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	<title>Conferência do Clima &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Conferência do Clima &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>COP30 expõe urgência da justiça climática em Belém</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cop30-expoe-urgencia-da-justica-climatica-em-belem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 13:21:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência do Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[A poucos quilômetros do centro revitalizado de Belém — palco de investimentos e vitrine internacional durante a COP30 — a Vila da Barca desafia o discurso oficial de sustentabilidade ao evidenciar, diariamente, como a crise climática se materializa na vida de quem vive à margem. No centenário bairro de palafitas, às margens da baía do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A poucos quilômetros do centro revitalizado de Belém — palco de investimentos e vitrine internacional durante a COP30 — a Vila da Barca desafia o discurso oficial de sustentabilidade ao evidenciar, diariamente, como a crise climática se materializa na vida de quem vive à margem. No centenário bairro de palafitas, às margens da baía do Guajará, cerca de mil famílias enfrentam há décadas a combinação explosiva entre vulnerabilidade socioambiental, racismo estrutural e ausência de políticas públicas efetivas.</p>
<p>A aposentada Cleonice Vera Cruz, de 77 anos, é testemunha viva dessa história. Moradora há quase 60 anos, ela descreve uma rotina marcada por medo e improvisos. As casas de madeira, erguidas sobre estacas para acompanhar a oscilação das marés, balançam ao vento e deixam entrar água por fendas abertas pelo tempo. “Quando dá um vento, a casa sacode. Ontem choveu forte e molhou tudo aqui dentro”, conta.</p>
<figure id="attachment_86871" aria-describedby="caption-attachment-86871" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86871" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Cleonice-da-Silva-Vera-Cruz-aposentada-de-77-anos-moradora-da-comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Cleonice Da Silva Vera Cruz, Aposentada De 77 Anos, Moradora Da Comunidade Da Vila Da Barca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Cleonice-da-Silva-Vera-Cruz-aposentada-de-77-anos-moradora-da-comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Cleonice-da-Silva-Vera-Cruz-aposentada-de-77-anos-moradora-da-comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Cleonice-da-Silva-Vera-Cruz-aposentada-de-77-anos-moradora-da-comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Cleonice-da-Silva-Vera-Cruz-aposentada-de-77-anos-moradora-da-comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86871" class="wp-caption-text">Cleonice da Silva Vera Cruz, aposentada de 77 anos, moradora da comunidade da Vila da Barca, em palafitas na baía do Rio Guajará &#8211; Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Na última sexta-feira (14), o risco estrutural virou tragédia: uma casa desabou no meio da madrugada. Quatro moradores — entre eles uma criança e uma pessoa com deficiência — só escaparam porque ouviram os estalos da madeira minutos antes do colapso. Outras famílias das redondezas tiveram as moradias comprometidas e precisaram ser acolhidas por vizinhos.</p>
<p>Enquanto isso, na COP30, líderes mundiais discutiam formas de mitigar a emergência climática. Para quem vive na Vila da Barca, porém, a crise ambiental não é conceito — é cotidiano. “Falam de transição energética, mas pouco de quem mora debaixo da copa das árvores”, afirma Gerson Siqueira, presidente da associação de moradores. “Financiamento climático também deveria incluir moradia digna.”</p>
<figure id="attachment_86874" aria-describedby="caption-attachment-86874" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86874" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Gerson-Siqueira-presidente-da-Associacao-de-Moradores-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Gerson Siqueira, Presidente Da Associação De Moradores Da Vila Da Barca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Gerson-Siqueira-presidente-da-Associacao-de-Moradores-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Gerson-Siqueira-presidente-da-Associacao-de-Moradores-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Gerson-Siqueira-presidente-da-Associacao-de-Moradores-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Gerson-Siqueira-presidente-da-Associacao-de-Moradores-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86874" class="wp-caption-text">Gerson Siqueira, presidente da Associação de Moradores da Vila da Barca, erguida com construções de palafitas na baía do Rio Guajará &#8211; Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3><strong>Racismo ambiental escancarado</strong></h3>
