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	<title>Conceição Evaristo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Conceição Evaristo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Ana Merhi prestigia noite de autógrafos de Conceição Evaristo na quadra do Império Serrano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 22:30:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A quadra do Império Serrano foi palco, na noite desta terça-feira (10), de um encontro especial entre literatura e samba. A musa da escola, Ana Merhi, marcou presença na noite de autógrafos promovida por Conceição Evaristo, grande homenageada do enredo da verde e branca para o Carnaval 2026. O evento reuniu admiradores da obra da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A quadra do Império Serrano foi palco, na noite desta terça-feira (10), de um encontro especial entre literatura e samba. A musa da escola, Ana Merhi, marcou presença na noite de autógrafos promovida por Conceição Evaristo, grande homenageada do enredo da verde e branca para o Carnaval 2026.</p>
<figure id="attachment_88751" aria-describedby="caption-attachment-88751" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-88751" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Ana-Merhi-prestigia-noite-de-autografos-de-Conceicao-Evaristo-na-quadra-do-Imperio-Serrano-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C533&#038;ssl=1" alt="Ana Merhi Prestigia Noite De Autógrafos De Conceição Evaristo Na Quadra Do Império Serrano - Expresso Carioca" width="400" height="533" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Ana-Merhi-prestigia-noite-de-autografos-de-Conceicao-Evaristo-na-quadra-do-Imperio-Serrano-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Ana-Merhi-prestigia-noite-de-autografos-de-Conceicao-Evaristo-na-quadra-do-Imperio-Serrano-Expresso-Carioca-1.webp?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Ana-Merhi-prestigia-noite-de-autografos-de-Conceicao-Evaristo-na-quadra-do-Imperio-Serrano-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-88751" class="wp-caption-text">Ana Merhi Prestigia Noite De Autógrafos de Conceição Evaristo na Quadra do Império Serrano &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>O evento reuniu admiradores da obra da escritora e integrantes da agremiação, consolidando a proposta do Império de transformar a Avenida em um espaço de exaltação à cultura, à memória e à potência da literatura negra brasileira.</p>
<p>Musa da escola, Ana destacou a importância da homenagem a uma das maiores vozes da literatura contemporânea do país. Para ela, o enredo representa não apenas um tributo artístico, mas também um processo de aprendizado pessoal.</p>
<p><em>“Tenho sido muito feliz no Império e cada vez mais conectada com a escola. Repito que este tem sido um momento de muito aprendizado para mim. Foi por conta da escola que passei a ser uma leitora voraz da obra de Conceição e de sua história”,</em> afirmou.</p>
<p>No desfile de 2026, Ana Merhi terá uma missão simbólica: será responsável por encerrar a apresentação do Império Serrano, vindo à frente da última alegoria, representando a Flor do Mulungu — símbolo que dá nome ao enredo em homenagem à escritora.</p>
<p>A noite de autógrafos reafirmou o compromisso da escola em aproximar o público da trajetória e da produção literária de Conceição Evaristo, transformando a quadra em um espaço de celebração da palavra, da resistência e da cultura popular.</p>
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		<title>Flup 2024 celebra pensadores negros e reafirma potência cultural das periferias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 13:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Evaristo]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Flup]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir desta quarta-feira (19), o Viaduto de Madureira se transforma em um dos mais pulsantes centros culturais do Rio de Janeiro com o início da 15ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup). Com o tema “Ideias para Reencantar o Mundo: Escrevivências, Sonhos e Batidões”, o evento presta homenagem ao legado político e cultural [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir desta quarta-feira (19), o Viaduto de Madureira se transforma em um dos mais pulsantes centros culturais do Rio de Janeiro com o início da 15ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup). Com o tema <em>“Ideias para Reencantar o Mundo: Escrevivências, Sonhos e Batidões”</em>, o evento presta homenagem ao legado político e cultural do Caribe e às influências que moldaram a diáspora africana no Brasil.</p>
