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	<title>Combustíveis Fósseis &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Combustíveis Fósseis &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Observatório do Clima propõe produção mínima de petróleo durante transição energética no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/observatorio-do-clima-propoe-producao-minima-de-petroleo-durante-transicao-energetica-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 14:02:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis Fósseis]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Petroleo]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[Um conjunto de 161 organizações da sociedade civil entregou ao governo federal uma série de recomendações para orientar o chamado Mapa do Caminho da Transição Energética Justa e Planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025. Entre os principais pontos do documento, elaborado no âmbito do Observatório do Clima, está [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um conjunto de 161 organizações da sociedade civil entregou ao governo federal uma série de recomendações para orientar o chamado Mapa do Caminho da Transição Energética Justa e Planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025. Entre os principais pontos do documento, elaborado no âmbito do Observatório do Clima, está a defesa de que o Brasil abandone a lógica de máxima exploração de petróleo e passe a produzir apenas o volume mínimo necessário durante o período de transição para fontes de energia mais limpas.</p>
<p>A proposta parte do entendimento de que a exploração de combustíveis fósseis deve ser gradualmente reduzida até ser substituída por matrizes renováveis, como a solar e a eólica. O material reúne recomendações técnicas, regulatórias e econômicas e tem como objetivo subsidiar os órgãos federais responsáveis pela elaboração do planejamento energético, que deverá ser apresentado ao Conselho Nacional de Política Energética até o dia 6 de fevereiro.</p>
<p>Segundo Ricardo Fujii, especialista em conservação da WWF-Brasil, o documento aponta que uma transição estruturada não é apenas ambientalmente necessária, mas também economicamente estratégica. “Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para o Brasil”, afirma.</p>
<p>A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, informou que o governo já trabalha na elaboração do primeiro documento oficial, que deve estabelecer diretrizes e bases conceituais para o Mapa do Caminho da Transição Energética.</p>
<h3>Três eixos de recomendações</h3>
<p>As propostas das organizações foram organizadas em três grandes blocos, com base em um estudo publicado em 2024: diretrizes de política energética e transição, governança e institucionalidade, e orçamento, financiamento e fundamentos econômicos.</p>
<p>No eixo das políticas energéticas, o Observatório do Clima recomenda calcular o volume mínimo de combustíveis fósseis necessário durante o período de transição, acelerar o descomissionamento de campos de petróleo em fase de esgotamento e estabelecer um cronograma para encerrar definitivamente os leilões de petróleo no país.</p>
<p>Para Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara, a manutenção da expansão fósssil aprofunda desigualdades que vão além do presente. “A desigualdade gerada pela expansão fóssil não é só regional ou social. É intergeracional, com ganhos concentrados agora e custos climáticos, sanitários e fiscais para nossos filhos”, alerta.</p>
<h3>Governança e participação social</h3>
<p>No campo da governança, o documento sugere fortalecer instâncias de diálogo entre governo, sociedade civil e setor produtivo, como o Fórum Nacional de Transição Energética e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima. Também é defendida a criação de um órgão central de coordenação, com capacidade de monitorar prazos, metas e a implementação efetiva das políticas de transição.</p>
<p>Para o pesquisador do ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr., o sucesso do processo depende de um compromisso de longo prazo. “É uma mudança que exige responsabilidade de todos os governos, atuais e futuros, e de uma sociedade que cobre essa escolha. O setor privado também precisa se engajar, voluntariamente ou não”, afirma.</p>
<h3>Impactos financeiros e orçamentários</h3>
<p>No eixo financeiro, as organizações recomendam que a suspensão de novos leilões de petróleo seja justificada pela gestão do risco de ativos obsoletos — os chamados stranded assets — que tendem a perder valor em um cenário de transição energética global. A proposta é evitar a antecipação de receitas provenientes de recursos fósseis ainda não explorados.</p>
