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	<title>CNI &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>CNI &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Fim da escala 6&#215;1 aprofunda disputa entre sindicatos e setor empresarial no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 18:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A aprovação do fim da escala 6&#215;1 pela Câmara dos Deputados intensificou o embate entre representantes dos trabalhadores e entidades empresariais em todo o país. Enquanto centrais sindicais classificaram a medida como uma conquista histórica, setores da indústria e do agronegócio reagiram com críticas e alertas sobre possíveis impactos econômicos e aumento de custos para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A aprovação do fim da escala 6&#215;1 pela Câmara dos Deputados intensificou o embate entre representantes dos trabalhadores e entidades empresariais em todo o país. Enquanto centrais sindicais classificaram a medida como uma conquista histórica, setores da indústria e do agronegócio reagiram com críticas e alertas sobre possíveis impactos econômicos e aumento de custos para as empresas.</p>
<p>A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho no Brasil, com redução gradual da carga semanal de 44 para 40 horas e adoção de dois dias de descanso remunerado por semana. Pelo acordo fechado entre governo federal e lideranças da Câmara, a transição começará em até 60 dias após a promulgação da proposta. Nesse período inicial, a jornada cairá para 42 horas semanais. A redução para 40 horas deverá ocorrer ao longo de 12 meses.</p>
<p>A Central Única dos Trabalhadores (CUT) comemorou o resultado da votação e afirmou que o avanço representa uma das principais reivindicações históricas do movimento sindical brasileiro. Em nota conjunta, CUT, Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores defenderam que a nova jornada pode melhorar a qualidade de vida da população, ampliando o tempo dedicado à família, descanso, saúde, lazer e qualificação profissional.</p>
<p>As entidades sindicais também atribuíram a aprovação à mobilização popular e à pressão exercida por trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais nos últimos meses. Após a votação, lideranças reforçaram a necessidade de manter articulação política para garantir a aprovação da proposta no Senado Federal.</p>
<p>Nas ruas, manifestações favoráveis ao fim da escala 6&#215;1 reuniram trabalhadores e movimentos sociais em diferentes cidades do país. Em São Paulo, um ato realizado na Avenida Paulista pediu a redução da jornada sem corte salarial e criticou modelos considerados exaustivos para os trabalhadores brasileiros.</p>
<p>Do outro lado, representantes do setor produtivo demonstraram forte resistência à proposta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida é “inadequada e inoportuna” e argumentou que a redução da jornada sem ganhos equivalentes de produtividade poderá elevar custos operacionais, pressionar preços e gerar impactos negativos sobre empregos e competitividade.</p>
<figure id="attachment_90922" aria-describedby="caption-attachment-90922" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-90922" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/28-Fim-da-escala-6x1-aprofunda-disputa-entre-sindicatos-e-setor-empresarial-no-Brasil-CNI-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Fim Da Escala 6x1 Aprofunda Disputa Entre Sindicatos E Setor Empresarial No Brasil - CNI - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/28-Fim-da-escala-6x1-aprofunda-disputa-entre-sindicatos-e-setor-empresarial-no-Brasil-CNI-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/28-Fim-da-escala-6x1-aprofunda-disputa-entre-sindicatos-e-setor-empresarial-no-Brasil-CNI-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/28-Fim-da-escala-6x1-aprofunda-disputa-entre-sindicatos-e-setor-empresarial-no-Brasil-CNI-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/28-Fim-da-escala-6x1-aprofunda-disputa-entre-sindicatos-e-setor-empresarial-no-Brasil-CNI-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-90922" class="wp-caption-text">Entidades como a CNI avaliam que a redução da jornada, sem transição adequada e sem ganhos de produtividade, pode elevar custos e pressionar preços &#8211; Foto: CNI/Divulgação</figcaption></figure>
<p>A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a aprovação da proposta e afirmou que a votação foi influenciada pelo cenário eleitoral. A entidade sustenta que mudanças desse porte deveriam ocorrer por meio de negociações coletivas entre empresas e trabalhadores, e não por imposição constitucional uniforme.</p>
<p>O agronegócio também reagiu de forma negativa. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) estimou que a mudança poderá gerar impacto bilionário ao setor apenas no estado paranaense. Segundo a entidade, atividades agrícolas dependem de jornadas contínuas em períodos específicos de safra, o que exigiria contratação adicional de mão de obra ou pagamento elevado de horas extras.</p>
<p>O debate ganhou força nas redes sociais e em fóruns online. Em discussões no Reddit, usuários dividiram opiniões entre apoio à redução da jornada e preocupações sobre possíveis adaptações das empresas, como ampliação do uso de contratos PJ ou adoção de escalas alternativas, como a jornada 12&#215;36.</p>
<p>Estudos acadêmicos também passaram a analisar os efeitos econômicos da proposta. Uma nota técnica publicada neste ano apontou que mudanças mais amplas na jornada semanal exigiriam aumento de produtividade para evitar impactos sobre o Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem defendendo que a mudança seja construída por meio de diálogo entre governo, trabalhadores e empresários. Segundo o presidente, a intenção é encontrar um modelo que amplie direitos trabalhistas sem provocar prejuízos à economia. Agora, a proposta seguirá para análise no Senado Federal, onde o tema promete continuar dividindo opiniões entre parlamentares, sindicatos e representantes do setor empresarial.</p>