<p>Realizada entre 19 e 23 e de 27 a 30 de novembro, a Flup mantém sua tradição de levar literatura, pensamento crítico e arte para territórios periféricos da capital, aproximando autores consagrados de moradores e novos leitores.</p>
<h3><strong>Conceição Evaristo é homenageada em vida pela primeira vez na Flup</strong></h3>
<p>A grande homenageada da edição é a escritora Conceição Evaristo, criadora do conceito de “escrevivência”, que transforma vivências individuais em narrativas comunitárias da experiência afro-brasileira. Esta é a primeira vez que o evento celebra um autor ainda em vida, marcando um gesto simbólico de reconhecimento a uma das vozes literárias mais influentes do país.</p>
<h3><strong>O legado de Frantz Fanon em diálogo com o Rio</strong></h3>
<p>A programação inclui ainda uma exposição dedicada ao militante, psiquiatra e filósofo político Frantz Fanon, referência mundial no pensamento antirracista e anticolonial. Sua produção intelectual, marcada pela crítica às estruturas do colonialismo e da desigualdade, inspira debates e intervenções ao longo da festa.</p>
<p>Na mesa <em>“O Sonho de Nossos Heróis, que Precisamos Manter Vivo”</em>, Conceição Evaristo se reúne com Mireille Fanon, filha do pensador caribenho, para discutir as lutas sociais no Brasil e no Caribe e refletir sobre os líderes que moldaram esses movimentos.</p>
<figure id="attachment_86881" aria-describedby="caption-attachment-86881" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86881" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="A Escritora Conceição Evaristo - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/18-A-escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86881" class="wp-caption-text">Rio de Janeiro (RJ), 20/07/2023 &#8211; A escritora Conceição Evaristo idealizadora do conceito de “Escrevivência&#8221;, que transforma experiências individuais em narrativas coletivas da comunidade afro-brasileira, será a homenageada da edição. Esta é a primeira vez que a Flup presta homenagens a um escritor em vida. Foto-arquivo: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo</figcaption></figure>
<h3><strong>Tecnologia e ancestralidade se encontram em ‘Códigos Negros’</strong></h3>
<p>Inspirada no clássico <em>Os Condenados da Terra</em>, a intervenção <em>Códigos Negros</em> transforma reflexões de Fanon em obras digitais exibidas em telões de LED durante o evento. Criada em parceria entre a organização Olabi e artistas como Guilherme Bretas, Ilka Cyana, Poliana Feulo e Walter Mauro, a exposição utiliza inteligência artificial e tecnologias de geração de imagens para revisitar o pensamento do filósofo através de uma estética contemporânea.</p>
<p>“O pensamento de Fanon está tão urgente que inclusive nos ajuda a discutir tecnologia”, afirma Silvana Bahia, curadora da intervenção e co-diretora executiva do Olabi. Segundo ela, temas como descolonização, racismo estrutural e misoginia continuam profundamente presentes — e encontram nas artes digitais um novo campo para reflexão.</p>
<h3><strong>Do Vidigal à Providência: um legado de transformação</strong></h3>
<p>Com 12 anos de atuação, a Flup já ocupou diferentes territórios — de Vigário Geral à Cidade de Deus, da Maré ao Morro da Providência — levando programação cultural gratuita, oficinas, debates e experiências artísticas para regiões historicamente invisibilizadas. Ao longo dessa trajetória, recebeu reconhecimentos como o prêmio do jornal <em>O Globo</em> (2012), o Awards Excellence da London Book Fair, o Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura (2020) e, em 2023, o título de patrimônio imaterial concedido pela Alerj.</p>
<p>Além da programação pública, a Flup atua também na formação de escritores e já lançou mais de 30 livros, fortalecendo a produção literária de autores emergentes das periferias.</p>
<p>Neste ano, ao celebrar Conceição Evaristo, dialogar com Fanon e explorar novas fronteiras tecnológicas, a Flup reafirma seu papel essencial: reinventar narrativas, deslocar olhares e transformar o Rio a partir das vozes que historicamente criam cultura nas bordas da cidade.</p>
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		<title>Conceição Evaristo reinventa Macabéa na Bienal do Livro do Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 02:18:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bienal do Livro Rio 2025]]></category>