<p>Um estudo da Habitat para a Humanidade Brasil, apresentado na conferência, reforça o alerta: 66,58% dos moradores de áreas de risco no país são negros. São mais de 2,1 milhões de casas danificadas por desastres climáticos entre 2013 e 2022, e 107 mil completamente destruídas. Nessas regiões, a renda das famílias — majoritariamente chefiadas por mulheres — chega a ser metade da média local.</p>
<p>A diarista Maria Isabel Cunha, a Bebel, sintetiza esse retrato. Mãe solo de dois meninos, um deles com deficiência, vive de trabalhos eventuais que rendem até R$ 50 por faxina. Depende da pensão do filho e luta para garantir o básico, enquanto observa a região turística vizinha ganhar obras de revitalização no contexto da COP30. “Ficou bonito lá”, comenta, sem esconder a distância entre o brilho da cidade e a realidade da comunidade.</p>
<figure id="attachment_86875" aria-describedby="caption-attachment-86875" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86875" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Maria-Isabel-conhecida-como-Bebel-moradora-da-Comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Maria Isabel, conhecida como Bebel, moradora da Comunidade da Vila da Barca, em Belém - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Maria-Isabel-conhecida-como-Bebel-moradora-da-Comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Maria-Isabel-conhecida-como-Bebel-moradora-da-Comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Maria-Isabel-conhecida-como-Bebel-moradora-da-Comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Maria-Isabel-conhecida-como-Bebel-moradora-da-Comunidade-da-Vila-da-Barca-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86875" class="wp-caption-text">Maria Isabel, conhecida como Bebel, moradora da Comunidade da Vila da Barca, em Belém &#8211; Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3><strong>Obras avançam, mas futuro ainda é incerto</strong></h3>
<p>A Vila da Barca reúne cerca de 600 palafitas. No fim de julho, Águas do Pará iniciou a instalação de sistemas de abastecimento de água e esgoto, num investimento de R$ 15 milhões. A fase inicial foi concluída, e cada casa agora tem hidrômetro. A taxa social prevista é de R$ 66,42 — ainda não cobrada. A rede de esgoto deve ficar pronta em abril do próximo ano.</p>
<figure id="attachment_86872" aria-describedby="caption-attachment-86872" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86872" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Comunidade-da-Vila-da-Barca-em-Belem-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Comunidade Da Vila Da Barca, Em Belém - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Comunidade-da-Vila-da-Barca-em-Belem-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Comunidade-da-Vila-da-Barca-em-Belem-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Comunidade-da-Vila-da-Barca-em-Belem-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-Comunidade-da-Vila-da-Barca-em-Belem-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86872" class="wp-caption-text">Comunidade da Vila da Barca, em Belém &#8211; Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para líderes comunitários, porém, saneamento é apenas parte da solução. “Até quando essas famílias continuarão morando em palafitas?”, questiona Siqueira. “Precisamos garantir permanência com dignidade — com infraestrutura e segurança.”</p>
<h3><strong>Cultura resistente em meio ao abandono</strong></h3>
<p>Apesar da precariedade, a vida cultural da Vila da Barca pulsa forte. Festas juninas, blocos carnavalescos e a passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré durante o Círio mantêm o sentimento de pertencimento e resistência, simbolizando a força de uma comunidade profundamente enraizada.</p>
<h3><strong>Habitação: a pauta ausente da agenda global</strong></h3>
<p>Segundo a Habitat Brasil, apenas 8% das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) apresentadas pelos países tratam de questões urbanas e comunidades vulneráveis — justamente onde a crise climática causa mais danos. Para a organização, fortalecer essas populações deve ser prioridade, não justificativa para remoções em massa.</p>
<p>“Defendemos a permanência com adaptação e segurança. Soluções climáticas não podem ser desculpa para expulsar comunidades inteiras”, afirma Raquel Ludermir, gerente de incidência política da ONG.</p>
<p>A Vila da Barca, tão próxima dos debates da COP30 e tão distante de seus efeitos concretos, evidencia a contradição central do encontro: combater a crise climática exige enfrentar, de forma direta, as desigualdades históricas que moldam o território brasileiro. Enquanto isso não acontece, o clima segue mudando — e as vidas mais vulneráveis continuam sendo as primeiras a ruir.</p>
