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	<title>Cerrado &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Cerrado &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Fronteira Cerrado: o agronegócio entre o progresso e o colapso ambiental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fronteira-cerrado-o-agronegocio-entre-o-progresso-e-o-colapso-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 14:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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		<category><![CDATA[Seleção de Reportagens Nádia Franco]]></category>
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					<description><![CDATA[O agronegócio é frequentemente exaltado como o grande motor do crescimento econômico brasileiro. No entanto, por trás das cifras bilionárias e do papel de destaque nas exportações, há um custo ambiental e social cada vez mais difícil de ignorar. No coração dessa contradição está o Cerrado — a savana mais biodiversa do planeta e berço [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O agronegócio é frequentemente exaltado como o grande motor do crescimento econômico brasileiro. No entanto, por trás das cifras bilionárias e do papel de destaque nas exportações, há um custo ambiental e social cada vez mais difícil de ignorar. No coração dessa contradição está o Cerrado — a savana mais biodiversa do planeta e berço das principais bacias hidrográficas do país —, hoje ameaçado pela expansão desenfreada da fronteira agrícola.</p>
<p>De acordo com o Mapbiomas, 47,9% da vegetação nativa do Cerrado já foi suprimida. A agropecuária ocupa atualmente cerca de um quarto do bioma, após expandir sua área em 74% entre 1985 e 2024. Metade da vegetação ainda preservada está concentrada na região conhecida como Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, onde o desmatamento avança com força e redefine a paisagem socioambiental do país.</p>
<figure id="attachment_86610" aria-describedby="caption-attachment-86610" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86610" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="Vista Do Rio Itapecuru. Em Meio à Vegetação Do Cerrado - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86610" class="wp-caption-text">Carolina MA), 12/10/2025 – Vista do Rio Itapecuru. em meio à vegetação do cerrado, que abastece mais de 50 municípios do Maranhão. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Desenvolvimento e destruição</h3>
<p>O Tribunal Permanente dos Povos (TPP), composto por 56 movimentos sociais, classificou a devastação do Cerrado como “ecocídio” — crime ambiental de destruição de ecossistemas — e denunciou o “genocídio” de comunidades tradicionais expulsas de seus territórios. O veredito, emitido em 2022, responsabilizou Estados nacionais, empresas e instituições, tanto brasileiras quanto estrangeiras, pela perda do ecossistema.</p>
<p>Apesar das críticas, o agronegócio segue sendo celebrado como essencial à economia nacional. O setor primário foi responsável por 6,2% do PIB em 2024, podendo chegar a 25% quando considerados os impactos indiretos na indústria, transporte e agroindústria, segundo cálculos da Esalq-USP. Em 2025, o agronegócio cresceu 12,2% em relação ao trimestre anterior, impulsionando o PIB brasileiro.</p>
<p>“O agro foi o grande responsável por esse crescimento”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.</p>
<h3>A economia que nasce da terra — e a destrói</h3>
<p>Em Balsas, no sul do Maranhão — um dos epicentros do Matopiba —, o agronegócio é visto por muitos como sinônimo de progresso. “O agronegócio é a oportunidade de levar renda, trabalho e economia para essas regiões”, defende Airton Zamingnan, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas.</p>
<p>Mas para agricultores familiares e ambientalistas, o desenvolvimento tem um custo alto. “Ele traz alimento e renda, mas destrói o bioma”, lamenta José Carlos dos Santos, pequeno produtor da região.</p>
<figure id="attachment_86607" aria-describedby="caption-attachment-86607" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86607" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Fazendas De Cultivo De Soja Vistas Ao Longo Da Rodovia MA 140 - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86607" class="wp-caption-text">Balsas (MA), 09/10/2025 – Fazendas de cultivo de soja vistas ao longo da rodovia MA-140. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O economista Danilo Araújo Fernandes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca a necessidade de incluir na conta do desenvolvimento o custo ambiental. “Não é só o PIB. Quanto território se destrói para gerar essa riqueza? A expansão do agro desmata, reduz a biodiversidade e altera o regime de chuvas”, afirma.</p>
<h3>O papel do Estado e o peso dos incentivos</h3>
<p>A competitividade do agronegócio brasileiro foi construída com forte apoio estatal. Da criação da Embrapa, que permitiu o cultivo em regiões áridas, à Lei Kandir de 1996 — que isenta de ICMS produtos primários para exportação —, o Estado moldou a vocação exportadora do setor.</p>
<p>Hoje, o Plano Safra 2025/2026 destina R$ 516,2 bilhões em crédito subsidiado ao agronegócio, contra R$ 89 bilhões à agricultura familiar. Essa discrepância, segundo Fernandes, ampliou as desigualdades no campo e enfraqueceu a produção voltada ao mercado interno.</p>
<h3>O domínio estrangeiro e a lógica da escala</h3>