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		<title>Indústria de transformação perde dinamismo em setembro, aponta CNI</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/industria-de-transformacao-perde-dinamismo-em-setembro-aponta-cni/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 14:53:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta para a perda de dinamismo da atividade da indústria de transformação na passagem de agosto para setembro. De acordo com os Indicadores Industriais, o faturamento real do setor caiu 0,5% no período, as horas trabalhadas recuaram 1% e a utilização da capacidade instalada manteve tendência de [&#8230;]]]></description>
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<p>Pesquisa mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta para a perda de dinamismo da atividade da indústria de transformação na passagem de agosto para setembro. De acordo com os Indicadores Industriais, o faturamento real do setor caiu 0,5% no período, as horas trabalhadas recuaram 1% e a utilização da capacidade instalada manteve tendência de queda, com redução de 0,3 ponto percentual de um mês para o outro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Para a entidade, os juros altos seguem como um importante fator de desaceleração da indústria.</p>
<p>“Apesar do início dos cortes da taxa básica de juros, ela permanece exercendo um papel restritivo sobre a economia, contribuindo para um ambiente de crédito bastante desfavorável”, explicou a economista da CNI Larissa Nocko. “Esperamos uma redução das concessões de crédito às empresas neste ano, em termos reais, e um crescimento fraco das concessões aos consumidores, o que já vem repercutindo sobre uma demanda bastante enfraquecida”, afirmou.</p>
<p>Nesta terça-feira (31), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia a sétima reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. No encontro, que termina na quarta-feira (1°), a expectativa é que o órgão reduza a taxa dos atuais 12,75% ao ano para 12,25% ao ano.</p>
<p>Este deverá ser o terceiro corte desde agosto. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.</p>
<p>Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.</p>
<p>Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.</p>
<h2>Dados da indústria</h2>
<p>Durante o ano, o faturamento da indústria intercalou altas e baixas, mas, segundo a CNI, o terceiro trimestre indica que a trajetória é de queda. Na comparação com setembro de 2022, o indicador apresenta redução de 1,4%. As horas trabalhadas registraram o quarto mês sem avanços e, na comparação com o mesmo mês do ano passado, teve recuo de 3,5%.</p>
<p>Com o recuo no mês, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria de transformação alcançou 78,1% em setembro. Na comparação com setembro de 2022, a redução foi de 2,8 pontos percentuais. “O resultado mostra continuidade da tendência de queda observada na série desde 2021”, avalia a CNI.</p>
<p>Já o emprego registrou estabilidade em setembro, com variação negativa de 0,1%. Desde o mês de maio, esse indicador vem alternando entre meses de estabilidade e queda. “Após avançar de forma expressiva em 2021 e 2022, o indicador tem confirmado a perda dinamismo no período recente, como se verifica nos outros indicadores de atividade industrial”, avalia a CNI.</p>
<p>Por outro lado, a massa salarial e o rendimento médio do trabalho seguem em trajetória de crescimento.</p>
<p>O rendimento médio real apresentou crescimento de 1,6% em setembro, na comparação com o mês anterior. De acordo com a pesquisa, ao longo deste ano, o indicador também alternou entre avanços e quedas, no entanto, com as altas mais intensas que os recuos.</p>
<p>Setembro é o segundo mês consecutivo de crescimento do rendimento, que acumulou avanço de 2,7% no ano, atingindo o ponto mais alto do ano. Na comparação com setembro de 2022, o indicador apresenta crescimento de 2,8%.</p>
<p>No caso da massa salarial real da indústria de transformação, houve crescimento de 1,5% em setembro na comparação com agosto, compondo uma trajetória de crescimento. Em relação a setembro de 2022, o avanço foi de 3,1%.</p>
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		<title>CNI afirma que redução de tarifas incentivaria maior uso do transporte público no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cni-afirma-que-reducao-de-tarifas-incentivaria-maior-uso-do-transporte-publico-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 14:46:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Mobilidade Urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre mobilidade urbana, a redução da tarifa em 25%, a diminuição do tempo de espera em 24% e o reforço na segurança em 20% emergem como os principais fatores capazes de incentivar os não usuários de transporte público a adotarem essa opção nas grandes cidades. A pesquisa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre mobilidade urbana, a redução da tarifa em 25%, a diminuição do tempo de espera em 24% e o reforço na segurança em 20% emergem como os principais fatores capazes de incentivar os não usuários de transporte público a adotarem essa opção nas grandes cidades.</p>
<p>A pesquisa abrangeu 2.019 indivíduos em municípios com mais de 250 mil habitantes nas 27 unidades federativas do Brasil. Além disso, os entrevistados também destacaram outros elementos que poderiam impulsionar um maior uso do transporte público, como uma maior oferta de linhas e rotas, maior conforto interior, aprimoramento dos veículos e menor tempo de trajeto.</p>