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		<title>Maranhão propõe fundo internacional financiado por grandes poluidoras</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/maranhao-propoe-fundo-internacional-financiado-por-grandes-poluidoras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 13:35:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante sua participação na COP30, em Belém, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou uma proposta que amplia o debate sobre financiamento climático: a criação de um fundo internacional abastecido por percentuais do faturamento de grandes empresas poluidoras, especialmente aquelas situadas em países ricos. Para o governador, enfrentar a crise climática exige que as corporações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante sua participação na COP30, em Belém, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou uma proposta que amplia o debate sobre financiamento climático: a criação de um fundo internacional abastecido por percentuais do faturamento de grandes empresas poluidoras, especialmente aquelas situadas em países ricos. Para o governador, enfrentar a crise climática exige que as corporações responsáveis pelas maiores emissões globais assumam parte do custo da transição sustentável.</p>
<p>“As indústrias poluidoras têm que financiar um percentual do faturamento para um fundo de preservação do meio ambiente. Senão vamos ficar passeando de COP em COP e não vamos fazer nada de concreto”, afirmou em entrevista. Brandão não detalhou o formato da governança do fundo, mas destacou que os recursos seriam destinados tanto a projetos já estruturados quanto ao desenvolvimento de novas iniciativas ambientais.</p>
<p>O governador reforçou que grandes companhias de petróleo, gás e carvão “já destruíram suas florestas” e agora precisam contribuir com ações concretas nos países que, mesmo com menos recursos, ainda mantêm vastos biomas preservados. “Esse fundo tem que ser usado para projetos que deram certo”, defendeu.</p>
<h3>Universidade indígena e ações no território maranhense</h3>
<p>Brandão apresentou também iniciativas locais consideradas estratégicas. Entre elas, a criação da primeira universidade indígena do Brasil, a ser instalada na Terra Indígena Araribóia, no município de Amarante. O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Tukán, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão, a Universidade Estadual do Maranhão e o Ministério dos Povos Indígenas.</p>
<p>A instituição nasce de um processo de construção coletiva iniciado em 2023, com escutas realizadas entre lideranças, mestres de saber tradicional, professores indígenas e pesquisadores. Em outubro daquele ano, foi assinado o termo de ampliação do Centro de Saberes Tenetehar Tukàn, onde a universidade funcionará.</p>
<p>“É uma inovação. Já conseguimos formar 56 indígenas para lecionar, tanto nas escolas indígenas quanto nessa nova universidade”, destacou o governador.</p>
<h3>Parcerias e financiamentos para recuperação ambiental</h3>
<p>Na COP30, Brandão também buscou recursos e novas parcerias para iniciativas ambientais no estado. Ele assinou um acordo de US$ 100 milhões com a empresa suíça Mercúria, oriundos de compensações ambientais. O montante será destinado à recuperação de áreas degradadas em cidades como São Bento, Santa Luzia, Paço do Lumiar, Gonçalves Dias, Anapurus, Pastos Bons, Rosário, Amarante, Barra do Corda e Arari, por meio da distribuição de mudas de juçara, espécie semelhante ao açaí.</p>
<p>Segundo o governador, a estratégia envolve substituir multas por investimentos diretos: “Em vez de multar, a gente negocia para que façam algum investimento na área ambiental. A multa é ruim para a empresa. O que a gente faz? Apresenta um projeto.”</p>
<p>Brandão anunciou ainda a criação de três parques ecológicos — em Colinas, Pastos Bons e São Mateus — além do Complexo Ecológico de Atins, também fruto de compensações ambientais.</p>
<h3>Combate às queimadas e regularização fundiária</h3>
<p>Com o Maranhão tendo alcançado a segunda posição nacional em queimadas em 2025, segundo o Inpe, o estado firmou novas parcerias para ações preventivas. Além disso, receberá R$ 15 milhões dentro do projeto “Regularização Ambiental através da Governança Fundiária”, financiado pelo governo do Canadá, ONU Brasil e Consórcio da Amazônia Legal.</p>
<p>Entre 2022 e 2025, foram entregues quase 18.500 títulos de regularização fundiária e 27 títulos para comunidades quilombolas. Apesar dos avanços, o Relatório da Pastoral da Terra aponta que o Maranhão respondeu por 21,6% das ameaças de morte relacionadas a conflitos agrários em 2024 — dado que evidencia a urgência de políticas estruturantes para garantir segurança e proteção territorial.</p>
<p>Com sua proposta de um fundo global financiado por grandes poluidores, Brandão levou à COP30 um debate que toca um dos principais impasses das negociações climáticas: quem paga a conta da transição ambiental em um mundo profundamente desigual.</p>
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		<title>COP30: financiamento, transição e adaptação no centro das negociações globais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cop30-financiamento-transicao-e-adaptacao-no-centro-das-negociacoes-globais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 14:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