<p>Quatro grandes conglomerados internacionais controlam entre 50% e 80% do mercado global de grãos, segundo o economista Gilberto de Souza Marques. “Eles financiam e controlam os preços, deixando o produtor brasileiro preso a contratos que o tornam dependente. O lucro só vem com produção em massa — e isso significa mecanização e poucos empregos”, explica.</p>
<p>De fato, apenas 7,5% da população ocupada no Brasil atua na agricultura, pecuária e pesca, segundo o Censo 2022 — número que inclui a agricultura familiar.</p>
<figure id="attachment_86609" aria-describedby="caption-attachment-86609" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86609" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Presidente Luiz Inácio Lula Da Silva Participa Do Lançamento Do Plano Safra 2025/26 - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86609" class="wp-caption-text">Brasília (DF), 01/07/2025 &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento do Plano Safra 2025/26, no Palácio do Planalto. &#8211; Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Entre o poder político e o ambiental</h3>
<p>Além da influência econômica, o agronegócio exerce força expressiva no Congresso Nacional. O projeto De Olho nos Ruralistas estima que a bancada ruralista conte com cerca de 300 deputados e mais de 50 senadores, representando um setor que detém apenas 1% das terras agrícolas.</p>
<p>“É impossível compreender a formação da elite econômica brasileira sem falar de terra e grilagem”, ressalta Bruno Bassi, coordenador do projeto. Ele alerta ainda para o apoio de parte do agro a projetos de desregulamentação ambiental, mesmo entre aqueles que se dizem comprometidos com a sustentabilidade.</p>
<h3>Governo aposta em diálogo</h3>
<p>A diretora de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Iara Bueno Giacomini, afirma que o governo busca uma parceria com o setor para torná-lo mais sustentável. “Não é apontar o dedo, mas ajudar a pensar o negócio de forma eficiente e sustentável”, diz.</p>
<p>O MMA reconhece que o desmatamento no Cerrado ameaça a segurança hídrica nacional e trabalha em projetos como o Ecoinvest, que destina R$ 30 bilhões à recuperação de pastagens degradadas, e a criação das Áreas Prioritárias para Conservação de Águas do Cerrado (APCACs).</p>
<h3>Um bioma em disputa</h3>
<p>A savana brasileira vive hoje um conflito que ultrapassa a questão ambiental — é também econômico, político e social. O Cerrado, vital para o equilíbrio climático e para o abastecimento de água do país, tornou-se palco da luta entre o modelo de expansão produtiva e a urgência da preservação.</p>
<p>Como resume o economista Danilo Fernandes:</p>
<blockquote><p>“O agro é importante. Mas, se não quisermos a expansão predatória, precisamos pensar em outro tipo de desenvolvimento. O que queremos colocar no lugar?”</p></blockquote>
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		<title>Fronteira Cerrado: o avanço do agronegócio ameaça o coração hídrico do Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fronteira-cerrado-o-avanco-do-agronegocio-ameaca-o-coracao-hidrico-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 14:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[série especial]]></category>
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					<description><![CDATA[Balsas, no extremo sul do Maranhão, é hoje um dos símbolos mais evidentes das contradições entre desenvolvimento e meio ambiente no Brasil. O município, que há 25 anos era uma cidade rural, se tornou o segundo que mais desmatou no país, e o epicentro da expansão agropecuária na região conhecida como Matopiba — fronteira agrícola [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Balsas, no extremo sul do Maranhão, é hoje um dos símbolos mais evidentes das contradições entre desenvolvimento e meio ambiente no Brasil. O município, que há 25 anos era uma cidade rural, se tornou o segundo que mais desmatou no país, e o epicentro da expansão agropecuária na região conhecida como Matopiba — fronteira agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>
<p>A pujança do agronegócio transformou o Cerrado em um polo de riqueza e progresso, mas também em uma zona de alerta ambiental. O desmatamento acelerado ameaça as nascentes do Rio Balsas e de outras bacias fundamentais para o abastecimento do Nordeste e do país. Pesquisas indicam que a vazão dos rios da região caiu até 24% nos últimos 40 anos, uma redução alarmante para o chamado “berço das águas” do Brasil.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-86569" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=754%2C444&#038;ssl=1" alt="" width="754" height="444" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=300%2C177&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=150%2C88&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=750%2C442&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-86570" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/balsas-v2.gif?resize=724%2C854&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="854" /></p>
<h3>Crescimento acelerado e impactos ambientais</h3>