<p>Na esfera das opções diárias de transporte, o automóvel lidera com 75%, seguido pela motocicleta com 60% e a bicicleta com 54%. O ônibus é o principal meio de transporte coletivo utilizado, com 50% das pessoas recorrendo a ele diariamente ou em quase todos os dias. Outros meios incluem caronas e trens (37%), serviços fretados (30%), vans (29%), carros por aplicativos e metrô (28%), táxis (25%) e barcos (3%).</p>
<p>No contexto da bicicleta, 39% dos entrevistados afirmaram que aprimoramentos na segurança para pedalar nas vias os levariam a utilizar mais esse meio. Além disso, o respeito dos motoristas em relação aos ciclistas (35%) e a ampliação das ciclovias e ciclofaixas (27%) também foram mencionados como incentivos.</p>
<p>Outro destaque da pesquisa é a avaliação positiva dos serviços de transporte por aplicativo, que se destacaram como o meio de transporte mais bem avaliado nas cidades. Conforme a pesquisa, 64% dos usuários consideram esses serviços bons ou ótimos, mais que o dobro da avaliação favorável dos táxis (30%). O metrô é o segundo serviço mais bem avaliado, com 58% de aprovação ótima ou boa, seguido por trens (38%), táxis (30%) e ônibus (29%).</p>
<p>Realizada entre 1º e 5 de abril pelo Instituto Pesquisa de Reputação e Imagem (IPRI) a pedido da CNI, a pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95%.</p>
<h2>Queda no uso de ônibus</h2>
<p>O sistema de transporte público por ônibus urbano no Brasil registrou uma significativa queda de 24,4% na demanda entre os anos de 2019 e 2022, principalmente como resultado dos impactos da pandemia. Isso se traduz em uma média de quase 8 milhões de deslocamentos diários de passageiros que deixaram de ocorrer durante esse período.</p>
<p>Essa informação foi revelada recentemente no lançamento do Anuário 2022-2023 da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).</p>
<p>O relatório inédito demonstra que, embora tenha havido um aumento de 12,1% na demanda (ou seja, no número de passageiros transportados) e um aumento de 10,3% na produtividade (calculada pelo número de passageiros transportados por quilômetro rodado) em 2022 em comparação com 2021, o setor ainda não conseguiu recuperar os níveis de atividade observados antes da pandemia.</p>
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		<title>Brasil precisa investir R$ 295 bilhões em mobilidade urbana até 2042</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-precisa-investir-r-295-bilhoes-em-mobilidade-urbana-ate-2042/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2023 18:07:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugere serem necessários R$ 295 bilhões em investimentos, até 2042, na infraestrutura de mobilidade urbana das 15 principais regiões metropolitanas do país. Intitulado Mobilidade Urbana no Brasil: Marco Institucional e Propostas de Modernização, o estudo lista também uma série de recomendações visando a ampliação e a modernização [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugere serem necessários R$ 295 bilhões em investimentos, até 2042, na infraestrutura de mobilidade urbana das 15 principais regiões metropolitanas do país.</p>
<p>Intitulado Mobilidade Urbana no Brasil: Marco Institucional e Propostas de Modernização, o estudo lista também uma série de recomendações visando a ampliação e a modernização dos atuais sistemas de mobilidade urbana.</p>
<p>Dos R$ 295 bilhões calculados pelo levantamento, R$ 271 bilhões teriam como destino a expansão de linhas de metrô, o que possibilitaria “mais que dobrar” a extensão da malha atual. A ampliação das estruturas de rede de trens seria destino de R$ 15 bilhões, e outros R$ 9 bilhões seriam investidos em sistema de transporte rápido por ônibus (BRT).</p>
<p>Segundo o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, o país “subinveste e subfinancia o transporte coletivo”, além de privilegiar e subsidiar o transporte individual motorizado, “inclusive na precificação dos combustíveis fósseis utilizados por automóveis e veículos individuais”.</p>
<p>Para chegarem em “um nível de excelência”, as regiões metropolitanas brasileiras precisam superar a falta de financiamento – fator apontado como “o maior gargalo para a expansão dos transportes urbanos no Brasil”.</p>
<p>Na avaliação da CNI, é preciso viabilizar fontes de investimentos, “com recursos nacionais e estrangeiros, além de participação pública e privada”.</p>
<p>“É importante ampliar o número de Parcerias Público-Privadas em um modelo de PPP que agrupe a construção do sistema, da operação e da manutenção, em contratos de concessão de duração relativamente longas, em torno de 30 anos”, explicou Cardoso.</p>
<p>As 15 regiões metropolitanas avaliadas são Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Goiânia, Belém, Fortaleza, Natal, Salvador, João Pessoa, Maceió, Porto Alegre, Recife e Teresina.</p>
<h2>Lei de Mobilidade</h2>
<p>O estudo da CNI aponta que 74% dos 116 municípios com mais 250 mil habitantes cumpriram os prazos estipulados pela Lei de Mobilidade Urbana, que estabeleceu a essas cidades que elaborassem e aprovassem um Plano de Mobilidade Urbana (PMU) até abril do ano passado.</p>
<p>No caso dos municípios com população entre 20 mil e 250 mil, o prazo dado foi até 12 de abril deste ano. Segundo a CNI, dos 1.908 municípios que se enquadram nesse perfil, apenas 13% atestaram, até setembro do ano passado, ter um plano de mobilidade.</p>
<p>Assim sendo, acrescentou a entidade, “cerca de 87% desses municípios teriam um horizonte pequeno (até abril deste ano) para elaborar e aprovar um plano municipal e, portanto, garantir o financiamento de projetos do setor”.</p>
<p>“É importante assegurar que municípios sem plano não recebam financiamento federal per capita superior a cidades com planejamento aprovado”, alerta Wagner Cardoso.</p>
<h2>Diagnóstico</h2>
<p>“Chama a atenção o subaproveitamento nas nossas metrópoles da bicicleta como um modal de transportes. De fato, em todas as RMs brasileiras, a participação da bicicleta oscilava entre 0,8% e 2,4%, em contraposição a cerca de 4% em Santiago, 7% em Bogotá e 13% na capital da Alemanha”, destaca a CNI.</p>
