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	<title>Checagem &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>Meta limita fim da checagem de fatos aos EUA e defende permissão de ofensas em nome da liberdade de expressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 02:37:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, confirmou que o encerramento de seu serviço de checagem de fatos está, por enquanto, restrito aos Estados Unidos. Em resposta a questionamentos da Advocacia-Geral da União (AGU), a gigante da tecnologia destacou que a medida está sendo implementada de forma experimental no país, com a intenção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, confirmou que o encerramento de seu serviço de checagem de fatos está, por enquanto, restrito aos Estados Unidos. Em resposta a questionamentos da Advocacia-Geral da União (AGU), a gigante da tecnologia destacou que a medida está sendo implementada de forma experimental no país, com a intenção de expandi-la globalmente após ajustes.</p>
<h3><strong>Notas da Comunidade Substituem Checagem de Fatos</strong></h3>
<p>Desde 2016, a Meta realizava checagens de fatos em cerca de 115 países, oferecendo contexto e verificações sobre informações falsas ou enganosas nas plataformas. Agora, a empresa substituiu esse serviço pelo programa de Notas da Comunidade, que permite que apenas usuários previamente cadastrados contestem conteúdos.</p>
<p>“Neste momento, essa mudança está limitada aos Estados Unidos, onde planeja-se criar, testar e aprimorar as Notas da Comunidade antes de expandi-las para outros países”, informou a Meta.</p>
<h3><strong>Mudanças nas Políticas de Discurso de Ódio</strong></h3>
<p>Paralelamente, a Meta alterou sua política sobre discurso de ódio, permitindo certos insultos preconceituosos contra mulheres, imigrantes e homossexuais, sob o argumento de ampliar o espaço para debates e discussões sociais. A empresa afirmou que a política anterior restringia o “debate político legítimo” e prejudicava a liberdade de expressão.</p>
<p>Essas mudanças já estão em vigor no Brasil, o que gerou críticas da AGU, que considera a nova postura da empresa uma ameaça à proteção dos direitos fundamentais no país.</p>
<p>“A confirmação da alteração de política causa grave preocupação, pois pode ser terreno fértil para violações à legislação e aos preceitos constitucionais brasileiros”, destacou a AGU.</p>
<h3><strong>Contradições com o Marco Civil da Internet</strong></h3>
<p>A AGU também apontou que as novas diretrizes da Meta contradizem a postura defendida pela empresa durante o julgamento sobre o Marco Civil da Internet no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, a Meta afirmou que suas políticas de governança eram suficientes para garantir os direitos fundamentais dos usuários.</p>
<h3><strong>Audiência Pública sobre Redes Sociais</strong></h3>
<p>Para abordar as mudanças e avaliar medidas de proteção, a AGU promoverá uma audiência pública nesta quinta-feira (16). Representantes de órgãos governamentais e entidades da sociedade civil discutirão os impactos das novas políticas da Meta, especialmente no contexto brasileiro.</p>
<p>O encontro analisará questões como:</p>
<ul>
<li>Os efeitos da substituição do programa de verificação de fatos;</li>
<li>O dever de cuidado das plataformas digitais;</li>
<li>Os riscos associados às mudanças;</li>
<li>Estratégias para garantir o cumprimento da legislação nacional e a proteção dos direitos fundamentais.</li>
</ul>
<h3><strong>Impacto Político Internacional</strong></h3>
<p>As alterações coincidem com o alinhamento da Meta às políticas do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que defende a desregulamentação do ambiente digital e é contrário à checagem de fatos. A liberação para ofensas preconceituosas também reflete a orientação da empresa de flexibilizar a moderação de conteúdo em suas plataformas.</p>
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