<p>O documento também defende o fim de novos subsídios governamentais à produção de combustíveis fósseis, além da revisão dos incentivos já existentes. Outra recomendação é a destinação explícita de recursos para a transição energética tanto no Plano Plurianual (PPA) quanto na Lei Orçamentária Anual (LOA).</p>
<p>As organizações ressaltam que a substituição progressiva de petróleo, carvão e gás natural por fontes renováveis é uma das medidas centrais para conter o aquecimento global e reduzir os impactos das mudanças climáticas, cada vez mais associados a eventos extremos. Segundo o Observatório do Clima, sem avanços concretos nesse sentido, o Brasil corre o risco de se afastar das metas assumidas no Acordo de Paris e de comprometer seu desenvolvimento sustentável nas próximas décadas.</p>
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		<title>Brasil Rumo à Descarbonização: Estudo aponta caminho para energia limpa</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-rumo-a-descarbonizacao-estudo-aponta-caminho-para-energia-limpa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 15:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CO₂e]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis Fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobrás]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo recente divulgado pelo Observatório do Clima (OC) apresenta um plano ambicioso para a descarbonização do setor energético brasileiro. O estudo propõe uma série de medidas que visam reduzir em 80% as emissões anuais de gases de efeito estufa até 2050, permitindo que o Brasil atenda à crescente demanda por energia, com uma economia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo recente divulgado pelo Observatório do Clima (OC) apresenta um plano ambicioso para a descarbonização do setor energético brasileiro. O estudo propõe uma série de medidas que visam reduzir em 80% as emissões anuais de gases de efeito estufa até 2050, permitindo que o Brasil atenda à crescente demanda por energia, com uma economia em expansão, sem comprometer o meio ambiente.</p>
<p>O estudo sugere um conjunto de ações estratégicas para alcançar essa meta ambiciosa, incluindo:</p>
<ul>
<li><strong>Expansão das energias renováveis:</strong> O estudo destaca o potencial do Brasil em energia solar e eólica, enfatizando a necessidade de investimentos em novas tecnologias de armazenamento para garantir o fornecimento constante de energia.</li>
<li><strong>Desenvolvimento do hidrogênio verde:</strong> A produção de hidrogênio verde, utilizando fontes renováveis de energia, é apontada como uma alternativa promissora para descarbonizar setores de difícil abatimento, como a indústria pesada.</li>
<li><strong>Incentivo aos biocombustíveis:</strong> O estudo defende a ampliação do uso de biocombustíveis, como o etanol, como uma solução de baixo carbono para o setor de transportes.</li>
<li><strong>Eletrificação do transporte público:</strong> Priorizar o transporte público coletivo eletrificado em detrimento do transporte individual motorizado é crucial para reduzir as emissões nas áreas urbanas.</li>
</ul>
<p><strong>Fim dos Subsídios aos Combustíveis Fósseis e Reestruturação da Petrobras</strong></p>
<p>O estudo também recomenda medidas mais controversas, como a eliminação de subsídios governamentais aos combustíveis fósseis e a interrupção da expansão da exploração de petróleo, incluindo a proibição da abertura de novos poços na Foz do Amazonas. A transição energética exigiria uma reestruturação da Petrobras, transformando-a em uma empresa de energia com foco em fontes de baixo carbono e reduzindo gradualmente sua produção de petróleo de forma a preservar seu valor de mercado.</p>
<p><strong>Justiça Climática e Sustentabilidade</strong></p>
<p>A coordenadora de políticas públicas do OC, Suely Araújo, destaca a importância do plano para que o Brasil se torne a primeira grande economia carbono negativo do mundo até 2045. O estudo enfatiza a necessidade de uma transição justa, que beneficie toda a sociedade, combatendo a pobreza energética e promovendo a justiça climática.</p>
<p><strong>Desafios da Transição Energética</strong></p>
<p>O estudo reconhece os desafios da transição energética, alertando para os potenciais impactos socioambientais da mineração de metais estratégicos, como lítio e cobre, necessários para a produção de tecnologias limpas. É crucial que a expansão das energias renováveis e a exploração mineral sejam conduzidas de forma responsável, com ampla participação das comunidades afetadas e um arcabouço regulatório robusto que minimize os impactos negativos.</p>