<p>O levantamento apresenta um diagnóstico indicando que “as cidades cresceram, foram amplamente urbanizadas, mas os transportes não acompanharam o ritmo de crescimento”. Na sequência, recomenda investimentos em transporte coletivo e transporte individual não motorizado.</p>
<p>“A urbanização não foi acompanhada por um planejamento voltado à redução das distâncias percorridas pelos cidadãos, para a qual o adensamento das cidades e a melhor distribuição de suas principais funções – moradia, trabalho, serviços e lazer – constituiriam seu alicerce”, diz um trecho da pesquisa.</p>
<p>O estudo acrescenta que, de uma forma geral, as cidades com maiores níveis de renda têm maior demanda por transporte individual. “Isso pode explicar porque em Curitiba 49% das viagens são feitas de carro ou moto, apesar do reconhecido sistema de BRT [Bus Rapid Transit] e de a cidade apresentar uma boa infraestrutura de transportes para os padrões brasileiros”.</p>
<p>Já em Salvador e Recife – cidades com rede de transporte público menos estruturada –, esse modal representa somente 22,1% e 16,7%, respectivamente.</p>
<p>No Rio de Janeiro, “a baixa participação dos transportes individuais (19,5%) pode estar associada a uma confluência de fatores ligados tanto a um menor nível de renda de amplos setores da população metropolitana, quanto à existência de uma extensa – ainda que precária – rede de transportes na metrópole”, aponta a CNI.</p>
<h2>Impactos</h2>
<p>O deslocamento do trabalhador, de sua casa até o trabalho – e do trabalho até sua casa – “afeta diretamente” a produtividade e os gastos associados ao transporte, diz a CNI.</p>
<p>Segundo o estudo, “esse desgaste diário afeta não apenas a concentração e a capacidade do funcionário, mas sua assiduidade e probabilidade de afastamento por doenças”.</p>
<p>“Nesse sentido, a modernização do sistema seria essencial para melhorar a competitividade da indústria, além de estimular a cadeia produtiva voltada ao transporte público de média e alta capacidade”, acrescentou.</p>
<p>A CNI avalia que o Brasil dispõe de um “moderno ordenamento jurídico que disciplina não apenas o planejamento, mas também a execução de políticas no setor”.</p>
<p>No entanto, acrescenta ser necessário que mudanças em estruturas e na organização das cidades venham acompanhadas do desenvolvimento de um sistema de transportes capaz de encurtar o tempo de deslocamento; e que proporcione “maior conforto aos usuários e integrar os diversos modais de forma a não penalizar aqueles que, por falta de alternativas, vieram forçados a residir distantes dos centros de serviços e empregos”.</p>
<h2>Recomendações</h2>
<p>Entre as recomendações apresentadas pela entidade está a de assegurar instrumentos mais efetivos para a modernização dos sistemas de mobilidade, com o aperfeiçoamento institucional e de governança no âmbito dos municípios, e uma lei municipal como ferramenta de efetivação dos planos de mobilidade.</p>
<p>A CNI sugere também dotar as regiões metropolitanas de “estruturas de governança mais efetivas, transferindo as atribuições da gestão da mobilidade urbana para uma instituição de natureza metropolitana voltada exclusivamente à mobilidade”.</p>
<p>A entidade defende a viabilização de fontes para o financiamento dos R$ 295 bilhões em investimentos para as 15 regiões metropolitanas até 2042. Nesse sentido, “é importante ampliar o número de Parcerias Público-Privadas em um modelo de PPP que agrupe a construção do sistema, operação e manutenção, em contratos de concessão de duração relativamente longas (em torno de 30 anos)”.</p>
<p>Por fim, a CNI sugere a ampliação das fontes de financiamento para investimentos em mobilidade, “inclusive pela criação de fundos de equilíbrio econômico-financeiro das operadoras de transporte coletivo, administrados em âmbito das regiões metropolitanas e alimentando com recursos arrecadados de receitas não tarifárias diversas”.</p>
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		<title>CNI eleva para 3,1% projeção de crescimento do PIB em 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2022 14:28:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[A melhoria do mercado de trabalho e o aumento da demanda do setor de serviços fizeram a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevar a projeção de crescimento da economia neste ano. Segundo o Informe Conjuntural do 3º Trimestre, divulgado hoje (11) pela entidade, a estimativa passou de 1,4% em julho para 3,1% em outubro. No fim do [&#8230;]]]></description>
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<p>A melhoria do mercado de trabalho e o aumento da demanda do setor de serviços fizeram a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevar a projeção de crescimento da economia neste ano. Segundo o Informe Conjuntural do 3º Trimestre, divulgado hoje (11) pela entidade, a estimativa passou de 1,4% em julho para 3,1% em outubro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>No fim do ano passado, a CNI tinha projetado crescimento de 1,2%. No entanto, a guerra na Ucrânia e os <em>lockdowns</em> na China levaram a entidade a reduzir a previsão para 0,9% em abril. A CNI informa que a gradual normalização das cadeias globais de suprimentos, o aumento de gastos com programas sociais e a queda da inflação contribuíram para melhor as previsões.</p>
<p>Em relação à inflação, a CNI projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como indicador oficial pelo governo, encerrará o ano em 5,9%, contra estimativa anterior de 7,6%. Segundo a entidade, a desaceleração ajuda a recompor o rendimento médio real das famílias e a recuperar o poder de compra e o consumo.</p>
