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	<title>Complexo da Maré &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Complexo da Maré &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Tiroteios derrubam vacinação infantil na Maré, alerta Unicef</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tiroteios-derrubam-vacinacao-infantil-na-mare-alerta-unicef/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 13:09:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O direito à saúde das crianças da Maré tem sido comprometido por causa dos confrontos armados. Uma pesquisa conduzida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Redes da Maré revelou que o número de vacinas aplicadas em crianças de até seis anos despenca nos dias de operações policiais no complexo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O direito à saúde das crianças da Maré tem sido comprometido por causa dos confrontos armados. Uma pesquisa conduzida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Redes da Maré revelou que o número de vacinas aplicadas em crianças de até seis anos despenca nos dias de operações policiais no complexo de favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro — mesmo quando as unidades de saúde permanecem abertas.</p>
<p>Em 2024, houve operações em 43 dias, levando ao fechamento de ao menos uma unidade de saúde em 22 deles. Nesses dias, a média de crianças vacinadas caiu de 89 para apenas nove — uma redução de 90%. A quantidade de doses aplicadas também desabou: de 187 em dias normais para 20 durante as ações. O cenário se repete em 2025, com queda de 176,7 para 21,1 doses nos dias de confronto.</p>
<p>Segundo o levantamento, mesmo quando as unidades seguem funcionando, a vacinação encolhe cerca de 82%. O estudo aponta um “efeito indireto” das operações, causado pela atmosfera de medo e tensão que impede moradores e profissionais de circular livremente.</p>
<figure id="attachment_86465" aria-describedby="caption-attachment-86465" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86465" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Moradores Complexo Da Mare - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86465" class="wp-caption-text">Problemas de saneamento básico aumentam exposição a doenças infecciosas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A Maré abriga cerca de 125 mil pessoas, 12,4% delas com idades entre 0 e 6 anos. O território conta com seis unidades básicas de saúde, responsáveis por aplicar as vacinas do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Para a chefe do Unicef no Rio, Flávia Antunes, o modelo atual de segurança pública tem afetado diretamente o direito à saúde infantil.</p>
<blockquote><p>“Está impedindo que as crianças acessem vacinas centrais como pólio, sarampo e coqueluche”, alerta.</p></blockquote>
<p>Ela destaca que o atraso na imunização compromete a imunidade coletiva e aumenta o risco de surtos.</p>
<blockquote><p>“Em locais densamente povoados como a Maré, a imunidade de rebanho é essencial. Quando se rompe essa barreira, as doenças voltam a circular e ameaçam toda a comunidade.”</p></blockquote>
<p>A coordenadora da área de saúde da Redes da Maré, Carolina Dias, reforça que a violência amplia desigualdades já existentes.</p>
<blockquote><p>“Quando a política de segurança se sobrepõe à de saúde, o direito dos moradores é negado. Precisamos de políticas públicas que conciliem esses direitos.”</p></blockquote>
<p>Especialistas alertam para o risco das “oportunidades perdidas” de imunização. Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, cada ida perdida ao posto pode representar uma criança desprotegida por muito tempo.</p>
<blockquote><p>“As vacinas evitam doenças graves. O sarampo, por exemplo, que havia sido eliminado, pode voltar se deixarmos de vacinar”, ressalta.</p></blockquote>
<p>O Unicef e a Redes da Maré recomendam a proteção das unidades de saúde durante as operações e a inclusão da vacinação em espaços alternativos — como escolas, centros sociais e visitas domiciliares. Também pedem o fortalecimento dos agentes comunitários para a busca ativa de crianças com vacinação atrasada.</p>
<p>Flávia Antunes reforça que a presença do Estado precisa ser planejada e articulada com outras políticas públicas.</p>
<blockquote><p>“Não se trata de escolher entre segurança e saúde. É possível garantir ambos, desde que haja coordenação e respeito aos direitos da população.”</p></blockquote>
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		<title>Grupo de trabalho vai mapear políticas públicas para a Maré</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/grupo-de-trabalho-vai-mapear-politicas-publicas-para-a-mare/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 18:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo da Maré]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Oficial da União]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Portaria]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Portaria da Secretaria-Geral da Presidência da República instituiu um grupo de trabalho para mapear políticas públicas para o complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. O texto foi publicado na edição desta quarta-feira (13) no Diário Oficial da União. “Fica instituído, no âmbito da Secretaria-Geral da Presidência da República, Grupo de Trabalho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Portaria da Secretaria-Geral da Presidência da República instituiu um grupo de trabalho para mapear políticas públicas para o complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. O texto foi publicado na edição desta quarta-feira (13)<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-sg/pr-n-171-de-12-de-dezembro-de-2023-530271296" target="_blank" rel="noopener"> no <em>Diário Oficial da União</em></a>.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Fica instituído, no âmbito da Secretaria-Geral da Presidência da República, Grupo de Trabalho Técnico &#8211; GTT a ser coordenado pela Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, com a finalidade de mapear, articular e integrar a oferta de políticas públicas na região da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, visando o fortalecimento da participação social no território e a promoção de direitos à sua população”, diz a portaria.</p>