<p><strong>Um futuro de energia limpa para o Brasil</strong></p>
<p>A implementação das medidas propostas pelo Observatório do Clima representa uma oportunidade para o Brasil assumir um papel de liderança na luta global contra as mudanças climáticas. Um futuro de energia limpa, justa e sustentável é possível, mas exige ação decisiva e uma visão de longo prazo por parte do governo, do setor privado e da sociedade como um todo.</p>
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		<title>COP28 Celebra Histórico Acordo para a Transição Energética Global</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cop28-celebra-historico-acordo-para-a-transicao-energetica-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 15:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis Fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[COP28]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Após intensas negociações e uma ampliação no cronograma, a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP28) aprovou, nesta quarta-feira (13), um acordo de grande relevância, marcando um ponto de virada na busca pela transição energética global. O documento, resultado de discussões lideradas pelos Emirados Árabes Unidos, visa afastar as nações dos combustíveis fósseis, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após intensas negociações e uma ampliação no cronograma, a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP28) aprovou, nesta quarta-feira (13), um acordo de grande relevância, marcando um ponto de virada na busca pela transição energética global. O documento, resultado de discussões lideradas pelos Emirados Árabes Unidos, visa afastar as nações dos combustíveis fósseis, representando a primeira vez na história das conferências climáticas da ONU em que um texto final reflete esse comprometimento com fontes energéticas alternativas.</p>
<p>O presidente da Conferência sobre as Alterações Climáticas, Sultan Al Jaber, celebrando o que chamou de &#8220;decisão histórica&#8221;, destacou a inclusão da formulação sobre as energias fósseis no acordo final. &#8220;Devemos estar orgulhosos deste sucesso histórico, e os Emirados Árabes Unidos, o meu país, estão orgulhosos do seu papel para chegarmos até aqui&#8221;.</p>
<p>O texto aprovado insta à &#8220;transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos de forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbônica em 2050, de acordo com recomendações científicas”.</p>
<p>Notavelmente, a palavra &#8220;eliminar&#8221; foi substituída por &#8220;transição&#8221;, atendendo a contestações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Arábia Saudita, abrindo espaço para uma possível continuidade do uso de combustíveis fósseis.</p>
<p>Embora muitos representantes de países tenham celebrado o acordo como um avanço significativo, defensores da justiça climática e a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (Aosis) expressaram &#8220;preocupações&#8221;. Para a Aosis, o texto não atende às necessidades e não reflete ações concretas em conformidade com as recomendações científicas.</p>
<p>O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou seu contentamento com o acordo, destacando o reconhecimento pela necessidade de abandonar os combustíveis fósseis. Ele ressaltou a urgência em limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius, enfatizando a necessidade de reduções drásticas nas emissões globais de gases de efeito estufa nesta década.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o acordo como o início da era pós-fóssil, destacando o apoio mundial aos objetivos da UE para 2030. John Kerry, emissário dos Estados Unidos para o clima, considerou o acordo como motivo de otimismo em um mundo conturbado.</p>
<p>O presidente francês, Emmanuel Macron, descreveu o acordo como um compromisso significativo, comprometendo o mundo com uma transição sem combustíveis fósseis. No entanto, críticos apontam que o texto não oferece o equilíbrio necessário e que era necessário um avanço mais expressivo. O Brasil, por meio da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, instou os países desenvolvidos a liderarem a transição energética e fornecerem os meios necessários aos países em desenvolvimento.</p>
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		<title>COP28 Arrasta-se com Falta de Consenso sobre Combustíveis Fósseis</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cop28-arrasta-se-com-falta-de-consenso-sobre-combustiveis-fosseis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 17:04:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis Fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[COP28]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[falta de consenso]]></category>
