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	<title>Ciência &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Ciência &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Agricultura ganha aliada da ciência: pesquisa desenvolve plantas mais produtivas e resistentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 14:40:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa brasileira está abrindo caminho para uma nova geração de plantas mais produtivas, resistentes e sustentáveis. O estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, investiga como o crescimento das plantas pode ser regulado a partir da identificação de genes-chave, responsáveis por controlar todo o desenvolvimento vegetal. A proposta é entender [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa brasileira está abrindo caminho para uma nova geração de plantas mais produtivas, resistentes e sustentáveis. O estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, investiga como o crescimento das plantas pode ser regulado a partir da identificação de genes-chave, responsáveis por controlar todo o desenvolvimento vegetal.</p>
<p>A proposta é entender quais mecanismos dentro da planta determinam seu crescimento e produtividade. Ao identificar esses genes principais, os pesquisadores conseguem ajustar o funcionamento da planta para que ela cresça melhor, produza mais e utilize menos recursos naturais.</p>
<p>Segundo a pesquisadora Adriana Hemerly, do Laboratório de Biologia Molecular de Plantas da UFRJ, esses genes funcionam como um centro de comando.</p>
<p><em>“O que conseguimos identificar são genes que atuam como reguladores principais. Ao modificar esse ponto central, conseguimos reorganizar toda a rede de funcionamento da planta, tornando-a mais eficiente”</em>, explica.</p>
<p>A pesquisa envolve análises genéticas e experimentos em laboratório, onde os cientistas avaliam como as plantas se comportam em diferentes condições ambientais, como escassez de água e interação com bactérias benéficas, que ajudam na absorção de nutrientes.</p>
<p>Um dos principais avanços do estudo foi a identificação de genes presentes em diversas espécies vegetais. Isso permite que a tecnologia seja aplicada em culturas agrícolas importantes, como milho, soja, algodão e cana-de-açúcar.</p>
<p>Os resultados já indicam ganhos significativos na produtividade, além de melhor aproveitamento da luz solar, maior eficiência no uso da água e redução na necessidade de fertilizantes químicos.</p>
<p><em>“Estamos falando de plantas que conseguem produzir mais utilizando menos recursos, o que é fundamental para uma agricultura mais sustentável”</em>, destaca a pesquisadora.</p>
<p>Outro impacto importante é ambiental. Com maior eficiência na fotossíntese, essas plantas também aumentam a captura de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p>Para a presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Caroline Alves, o investimento em pesquisa científica é essencial para o avanço do país.</p>
<p>“<em>Apoiar estudos como este é investir em inovação, sustentabilidade e no fortalecimento da nossa agricultura. A ciência produzida no Rio de Janeiro tem potencial para gerar impactos positivos não só no Brasil, mas em todo o mundo”,</em> afirma.</p>
<p>Apesar dos avanços, os testes ainda são realizados em ambiente controlado, como casas de vegetação. Antes de chegar ao campo, a tecnologia precisa passar pela avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, responsável por garantir a segurança de organismos geneticamente modificados no Brasil.</p>
<p>A expectativa é que, após essa etapa e a adaptação pelas empresas do setor agrícola, as novas variedades estejam disponíveis para produtores em cerca de três anos.</p>
<p>O objetivo final é desenvolver uma agricultura mais eficiente e sustentável, com plantas mais resistentes, produtivas e adaptadas aos desafios ambientais atuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Imersão na Fiocruz inspira meninas a seguirem carreira científica</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/imersao-na-fiocruz-inspira-meninas-a-seguirem-carreira-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 21:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Fundação Oswaldo Cruz]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem estimulado estudantes do ensino médio a considerarem carreiras na ciência por meio de uma imersão de verão que combina atividades práticas em laboratórios, encontros com pesquisadoras e visitas a espaços de pesquisa e publicações científicas. A ação, realizada em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem estimulado estudantes do ensino médio a considerarem carreiras na ciência por meio de uma imersão de verão que combina atividades práticas em laboratórios, encontros com pesquisadoras e visitas a espaços de pesquisa e publicações científicas. A ação, realizada em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reuniu cerca de 150 alunas durante três dias na sede da instituição em Manguinhos, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O programa, que já existe desde 2020, tem como um de seus objetivos ampliar a participação feminina — especialmente de meninas negras e de baixa renda — nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês), historicamente dominadas por homens.</p>