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					<description><![CDATA[Belém, capital do Pará, assume a partir desta segunda-feira (10) o papel de epicentro mundial das negociações climáticas ao sediar a 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Até o dia 21 de novembro, delegações de 194 países e da União Europeia se reúnem para debater caminhos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Belém, capital do Pará, assume a partir desta segunda-feira (10) o papel de epicentro mundial das negociações climáticas ao sediar a 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Até o dia 21 de novembro, delegações de 194 países e da União Europeia se reúnem para debater caminhos concretos de adaptação, mitigação e financiamento frente à emergência climática global.</p>
<p>É a primeira vez que a conferência ocorre na Amazônia, um dos biomas mais estratégicos do planeta, tanto por sua biodiversidade quanto por sua função como regulador climático. A cidade deve receber mais de 50 mil visitantes, entre chefes de Estado, negociadores, cientistas, ambientalistas e representantes da sociedade civil.</p>
<figure id="attachment_86655" aria-describedby="caption-attachment-86655" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86655" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-representante-do-Observatorio-do-Clima-Marcio-Astrini-diz-que-fim-dos-uso-de-combustiveis-fosseis-e-discussao-fundamental-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Representante Do Observatório Do Clima, Márcio Astrini, Diz Que Fim Dos Uso De Combustíveis Fósseis é Discussão Fundamental - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-representante-do-Observatorio-do-Clima-Marcio-Astrini-diz-que-fim-dos-uso-de-combustiveis-fosseis-e-discussao-fundamental-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-representante-do-Observatorio-do-Clima-Marcio-Astrini-diz-que-fim-dos-uso-de-combustiveis-fosseis-e-discussao-fundamental-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-representante-do-Observatorio-do-Clima-Marcio-Astrini-diz-que-fim-dos-uso-de-combustiveis-fosseis-e-discussao-fundamental-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-representante-do-Observatorio-do-Clima-Marcio-Astrini-diz-que-fim-dos-uso-de-combustiveis-fosseis-e-discussao-fundamental-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86655" class="wp-caption-text">O representante do Observatório do Clima, Márcio Astrini, diz que fim dos uso de combustíveis fósseis é discussão fundamental &#8211; Foto José Cruz/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>A “COP da verdade”</h3>
<p>Durante a Cúpula do Clima, que antecedeu o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma transição energética justa e o fim da dependência de combustíveis fósseis.</p>
<blockquote><p>“A COP30 é a COP da verdade”, afirmou Lula. “Precisamos agir com urgência para financiar a adaptação, acelerar a transição energética e reduzir o uso de petróleo e carvão.”</p></blockquote>
<p>Segundo o secretário executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, o encontro em Belém deve estabelecer um “mapa do caminho” para a transição global:</p>
<blockquote><p>“Não é algo que acontecerá da noite para o dia. É preciso definir quem começa primeiro, em que ritmo e com qual volume de financiamento. Esse é o ponto central.”</p></blockquote>
<p>Atualmente, os combustíveis fósseis respondem por 75% das emissões de gases de efeito estufa, segundo o Climate Watch. Agricultura, indústria e desmatamento completam o quadro das principais fontes de poluição.</p>
<figure id="attachment_86654" aria-describedby="caption-attachment-86654" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86654" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-presidente-da-COP30-embaixador-Andre-Correa-do-Lago-na-abertura-da-Pre-COP30-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Presidente Da COP30, Embaixador André Corrêa Do Lago, Na Abertura Da Pré COP30 - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-presidente-da-COP30-embaixador-Andre-Correa-do-Lago-na-abertura-da-Pre-COP30-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-presidente-da-COP30-embaixador-Andre-Correa-do-Lago-na-abertura-da-Pre-COP30-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-presidente-da-COP30-embaixador-Andre-Correa-do-Lago-na-abertura-da-Pre-COP30-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-presidente-da-COP30-embaixador-Andre-Correa-do-Lago-na-abertura-da-Pre-COP30-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86654" class="wp-caption-text">O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, na abertura da Pré-COP30 &#8211; Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Desafios políticos e atrasos nas metas</h3>
<p>A COP30 acontece em um cenário internacional delicado. Conflitos armados, retrocessos na política climática dos Estados Unidos e o aumento recente nas emissões de CO₂ dificultam o cumprimento do Acordo de Paris, firmado há dez anos.</p>
