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	<title>Comércio Exterior &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>“Taxa das blusinhas” segura importações e preserva mais de 135 mil empregos no Brasil, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 22:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
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		<category><![CDATA[Taxa das blusinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[A cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”, gerou impactos significativos na economia brasileira, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria. A entidade estima que a medida contribuiu para preservar cerca de 135,8 mil empregos no país, além de reduzir o volume de importações e fortalecer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”, gerou impactos significativos na economia brasileira, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria. A entidade estima que a medida contribuiu para preservar cerca de 135,8 mil empregos no país, além de reduzir o volume de importações e fortalecer a produção nacional.</p>
<p>O estudo aponta que a taxação evitou a entrada de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em produtos estrangeiros no mercado brasileiro, ao mesmo tempo em que manteve cerca de R$ 19,7 bilhões em circulação na economia interna.</p>
<h3>Redução nas compras internacionais</h3>
<p>A implementação da tarifa, que entrou em vigor em agosto de 2024, provocou uma queda expressiva no número de encomendas vindas do exterior. Dados analisados pela entidade mostram que o volume de remessas caiu 10,9% entre 2024 e 2025, passando de 179,1 milhões para 159,6 milhões de pacotes.</p>
<p>Sem a cobrança, a projeção era de que o país teria recebido mais de 205 milhões de encomendas no período, o que indica o impacto direto da medida no comportamento de consumo e no fluxo de importações.</p>
<p>A retração foi ainda mais intensa em análises de curto prazo: no primeiro semestre de 2025, a queda chegou a 23,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<h3>Arrecadação e impacto fiscal</h3>
<p>Além de reduzir as importações, a medida também ampliou a arrecadação federal. Segundo a CNI, a receita com o imposto sobre essas compras saltou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, primeiro ano completo de vigência da regra.</p>
<p>Esse aumento está relacionado à nova sistemática de cobrança, que passou a ser feita no momento da compra, dificultando fraudes e práticas como subfaturamento e divisão de pedidos para escapar da tributação.</p>
<h3>Equilíbrio na concorrência</h3>
<p>De acordo com a entidade, um dos principais efeitos da chamada “taxa das blusinhas” foi a redução da concorrência considerada desigual entre produtos nacionais e importados. Antes da mudança, itens estrangeiros de baixo valor frequentemente entravam no país com carga tributária reduzida ou irregular, enquanto produtos brasileiros eram integralmente taxados.</p>
<p>Com a nova regra — que estabelece alíquota de 20% para compras de até US$ 50 dentro do programa Remessa Conforme — houve maior equilíbrio nas condições de mercado, especialmente para setores como o têxtil e o varejo.</p>
<h3>Geração de renda e proteção da indústria</h3>
<p>Para a CNI, o principal objetivo da política não é penalizar o consumidor, mas proteger a economia doméstica. A entidade defende que a medida contribui para manter empregos e estimular a produção nacional, ao reduzir a pressão exercida por produtos importados de baixo custo.</p>
<p>O levantamento também indica que a política ajudou a conter distorções no comércio eletrônico internacional, incentivando maior formalização das operações e ampliando o controle sobre mercadorias que entram no país.</p>
<h3>Debate político continua</h3>
<p>Apesar dos resultados apontados pela indústria, a medida segue em debate no cenário político. Enquanto setores produtivos defendem a manutenção da cobrança, argumentando que ela protege empregos e garante concorrência mais justa, há pressões para revisão ou até eliminação do imposto, especialmente por seu impacto direto no consumo popular.</p>
<p>A discussão deve ganhar ainda mais relevância nos próximos meses, diante do impacto econômico da medida e de seu peso nas decisões políticas relacionadas ao comércio exterior e ao consumo interno.</p>
<p>O estudo da CNI reforça que, independentemente do futuro da política, a taxação já produziu efeitos concretos na economia brasileira, influenciando desde o comportamento do consumidor até a dinâmica da indústria nacional.</p>
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		<title>Lula defende neutralidade global e diz a empresários na Malásia que o mundo não aceita “nova Guerra Fria”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2025 14:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Asean]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[malásia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante encontro com empresários em Kuala Lumpur, na Malásia, neste domingo (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mundo “não aceita mais uma nova Guerra Fria”. O discurso foi feito durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), onde o chefe de Estado reforçou a busca do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante encontro com empresários em Kuala Lumpur, na Malásia, neste domingo (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mundo “não aceita mais uma nova Guerra Fria”. O discurso foi feito durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), onde o chefe de Estado reforçou a busca do Brasil por uma política externa baseada na cooperação e no equilíbrio entre potências globais.</p>
<p>Segundo Lula, o país não quer se alinhar a blocos geopolíticos rivais, mas sim manter uma postura independente e pragmática.</p>
<blockquote><p>“A Asean é um parceiro muito importante e tende a ser muito mais importante, porque o mundo de hoje não aceita mais uma nova Guerra Fria. Não queremos repetir a disputa que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, entre Estados Unidos e Rússia. Queremos estar ao lado da China, dos Estados Unidos, da Malásia, da Indonésia, de todos os países que queiram fazer negócio conosco”, afirmou.</p></blockquote>
<p>O presidente também destacou que, desde o início de seu primeiro mandato, em 2003, tem buscado ampliar a presença internacional do Brasil, fortalecendo laços com a América do Sul e com economias emergentes da Ásia e da África.</p>
<blockquote><p>“Durante muito tempo, o Brasil esteve isolado na América do Sul. O país olhava apenas para a Europa e os Estados Unidos. Nós resolvemos mudar isso e dar ao Brasil uma importância maior na geopolítica econômica e comercial”, disse.</p></blockquote>
<p>Mais cedo, Lula se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e solicitou a revogação do tarifaço imposto sobre produtos brasileiros. Segundo o Itamaraty, uma primeira rodada de negociações entre as diplomacias dos dois países está prevista ainda neste domingo, também em Kuala Lumpur.</p>
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