<figure id="attachment_88736" aria-describedby="caption-attachment-88736" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-88736" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Da-esquerda-para-a-direita-Sulamita-do-Nascimento-Morais-Raissa-Cristine-de-Medeiros-Ferreira-Beatriz-Antonio-da-Silva-e-Duane-de-Souza-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Da Esquerda Para A Direita, Sulamita Do Nascimento Morais, Raíssa Cristine De Medeiros Ferreira, Beatriz Antônio Da Silva E Duane De Souza - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Da-esquerda-para-a-direita-Sulamita-do-Nascimento-Morais-Raissa-Cristine-de-Medeiros-Ferreira-Beatriz-Antonio-da-Silva-e-Duane-de-Souza-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Da-esquerda-para-a-direita-Sulamita-do-Nascimento-Morais-Raissa-Cristine-de-Medeiros-Ferreira-Beatriz-Antonio-da-Silva-e-Duane-de-Souza-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Da-esquerda-para-a-direita-Sulamita-do-Nascimento-Morais-Raissa-Cristine-de-Medeiros-Ferreira-Beatriz-Antonio-da-Silva-e-Duane-de-Souza-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/11-Da-esquerda-para-a-direita-Sulamita-do-Nascimento-Morais-Raissa-Cristine-de-Medeiros-Ferreira-Beatriz-Antonio-da-Silva-e-Duane-de-Souza-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88736" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita, Sulamita do Nascimento Morais, Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, Beatriz Antônio da Silva e Duane de Souza &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Entre as participantes está Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, de 17 anos, que pretende seguir carreira em ciências e voltou ao programa pelo segundo ano consecutivo. Ela contou que a experiência reforçou seu interesse em áreas como química e pesquisa. Outra estudante, Duane de Souza, também de 17 anos, relatou que a imersão a ajudou a entender melhor o ambiente de pesquisa e desmistificar a ideia de que ciência é inacessível.</p>
<p>A rica programação incluiu visitas a laboratórios equipados com microscópios e instrumentos comuns à rotina de pesquisa, além de espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva, especializado na preservação do patrimônio científico, e a redação da revista científica Cadernos de Saúde Pública — uma das publicações da Fiocruz.</p>
<p>Para as coordenadoras do Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC) da Fiocruz, iniciativas desse tipo são fundamentais para oferecer visibilidade, reconhecer o trabalho de cientistas mulheres e quebrar estereótipos que desestimulam meninas ainda na infância. Estudantes destacaram que vivenciar a rotina científica e conversar com pesquisadoras contribuiu diretamente para ampliar suas perspectivas sobre possíveis trajetórias profissionais.<a title="Imersão na Fiocruz inspira meninas a seguir carreira científica | Agência Brasil" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-02/imersao-na-fiocruz-inspira-meninas-seguir-carreira-cientifica"> </a></p>
<p>Se quiser, posso transformar essa matéria em versão curta para Instagram com chamadas de engajamento ou adaptação para publicação com foco em educação e igualdade de gênero.</p>
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		<item>
		<title>Reserva Ambiental Águia Branca lança programa de incentivo à pesquisa científica</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/reserva-ambiental-aguia-branca-lanca-programa-de-incentivo-a-pesquisa-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 14:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa científica]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva Ambiental Águia Branca]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A Reserva Ambiental Águia Branca, localizada em Vargem Alta (ES), consolida-se como um importante centro de apoio à ciência e à conservação ambiental. Reconhecida como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a área abriga o Programa de Pesquisa e Monitoramento, criado para fomentar estudos sobre a biodiversidade das Montanhas Capixabas e fortalecer ações de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Reserva Ambiental Águia Branca, localizada em Vargem Alta (ES), consolida-se como um importante centro de apoio à ciência e à conservação ambiental. Reconhecida como uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a área abriga o Programa de Pesquisa e Monitoramento, criado para fomentar estudos sobre a biodiversidade das Montanhas Capixabas e fortalecer ações de preservação da Mata Atlântica.</p>
<p>Voltado a pesquisadores de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de professores e grupos de pesquisa de instituições nacionais e internacionais, o programa oferece alojamento, alimentação, suporte técnico e acompanhamento de campo, sem custo para os participantes.</p>
<blockquote><p>“Nosso papel é oferecer o suporte necessário para que os pesquisadores possam desenvolver seus trabalhos com tranquilidade e eficiência. A Reserva disponibiliza alojamento, alimentação e apoio logístico, além de acompanhamento em campo e orientação sobre as trilhas e áreas de pesquisa.”</p></blockquote>
<p>O programa funciona de forma contínua, sem necessidade de editais, e as pesquisas são realizadas em parceria com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), responsável por autorizar e validar tecnicamente os projetos.</p>
<h3>Encontro de Pesquisadores fortalece rede científica</h3>
<p>Em outubro, a Reserva sediou o 2º Encontro Científico da Águia Branca, que reuniu pesquisadores de diversas regiões do país para compartilhar resultados de estudos realizados na RPPN e em seu entorno. O evento abordou temas como levantamentos da fauna e flora, com foco em espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.</p>
<p>Um dos destaques foi a participação do Instituto Terra Brasilis, que apresentou o documentário sobre a uruçu-capixaba, espécie nativa de abelha essencial para a polinização e a agricultura local. O filme integra um projeto de educação ambiental e comunicação científica, desenvolvido em parceria com universidades e reservas da região.</p>
<h3>Ciência, educação e sustentabilidade</h3>
<p>A Reserva Ambiental Águia Branca reforça seu papel como polo de integração entre ciência, sociedade e conservação ambiental, promovendo parcerias que ampliam a produção científica e o engajamento social.</p>