<p>Menos de 80 países atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) — metas de redução de emissões previstas no tratado. Nações como a Índia ainda não apresentaram suas novas metas, o que representa um terço das emissões globais sem compromisso atualizado.</p>
<blockquote><p>“Há uma crise de confiança. Os países prometem, mas não entregam. Isso ficou evidente na COP29, no Azerbaijão”, critica Astrini.</p></blockquote>
<p>O presidente-designado da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, apelou para que Belém marque o início de um “ciclo de ação climática”, com foco em cooperação e resultados concretos.</p>
<figure id="attachment_86652" aria-describedby="caption-attachment-86652" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86652" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-Fundo-Florestas-Tropicais-para-Sempre-tem-aportes-prometidos-de-mais-de-US-55-bilhoes-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Fundo Florestas Tropicais Para Sempre Tem Aportes Prometidos De Mais De US$ 5,5 Bilhões - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-Fundo-Florestas-Tropicais-para-Sempre-tem-aportes-prometidos-de-mais-de-US-55-bilhoes-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-Fundo-Florestas-Tropicais-para-Sempre-tem-aportes-prometidos-de-mais-de-US-55-bilhoes-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-Fundo-Florestas-Tropicais-para-Sempre-tem-aportes-prometidos-de-mais-de-US-55-bilhoes-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-Fundo-Florestas-Tropicais-para-Sempre-tem-aportes-prometidos-de-mais-de-US-55-bilhoes-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86652" class="wp-caption-text">Fundo Florestas Tropicais para Sempre tem aportes prometidos de mais de US$ 5,5 bilhões &#8211; Frame TV Brasil</figcaption></figure>
<h3>Eixos de debate: adaptação, transição e balanço global</h3>
<p>Três grandes temas estruturam as discussões em Belém:</p>
<ul>
<li>Adaptação climática: definição de indicadores e metas para que cidades e países enfrentem eventos extremos, como o recente tornado que devastou o Paraná.</li>
<li>Transição justa: políticas que garantam emprego e inclusão social durante a mudança para economias de baixo carbono.</li>
<li>Balanço Global (GST): atualização do progresso desde a COP28, em Dubai, e implementação de medidas para conter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC.</li>
</ul>
<h3>O impasse do financiamento</h3>
<p>Sem recursos financeiros efetivos, a transição energética e as políticas de adaptação permanecem inviáveis. Países ricos prometeram investimentos bilionários, mas o dinheiro nunca chegou.</p>
<p>Para enfrentar esse impasse, a presidência da COP30 apresentou o “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, um plano conjunto com a COP29 que prevê US$ 1,3 trilhão anuais em financiamento climático.</p>
<p>O Brasil também lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com US$ 5,5 bilhões prometidos para a conservação de florestas em mais de 70 países. Cerca de 20% dos recursos serão destinados a povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<figure id="attachment_86653" aria-describedby="caption-attachment-86653" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86653" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-coordenador-executivo-da-APIB-Dinamam-Tuxa-diz-que-acodos-firmados-devem-ser-cumpridos-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Coordenador Executivo Da APIB, Dinamam Tuxá, Diz Que Acodos Firmados Devem Ser Cumpridos - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-coordenador-executivo-da-APIB-Dinamam-Tuxa-diz-que-acodos-firmados-devem-ser-cumpridos-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-coordenador-executivo-da-APIB-Dinamam-Tuxa-diz-que-acodos-firmados-devem-ser-cumpridos-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-coordenador-executivo-da-APIB-Dinamam-Tuxa-diz-que-acodos-firmados-devem-ser-cumpridos-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/10-O-coordenador-executivo-da-APIB-Dinamam-Tuxa-diz-que-acodos-firmados-devem-ser-cumpridos-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86653" class="wp-caption-text">O coordenador executivo da APIB, Dinamam Tuxá, diz que acodos firmados devem ser cumpridos &#8211; Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>A força da sociedade civil</h3>
<p>A participação popular será um dos marcos da COP30. Além da área oficial de negociações — a Zona Azul —, Belém abriga uma Zona Verde de acesso livre, no Parque da Cidade, onde serão apresentados projetos de inovação, cultura e sustentabilidade.</p>
<p>Mais de 3 mil representantes indígenas estão confirmados, na que promete ser a maior mobilização de povos originários da história das COPs.</p>
<p>Na quarta-feira (12), a Cúpula dos Povos abre na Universidade Federal do Pará (UFPA), com debates, exposições e uma barqueata no Rio Guamá, seguida por uma grande marcha no sábado (15).</p>
<blockquote><p>“Os acordos precisam sair do papel. É hora de chamar para a mesa quem realmente protege os territórios e conserva os biomas”, afirmou Dinamam Tuxá, coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).</p></blockquote>