<p>De acordo com a CNI, a recuperação do mercado de trabalho continua, com 99 milhões de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em agosto. Desde 2020, o indicador melhora. Esses dados fizeram a entidade reduzir, de 10,8% para 9,3%, a expectativa da taxa média de desemprego em 2022. A previsão de crescimento da massa salarial real (acima da inflação) subiu de 1,6% para 5,1% neste ano.</p>
<h3>Setores</h3>
<p>Em relação aos setores da economia, a CNI também revisou para cima as projeções do PIB de alguns segmentos. Para os serviços, a previsão de crescimento aumentou de 1,8% para 3,8%, impulsionada pela normalização pós-pandemia e pelo aquecimento econômico.</p>
<p>Em relação à indústria, a estimativa de crescimento em 2022 passou de 0,2% para 2%. Segundo a entidade, o setor industrial registrou altas moderadas na produção no primeiro trimestre, o setor está conseguindo contornar os gargalos nas cadeias de suprimentos, apesar da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. No caso da indústria de construção, o segmento beneficia-se da ampliação do principal programa de financiamento habitacional do governo.</p>
<p>O destaque negativo ficou com a agropecuária, cuja projeção passou de estabilidade (0%) para queda de 1,7%. Segundo a CNI, a revisão para baixo ocorre devido ao aumento de custos de produção, gerado pela guerra no Leste europeu. e de eventos climáticos adversos no fim do ano passado que prejudicaram as safras de soja, cana-de-açúcar e milho.</p>
<h3>Desaceleração</h3>
<p>Em relação aos juros básicos da economia, a CNI acredita que o aperto monetário promovido pelo Banco Central tenha chegado ao fim. Para a entidade, a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, será mantida nesse nível até o fim do ano. Apesar dos juros altos, o relatório estima crescimento real (acima da inflação) de 11% na concessão de crédito em 2022, mesmo com expectativa de desaceleração antes do fim do ano.</p>
<p>Para a CNI, os primeiros dados do terceiro trimestre mostram desaceleração em relação ao trimestre anterior. Mesmo assim, ressaltou a entidade, a atividade econômica continuará aquecida. Segundo o relatório, a confiança dos empresários da indústria segue elevada; dados preliminares mostram crescimento da indústria e dos serviços, ainda que com menos força; e a criação de empregos continua significativa e disseminada.</p>
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		<title>Atividade e nível de emprego da indústria caem em abril, mostra CNI</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/atividade-e-nivel-de-emprego-da-industria-caem-em-abril-mostra-cni/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 15:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Queda]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de um período de crescimento no início do ano, a indústria começou o segundo trimestre com sinais de fadiga. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), todos os indicadores analisados caíram em abril, afetando negativamente o desempenho do setor. O faturamento real da indústria de transformação recuou 0,6% em abril, [&#8230;]]]></description>
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<p>Depois de um período de crescimento no início do ano, a indústria começou o segundo trimestre com sinais de fadiga. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), todos os indicadores analisados caíram em abril, afetando negativamente o desempenho do setor.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O faturamento real da indústria de transformação recuou 0,6% em abril, praticamente revertendo a alta de 0,7% registrada em março. Em relação a abril do ano passado, a queda chega a 5,8%.</p>
<p>As horas trabalhadas na produção caíram 2,2% em abril, o segundo mês consecutivo de queda. O indicador registrou quatro crescimentos seguidos, de novembro de 2021 a fevereiro de 2022, mas começou a cair em março. Na comparação com abril do ano passado, o número de horas trabalhadas está 0,2% menor.</p>
<p>O desempenho negativo na atividade refletiu-se no mercado de trabalho. O emprego industrial caiu 0,5% em abril na comparação com março. Esse foi o primeiro recuo após uma sequência de altas que tinha começado no segundo semestre de 2020, quando a economia começava a recuperar-se das medidas de distanciamento social da pandemia de covid-19. Apesar da queda, o nível de emprego na indústria acumula crescimento de 1,6% em relação a abril de 2021.</p>
<p>A massa salarial também caiu, recuando 0,5% em abril, após cinco meses de alta ou de estabilidade. Em relação a abril de 2021, a massa salarial real mostra crescimento de 0,2%.</p>
<h2>Fragilidade</h2>
<p>Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a fragilidade atual da indústria decorre de um cenário de dificuldades econômicas. Do lado da oferta, o setor está sendo pressionado pelo alto custo dos insumos e pelo agravamento da escassez de alguns deles após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e as recentes medidas de <em>lockdown</em> na China.</p>
<p>Do lado da demanda, os consumidores estão comprando menos por causa da inflação e dos juros altos, que reduz o poder de compra. Segundo a CNI, as quedas observadas em abril revertem os pequenos ganhos do primeiro trimestre. “A economia brasileira precisa de uma alavanca para atrair investimentos e voltar a crescer, que deveria ser a reforma tributária, mas todos os esforços nesse sentido têm sido frustrados”, afirma Azevedo.</p>
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		<item>
		<title>Indústria deve qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/industria-deve-qualificar-96-milhoes-de-pessoas-ate-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 14:01:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Qualificação]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Deste total, dois milhões [&#8230;]]]></description>
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<p>O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.</p>
<p>Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.</p>