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					<description><![CDATA[A 28ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP28, prolongou-se pela noite adentro, e o horário previsto para a conclusão passou sem qualquer acordo à vista. No centro da discórdia estão os combustíveis fósseis, pois o esboço do documento final não menciona a sua eliminação gradual. O diretor-geral da COP28 afirmou que a conferência [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 28ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP28, prolongou-se pela noite adentro, e o horário previsto para a conclusão passou sem qualquer acordo à vista. No centro da discórdia estão os combustíveis fósseis, pois o esboço do documento final não menciona a sua eliminação gradual. O diretor-geral da COP28 afirmou que a conferência está a trabalhar num novo esboço de acordo, reiterando que o objetivo é &#8220;alcançar o resultado mais ambicioso possível&#8221;.</p>
<p>O objetivo era que, até as 11h desta terça-feira (hora local), se alcançasse uma &#8220;conclusão ordenada do encontro&#8221;, mas essa hora chegou sem qualquer acordo.</p>
<p>Os Estados-membros da União Europeia (UE), os Estados Unidos (EUA) e muitos países insulares estão em desacordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Arábia Saudita em relação à eliminação gradual dos combustíveis fósseis.</p>
<p>O último rascunho do documento final, apresentado nesta segunda-feira no Dubai, não menciona a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Em vez disso, o documento sugere que as nações devem &#8220;reduzir o consumo e a produção de combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa&#8221;. Em essência, o documento de 21 páginas concederia total liberdade aos países signatários do Acordo de Paris para escolherem sua forma de &#8220;reduzir&#8221; os combustíveis fósseis, sem obrigações.</p>
<p>A UE considerou o documento &#8220;inaceitável&#8221;, e os países insulares asseguraram que não irão assinar sua &#8220;certidão de óbito&#8221;.</p>
<p>Vários representantes de países presentes em Dubai criticaram a falta de ambição no texto final.</p>
<p>&#8220;Há um grupo grande, muito grande de países, mesmo uma supermaioria, que quer mais ambição&#8221;, disse o comissário europeu para o Clima, Wopke Hoekstra.</p>
<p>O texto é &#8220;inaceitável&#8221; e &#8220;muito abaixo da ambição necessária para manter as nossas ilhas acima da superfície da água&#8221;, denunciou Joseph Sikulu, responsável pelo Pacífico da organização não governamental (ONG) 350.org.</p>
<p>&#8220;É um insulto para aqueles que vieram aqui lutar pela nossa sobrevivência&#8221;, acrescentou. À procura do &#8220;resultado mais ambicioso possível&#8221;.</p>
<p>O presidente da COP28, Majid Al Suwaidi, revelou que a cúpula está a trabalhar numa nova versão do texto do acordo, baseada nas &#8220;linhas vermelhas&#8221; expressas pelos países que rejeitaram a primeira proposta.</p>
<p>&#8220;Passamos a última noite discutindo e recebendo feedback e isso nos colocou numa posição para redigir novo texto, que inclua todos os elementos de que precisamos para um plano compreensivo até 2030&#8221;, afirmou Al Suwaidi.</p>
<p>&#8220;O texto que divulgamos foi um ponto de partida para a discussão. É completamente normal para um processo baseado na necessidade de consenso. Sabíamos que as opiniões eram polarizadas, mas não sabíamos quais eram as linhas vermelhas dos países&#8221;, afirmou.</p>
<p>&#8220;O objetivo é chegar a um consenso&#8221;, disse Al Suwaidi aos jornalistas em entrevista. &#8220;Todos gostaríamos de terminar a tempo, mas queremos alcançar o resultado mais ambicioso possível. Esse é o nosso único objetivo&#8221;, garantiu.</p>
<p>O diretor-geral da COP28 disse que os delegados querem incluir neste novo esboço uma menção &#8220;histórica&#8221; sobre o futuro dos combustíveis fósseis.</p>
<p>&#8220;Nesta COP tentamos fazer algo que nunca foi feito antes, algo histórico. Parte disso é incluir os combustíveis fósseis no texto. Se pudermos, isso seria histórico&#8221;, afirmou Al Suwaidi.</p>
<p>Outro compromisso menos controverso presente no documento final consiste em triplicar a capacidade de energia renovável até 2030.</p>
<p>As empresas consideram o compromisso &#8220;realista&#8221;, mas lembram que não é fácil. &#8220;É realista, mas há elementos que precisam ser resolvidos, como licenças, arrendamentos, conexões à rede&#8221;, disse Anders Opedal, presidente executivo da norueguesa Equinor, uma importante empresa de energia renovável, à Reuters.</p>
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