<p>Com o planeta ultrapassando recordes de calor e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, Belém recebe a COP da esperança e da urgência — o momento em que as promessas precisam se transformar em compromissos reais.</p>
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		<title>COP30 se aproxima, mas Amazônia ainda espera por água potável e saneamento</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cop30-se-aproxima-mas-amazonia-ainda-espera-por-agua-potavel-e-saneamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2025 14:49:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência do Clima]]></category>
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		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A poucos meses da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém em novembro, moradores da região insular da capital paraense ainda enfrentam problemas básicos de infraestrutura, como o acesso à água potável e ao saneamento. Apesar da expectativa em torno do evento internacional, a maior parte das ilhas da cidade ficou de fora do pacote de obras previstas para receber a conferência.</p>
<p>Na Ilha do Combu, a apenas 1,5 km do centro histórico da capital, a população depende de água mineral para consumo e de soluções improvisadas para esgoto. “A gente compra tambor de 20 litros porque não tem opção. A água do rio só usamos para lavar louça e roupa, depois de um tratamento caseiro”, conta o comerciante Rosivaldo Quaresma, morador da ilha.</p>
<p>Com 39 ilhas catalogadas, a região insular representa 65% do território de Belém, mas vive à margem da rede pública de água e esgoto. Enquanto a área continental da cidade recebe obras de macrodrenagem e infraestrutura, a população ribeirinha segue com sistemas independentes, muitas vezes custeados pelos próprios moradores.</p>
<figure id="attachment_83221" aria-describedby="caption-attachment-83221" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-83221" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/02-Ilha-do-Combu-faz-parte-da-area-insular-de-Belem-que-representa-65-do-territorio-da-capital-paraense-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Ilha Do Combu Faz Parte Da área Insular De Belém, Que Representa 65% Do Território Da Capital Paraense - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/02-Ilha-do-Combu-faz-parte-da-area-insular-de-Belem-que-representa-65-do-territorio-da-capital-paraense-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/02-Ilha-do-Combu-faz-parte-da-area-insular-de-Belem-que-representa-65-do-territorio-da-capital-paraense-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/02-Ilha-do-Combu-faz-parte-da-area-insular-de-Belem-que-representa-65-do-territorio-da-capital-paraense-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/02-Ilha-do-Combu-faz-parte-da-area-insular-de-Belem-que-representa-65-do-territorio-da-capital-paraense-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83221" class="wp-caption-text">Ilha do Combu faz parte da área insular de Belém, que representa 65% do território da capital paraense &#8211; Foto: Márcio Ferreira/Agência Pará</figcaption></figure>
<h3>Alternativas sustentáveis</h3>
<p>Algumas iniciativas locais buscam soluções ecológicas e de baixo custo. A professora aposentada Ana Maria de Souza, por exemplo, construiu uma fossa ecológica com auxílio de pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia. O sistema usa tanques de evapotranspiração, pneus e plantas nativas para tratar o esgoto de forma sustentável. “É uma conquista. Agora posso receber turistas com dignidade”, afirma.</p>
<p>Já o sistema tradicional de fossas sépticas, usado pela maioria das 596 famílias da ilha, não dá conta da demanda, especialmente com o crescimento do turismo. Sem coleta adequada, os moradores muitas vezes despejam os resíduos na mata.</p>
<h3>Obras em andamento</h3>
<p>Segundo a presidente do comitê da COP30 no Pará, Hana Ghassan, 30 obras estão em andamento na parte continental da cidade, com previsão de entrega até novembro. Algumas áreas, como a Rua Timbó, já receberam drenagem, canalização de rios e asfaltamento. “Antes era alagamento todo ano. Agora temos segurança”, diz o morador Glaybson Ribeiro.</p>
<p>O governo estadual afirma que a nova infraestrutura beneficiará até 900 mil pessoas. No entanto, moradores da Ilha do Combu ainda aguardam ações concretas. O Plano de Manejo da área, criada como unidade de conservação há 28 anos, segue sem data para publicação definitiva.</p>