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		<category><![CDATA[Secretaria Municipal de Educação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A escritora, professora e acadêmica Conceição Evaristo marcou presença na Bienal do Livro Rio 2025 nesta quinta-feira (19), em um encontro com o público no estande da Secretaria Municipal de Educação. A autora falou sobre seu mais recente trabalho, <em>Macabéa, Flor de Mulungu</em>, no qual ressignifica a emblemática personagem de <em>A Hora da Estrela</em>, de Clarice Lispector.</p>
<figure id="attachment_84281" aria-describedby="caption-attachment-84281" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-84281" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/19-Conceicao-Evaristo-reinventa-Macabea-na-Bienal-do-Livro-do-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C546&#038;ssl=1" alt="Conceição Evaristo Reinventa Macabéa Na Bienal Do Livro Do Rio - Expresso Carioca" width="400" height="546" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/19-Conceicao-Evaristo-reinventa-Macabea-na-Bienal-do-Livro-do-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/19-Conceicao-Evaristo-reinventa-Macabea-na-Bienal-do-Livro-do-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?resize=220%2C300&amp;ssl=1 220w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/19-Conceicao-Evaristo-reinventa-Macabea-na-Bienal-do-Livro-do-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C205&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-84281" class="wp-caption-text">Conceição Evaristo &#8211; Foto: Léo Ripamonti</figcaption></figure>
<p>Na nova obra, Evaristo constrói uma continuidade literária a partir do desfecho do romance de Clarice, oferecendo à protagonista, antes marcada pelo apagamento e pela marginalidade, uma nova narrativa, agora de voz ativa e subjetividade resgatada. <em>“Me incomoda muito a outra imagem que se tem da Macabéa como uma pessoa nula, quase que infértil, a começar pela pela pouca possibilidade de fala dela […]”</em>, afirmou a autora durante o bate-papo com leitores.</p>
<p>Ao dar nova vida a Macabéa, Evaristo busca subverter a condição de silenciamento que historicamente atinge mulheres como ela. “<em>É um texto que está aí e convoca pessoas que têm uma certa identificação com essa história com o silêncio de Macabéa</em>”, explicou. A personagem, segundo a autora, representa tantas outras mulheres cujas existências foram ignoradas ou apagadas.</p>
<p>Durante o evento, a escritora também comentou sobre a escolha do Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro pela Unesco em 2025. Para ela, o título deve vir acompanhado de compromisso com políticas públicas de incentivo à leitura e acesso ao livro. <em>“Ser Capital Mundial do Livro não é só um título, acho que tem que ser visto como uma como uma responsabilidade. Em uma feira do livro um dos objetivos é a formação de leitores e pra isso é preciso propiciar que cada vez mais pessoas se apropriem do livro”</em>, defendeu.</p>
<p>Reconhecida por sua escrita potente e seu compromisso com as narrativas negras e femininas, Conceição Evaristo reforçou na Bienal não apenas o poder transformador da literatura, mas também a urgência de fazer com que ela alcance todos os cantos da sociedade. <em>Macabéa, Flor de Mulungu</em> é, nesse contexto, mais do que um livro: é um ato de resgate, escuta e justiça poética.</p>
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		<title>&#8220;Minha Literatura é para Todos”, afirma Conceição Evaristo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/minha-literatura-e-para-todos-afirma-conceicao-evaristo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 13:13:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Evaristo]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário Internacional de Paracatu]]></category>
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					<description><![CDATA[Conceição Evaristo, renomada escritora, descreve seu processo de escrita como uma jornada profundamente emocional. Ela revela que, ao construir suas histórias, frequentemente se emociona a ponto de precisar interromper sua escrita para se recompor. Cada palavra que Conceição coloca no papel é cuidadosamente trabalhada, refletindo um compromisso intenso com a qualidade e a autenticidade de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conceição Evaristo, renomada escritora, descreve seu processo de escrita como uma jornada profundamente emocional. Ela revela que, ao construir suas histórias, frequentemente se emociona a ponto de precisar interromper sua escrita para se recompor. Cada palavra que Conceição coloca no papel é cuidadosamente trabalhada, refletindo um compromisso intenso com a qualidade e a autenticidade de sua obra.</p>