<blockquote><p>“O objetivo é fomentar a produção científica e gerar conhecimentos que contribuam para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica nas Montanhas Capixabas.”</p></blockquote>
<h3>Sobre o Grupo Águia Branca</h3>
<p>Com 79 anos de história, o Grupo Águia Branca é um dos maiores conglomerados de transporte e logística do país, com atuação nacional e presença na América Latina. Com mais de 20 mil colaboradores, o grupo é dividido em três frentes: transporte de passageiros, logística e mobilidade, e comércio de veículos.</p>
<p>Entre suas marcas estão Viação Águia Branca, Vix Logística, Vitória Motors, godrive, Agaxtur, Let’s e Águia Branca Corretora de Seguros. O grupo mantém iniciativas de sustentabilidade, como a Reserva Ambiental Águia Branca, o Eco Lodge Natureza e a AB Energias Renováveis.</p>
<p><strong>Mais informações em:</strong> <a href="http://www.gab.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.gab.com.br</a>.</p>
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		<item>
		<title>Ausência de mulheres negras na ciência ainda é um desafio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ausencia-de-mulheres-negras-na-ciencia-ainda-e-um-desafio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 18:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ensino científico]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A presença de mulheres negras na ciência ainda é um grande desafio, especialmente nas áreas de exatas e biológicas. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) defenda a igualdade de gênero como um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, os dados mostram que essa inclusão ainda é limitada. No Brasil, a situação é ainda mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença de mulheres negras na ciência ainda é um grande desafio, especialmente nas áreas de exatas e biológicas. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) defenda a igualdade de gênero como um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, os dados mostram que essa inclusão ainda é limitada. No Brasil, a situação é ainda mais preocupante quando se cruza o recorte de gênero com o de raça.</p>
<p>De acordo com um estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Gemaa/UERJ), em 2023, apenas 2,5% dos professores de pós-graduação em ciências exatas, da terra e biológicas eram mulheres negras, pardas ou indígenas. Já as mulheres brancas somavam 29,2%, enquanto os homens brancos dominavam o setor, com quase 61% dos cargos.</p>
<p>&#8220;A desigualdade de gênero já é evidente nessas áreas, mas a desigualdade racial torna o cenário ainda pior. Quando falamos da presença feminina nas ciências exatas, percebemos que a situação para mulheres negras é ainda mais grave&#8221;, avalia a pesquisadora Márcia Cândido, do Gemaa.</p>
<h3>Representatividade e desafios acadêmicos</h3>
<p>A professora Márcia Pereira, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), conhece essa realidade de perto. Ela é a única mulher negra no quadro de docentes do Centro Tecnológico da UFES, que conta com sete cursos de graduação e seis de pós-graduação em engenharia e informática. &#8220;Quando entrei na universidade, já era um ambiente predominantemente masculino e branco. Hoje, como docente, a situação ainda não mudou muito&#8221;, conta.</p>
<p>Para ela, a presença de mulheres negras na ciência é essencial para inspirar as novas gerações. &#8220;Eu sempre participei de palestras em escolas e atividades acadêmicas para mostrar às crianças que elas podem ocupar esse espaço. A representatividade é fundamental para romper barreiras.&#8221;</p>
<h3>O papel das cotas na transformação do ensino</h3>
<p>A política de cotas tem sido apontada como uma das ferramentas essenciais para ampliar a diversidade no ensino superior. A estudante Daphny Santos, de 19 anos, é um exemplo desse avanço. Ela faz parte da primeira turma de bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do ImpaTech, faculdade do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e ingressou pelo sistema de cotas.</p>
<p>&#8220;A diversidade na sala de aula me fez sentir mais acolhida e motivada. Ter outras pessoas com histórias parecidas com a minha mostra que podemos chegar longe&#8221;, afirma Daphny.</p>
<p>O ImpaTech reserva 50% das vagas para alunos de escola pública, e dentro desse percentual, há cotas específicas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Além disso, há uma reserva de vagas para garantir que pelo menos 25% dos alunos sejam mulheres.</p>
<h3>Desafios na docência e na pesquisa</h3>
<p>Apesar do avanço das cotas no ingresso universitário, o acesso das mulheres negras a cargos de docência e pesquisa ainda enfrenta obstáculos. A médica e pesquisadora Monique França, doutoranda em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ressalta que a diversidade na ciência não é apenas uma questão de inclusão, mas uma necessidade para ampliar a qualidade das pesquisas.</p>
<p>&#8220;Quando você tem diferentes vivências dentro da academia, as pesquisas se tornam mais ricas e abrangentes. Muitas questões antes ignoradas começam a ser discutidas, como o impacto do racismo na saúde da população negra&#8221;, afirma Monique.</p>
<p>Além disso, a maternidade ainda é vista como um entrave na carreira acadêmica das mulheres. &#8220;Quando engravidei no mestrado, me perguntaram como eu faria para continuar os estudos. Essa pergunta nunca seria feita para um homem que está prestes a ser pai&#8221;, critica Monique.</p>
<h3>Caminhos para ampliar a diversidade</h3>
<p>A aplicação das cotas em concursos para professores universitários ainda enfrenta desafios. Segundo um estudo da Universidade Federal do Vale do São Francisco e do Insper, cerca de 10 mil professores negros poderiam ter sido contratados entre 2014 e 2022 caso as vagas não fossem fracionadas por departamento, o que impede a aplicação da reserva de 20% das vagas para negros, prevista na lei de cotas do serviço público.</p>