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		<title>Belém acelera obras e já conclui 78% das estruturas para a COP30</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/belem-acelera-obras-e-ja-conclui-78-das-estruturas-para-a-cop30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 15:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[A 200 dias da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), Belém, no Pará, já apresenta 78% das estruturas concluídas no Parque da Cidade — palco das principais discussões do encontro global marcado para novembro. O balanço foi divulgado pelos comitês organizadores do evento, que destacaram o cumprimento do cronograma e o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 200 dias da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), Belém, no Pará, já apresenta 78% das estruturas concluídas no Parque da Cidade — palco das principais discussões do encontro global marcado para novembro. O balanço foi divulgado pelos comitês organizadores do evento, que destacaram o cumprimento do cronograma e o compromisso com acessibilidade e inclusão.</p>
<p>Segundo Valter Correia, secretário extraordinário da COP30, e Hana Ghassan, presidente do comitê estadual, a cidade estará pronta para receber as delegações internacionais, estimadas em 50 mil pessoas. As obras, que somam R$ 4,5 bilhões em investimentos de diferentes esferas de governo, envolvem melhorias em saneamento, mobilidade urbana e conectividade, e já geram 5 mil empregos, beneficiando diretamente cerca de 900 mil moradores.</p>
<figure id="attachment_83096" aria-describedby="caption-attachment-83096" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-83096" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-onde-ocorrera-a-COP30-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C1005&#038;ssl=1" alt="Obras Do Parque Da Cidade, Em Belém, Onde Ocorrerá A COP30 - Expresso Carioca" width="754" height="1005" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-onde-ocorrera-a-COP30-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-onde-ocorrera-a-COP30-Expresso-Carioca.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-onde-ocorrera-a-COP30-Expresso-Carioca.jpg?resize=640%2C853&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-onde-ocorrera-a-COP30-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-onde-ocorrera-a-COP30-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C1000&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83096" class="wp-caption-text">Obras do Parque da Cidade, em Belém, onde ocorrerá a COP30 em novembro, estão sendo concluídas &#8211; Foto: Fabiola Sinimbú</figcaption></figure>
<p>O Parque da Cidade abrigará duas áreas centrais: a zona verde, voltada à participação social e sob responsabilidade do Brasil, e a zona azul, sob gestão da ONU, onde ocorrerão as negociações diplomáticas. A primeira já tem 230 mil metros quadrados em fase avançada de construção. Outros 270 mil metros quadrados, previstos para depois do evento, receberão investimentos adicionais de R$ 700 milhões. O espaço, anteriormente ocupado por um aeroclube, está sendo reflorestado com mais de 2 mil árvores plantadas até agora.</p>
<p>Além do parque, a infraestrutura da cidade está sendo reforçada com a reforma de escolas que servirão como alojamentos, melhorias em vias urbanas, obras de macrodrenagem em 13 canais e a construção de um novo porto para atracação de transatlânticos — que também funcionarão como hospedagem flutuante.</p>
<figure id="attachment_83097" aria-describedby="caption-attachment-83097" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-83097" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-para-a-COP30-tem-recursos-de-R-45-bilhoes-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C469&#038;ssl=1" alt="Obras Do Parque Da Cidade, Em Belém, Para A COP30, Têm Recursos De R$ 4,5 Bilhões - Expresso Carioca" width="754" height="469" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-para-a-COP30-tem-recursos-de-R-45-bilhoes-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-para-a-COP30-tem-recursos-de-R-45-bilhoes-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-para-a-COP30-tem-recursos-de-R-45-bilhoes-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C93&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/25-Obras-do-Parque-da-Cidade-em-Belem-para-a-COP30-tem-recursos-de-R-45-bilhoes-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C467&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83097" class="wp-caption-text">Obras do Parque da Cidade, em Belém, para a COP30, têm recursos de R$ 4,5 bilhões &#8211; Foto: Fabíola Sinimbú</figcaption></figure>
<p>No total, Belém ofertará 50 mil leitos. Três novos hotéis com mais de 500 leitos estão em construção, e a partir de maio, uma plataforma para aluguel de imóveis por temporada será lançada. A Embratur, em parceria com a Casa Civil, firmou um acordo de R$ 263 milhões para viabilizar hospedagem em navios. A estatal está em processo de contratação da operadora responsável pelos cruzeiros, que terá sua própria plataforma oficial de reservas.</p>
<p>Correia reforçou que há diálogo com o setor de hospedagem para evitar práticas abusivas de preços, garantindo que a COP30 seja um evento acessível e bem estruturado, à altura da pauta que levará o mundo a discutir o futuro do planeta.</p>
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