<h2>Cadeia produtiva</h2>
<p>De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.</p>
<p>O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.</p>
<p>As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.</p>
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</div>
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		<title>O desafio de conciliar geração de empregos com redução de custos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/o-desafio-de-conciliar-geracao-de-empregos-com-reducao-de-custos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 May 2022 23:27:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Anamatra]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[Empregador]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Home Office]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Teletrabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[O mês de maio, dedicado ao trabalhador, levanta a questão de como conciliar a geração de empregos com a redução de custos de manutenção e também de criação de novos postos de trabalho. “Esse é um desafio muito grande que se percebe no mundo inteiro, de como viabilizar os empregos desonerando as empresas, ou seja, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mês de maio, dedicado ao trabalhador, levanta a questão de como conciliar a geração de empregos com a redução de custos de manutenção e também de criação de novos postos de trabalho. “Esse é um desafio muito grande que se percebe no mundo inteiro, de como viabilizar os empregos desonerando as empresas, ou seja, melhorando a situação tributária e jurídica das empresas”, disse o professor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV Rio) Paulo Renato Fernandes.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo o professor, a reforma trabalhista trouxe um cenário mais favorável, ou adaptado, a essa situação. “Hoje, você tem novas formas de contratação, novos tipos de contrato, de gestão jurídica das empresas, que permitem que você tenha uma economia maior e, portanto, possa contratar mais trabalhadores”, explicou.</p>
<p>Nesse quadro, há questões importantes, segundo Fernandes. A primeira se refere à desburocratização das relações de trabalho no Brasil. O segundo aspecto diz respeito à desoneração da folha. “Porque quando você onera a folha de salários, diretamente está gerando para a empresa custo econômico”, disse.</p>
<p>Em termos de medidas jurídicas que podem ser adotadas, o professor da Escola de Direito da FGV Rio destacou que existe a possibilidade de adoção do banco de horas; os diversos casos que a legislação admite a terceirização; as novas formas de remuneração menos caras para o empregador, além de novas formas de contratação.</p>
<h2>Teletrabalho</h2>
<figure id="attachment_48969" aria-describedby="caption-attachment-48969" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-48969" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-Professor-considera-o-teletrabalho-uma-boa-oportunidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Desafio De Conciliar Geração De Empregos Com Redução De Custos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-Professor-considera-o-teletrabalho-uma-boa-oportunidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-Professor-considera-o-teletrabalho-uma-boa-oportunidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-Professor-considera-o-teletrabalho-uma-boa-oportunidade-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-48969" class="wp-caption-text">Professor considera o teletrabalho uma boa oportunidade &#8211; Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Ele considera também o <em>home office</em> (trabalho em casa) uma boa oportunidade, mas não só o trabalho feito na residência, mas também o trabalho à distância ou o teletrabalho como um todo. “Você descentraliza o local de trabalho para outras regiões mais economicamente interessantes”, disse.</p>
<p>De acordo com o professor, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, por exemplo, a empresa paga mais Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e aluguel, com mão de obra mais cara. “O custo de vida mais caro se reproduz na produção. Você pode ter essa mesma base produtiva laborando, por exemplo, no interior do Piauí ou em Minas Gerais, pelo teletrabalho, de forma mais barata”, defende.</p>
<p>Para Fernandes, a redução da jornada é algo muito importante, em razão, inclusive, da robótica. “O problema é que, olhando o salário hoje, se você reduz jornada, vai ter que contratar mais empregados, e há um custo dessa contratação”. Por isso, ele entende que a redução de jornada pode fugir ao objetivo que é gerar empregos e reduzir custos para o empregador. “Como política empresarial, só vai onerar o custo da empresa”.</p>
<p>Já a participação nos lucros e resultados (PLR), segundo o professor, é interessante para funcionários e patrões, porque não tem natureza remuneratória. “Ou seja, você não paga tributos sobre isso. Você consegue desonerar a folha de pagamento. A reforma trabalhista entrou fortemente nisso. A empresa pode desonerar a folha de pagamento adotando novas políticas ou formas de remuneração”.</p>
<p>Ele lembrou ainda que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) conferem segurança jurídica para a terceirização. E salientou, também, a contratação de cooperativas de trabalho, em que a mão de obra é mais barata para as empresas.</p>
<h2>Trabalho remoto</h2>
<p>Para o presidente do Conselho Empresarial Trabalhista e Sindical da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Carlos Renaux, o trabalho remoto é um bom exemplo de como é possível conciliar reivindicação de trabalhadores com redução de custos e manutenção de empregos.</p>