<p>Em 2023, o Congresso Nacional aprovou um projeto para ampliar a reserva de vagas para 30% e incluir indígenas e quilombolas. A proposta ainda está em tramitação no Senado.</p>
<p>Enquanto isso, pesquisadores e docentes defendem soluções alternativas, como editais únicos para diferentes áreas do conhecimento e seleções direcionadas para garantir mais equidade. &#8220;A diversidade na ciência não beneficia apenas as minorias. Ela promove inovação e desenvolvimento para toda a sociedade&#8221;, conclui Márcia Cândido.</p>
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		<title>Ciência e Ecologia Indígena: Integração de Saberes é Essencial para o Futuro da Amazônia</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ciencia-e-ecologia-indigena-integracao-de-saberes-e-essencial-para-o-futuro-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 14:20:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A colaboração entre o conhecimento científico ocidental e a sabedoria ancestral dos povos indígenas é essencial para enfrentar a crise ambiental e climática global. Esta é a principal mensagem de um artigo inédito publicado na revista Science, uma das mais prestigiadas do mundo, assinado por cientistas indígenas dos povos Tuyuka, Tukano, Bará, Baniwa e Sateré-Mawé, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A colaboração entre o conhecimento científico ocidental e a sabedoria ancestral dos povos indígenas é essencial para enfrentar a crise ambiental e climática global. Esta é a principal mensagem de um artigo inédito publicado na revista <em>Science</em>, uma das mais prestigiadas do mundo, assinado por cientistas indígenas dos povos Tuyuka, Tukano, Bará, Baniwa e Sateré-Mawé, em parceria com pesquisadores não indígenas ligados ao Brazil LAB da Universidade de Princeton e a instituições brasileiras, como a UFSC e a Ufam.</p>
<p>Os autores enfatizam a necessidade de uma ciência mais holística e integrativa, capaz de reconhecer a contribuição milenar dos povos indígenas na conservação dos ecossistemas. Justino Sarmento Rezende, cientista indígena da Ufam e um dos coautores do estudo, explica que a visão dos povos originários vai além da separação entre cultura e natureza: “Enquanto os humanos não entenderem que outros seres, como plantas, rios e animais, têm agência e importância, o desequilíbrio ambiental persistirá.”</p>
<h3>Ciência ancestral e sabedoria prática</h3>
<p>O artigo evidencia o conhecimento ecológico indígena, que há milhares de anos observa e experimenta o mundo natural. No Alto Rio Negro, região de grande diversidade étnica, o universo é dividido em três domínios – terrestre, aéreo e aquático –, todos habitados por humanos, plantas, animais e seres encantados. Para acessar recursos naturais, é necessário seguir rituais e negociar com esses outros seres, mantendo o equilíbrio da “rede cosmopolítica”.</p>
<p>Essa perspectiva, segundo o estudo, captura nuances das relações ecológicas muitas vezes ignoradas pela ciência tradicional. A pesquisadora Carolina Levis, da UFSC, defende que unir as ciências indígena e ocidental amplia o potencial de conservação: <em>“Não existe uma única saída. Precisamos de múltiplas ciências para enfrentar a emergência climática e a crise de biodiversidade que vivemos.”</em></p>
<h3>Conhecimento empírico e tomada de decisão</h3>
<p>O artigo também destaca práticas indígenas específicas que contribuem para a conservação, como a influência dos movimentos das constelações e dos ciclos naturais na produção de alimentos e rituais sazonais. “Os povos indígenas são astrônomos há milênios, entendendo como os movimentos celestes impactam a floração das árvores, o amadurecimento das frutas e os ciclos da Terra”, explica Rezende.</p>
<p>A inclusão respeitosa de líderes e especialistas indígenas nos processos científicos e nas decisões políticas é um dos principais caminhos apontados pelos pesquisadores. Para Levis, essa integração requer “reconhecer a forma como os indígenas produzem conhecimento e manejam, com sabedoria, a Terra há milhares de anos”.</p>
<p>O estudo, além de um marco para a presença indígena na ciência global, ressalta a importância do diálogo entre saberes como instrumento fundamental para a construção de um futuro sustentável para a Amazônia e para o planeta.</p>
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		<title>Com projeto inclusivo, FrancoDroid brilha na First Lego League</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/com-projeto-inclusivo-francodroid-brilha-na-first-lego-league/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 22:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Robótica]]></category>
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					<description><![CDATA[Através da Robótica, a ciência que estuda as tecnologias associadas à concepção e construção de robôs, os jovens se desafiam, aprendem e evoluem. No primeiro final de semana de março, terminou, em Brasília, a etapa nacional da First Lego League, que reuniu mais de 100 equipes de todo o país. A FrancoDroid, equipe do Colégio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Através da Robótica, a ciência que estuda as tecnologias associadas à concepção e construção de robôs, os jovens se desafiam, aprendem e evoluem. No primeiro final de semana de março, terminou, em Brasília, a etapa nacional da First Lego League, que reuniu mais de 100 equipes de todo o país. A FrancoDroid, equipe do Colégio Franco, foi um dos destaques e a única do estado do Rio no pódio.</p>
<p>O grupo de alunos da tradicional escola de Laranjeiras conquistou o terceiro lugar no prêmio Técnico/Mentor Destaque da Temporada, graças ao trabalho da professora Rosângela Nezi, coordenadora da equipe.</p>
<p><em>&#8211; Meu legado dentro da Robótica foi transformar aluno de dentro para fora, trazendo o seu protagonismo para que ele pudesse contar a sua própria história</em> &#8211; agradeceu Rosângela.</p>