<figure id="attachment_79248" aria-describedby="caption-attachment-79248" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-79248" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/31-Escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="Escritora Conceição Evaristo - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/31-Escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/31-Escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/31-Escritora-Conceicao-Evaristo-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-79248" class="wp-caption-text">Escritora, Conceição Evaristo &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“A criação literária para mim é um prazer que vai além da simples escrita. É gratificante quando finalizo um texto e sinto que ele alcançou sua completude, mesmo tratando de temas dolorosos”, compartilhou a autora.</p>
<p>Conceição Evaristo é uma das figuras mais celebradas na segunda edição do Festival Literário Internacional de Paracatu. No ano anterior, foi homenageada ao lado do escritor moçambicano Mia Couto. Durante o evento, Conceição conversou com a Agência Brasil sobre diversos temas, desde seu processo criativo até questões sociais e políticas que permeiam sua literatura.</p>
<p><strong>Leitura e Acessibilidade no Brasil</strong></p>
<p>Quando questionada sobre a participação em feiras literárias, Conceição destacou a importância de oferecer acesso à leitura para a população. “Existe essa ideia de que o brasileiro não gosta de ler, mas eu acredito que o problema está na falta de oportunidades. Livros no Brasil são caros, e essa barreira econômica impede que muitas pessoas se tornem leitoras. Se houvesse mais políticas voltadas para a publicação e distribuição de livros, acredito que a leitura seria mais acessível”, comentou.</p>
<p><strong>Afeto e Transformação na Literatura</strong></p>
<p>A literatura de Conceição Evaristo é marcada por um profundo senso de afeto, especialmente em relação aos personagens que cria. Ela relata que, ao escrever cenas intensas, sente uma ligação quase maternal com suas criações. “Na construção dos meus personagens, é como se eu estivesse criando filhos. O afeto que sinto por eles transparece no texto, e isso acaba tocando o leitor”, disse Conceição, lembrando-se de um momento particularmente comovente de seu livro &#8220;Ponciá Vicêncio&#8221;.</p>
<p>A escritora também acredita na capacidade de transformação, tanto dos personagens quanto das pessoas reais. No mesmo livro, ela aborda a mudança de comportamento de um homem que se torna mais consciente de suas ações e do impacto delas em sua esposa. “Acredito que os homens podem mudar, seja por consciência própria ou por um processo educativo”, afirmou.</p>
<p><strong>Reflexões sobre o Mundo e a Humanidade</strong></p>
<p>Conceição vê o mundo atual como um espaço saturado de cansaço e esgotamento, fruto de um capitalismo exacerbado. Para ela, a humanidade está em busca de um propósito que muitas vezes parece inalcançável. “As pessoas estão cansadas, e isso reflete em como vivemos nossas vidas, sempre olhando para o futuro, mas com uma urgência no presente que nos consome”, refletiu.</p>
<p><strong>Literatura Universal e o Papel da Escrita Negra</strong></p>
<p>Para Conceição Evaristo, a literatura negra vai além do entretenimento; ela é uma ferramenta para provocar reflexão e incômodo. A escritora acredita que sua obra, embora enraizada em sua experiência como mulher negra, tem a capacidade de dialogar com leitores de diversas origens e culturas. “Minha literatura é universal porque, a partir da minha subjetividade, consigo criar textos que convocam pessoas de todas as partes. Isso é o que faz dela uma literatura que alcança a todos”, declarou.</p>
<p><strong>Novos Projetos e Desafios Literários</strong></p>
<p>Entre seus novos projetos, Conceição está trabalhando em uma coletânea de poesias eróticas, um desafio que exige um cuidado especial. Ela busca evitar os estereótipos frequentemente associados ao corpo negro, criando uma obra que insinue e desafie o leitor a refletir sobre a sexualidade de forma profunda e respeitosa.</p>
