do Instituto Alana, que promove a inclusão de crianças e adolescentes em debates globais sobre justiça climática.</p>
<h3><strong>Protagonismo jovem no Kids&#8217; Corner</strong></h3>
<p>Durante o evento, o grupo realizou o ato <strong>Kids&#8217; Corner</strong>, inspirado no histórico <strong>Speaker’s Corner</strong> de Londres, onde jovens subiram em um púlpito simbólico para reivindicar seus direitos e expressar preocupações climáticas. O objetivo foi dar visibilidade à juventude e reforçar que crianças e adolescentes têm voz ativa nos debates.</p>
<h3><strong>Representantes brasileiras destacam desafios locais</strong></h3>
<p>A baiana <strong>Catarina Lourenço</strong>, de 17 anos, compartilhou sua trajetória de ativismo iniciada aos 7 anos, inspirada pela luta de sua família contra a destruição ambiental do Parque Ecológico do Vale Encantado. “Os jovens precisam ocupar o centro das discussões. Nós lidamos diretamente com as falhas das gerações passadas”, afirmou.</p>
<p>A amazonense <strong>Taissa Kambeba</strong>, de 14 anos, destacou a luta de sua comunidade indígena contra o avanço das mudanças climáticas. “Estamos enfrentando o que os mais velhos poderiam ter evitado. Se estamos aqui, é porque sabemos do que estamos falando e buscamos um futuro melhor”, declarou.</p>
<h3><strong>Relatório expõe impactos devastadores das mudanças climáticas</strong></h3>
<p>Durante a COP 29, foi apresentado o relatório <strong>Mudanças Climáticas e seus Impactos na Sobrevivência Infantil</strong>, produzido pela Fundação Abrinq. O documento alerta para os riscos crescentes das mudanças climáticas, como o aumento de 1,1°C na temperatura global entre 2011 e 2020. Caso atinja 2°C, os efeitos incluem a intensificação da fome, escassez de água e a perda de até 90% dos recifes de corais, que são essenciais para a biodiversidade.</p>
<p>No Brasil, cerca de 40 milhões de crianças e adolescentes estão expostos a esses riscos, agravados pelo desmatamento e pela emissão de gases de efeito estufa. O país, que ocupa o sexto lugar mundial em emissões, tem o desafio de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.</p>
<h3><strong>A força do Sul Global na agenda climática</strong></h3>
<p>A participação dos jovens do Sul Global na COP 29 simboliza um movimento crescente de inclusão e responsabilidade climática. A delegação reafirmou a necessidade de medidas urgentes, além de destacar que as populações vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes, herdarão as consequências das ações — ou da falta delas — no presente.</p>
<p>A liderança jovem na conferência sinaliza um novo paradigma: um futuro ambiental mais justo e inclusivo, guiado pela coragem e determinação de quem está diretamente comprometido com as próximas gerações.</p>
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		<title>Lula propõe antecipação de metas climáticas no G20 e reitera compromisso com o fim do desmatamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2024 17:20:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP29]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança do Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a cúpula do G20, realizada nesta terça-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que as principais economias do mundo antecipem suas metas de neutralidade climática para 2040 ou 2045, dez anos antes do previsto. O objetivo é combater com maior urgência os impactos das mudanças climáticas e limitar o aquecimento global. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a cúpula do G20, realizada nesta terça-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que as principais economias do mundo antecipem suas metas de neutralidade climática para 2040 ou 2045, dez anos antes do previsto. O objetivo é combater com maior urgência os impactos das mudanças climáticas e limitar o aquecimento global.</p>
<p>“Aos países desenvolvidos, faço este apelo: assumam a responsabilidade histórica. Sem isso, não terão credibilidade para exigir ambição dos demais,” afirmou Lula na abertura da sessão dedicada ao desenvolvimento sustentável e transição energética.</p>
<p><strong>Responsabilidade Comum e Diferenciada</strong></p>
<p>Lula enfatizou que a justiça climática exige que nações industrializadas, responsáveis por grande parte das emissões históricas de gases de efeito estufa, liderem os esforços globais. Segundo ele, embora todos os países devam contribuir, o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” deve ser a bússola para guiar as ações climáticas.</p>
<p>O presidente lembrou que os países do G20, que respondem por 80% das emissões globais, têm papel central no enfrentamento do desafio climático. Ele defendeu que os integrantes do grupo apresentem Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) mais ambiciosas e abrangentes, alinhadas à meta de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C.</p>
<p><strong>Brasil Líder na Preservação e Energias Renováveis</strong></p>
<p>Lula destacou o compromisso brasileiro com a preservação ambiental e a transição energética. Ele anunciou que o desmatamento no Brasil será erradicado até 2030 e ressaltou os avanços na matriz energética do país, que já conta com 90% de sua eletricidade proveniente de fontes renováveis.</p>
<p>“Somos líderes em biocombustíveis e avançamos em energia eólica, solar e no desenvolvimento de hidrogênio verde,” declarou. O presidente também celebrou a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que remunera nações em desenvolvimento que preservam florestas nativas.</p>