<p>Além da competição com o robô, a FrancoDroid apresentou um projeto de pesquisa inovador com o objetivo de promover a inclusão de alunos surdos na educação musical. Sob o título &#8220;O Som do Silêncio: A Inclusão de Alunos Surdos na Educação Musical&#8221;, a iniciativa dos estudantes do Franco visava tornar a música acessível a todos, independentemente de suas capacidades auditivas.</p>
<p><em>&#8211; Esta jornada foi marcada por uma semana de intenso aprendizado e trocas significativas, que, sem dúvida, os alunos levarão para a vida</em> &#8211; encerrou a coordenadora da FrancoDroid.</p>
<p>Os alunos do Franco também  ficaram entre os 10 finalistas no Prêmio SESI Lab. O objetivo era incentivar os participantes da FLL Challenge a pensarem de forma inovadora, encorajando as equipes<br />
a implementarem os seus Projetos de Inovação, além dos torneios da temporada.</p>
<p>A FrancoDroid chegou à etapa nacional da FLL depois de ter brilhado, em dezembro, na disputa regional, no Sesi Tijuca. Na ocasião, os estudantes conquistaram o primeiro lugar geral (Champions), além de duas categorias: Desafio e Desempenho do Robô.</p>
<p>A temporada atual da FLL teve como tema “Masterpiece”, através do qual os estudantes enfrentaram o desafio de desenvolver um robô capaz de cumprir missões em uma mesa repleta de objetivos. Além disso, eles precisaram apresentar um projeto de inovação relacionado ao tema, proporcionando não apenas desafios técnicos, mas, também, muita diversão ao evento.</p>
<p><strong>Conquistas internacionais</strong></p>
<p>Criada em 2009, a equipe de Robótica do Franco também vem colecionando proezas internacionais. Há cinco anos, por exemplo, na Califórnia, os alunos do Franco conquistaram o Global Innovation Award, que reuniu 20 equipes com as melhores pesquisas da temporada, avaliando diversos fatores. Na ocasião, os alunos do colégio desenvolveram o CosmoCup para astronautas. Tratava-se de um coletor menstrual especial com uma membrana na parte superior que impede que o sangue se espalhe pela aeronave. O prêmio foi de 20 mil dólares, e a equipe do Franco foi a primeira do país a alcançar tal conquista. Por esse feito, ganhou o título de embaixadora de inovação do Brasil.</p>
<p>Em 2023, em Harrogate, na Inglaterra, outra conquista fora do país: O Prêmio Time Internacional, da First Lego League GB Final.</p>
<p><em>– Ganhar um prêmio internacional é uma das melhores sensações que alguém pode ter. A emoção que sinto agora é indescritível, e estou tão orgulhoso de cada um dos membros da nossa equipe por terem se dedicado tanto e alcançado esse sucesso juntos</em> – celebrou o aluno Matheus Santos, de 16 anos.</p>
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		<title>Livro destaca o papel da ciência brasileira no combate à fome</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/livro-destaca-o-papel-da-ciencia-brasileira-no-combate-a-fome/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 14:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Combate À Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Um novo livro lança luz sobre a crucial importância da ciência brasileira no combate à fome e na construção de um futuro mais seguro e sustentável para todos. A obra será lançada nesta quinta-feira (14 de março) na Academia Brasileira de Ciências (ABC), em um evento que reunirá especialistas, autoridades e público em geral. Desvendando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="markdown markdown-main-panel" dir="ltr">
<p data-sourcepos="5:1-5:397">Um novo livro lança luz sobre a crucial importância da ciência brasileira no combate à fome e na construção de um futuro mais seguro e sustentável para todos. <span class="citation-0 entailed citation-end-0" tabindex="0" role="button">A obra será lançada nesta quinta-feira (14 de março) na Academia Brasileira de Ciências (ABC), em um evento que reunirá especialistas, autoridades e público em geral.</span></p>
<p data-sourcepos="7:1-7:438"><strong><span class="citation-1 contradictory" tabindex="0" role="button">Desvendando o potencial da ciência</span></strong></p>
<p data-sourcepos="7:1-7:438"><span class="citation-1 contradictory citation-end-1" tabindex="0" role="button">O livro, organizado por renomados pesquisadores, reúne uma série de artigos que exploram as diversas maneiras pelas quais a ciência brasileira contribui para a segurança alimentar e nutricional.</span> <span class="citation-2 contradictory citation-end-2" tabindex="0" role="button">Desde o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas até a criação de políticas públicas eficazes, a obra demonstra o potencial transformador da ciência na luta contra a fome.</span></p>
<p data-sourcepos="9:1-9:298"><strong>Um compromisso com o futuro</strong></p>
<p data-sourcepos="9:1-9:298">O lançamento do livro marca um momento importante na luta contra a fome no Brasil. Ao destacar as conquistas da ciência nacional, a obra reforça o compromisso do país com a construção de um futuro onde todos tenham acesso a uma alimentação nutritiva e de qualidade.</p>
<p data-sourcepos="21:1-21:21"><strong>A fome no Brasil</strong></p>
<p data-sourcepos="23:1-23:253">Embora o Brasil tenha feito progressos significativos na luta contra a fome nas últimas décadas, o problema ainda persiste. Segundo dados do IBGE, em 2020, cerca de 10,5 milhões de pessoas ainda viviam em situação de insegurança alimentar grave no país.</p>
<p data-sourcepos="25:1-25:23"><strong>O papel da ciência</strong></p>
<p data-sourcepos="27:1-27:328"><span class="citation-3 entailed citation-end-3" tabindex="0" role="button">A ciência desempenha um papel fundamental na busca por soluções para o problema da fome. </span>Através de pesquisas inovadoras e do desenvolvimento de novas tecnologias, a ciência contribui para aumentar a produtividade agrícola, reduzir o desperdício de alimentos e garantir o acesso de todos à alimentação de qualidade.</p>