<p>Por fim, Conceição mencionou seu interesse contínuo em reler obras, especialmente de autores africanos e brasileiros como Carolina Maria de Jesus, cuja intensidade literária ela compara à de Clarice Lispector. “Carolina era uma mulher extremamente intensa, e seu trabalho vai além da fome física que descreve. Ela simboliza uma busca universal por liberdade e dignidade, algo que tento capturar em minha própria escrita”, concluiu a escritora.</p>
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		<title>Literatura negra incomoda e faz pensar, diz Conceição Evaristo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 22:25:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Café Literário da Bienal do Livro do Rio de Janeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das escritoras brasileiras mais celebradas da atualidade, Conceição Evaristo, disse, no Café Literário da 40ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (5), que a literatura negra incomoda e faz pensar. “A nossa literatura não é só uma literatura do prazer, é uma literatura que incomoda, que tira fora do lugar, que perturba [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Uma das escritoras brasileiras mais celebradas da atualidade, Conceição Evaristo, disse, no Café Literário da 40ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (5), que a literatura negra incomoda e faz pensar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“A nossa literatura não é só uma literatura do prazer, é uma literatura que incomoda, que tira fora do lugar, que perturba e faz pensar. Não fazemos elogio à &#8216;casa grande&#8217;. Pelo contrário, a gente denuncia a prepotência da &#8216;casa grande&#8217;, essa colonização moderna que ainda existe na medida em que grupos sociais herdeiros da casa grande ainda pretendem manter mulheres negras numa situação de subalternidade”, afirmou.</p>
<p>Para Conceição, o Brasil é um país “extremamente” racista. “Cada vez que a sociedade nos nega um espaço, essa sociedade se torna cada vez mais manca. Há um vazio que somos nós que temos que preencher. Só não percebe o racismo brasileiro a pessoa muito alienada ou a pessoa muito cínica”, acrescentou.</p>
<p>Escritora, ficcionista e ensaísta, Conceição Evaristo é uma das mais influentes literatas do movimento pós-modernista no Brasil. Com sete livros publicados, entre eles o vencedor do Prêmio Jabuti de 2015, Olhos D’água, suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe.</p>
<p>A 40ª edição da Bienal no Rio Centro, zona oeste da cidade, tem entre as suas atrações a produção literária de escritoras negras na atualidade.</p>
<h2>Escolas públicas</h2>
<p>A Bienal deve receber mais de 100 mil estudantes da rede pública, que estão recebendo <em>voucher</em> para a aquisição de livros. A Secretaria Municipal de Educação do Rio também anunciou a liberação de incentivo para os profissionais de escolas do município. Serão R$ 13,5 milhões em subsídio para a compra de livros na edição deste ano – um recorde, segundo a organização, o que também tem provocado boas expectativas nas editoras presentes.</p>
<p>O programa Visitação Escolar tem o objetivo de aproximar crianças e jovens do universo literário, fomentando a criatividade, a capacidade de sonhar e a consciência crítica. Das mais de 100 mil vagas disponíveis para a rede pública nesta edição da Bienal, metade está reservada para alunos da rede municipal do Rio e para estudantes de escolas públicas municipais, localizadas em cidades como Petrópolis, Niterói, Queimados e Angra dos Reis. A iniciativa é destinada exclusivamente aos estudantes e seus acompanhantes das unidades de ensino.</p>
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		<title>Marcha das Mulheres Negras toma conta de Copacabana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 20:07:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Evaristo]]></category>
		<category><![CDATA[Copacabana]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicidio]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Marcha das Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Mulheres negras de várias partes do estado do Rio de Janeiro tomaram conta da orla de Copacabana neste domingo (30). Elas participaram da 9ª Marcha das Mulheres Negras, que levou para o bairro da zona sul carioca o lema Mulheres Negras Unidas contra o Racismo, Toda Forma de Opressão, Violência e pelo Bem Viver. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres negras de várias partes do estado do Rio de Janeiro tomaram conta da orla de Copacabana neste domingo (30). Elas participaram da 9ª Marcha das Mulheres Negras, que levou para o bairro da zona sul carioca o lema Mulheres Negras Unidas contra o Racismo, Toda Forma de Opressão, Violência e pelo Bem Viver.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A manifestação foi organizada pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras &#8211; RJ e contou com a participação de diversos coletivos ligados ao combate da desigualdade racial. O evento fecha a semana de mobilização pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, e acontece na véspera do Dia Internacional da Mulher Africana.</p>