<p><strong>Críticas e Chamados à Ação</strong></p>
<p>Lula criticou o descumprimento das promessas financeiras do Acordo de Paris, lembrando que os US$ 100 bilhões anuais prometidos pelos países ricos para apoiar a transição climática nunca se concretizaram. “Hoje, falamos em trilhões de dólares, mas esses recursos estão sendo desperdiçados em armamentos, enquanto o planeta agoniza,” disse.</p>
<p>Ele pediu maior integração internacional, sugerindo a criação de um Conselho de Mudança do Clima na ONU para articular esforços fragmentados. Também apontou a necessidade de avançar nas discussões durante a COP29, em Baku, e destacou que a COP30, em Belém, será crucial para alcançar mudanças significativas.</p>
<p>“Não podemos adiar para Belém o que deve ser tratado agora. A COP30 será a última chance de evitar uma ruptura irreversível no sistema climático,” alertou.</p>
<p><strong>Apelo Final</strong></p>
<p>Encerrando seu discurso, Lula reafirmou o compromisso do Brasil com a preservação ambiental e convidou os líderes mundiais a agirem com coragem e determinação: “A esperança renasce a cada compromisso assumido em defesa da vida e do futuro do planeta.”</p>
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		<title>&#8220;Estamos a caminho de um suicídio planetário&#8221;, alerta climatologista Carlos Nobre</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/estamos-a-caminho-de-um-suicidio-planetario-alerta-climatologista-carlos-nobre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 12:44:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Azerbaijão]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP29]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[O renomado climatologista Carlos Nobre, figura de destaque nos estudos sobre o clima, alertou para o perigo iminente das atuais políticas de combate às mudanças climáticas durante a COP29, que acontece em Baku, Azerbaijão. Segundo Nobre, as medidas apresentadas até o momento não são suficientes para impedir que o aquecimento global ultrapasse níveis seguros, colocando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O renomado climatologista Carlos Nobre, figura de destaque nos estudos sobre o clima, alertou para o perigo iminente das atuais políticas de combate às mudanças climáticas durante a COP29, que acontece em Baku, Azerbaijão. Segundo Nobre, as medidas apresentadas até o momento não são suficientes para impedir que o aquecimento global ultrapasse níveis seguros, colocando o planeta em rota de risco ambiental grave. &#8220;Estamos a caminho de um suicídio planetário se não acelerarmos drasticamente a redução das emissões&#8221;, afirmou.</p>
<p>Nobre destacou que, embora o Acordo de Paris tenha estabelecido uma meta de redução de 43% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030, esse nível de corte já se mostra insuficiente. De acordo com ele, o aquecimento global alcançou 1,5°C acima dos níveis pré-industriais há 16 meses e corre o risco de se tornar permanente se permanecer nessa marca por três anos consecutivos. A previsão de especialistas aponta para um aumento ainda maior, com temperaturas podendo chegar a 2,5°C em 2050, caso as emissões globais continuem no ritmo atual.</p>
<p><strong>Responsabilidade Global e a Posição do Brasil</strong></p>
<p>O climatologista também criticou a falta de renovação das metas de muitos países antes do prazo final, em 2025. Entre os poucos que já atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) está o Brasil, que apresentou novos compromissos para redução de emissões até 2035. O vice-presidente Geraldo Alckmin é responsável por expor essas novas metas na COP29, destacando o papel do Brasil, futuro anfitrião da COP30, na liderança da agenda climática global.</p>
<p><strong>Adaptação e Ações Locais como Respostas Urgentes</strong></p>
<p>Nobre enfatizou que, além de intensificar as medidas para redução de emissões, os países devem se preparar para os impactos inevitáveis das mudanças climáticas, que incluem a intensificação de eventos climáticos extremos como furacões e tempestades. Ele citou exemplos recentes, como os furacões nos Estados Unidos e México, e as enchentes devastadoras em Valência, na Espanha. Segundo ele, a adaptação é uma questão especialmente urgente para países em desenvolvimento, que são mais vulneráveis a esses impactos.</p>
<p>No Brasil, Nobre reforça que é possível promover o consumo consciente e reduzir emissões individuais. &#8220;No Brasil, 75% das emissões vêm do desmatamento, principalmente na Amazônia e no Cerrado. Mas há alternativas sustentáveis, como a carne da pecuária regenerativa, que reduz as emissões e mantém preços competitivos,&#8221; explicou. Ele também apontou os benefícios econômicos da energia solar e dos veículos elétricos, que se tornam cada vez mais acessíveis e sustentáveis em comparação aos combustíveis fósseis.</p>
<p>Para Nobre, a transição para um consumo sustentável e a escolha por alternativas mais limpas e economicamente viáveis são passos concretos que podem ser adotados por todos. “Sociedades democráticas, como a nossa, têm a oportunidade de liderar essa transformação. Podemos contribuir diretamente comprando carne de pecuária sustentável e veículos elétricos, escolhas que têm tanto impacto ambiental quanto retorno financeiro,” concluiu.</p>
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