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	<title>Cinegrafista &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Justiça reduz pena de condenado pela morte de cinegrafista em protesto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 13:14:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, nesta quarta-feira (17), reduzir a pena de Caio Silva de Souza, condenado pela morte do cinegrafista Santiago Andrade. O cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por um rojão enquanto cobria um protesto no centro do Rio de Janeiro em 2014. Inicialmente condenado a 12 anos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, nesta quarta-feira (17), reduzir a pena de Caio Silva de Souza, condenado pela morte do cinegrafista Santiago Andrade. O cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por um rojão enquanto cobria um protesto no centro do Rio de Janeiro em 2014.</p>
<p>Inicialmente condenado a 12 anos de prisão em regime fechado, Caio teve sua pena reduzida para quatro anos em regime aberto. A sentença também manteve a absolvição de Fábio Raposo Bernardo, co-réu no julgamento.</p>
<h4><strong>Recursos Julgados</strong></h4>
<p>A 8ª Câmara Criminal do TJRJ julgou dois recursos. O primeiro, apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), pedia a anulação da absolvição de Fábio ou que o caso fosse julgado na 1ª instância pelo III Tribunal do Júri da Capital, como ocorreu com Caio. O pedido foi negado.</p>
<p>O segundo recurso foi apresentado pela defesa de Caio, que solicitava a reclassificação do crime para homicídio culposo ou explosão seguida de morte, em vez de lesão corporal seguida de morte. A Justiça manteve a tipificação original, mas reduziu a pena.</p>
<p>“Consoante destacado pela douta juíza sentenciante, considerando a quantidade de pessoas no local, o recorrente Caio tinha como prever que sua conduta poderia atingir e lesionar terceiros. Por ter assumido o risco de lesionar outras pessoas, agindo com dolo eventual, restou evidenciada a ocorrência do crime de lesão corporal seguida de morte, tal qual consta da sentença. (&#8230;) as consequências do crime, embora graves, fazem parte do tipo penal qualificado, ou seja, lesão corporal seguida de morte, não extrapolando o que se considera normal para o referido delito”, escreveu o desembargador relator Gilmar Augusto Teixeira.</p>
<h4><strong>Julgamento Anterior</strong></h4>
<p>A primeira sentença foi proferida em 13 de dezembro do ano passado. O 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu o tatuador Fábio Raposo e condenou o artesão Caio Silva de Souza a 12 anos de prisão. Os jurados concluíram que não houve dolo eventual, desclassificando o crime, o que transferiu a competência do julgamento para a juíza Tula Correa de Mello, que o condenou por lesão corporal seguida de morte. Caio foi autorizado a recorrer em liberdade.</p>
<p>Em seu depoimento, Caio afirmou carregar a culpa pela morte de Santiago, mas alegou que não sabia que o artefato era um rojão, acreditando tratar-se de um fogo de artifício. Fábio, por sua vez, disse que pegou o artefato no chão por curiosidade e o entregou a Caio após muita insistência. Ambos deixaram o local sem saber que Santiago havia sido atingido.</p>
<p>A decisão de hoje marca mais um capítulo no caso que teve grande repercussão nacional e continua a levantar questões sobre a segurança e responsabilidade em protestos públicos.</p>
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