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	<title>Coluna &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Meninas sofrem mais com escoliose idiopática?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcia Dornelles]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 11:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Dr Felipe Mourão]]></category>
		<category><![CDATA[Escoliose Idiopática]]></category>
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					<description><![CDATA[Estima-se que 2 a 4% dos adolescentes com idade entre 10 e 20 anos apresentem o problema, segundo dados da Organização mundial de saúde OMS, 6 milhões de brasileiros tem curvatura acentuada na coluna vertebral e 50 milhões de crianças no mundo. Popularmente chamado de “coluna torta”, a escoliose caracteriza-se pela curvatura lateral da coluna [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estima-se que 2 a 4% dos adolescentes com idade entre 10 e 20 anos apresentem o problema, segundo dados da Organização mundial de saúde OMS, 6 milhões de brasileiros tem curvatura acentuada na coluna vertebral e 50 milhões de crianças no mundo.</p>
<p>Popularmente chamado de “coluna torta”, a escoliose caracteriza-se pela curvatura lateral da coluna quando observada de frente.</p>
<p>A escoliose se caracteriza pela curvatura lateral da coluna vertebral.<br />
Pode estar presente desde o nascimento, assim como se desenvolver na infância, em sua maioria dos casos são leves, mas o mais comum é surgir na adolescência durante a fase do estirão puberal que é a fase de crescimento acelerado na fase de puberdade, é mais comum nas adolescentes do sexo feminino.</p>
<p>Existem diferentes tipos de escolioses em relação a sua origem (degenerativa, neuromuscular, congênita). A escoliose pode ter origem congênita, ou seja, desde o nascimento. Devido à malformação da própria vértebra, podendo ter origem neuromuscular, desta forma problemas de saúde como a paralisia cerebral, lesões medulares e algumas distrofias musculares podem levar ao aparecimento desta curvatura exagerada da coluna vertebral .</p>
<p><em>“Mais comum na população é a escoliose idiopática do adolescente, ainda não apresenta uma causa conhecida para sua origem. De uma maneira geral é percebido pelos pais ou pelo próprio adolescente através da diferença de altura dos ombros, ou do mesmo do quadril, quando olhado de frente</em>” Ressaltou Dr Felipe Mourão</p>
<p>O sintoma mais marcante para o adolescente é a dor, mas o aspecto social que envolve este tipo de deformidade não pode ser desconsiderado na vida de um adolescente.</p>
<p>O diagnóstico é confirmado através do exame físico, onde avaliamos o dorso e a altura dos ombros e quadril, assim como com exames de imagem principalmente radiografias panorâmicas da coluna vertebral em AP, perfil e com inclinações laterais e a medida do ângulo de Cobb, completa Mourão.</p>
<h4><strong>O que causa escoliose?</strong></h4>
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<p>Mas, a forma mais comum de aparecimento é a escoliose idiopática do adolescente, recebe este nome por ser mais comum de acontecer na adolescência, durante a fase de crescimento do esqueleto, a coluna nasce normal e vai curvando ao longo do crescimento.</p>
<p>Qual o sintoma da escoliose?<br />
O neurocirurgião Felipe Mourão explica que de maneira geral, a acentuação da curvatura lateral da coluna não causa dor. Por isso, em alguns pacientes o diagnóstico acaba sendo tardio, com curvas mais avançadas. Por isso que recomendado acompanhamento médico, uma vez que o diagnóstico precoce faz toda diferença na condução e evolução do paciente.</p>
<p>Dr Felipe Mourão, Neurocirurgião que é membro da Sociedade brasileira de neurocirurgia e professor, ressaltou que pais ou cuidadores e até mesmo a própria pessoa percebe o desalinhamento dos ombros ou do quadril (cintura). Esta é a forma mais fácil de perceber a escoliose, percebendo a alteração faz-se necessário a avaliação do especialista em coluna. O Especialista solicita a radiografia panorâmica da coluna vertebral e avaliação do ângulo de Cobb que é uma técnica para medir a deformidade da coluna vertebral, já em crianças a avaliação é feita e a classificação de Risser é usada para classificar a maturidade esquelética.</p>
<p>Outro ponto fundamental é a definição da maturação óssea do esqueleto também medida através da radiografia do punho ou bacia onde avaliamos o índice de Risser. Nesta avaliação é possível identificar a capacidade de progressão da curvatura.<br />
Somente após avaliação da curvatura da maturação do esqueleto o tratamento poderá ser definido.</p>
<p><strong>Como tratar escoliose?</strong></p>
<p>O tratamento pode ser feito de forma conservadora através de fisioterapia e uso do colete dependendo do grau de curva (ângulo de Cobb) e do Risser.</p>
<p>O tratamento cirúrgico deve ser estabelecido em algumas condições, entre elas: Progressão da curva, apesar do uso de órtese.</p>
<p>Cirurgias são feitas em situações de curvas elevadas, aquelas superiores a 40 graus ou em progressão apesar do tratamento conservador.</p>
<p>O Pós-operatório é variável e depende da extensão da cirurgia.<br />
Cirurgias mais longas no pós-operatório imediato o paciente fica em observação no CTI nas primeiras 24h, para um monitoramento mais próximo, após essas horas segue para o quarto onde se inicia a recuperação com fisioterapia motora e reabilitação corporal, pois há uma mudança de altura e alinhamento que o corpo precisará de adaptar logo após a cirurgia.</p>
<p>De maneira geral, o processo de fusão ocorre no período de 3 a 6 meses quando o paciente está liberado para as atividades físicas.</p>
<p>Dr Felipe Mourão, Neurocirurgião, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e professor.<br />
RQE30113</p>
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