<p>A escritora Maria da Conceição Evaristo, dona de uma produção literária que combate a opressão do povo negro, leu o manifesto de abertura da marcha. “Vamos ocupar uma das orlas brasileiras de maior visibilidade, é um ato de coragem e denúncia”, disse ao microfone para as milhares de negras presentes.</p>
<p>“Marchamos pelo bem viver. O bem viver convoca a uma política de participação coletiva da população negra, de construção de poder horizontal e de distribuição dos lugares de decisão para mulheres negras”, completou a escritora que, neste mês, inaugurou um centro cultural na região conhecida como Pequena África, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Ao lado de Conceição Evaristo, cerca de dez griôs carregavam uma faixa de abertura da marcha, com o tema da edição deste ano. Griôs são contadoras de histórias, muito respeitadas nas comunidades onde vivem.</p>
<figure id="attachment_61156" aria-describedby="caption-attachment-61156" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-A-escritora-Conceicao-Evaristo-na-IX-Marcha-das-Mulheres-Negras-do-Rio-de-Janeiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-61156" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-A-escritora-Conceicao-Evaristo-na-IX-Marcha-das-Mulheres-Negras-do-Rio-de-Janeiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Marcha Das Mulheres Negras Toma Conta De Copacabana - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-A-escritora-Conceicao-Evaristo-na-IX-Marcha-das-Mulheres-Negras-do-Rio-de-Janeiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-A-escritora-Conceicao-Evaristo-na-IX-Marcha-das-Mulheres-Negras-do-Rio-de-Janeiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-A-escritora-Conceicao-Evaristo-na-IX-Marcha-das-Mulheres-Negras-do-Rio-de-Janeiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-61156" class="wp-caption-text">A escritora Conceição Evaristo, na IX Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Juventude</h2>
<p>A Marcha das Mulheres Negras também abriu espaço para jovens lideranças, inclusive crianças. Alia Terra, de apenas 10 anos de idade, foi uma das ativistas que discursaram. “A gente está batalhando aqui com todas as mulheres, sempre unidas, contra todo tipo de violência e racismo e pelo bem viver”, bradou, sendo ovacionada em seguida.</p>
<p>O ato seguiu pela orla de Copacabana com gritos de “vem para a marcha, vem!”. As participantes carregavam faixas, cartazes e ostentavam placas como retratos de mulheres negras que lutaram pela defesa, respeito e empoderamento da população preta, como a escritora Carolina Maria de Jesus, a cantora Elza Soares, a intelectual Lélia Gonzalez, a líder quilombola no século 18 Tereza de Benguela, e a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018.</p>
<h2>Marielle presente</h2>
<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, esteve na passeata e disse ser uma importante ressignificação ter tanta mulher negra reunida na orla de um bairro onde costumam apenas trabalhar.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente está em marcha, a gente não está dispersa, pelo contrário. Que bom que a gente tem o governo federal à frente de políticas públicas eficazes, de saúde a educação, segurança, que é o mais importante. É a nona marcha. A gente sempre marchou e vai continuar marchando. Estar ao lado dessas mulheres, para mim, está dando um sentimento de acalanto e fortalecimento nesse lugar&#8221;.</p></blockquote>
<p>A ministra lembrou que a irmã sempre participava das marchas. “Mari, se estivesse aqui, com certeza estaria abrilhantando muito essa marcha, estaria aqui à frente. A Mari não estar aqui significa que toda e qualquer mulher para ter que estar aqui também corre perigo, então, enquanto a gente não conseguir descobrir quem mandou matar e por quê, significa que as mulheres negras, a democracia, quem está aqui à frente, corajosamente, colocando o seu corpo nesse lugar, onde historicamente não é para a gente, também corre perigo”, disse Anielle.</p>