<p data-sourcepos="29:1-29:12"><strong>O livro</strong></p>
<p data-sourcepos="31:1-31:293">O novo livro sobre o papel da ciência brasileira no combate à fome é uma leitura essencial para todos aqueles que se interessam pela segurança alimentar e nutricional. A obra oferece uma visão abrangente do tema, destacando as conquistas do país e os desafios que ainda precisam ser superados.</p>
<p data-sourcepos="33:1-33:28"><strong>Participe do lançamento</strong></p>
<p data-sourcepos="35:1-35:227">O lançamento do livro é uma oportunidade única para aprender mais sobre o papel da ciência brasileira na luta contra a fome. Agende sua presença e participe desse importante debate sobre o futuro da segurança alimentar no país.</p>
<hr />
<p data-sourcepos="11:1-11:23"><strong>Serviço</strong></p>
<ul data-sourcepos="13:1-20:0">
<li data-sourcepos="13:1-13:45"><strong>Data:</strong> Quinta-feira, 14 de março de 2024</li>
<li data-sourcepos="14:1-14:18"><strong>Horário:</strong> 19h</li>
<li data-sourcepos="15:1-15:115"><strong>Local:</strong> Academia Brasileira de Ciências (ABC) &#8211; Avenida das Nações, 76, Centro, Rio de Janeiro &#8211; RJ, 20785-000</li>
<li data-sourcepos="16:1-20:0"><strong>Programação:</strong>
<ul data-sourcepos="17:5-20:0">
<li data-sourcepos="17:5-17:27">Apresentação do livro</li>
<li data-sourcepos="18:5-18:32">Palestras de especialistas</li>
<li data-sourcepos="19:5-20:0">Debate com autoridades e público</li>
</ul>
</li>
</ul>
</div>
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		<title>Começa hoje a 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/comeca-hoje-a-19a-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 16:39:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Semana Nacional de Ciência e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Começa hoje (17) e segue até domingo (23) a 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Na edição de 2022, o evento tem como tema o “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”. O evento ocorre desde 2004, promovendo, em todo o país, atividades gratuitas, abertas à comunidade tanto no formato presencial como online. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Começa hoje (17) e segue até domingo (23) a 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Na edição de 2022, o evento tem como tema o “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O evento ocorre desde 2004, promovendo, em todo o país, atividades gratuitas, abertas à comunidade tanto no formato presencial como online. O tema proposto na edição de 2022 busca uma reflexão “sobre o processo histórico da Independência do Brasil na construção e desenvolvimento da nação brasileira”.</p>
<p>Promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) a 19ª edição tem, entre seus objetivos, divulgar e popularizar a ciência, de forma a estimular curiosidades científicas e o “caráter inquiridor e o pensamento crítico dos cidadãos”.</p>
<p>Busca também divulgar e socializar conhecimentos científicos, “não apenas originários de estudos e pesquisas acadêmicas, mas dos saberes e fazeres dos povos e comunidades tradicionais”; estimular a livre circulação e apropriação do conhecimento em todas as camadas da sociedade brasileira, em especial as socialmente vulneráveis.</p>
<p>Os organizadores buscam, com a série de eventos programados, valorizar eventos científico-culturais e ações de divulgação e popularização da ciência, “que estimulem práticas interdisciplinares ou transdisciplinares como palestras, cursos, oficinas, mostras, exposições, festivais, concursos, desafios, atividades que conectem arte e ciência e outras ações de divulgação para o público em geral ou setores específicos”.</p>
<p>Para atingir esses objetivos, é fundamental o envolvimento de atores locais, como governos estaduais e municipais, universidades, institutos de ciência, tecnologia e educação, entre outros.</p>
<p>“Todas as pessoas interessadas podem participar das atividades da SNCT. Atualmente, colaboram com a realização deste grande evento as universidades e instituições de pesquisa; escolas públicas e privadas; institutos de ensino tecnológico, centros e museus de Ciência e Tecnologia; entidades científicas e tecnológicas; fundações de apoio à pesquisa; parques ambientais, unidades de conservação, jardins botânicos e zoológicos; secretarias estaduais e municipais de Ciência e Tecnologia e de educação; empresas públicas e privadas; meios de comunicação; órgãos governamentais; ONGs e outras entidades da sociedade civil”, informou, em nota, o MCTI.</p>
<p>A programação da 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia <a href="https://semanact.mcti.gov.br/programacao/" target="_blank" rel="noopener">pode ser acessada pela internet</a>.</p>
</div>
</div>
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		<title>Programa Antártico do Brasil completa 40 anos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/programa-antartico-do-brasil-completa-40-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2022 21:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Antártica]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Comandante Ferraz]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Antártico]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma terra onde a ciência e a paz reinam absolutas. Nos dias de hoje, parece difícil imaginar um lugar assim no planeta. Mas ele existe. E fica no ponto mais ao sul da Terra. A Antártica corresponde a um arranjo geopolítico único no mundo. No dia 1º de dezembro de 1959, 12 países assinaram o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma terra onde a ciência e a paz reinam absolutas. Nos dias de hoje, parece difícil imaginar um lugar assim no planeta. Mas ele existe. E fica no ponto mais ao sul da Terra. A Antártica corresponde a um arranjo geopolítico único no mundo. No dia 1º de dezembro de 1959, 12 países assinaram o Tratado Antártico. O documento pôs fim às disputas que existiam por porções de terra desse imenso continente. Com isso, abriu caminho para a liberdade de exploração científica da região, em um regime pacífico de cooperação internacional.  <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O Brasil só viria a assinar o tratado em 1975 e em 1983 passou a integrar a chamada Parte Consultiva, com direito a voz e voto sobre as decisões relacionadas ao presente e o futuro do continente e de seus incalculáveis recursos naturais. Para ser membro consultivo, o pré-requisito exigido pelo tratado é justamente que o país promova algum tipo de pesquisa na região.</p>
