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	<title>comércio eletrônico internacional &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Governo revoga imposto sobre compras internacionais de até US$ 50</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 13:41:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[comércio eletrônico internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que extingue a cobrança de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico. A tributação ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas” e havia sido implementada em 2024 dentro do programa Remessa Conforme. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que extingue a cobrança de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico. A tributação ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas” e havia sido implementada em 2024 dentro do programa Remessa Conforme.</p>
<p>Com a mudança, os consumidores continuarão pagando apenas o ICMS estadual nas compras feitas em sites internacionais. A nova regra começa a valer após a publicação da medida provisória em edição extraordinária do Diário Oficial da União.</p>
<p>Durante o anúncio oficial, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a decisão foi possível após avanços no combate ao contrabando e na regularização das plataformas de comércio eletrônico que atuam no país.</p>
<blockquote><p>“O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”.</p></blockquote>
<p>Segundo o governo federal, a retirada da cobrança deve beneficiar principalmente consumidores de baixa renda, que utilizam plataformas internacionais para comprar itens de pequeno valor.</p>
<p>A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que o apelido dado ao imposto não representa a variedade de produtos adquiridos pelos consumidores brasileiros em sites estrangeiros.</p>
<blockquote><p>“Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”.</p></blockquote>
<p>Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a maior parte das compras internacionais feitas nessas plataformas envolve produtos populares e de baixo custo.</p>
<blockquote><p>“Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.</p></blockquote>
<p>A cobrança havia sido criada com o objetivo de ampliar a fiscalização sobre importações realizadas em plataformas digitais e reduzir fraudes no comércio eletrônico internacional. O imposto era aplicado diretamente no momento da compra.</p>
<p>A decisão provocou reações diferentes entre setores econômicos. Entidades ligadas à indústria e ao varejo criticaram a medida e alegaram que a mudança amplia a concorrência desigual entre fabricantes brasileiros e empresas estrangeiras. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e representantes do setor têxtil afirmam que a retirada do imposto pode afetar empregos e reduzir investimentos no mercado nacional.</p>
<p>Por outro lado, empresas e associações ligadas às plataformas digitais comemoraram a revogação da cobrança. O setor avalia que o imposto encarecia compras feitas por consumidores das classes C, D e E e reduzia o poder de consumo da população.</p>
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