<p>A advogada Marinete da Silva, mãe de Marielle, lembrou que a marcha acontece no mês em que a filha faria aniversário. “Estamos aqui para, a cada dia, dizer que estamos assumindo cada vez mais esse poder e esse lugar de fala, que é nosso. Esse julho que nos representa. É o julho das pretas”, disse.</p>
<h2>Negra no Supremo</h2>
<p>Lembrando que no ano que vem acontecem eleições municipais, Clatia Vieira, uma das organizadoras da marcha, defendeu que as mulheres negras ganhem mais espaço na política. Ela levantou ainda outra bandeira do movimento: a esperança de uma negra ocupar a próxima vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós trabalhamos para isso, nós construímos. É nesse governo que as mulheres negras, pela primeira vez na história, vão sentar naquela cadeira, para que as nossas pautas sejam discutidas com a gente”.</p></blockquote>
<p>A próxima vaga na corte máxima do Judiciário brasileiro vai ser aberta em outubro deste ano, com a aposentadoria compulsória (75 anos) da ministra Rosa Weber. O nome do futuro ministro é uma escolha do presidente da República, e precisa ser aprovado pelo Senado.</p>
<h2>Desafios</h2>
<p>Clatia Vieira lembrou que a marcha não é uma festa, e sim um movimento para enfrentar lutas. Números comprovam que a situação da mulher negra é desafiadora. Elas são 67% das vítimas de feminicídios e 89% das vítimas de violência sexual. No mercado de trabalho, são as que sofrem mais com o desemprego.</p>
<p>Leonídia Carvalho, é presidente do Quilombo Dona Bilina, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. Para ela, o ato deste domingo é também pela soberania alimentar da população preta.</p>
<p>“Estamos lutando por várias lutas que foram pautadas ao longo da história, após a libertação [fim da escravidão], quando foram tirados do povo negro o direito à terra, à moradia, à plantação, à alimentação de qualidade. Essa marcha representa uma luta dessas mulheres que estão em casa, nas cozinhas delas e não têm o alimento de qualidade, é uma luta antirracista e pela soberania alimentar”.</p>
<p>A manifestação contou com a participação de grupos de música, como o Filhos de Gandhi, que completou 70 anos.</p>
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<figure id="attachment_61157" aria-describedby="caption-attachment-61157" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-Marcha-das-Mulheres-Negras-na-praia-de-Copacabana-zona-sul-da-cidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-61157" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-Marcha-das-Mulheres-Negras-na-praia-de-Copacabana-zona-sul-da-cidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Marcha Das Mulheres Negras Toma Conta De Copacabana - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-Marcha-das-Mulheres-Negras-na-praia-de-Copacabana-zona-sul-da-cidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-Marcha-das-Mulheres-Negras-na-praia-de-Copacabana-zona-sul-da-cidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/30-Marcha-das-Mulheres-Negras-na-praia-de-Copacabana-zona-sul-da-cidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-61157" class="wp-caption-text">Marcha das Mulheres Negras na praia de Copacabana, zona sul da cidade &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Passagem de geração</h2>
<p>Algumas das mulheres presentes na marcha fizeram questão de levar filhos pequenos, em um esforço para preservar e passar adiante o interesse pela luta antirracista.</p>
<p>Pulchéria Silva é de Volta Redonda, cidade no sul do estado do Rio de Janeiro, que fica a mais de duas horas de carro de Copacabana. Ao mesmo tempo em que acompanhava a marcha, ela amamentava o filho de 1 ano e 7 meses.</p>
<p>“Temos que nos posicionar, demonstrar para a sociedade a nossa conscientização, as nossas lutas e a valorização que vem crescendo, cada vez mais, da mulher negra”, disse afirmando acreditar que a presença do filho é uma forma de fazê-lo crescer com consciência nas raízes dele.</p>
<h2>Dia Internacional</h2>
<p>O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (25 de julho) foi criado pela Organização das Nações Unida (ONU), durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. No Brasil, a data também é uma homenagem à Tereza de Benguela, conhecida como Rainha Tereza, que viveu no século 18, no Vale do Guaporé, em Mato Grosso, e liderou o Quilombo de Quariterê.</p>
<p>O Dia Internacional da Mulher Africana, celebrado em 31 de julho, foi criado em referência à Conferência das Mulheres Africanas, em 1962, na cidade de Dar Es Salaam, na Tanzânia.</p>
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