<p>Atualmente, portanto, o Brasil compõe um seleto grupo de 29 países que têm estações científicas na Antártica e que poderão decidir os rumos de tudo o que esteja relacionado à exploração da região. E essa história começou justamente em janeiro de 1982, há exatos 40 anos, quando o governo brasileiro lançou o Programa Antártico (Proantar) e levou os primeiros cientistas para o continente, a bordo, na época, do navio oceanográfico W. Besnard.</p>
<figure id="attachment_44710" aria-describedby="caption-attachment-44710" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-44710" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Estação Comandante Ferraz, Base De Pesquisa Do Brasil Na Antártica - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-44710" class="wp-caption-text">Estação Comandante Ferraz, base de pesquisa do Brasil na Antártica &#8211; Mauricio de Almeida/ TV Brasil</figcaption></figure>
<p>&#8220;Esse projeto começa ainda no governo Geisel, em 1975, com adesão do Brasil ao Tratado Antártico, seguindo pelos anos 1980, com inauguração da estação científica, depois passando por todos os governos do período democrático até o momento atual. Certamente é umas das políticas de Estado mais bem-sucedidas do país, diferente das descontinuidades de projetos nacionais que estamos acostumados&#8221;, disse Paulo Câmara, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) e o primeiro coordenador científico designado para a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a casa do Brasil no continente de gelo.</p>
<p>Câmara esteve na estação de outubro a dezembro do ano passado, na primeira leva de cientistas brasileiros que pisaram na Antártica após quase dois anos de paralisação por conta da pandemia da covid-19. Esse hiato nas pesquisas, que afetou praticamente todos os países que atuam no continente, acabou impedindo que o Brasil estreasse os modernos laboratórios científicos construídos para a nova Estação Comandante Ferraz.</p>
<p>Fundada em 1984, a estação sofreu um incêndio de grandes proporções em 2012. Na tragédia, dois militares morreram e 70% das instalações foram perdidas. O governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra de reconstrução, e a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo.</p>
<p>A entrega da base pronta ocorreu justamente no início de 2020, mas não deu tempo de retomar os projetos científicos porque cerca de dois meses depois foi decretada a emergência de saúde global provocada pelo novo coronavírus.</p>
<figure id="attachment_44711" aria-describedby="caption-attachment-44711" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-44711" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C259&#038;ssl=1" alt="Estação Comandante Ferraz, Base De Pesquisa Do Brasil Na Antártica - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="259" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C103&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C258&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-44711" class="wp-caption-text">Estação Comandante Ferraz, base de pesquisa do Brasil na Antártica &#8211; Mauricio de Almeida/ TV Brasil</figcaption></figure>
<p>A volta dos pesquisadores para o continente de gelo não teve a mesma logística de antes. Por causa das restrições da pandemia, o tempo de permanência, que era de cerca de um mês, foi estendido para aproximadamente três meses, e agora ocorre em duas etapas ao longo do ano, e não seis, como antes. Além disso, os cientistas tiveram que ficar 10 dias embarcados a bordo do navio de apoio oceanográfico da Marinha, o Ary Rongel, fazendo quarentena e sendo submetidos a exames de covid-19. Pessoas com comorbidades não puderam viajar. O tempo de viagem também aumentou. O percurso anterior era feito via Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Até ali, os pesquisadores chegavam por via aérea. Em seguida, embarcavam num navio para atravessar o tempestuoso Estreito de Drake até a Península Antártica, ou faziam um novo voo direto até o continente austral. Com o Chile fechado, a viagem foi feita de navio a partir do Rio de Janeiro direto para a Antártica, um percurso que durou cerca de 20 dias em alto mar.</p>
<h2>Estrutura de ponta</h2>
<p>Em uma área de 4,5 mil metros quadrados, a nova estação tem capacidade para hospedar 64 pessoas. O novo centro brasileiro de pesquisas na Antártica conta com 17 laboratórios de última geração. Os quartos da base, com duas camas e banheiro privativo, abrigam pesquisadores e militares com muito mais conforto do que antes. A estação também conta com acesso à internet 4G, sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.</p>
<p>&#8220;As instalações são formidáveis. Conforto que antes não se tinha aqui, nos permite processar os dados que coletamos aqui e ter um bem-estar garantido. E com tudo ainda novo, é um prazer imenso compor o primeiro grupo de pesquisadores que faz uso de tudo isso que é feito para o nosso trabalho. Ter esses subsídios e todo o propósito de estar aqui e fazer ciência faz tudo parecer um sonho de pesquisador&#8221;, disse Dafne Anjos, estudante do décimo semestre do curso de Ciências Biológicas da UnB, que está na Estação Comandante Ferraz desde novembro de 2021, no primeiro grupo que retomou as pesquisas. Envolvida com pesquisas sobre musgos antárticos, Dafne Anjos deve ficar pelo menos até fevereiro na base, coletando amostras e analisando suas composições.</p>