<p>“A adoção desse modelo de trabalho é positivo para o empregado, pois elimina o tempo de deslocamento e permite que ele passe a estar mais disponível para a família. Para as empresas, também há benefícios, como o corte de custos. Muitas reduziram gasto com aluguel porque não precisam mais de tanto espaço, o que beneficia ambas as partes. Da mesma forma, gasta-se menos com energia, com auxílio-transporte. Há redução de acidentes também. Entendemos que o trabalho remoto é um ponto convergente entre patrões e empregados”, disse Renaux.</p>
<h2>Crescimento econômico</h2>
<p>Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou ter sempre reforçado que a criação de postos de trabalho resulta do crescimento da economia, e não de uma legislação por si só, seja qual ela for.</p>
<p>Em relação à terceirização, a entidade esclareceu que, conforme estabelece a Lei 13.429/2017, trata-se de uma forma de organização e gestão de processos produtivos das empresas, pela qual uma empresa contrata de uma outra empresa a prestação de serviços ou etapas de processos produtivos especializados que não são realizados pela estrutura da tomadora. “Não se trata, portanto, de contratação direta de mão de obra, com redução ou supressão de direitos”, explicou.</p>
<p>De acordo com a CNI, a terceirização não deve ser confundida com intermediação de mão de obra, pela qual a empresa fornecedora transfere a subordinação do empregado por tempo determinado. Para a entidade, a regulamentação de terceirização trouxe um conjunto de obrigações para as empresas e proteções para o trabalhador na relação entre a empresa contratante e a contratada.</p>
<p>Quanto ao teletrabalho, modalidade que tem no <em>home office</em> uma de suas possibilidades, a CNI lembrou que está regulamentado pela reforma trabalhista. “Uma empresa pode ou não adotar o teletrabalho. Se adotar, pode ser aplicável para algumas funções e não para outras. Isso é uma escolha de gestão. Pela lei, a obrigação da empresa, quando decide por adotar o teletrabalho, é incluir cláusula específica no contrato individual de seu empregado, estabelecendo as regras e rotinas pactuadas”.</p>
<h2>Acordos</h2>
<figure id="attachment_48965" aria-describedby="caption-attachment-48965" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-48965" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-EAnamatra-diz-que-muitos-dos-empregos-no-Brasil-estao-desatualizados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Desafio De Conciliar Geração De Empregos Com Redução De Custos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-EAnamatra-diz-que-muitos-dos-empregos-no-Brasil-estao-desatualizados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-EAnamatra-diz-que-muitos-dos-empregos-no-Brasil-estao-desatualizados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/08-EAnamatra-diz-que-muitos-dos-empregos-no-Brasil-estao-desatualizados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-48965" class="wp-caption-text">Anamatra diz que muitos dos empregos no Brasil estão desatualizados &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Indagada se a redução de jornada e o incentivo à participação dos funcionários nos lucros e resultados poderiam ser alternativas viáveis no mercado de trabalho do Brasil, a CNI explicou que a redução da jornada de trabalho não se traduz na geração de empregos, que está diretamente ligada ao crescimento econômico. Observou, entretanto, que empresas e trabalhadores podem acordar sobre a redução da jornada e do salário, conforme previsto na Constituição.</p>
<p>“O acordo e a convenção coletiva são instrumentos do mundo do trabalho, presentes não apenas na legislação brasileira, à qual as empresas e representações de trabalhadores recorrem, em comum acordo e por tempo determinado, em situações extraordinárias de crise sobre o mercado de trabalho, como ocorreu durante o período mais agudo da pandemia”, disse a CNI.</p>
<p>A entidade lembrou que dados de 2020 mostram que a utilização desse instrumento foi de grande importância para o país, ao permitir que se preservassem postos de trabalho enquanto as empresas atravessaram tempos de forte redução de receitas.</p>
<p>A CNI disse ainda que a participação em lucros e resultados também está prevista na legislação trabalhista como instrumento de incentivo à produtividade. “A sua adoção é fruto da negociação entre a empresa e seus trabalhadores ou sindicato”, disse.</p>
<h2>Anamatra</h2>
<p>Também em nota, o presidente da Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Luiz Colussi, afirmou que um dos problemas enfrentados no Brasil em relação à geração de novos postos de trabalho é o fato de que muitos dos empregos estão desatualizados, passando por processos de substituição parcial ou integral. “E isso é agravado pelas crises que vivemos. Mas o trabalhador não pode simplesmente ser o culpado e pagar por isso, e ver pesar sobre suas costas a responsabilidade pelo equilíbrio da economia, enquanto alguns ampliam seus lucros. O país não pode abrir mão de desenvolver políticas públicas para a busca de pleno emprego”, defende Colussi.</p>
<p>O presidente da Anamatra disse que é preciso proteger o trabalhador, fazendo com que ele evolua para os próximos postos de trabalho. “É necessário preparar a população para que ela esteja apta a assumir novas formas laborais”, disse.</p>
<p>Segundo Luiz Colussi, o Brasil precisa criar esses novos trabalhos, com forte dose de conhecimento e transformação, que produzam riqueza local e entregas relevantes de valor agregado, e não apenas importar soluções, serviços e produtos que drenem recursos de um lugar para outro. “Além do mais, não se pode abrir mão da proteção dos trabalhadores envolvidos nas novas formas de trabalho”, salientou.</p>