<p>O relatório final do GTT será encaminhado ao ministro Márcio Macêdo, no prazo de 180 dias, contado da data de realização da sua primeira reunião, permitida a prorrogação por prazo determinado.</p>
<p>O complexo da Maré tem mais de 140 mil moradores. Constituída por 16 favelas, a Maré tem um processo de ocupação que se consolidou a partir da construção da atual Avenida Brasil, em 1946, onde se criou um cinturão industrial. As encostas e as áreas alagadiças existentes naquele trecho da Baía de Guanabara e a proximidade do centro tornaram-se condições favoráveis para o surgimento do conjunto de favelas.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Estudo Alerta para Riscos Climáticos no Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/estudo-alerta-para-riscos-climaticos-no-complexo-de-favelas-da-mare-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 15:02:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo da Maré]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo de análise de riscos e vulnerabilidades climáticas realizado no Conjunto de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, revela que a região, habitada por mais de 140 mil pessoas, enfrenta três principais riscos climáticos: ondas de calor, inundações fluviais e aumento do nível do mar. A pesquisa foi conduzida pela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo de análise de riscos e vulnerabilidades climáticas realizado no Conjunto de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, revela que a região, habitada por mais de 140 mil pessoas, enfrenta três principais riscos climáticos: ondas de calor, inundações fluviais e aumento do nível do mar.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida pela WayCarbon, uma empresa global focada em soluções para a transição justa e resiliente em direção a uma economia de baixo carbono, em parceria com a Redes da Maré, uma instituição da sociedade civil que busca qualidade de vida e garantia de direitos para os moradores.</p>
<p>Utilizando a plataforma MOVE ®️ – Model of Vulnerability Evaluation, com base em dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o estudo identificou riscos &#8220;altos&#8221; a &#8220;muito altos&#8221; de ondas de calor em toda a área residencial do território.</p>
<p>O aumento das ondas de calor, considerado um dos principais desafios ambientais do século XXI, pode não apenas causar desconforto, mas também impactar negativamente na saúde, elevando as taxas de mortalidade e aumentando a demanda energética.  “A Maré está inserida entre a Linha Vermelha, Linha Amarela e a Avenida Brasil. A qualidade do ar na Maré tem um nível de poluentes muito maior que outros territórios”, acrescentou. “A ideia é conscientizar os moradores dos efeitos das ameaças climáticas”.</p>
<figure id="attachment_71125" aria-describedby="caption-attachment-71125" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/24-Moradores-do-Complexo-da-Mare-se-refrescam-com-chuveiros-e-piscinas-improvisadas-nas-ruas-da-comunidade-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-71125" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/24-Moradores-do-Complexo-da-Mare-se-refrescam-com-chuveiros-e-piscinas-improvisadas-nas-ruas-da-comunidade-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Moradores Do Complexo Da Maré Se Refrescam Com Chuveiros E Piscinas Improvisadas Nas Ruas Da Comunidade - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/24-Moradores-do-Complexo-da-Mare-se-refrescam-com-chuveiros-e-piscinas-improvisadas-nas-ruas-da-comunidade-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/24-Moradores-do-Complexo-da-Mare-se-refrescam-com-chuveiros-e-piscinas-improvisadas-nas-ruas-da-comunidade-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/24-Moradores-do-Complexo-da-Mare-se-refrescam-com-chuveiros-e-piscinas-improvisadas-nas-ruas-da-comunidade-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71125" class="wp-caption-text">Moradores do Complexo da Maré se refrescam com chuveiros e piscinas improvisadas nas ruas da comunidade. Sensação térmica no Rio de Janeiro voltou a superar os 50 graus Celsius (°C) &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Melina Amoni, gerente de Risco Climático e Adaptação da WayCarbon, destaca a alta vulnerabilidade climática da Maré devido à sua densidade populacional e sugere medidas como reflorestamento urbano e a implementação de tetos verdes ou pintados de branco nas casas das comunidades para reduzir os impactos.</p>
<p>Maurício Dutra, pesquisador e mobilizador do eixo de direitos humanos da Redes de Maré, sublinha a presença de cinco rios e canais que podem transbordar na época de chuva, ressaltando a necessidade de conscientização sobre os efeitos das ameaças climáticas entre os moradores.</p>
<p>O estudo será oficialmente lançado em um evento aberto ao público nesta sexta-feira (24), abordando temas como Análise de Riscos, Vulnerabilidades Climáticas, Qualidade do Ar e Identificação de Ilhas de Calor no Conjunto de Favelas da Maré.</p>