<figure id="attachment_44712" aria-describedby="caption-attachment-44712" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Programa-Antartico-Brasileiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-44712" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Programa-Antartico-Brasileiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Estação Comandante Ferraz, Base De Pesquisa Do Brasil Na Antártica - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Programa-Antartico-Brasileiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Programa-Antartico-Brasileiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Programa-Antartico-Brasileiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-44712" class="wp-caption-text">Programa Antártico Brasileiro &#8211; Edson Vandeira/National Geographic Brasil</figcaption></figure>
<p>Entre as unidades reativadas recentemente, está a estação meteorológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apelidada de &#8220;meteoro&#8221;, que faz medições automáticas diretamente da base brasileira na Antártica. Outra instalação de pesquisa que retomou suas atividades foi o módulo VLF (<em>Very Low Frequency</em>), que realiza estudos sobre a propagação eletromagnética na ionosfera (parte alta da atmosfera terrestre). Foi dali que cientistas puderam acompanhar, em dezembro do ano passado, o eclipse total do Sol. Esse fenômeno, que ocorre quando Sol, Terra e Lua estão totalmente alinhados, só pôde ser visto completamente da Antártica.</p>
<p>Em todas as unidades da estação foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de material ultrarresistente. No caso de um incêndio, elas conseguem suportar o fogo durante duas horas e não permitem que ele se espalhe por outros locais antes da chegada do esquadrão anti-incêndio. A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os fortes ventos antárticos. Placas para captar energia solar também foram instaladas na base e vão gerar energia, principalmente no verão, quando o sol na Antártica brilha mais de 20 horas por dia.</p>
<p>&#8220;Aprendemos lições ao longo desse processo, a ponto de hoje termos essa estação extremamente tecnológica e segura, com uma série de recursos que permitem a gente realizar pesquisa científica de ponta na Antártica&#8221;, destaca o capitão de mar e guerra Marcelo Gomes, da Marinha, que é subsecretário do Proantar.</p>
<p>Do ponto de vista estrutural e tecnológico, a estação científica brasileira está entre as mais modernas da Antártica, só perdendo em importância para a Estação McMurdo, a enorme base científica dos Estados Unidos, praticamente uma pequena cidade que pode abrigar mais de 2 mil pessoas, e a Estação Polo Sul Amundsen-Scott, localizada no Polo Sul geográfico da Terra, também controlada pelos norte-americanos.</p>
<h2>A chave para o futuro</h2>
<p>A Antártica é considerada o principal regulador térmico do planeta, pois controla as circulações atmosféricas e oceânicas, influenciando o clima e as condições de vida na Terra. Além disso, é detentora das maiores reservas de gelo (90%) e água doce (70%) do mundo, além de possuir incontáveis recursos minerais e energéticos. Sua dimensão também impressiona: são mais de 14 milhões de quilômetros quadrados, quase duas vezes o tamanho do território brasileiro (8,5 milhões de quilômetros quadrados).</p>
<figure id="attachment_44713" aria-describedby="caption-attachment-44713" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-44713" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Estação Comandante Ferraz, Base De Pesquisa Do Brasil Na Antártica - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/15-Estacao-Comandante-Ferraz-base-de-pesquisa-do-Brasil-na-Antartica-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-44713" class="wp-caption-text">Estação Comandante Ferraz, base de pesquisa do Brasil na Antártica &#8211; Mauricio de Almeida/ TV Brasil</figcaption></figure>
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<p>Para o Brasil, que é considerado o sétimo país mais próximo da Antártica, estudar e compreender os seus fenômenos naturais é literalmente uma questão de sobrevivência no futuro.</p>
<p>&#8220;A Antártica está esquentando e isso vai criando distúrbios na sua atmosfera. Essas correntes marinhas que sobem da Antártica para o Brasil garantem, por exemplo, a qualidade da água que permite o desenvolvimento de peixes pescados na nossa costa. Tem também a influência no regime de chuvas, já que a massa de ar frio e seco da Antártica sobre para a América do Sul, onde se encontra com a massa de ar quente e úmido vinda da Amazônia. O equilíbrio desse fluxo, onde ora uma predomina sobre a outra, é que garante períodos alternados de seca e chuva que, são essenciais para o funcionamento da agricultura&#8221;, explica Paulo Câmara.</p>
<p>O coordenador científico da estação brasileira na Antártica enumera ainda outras pesquisas relevantes desenvolvidas no continente gelado. Uma delas investiga espécies de fungo endêmicos da região que poderiam ser usados no desenvolvimento de fungicidas para combater a ferrugem asiática, uma doença causada por outro tipo de fungo que afeta mundialmente a agricultura, gerando perdas bilionárias em lavouras como a da soja.</p>
<p>Com o avanço acelerado das mudanças climáticas e o exaurimento dos recursos do planeta, os olhos de todos devem se voltar para a Antártica dentro de algumas décadas. &#8220;A Antártica é o último reduto de recursos naturais da Terra, é uma reserva para a humanidade&#8221;, enfatiza Câmara.</p>
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