<p>Na avaliação do juiz, a terceirização e o <em>home office</em> “não devem e não podem promover precarização das relações de trabalho, serem usados de forma irrestrita, levando o trabalhador à exaustão e à exposição a toda sorte de riscos”. Ele disse que isso também vale para outras mudanças, como a redução de jornada, o direito à desconexão e a participação nos lucros, que podem ser boas inovações, desde que não sejam introduzidas como forma de precarizar a relação de trabalho, prejudicando tanto trabalhadores como empregadores e a sociedade.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>CNI: só 10% das empresas usam financiamento público para pesquisa</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cni-so-10-das-empresas-usam-financiamento-publico-para-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 13:40:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Público]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 196 empresas com mais de 50 funcionários mostra que apenas 10% delas utilizaram linhas de financiamento de instituições financeiras ou organismos públicos para obter recursos destinados à área de pesquisa e desenvolvimento (P&#38;D) em 2020.  De acordo com a pesquisa divulgada hoje (9), 89% das empresas ouvidas usaram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 196 empresas com mais de 50 funcionários mostra que apenas 10% delas utilizaram linhas de financiamento de instituições financeiras ou organismos públicos para obter recursos destinados à área de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) em 2020. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>De acordo com a pesquisa divulgada hoje (9), 89% das empresas ouvidas usaram recursos próprios para o setor; 3% disseram que obtiveram financiamento de instituições financeiras privadas. O levantamento tem margem de erro de 5,9% a 7,9% e foi feito no período de 4 de outubro de 2021 a 4 de fevereiro de 2022.</p>
<p>O principal programa público de apoio à área de P&amp;D utilizado pelas empresas foi a Lei do Bem, citada por 41% das beneficiadas com financiamento público. Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os resultados referentes às fontes de financiamento confirmam realidade já observada há anos no Brasil: o país não prioriza a área de ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I) e a inovação empresarial é feita com baixo apoio público.</p>
<p>“Estamos na contramão de países desenvolvidos, que reconhecem o papel do Estado no fomento à inovação, ciência e tecnologia. Os frutos de um ambiente nacional mais aberto para a inovação são colhidos pela própria sociedade, com aumento da qualidade de vida das pessoas, redução do custo da tecnologia, criação de empregos melhores. Por isso, o Brasil precisa, urgentemente, de uma estratégia de inovação de longo prazo”, destacou Andrade.</p>
<p>De acordo com a CNI, no levantamento nacional mais atual, o Brasil investiu 1,21% do Produto Interno Bruto (PIB) em P&amp;D em 2019, incluindo recursos públicos e privados, contra 1,17% do ano anterior. A título de comparação, o investimento chinês em P&amp;D, em relação ao PIB, foi de 2,23% em 2019.</p>
<p>O levantamento revela que a maior parte das empresas consultadas vê a importância de investir em P&amp;D e destina recursos para produtos e processos inovadores: 65% delas investiu na área em 2020. Em média, o dispêndio foi de 2% da receita líquida de vendas, e o investimento em P&amp;D ocorreu principalmente em pessoal (56,9%).</p>
<p>A sondagem da CNI mostra ainda que pouco mais da metade das empresas (51,1%) praticam inovação aberta, ou seja, fazem parcerias com outras empresas, instituições, universidades ou <em>startups</em> para desenvolver processos de pesquisa e desenvolvimento.</p>
<p>Questionadas sobre as principais razões para não investir em P&amp;D, as entrevistadas que não realizaram atividade na área citaram custos de implementação muito elevados (22%) e a existência de outras estratégias relevantes para a competitividade (22%), seguidos por falta de pessoal qualificado na empresa (20%), falta de linhas de financiamento adequadas (20%) e falta de conhecimento sobre parceiros para projetos (19%).</p>
<p>O Ministério de Ciência e Tecnologia foi procurado, mas até o fechamento desta matéria não havia se manifestado.</p>
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		<title>Emprego na indústria cresce 0,1% em janeiro, aponta CNI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 15:04:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CNI]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
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		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
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<p>Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado hoje (8) apontou alta nos indicadores de emprego industrial e faturamento real das empresas no mês de janeiro. Segundo a confederação, o indicador de emprego industrial aumentou 0,1% em janeiro frente a dezembro de 2021, na série dessazonalizada.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo a CNI, com a revisão para cima dos resultados de novembro de 2021 e de dezembro de 2021, o emprego passa a acumular alta de 0,5% nos últimos três meses.</p>
<p>Já o indicador de faturamento fechou janeiro com alta de 2,8% e acumulou crescimento de 6,6% entre novembro de 2021 e janeiro de 2022.</p>
<p>A CNI, destaca, no entanto, que o indicador segue abaixo do registrado em todo o primeiro semestre de 2021 e 5,2% abaixo do registrado em janeiro de 2021.</p>
<p>Em janeiro, a massa salarial registrou crescimento de 4,2% fechando o terceiro mês consecutivo com alta acumulado de 5,7%. Já as horas trabalhadas na produção mantiveram-se praticamente estáveis na passagem de dezembro de 2021 para janeiro de 2022, ao registrar recuo de 0,1% na série livre de efeitos sazonais.</p>
<p>“Apesar disso, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) completou sete meses consecutivos de queda. Após atingir 82,3% em junho de 2021, a UCI mostrou queda ao longo de todo o segundo semestre de 2021 e se manteve em queda no primeiro mês de 2022”, informou a CNI.</p>
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