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		<title>Complexo da Maré teve letalidade por covid duas vezes maior que o Rio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/complexo-da-mare-teve-letalidade-por-covid-duas-vezes-maior-que-o-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 15:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo da Maré]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[O Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, chegou a ter uma letalidade duas vezes maior que a capital fluminense no primeiro ano da pandemia da covid-19, mas a intervenção de um projeto que reuniu pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ativistas da organização não governamental Redes da Maré [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, chegou a ter uma letalidade duas vezes maior que a capital fluminense no primeiro ano da pandemia da covid-19, mas a intervenção de um projeto que reuniu pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ativistas da organização não governamental Redes da Maré atenuou o impacto da doença a partir de setembro de 2020.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os resultados dos projetos Vacina Maré e Conexão Saúde: De olho na Covid-19 foram apresentados hoje (18) no seminário Olhares sobre a Covid em favelas: ciência, participação e saúde pública, promovido pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O virologista Thiago Moreno descreveu em sua apresentação sobre o mapeamento das variantes genéticas do coronavírus que circularam na Maré que, em julho de 2020, as comunidades do complexo já concentravam 93 óbitos por covid-19, o que representava uma letalidade de 15% em relação aos 592 casos confirmados até então.</p>
<p>&#8220;A mortalidade era o dobro que a da cidade do Rio de Janeiro. A gente ficou com a nítida percepção de que era importante entender o que estava acontecendo nessa região&#8221;, disse Moreno, vinculado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)</p>
<p>O pesquisador vê as condições de vida no complexo de favelas como fatores que estavam ligados a essa maior letalidade, já que a alta densidade populacional e a baixa renda dificultam o isolamento domiciliar e facilitam a transmissão do vírus. A Maré é um complexo de 16 comunidades com cerca de 140 mil habitantes, distribuídos em apenas 5 quilômetros quadrados.</p>
<p>Agravam a qualidade de vida dessa população problemas de saneamento básico, moradias pouco ventiladas e violência urbana, já que diferentes facções criminosas disputam o território, onde ocorrem tiroteios e operações policiais.</p>
<p>A pesquisadora Amanda Batista, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), participou do Conexão Saúde e comparou dados que mostram a evolução da pandemia no complexo após a intervenção do projeto, que foi responsável pela notificação de mais de 97% dos casos de covid-19 na Maré, já que foram realizados 29,5 mil testes RT-PCR e 5,5 mil atendimentos de telemedicina até abril de 2021.</p>
<p>O período de setembro de 2020 a abril de 2021 teve 124% mais casos notificados que os meses anteriores da pandemia, mostrando uma melhora da vigilância, enquanto os óbitos caíram 62%, e a letalidade, 77%.</p>
<p>Para comparar os dados com outras comunidades cariocas, a pesquisadora mostrou como os números evoluíram no mesmo período na Rocinha, Cidade de Deus e Mangueira. Houve um aumento de menor intensidade nas notificações, de 78%, e uma queda menos acentuada nos óbitos, de 27%, e na letalidade, de 52%.</p>
<p>Entre as ações adotadas pelo Conexão Saúde, além da vigilância, ela destaca a assistência para o cumprimento do isolamento social, em que refeições e itens de higiene e limpeza chegaram a ser fornecidos para que 747 famílias pudessem cumprir a quarentena, interrompendo a cadeia de transmissão do vírus sem comprometer a segurança alimentar.</p>
<p>Diante disso, a pesquisadora defende que a comunidade deve ser envolvida nas respostas de saúde pública às emergências sanitárias, construindo com as autoridades de saúde a solução ideal para cada caso.</p>
<p>&#8220;Cada local tem sua peculiaridade. Uma mesma política de saúde não funciona da mesma forma para todos os lugares&#8221;, alerta.</p>
<p>Também foram apresentados resultados do projeto Vacina Maré, que promoveu a vacinação contra a covid-19 no complexo de favelas, e obteve taxas de imunização superior à média da cidade e permitiu a realização de estudos de efetividade das vacinas.</p>
<p>Fernando Bozza, pesquisador do INI/Fiocruz, disse que foram acompanhados mais de 5 mil pessoas, e agora os estudos buscam continuar a pesquisa por mais 2 anos, o que permitiria investigar outras doenças.</p>
<p>&#8220;Podemos adicionar outras questões e esse é um dos pontos em que hoje estamos pensando muito&#8221;, disse. Ele conta com um grupo de voluntários de mais de 3 mil pessoas para os próximos 2 anos de pesquisa. &#8220;O ciclo dois é um grande desafio, porque naquele momento havia uma grande mobilização em torno da vacina. A gente ainda está aqui batalhando essa inclusão&#8221;.</p>
<p>Na abertura do seminário, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou a parceria da fundação com a sociedade civil e agradeceu o empenho dos pesquisadores e voluntários que integraram o projeto.</p>
<p>&#8220;Temos que pensar, sempre, que além de apontar as desigualdades temos que apontar a potência dos movimentos sociais, das parcerias e associações para superar esse quadro e aprender com ele. A experiência da Maré é muito importante para seus moradores e para a Fiocruz&#8221;, ressaltou.</p>
</div>
</div>
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