<p>De acordo com o Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2024), do MapBiomas, Balsas foi responsável pela supressão de 16 mil hectares de vegetação apenas no último ano — o equivalente a 45 campos de futebol por dia. Mesmo com uma leve redução em relação a 2023, o município continua a liderar o ranking da devastação no Cerrado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Balsas ostenta o terceiro maior PIB do Maranhão, atrás apenas de São Luís e Imperatriz. O boom econômico ganhou novo fôlego com a inauguração da maior biorrefinaria de etanol de milho da América Latina, da empresa Inpasa, capaz de processar 2 milhões de toneladas de grãos e produzir quase 1 bilhão de litros de biocombustível por ano.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-86572" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=754%2C1161&#038;ssl=1" alt="" width="754" height="1161" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=195%2C300&amp;ssl=1 195w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=742%2C1142&amp;ssl=1 742w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=150%2C231&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=750%2C1155&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></p>
<p>Para ambientalistas, no entanto, o avanço do agronegócio na região se traduz em uma ameaça direta à segurança hídrica. “O Cerrado está acabando e a água está sumindo”, alerta o agricultor familiar José Carlos dos Santos, morador do Vão do Uruçu, onde estão várias nascentes do Rio Balsas que hoje secam fora do período chuvoso.</p>
<h3>Crise hídrica silenciosa</h3>
<p>O Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e a Agência Nacional de Águas (ANA) confirmam que, embora o volume de chuvas se mantenha estável, a vazão dos rios da região caiu significativamente desde os anos 1970. O geógrafo Ronaldo Barros Sodré, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), define o fenômeno como uma “crise hídrica silenciosa” — agravada pela expansão das monoculturas e pelo assoreamento das nascentes.</p>
<p>“Estamos diante de uma transformação profunda do Cerrado, que ameaça o equilíbrio hídrico não apenas do Maranhão, mas de todo o Brasil central”, adverte o pesquisador.</p>
<figure id="attachment_86571" aria-describedby="caption-attachment-86571" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86571" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="A Biorrefinaria Da Inpasa, Especializada Na Produção De Etanol E óleos Vegetais A Partir Do Milho - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86571" class="wp-caption-text">Balsas (MA), 08/10/2025 – A biorrefinaria da Inpasa, especializada na produção de etanol e óleos vegetais a partir do milho &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>O outro lado do progresso</h3>
<p>Produtores rurais defendem o papel do agronegócio como motor de desenvolvimento e emprego. Airton Zamingnan, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas, argumenta que os ganhos sociais superam os prejuízos ambientais. “Pegamos a região mais pobre do estado mais pobre do Brasil e a transformamos em uma potência. O IDH de Balsas quase dobrou nas últimas décadas”, afirma.</p>
<p>Já o fazendeiro Paulo Antônio Rickli, que vive na região desde os anos 1990, reconhece o avanço do desmatamento. “Passou a boiada. Áreas que nunca poderiam ser desmatadas foram abertas. Falta rigor na fiscalização”, admite.</p>
<h3>A “ilusão do desenvolvimento”</h3>
<p>Do outro lado da fronteira, lideranças comunitárias e religiosas denunciam o que chamam de “ilusão do progresso”. A ativista Francisca Vieira Paz, da Associação Camponesa do Maranhão, vê o atual modelo agrícola como excludente e insustentável. “O sul do Maranhão foi transformado em zona de destruição. O agronegócio é uma ilusão de desenvolvimento”, critica.</p>
<figure id="attachment_86573" aria-describedby="caption-attachment-86573" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86573" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="Pescadores Em Atividade No Rio Tocantins, Segundo Maior Curso D'água Totalmente Brasileiro. - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86573" class="wp-caption-text">Imperatriz (MA), 13/10/2025 – Pescadores em atividade no Rio Tocantins, segundo maior curso d&#8217;água totalmente brasileiro. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O bispo de Balsas, Dom Valentim de Menezes, reforça a denúncia. Inspirado em Dom Óscar Romero, mártir de El Salvador, ele tem liderado ações pela recuperação do Cerrado, como o projeto de plantio de oito milhões de árvores até 2028. “Não posso frear o agronegócio, mas posso propor outro caminho. A floresta precisa respirar de novo”, afirma.</p>
<h3>Governo busca equilíbrio</h3>
<p>A Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão admite preocupação com o avanço da fronteira agrícola e promete medidas para equilibrar crescimento e sustentabilidade. “O Maranhão concentra quase 50% da água do Nordeste. Proteger nossas nascentes é prioridade”, diz o secretário Pedro Chagas, destacando programas como o Floresta Viva Maranhão, voltado à recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>Enquanto o debate segue entre preservação e desenvolvimento, o Cerrado segue sendo o campo de batalha central do futuro ambiental do Brasil. Entre o verde que desaparece e as promessas de prosperidade, as águas de Balsas e do Parnaíba se tornam o termômetro de um país que ainda busca conciliar crescimento e vida.</p>
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		<title>Desmatamento na Mata Atlântica cai 59% no acumulado do ano até agosto</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desmatamento-na-mata-atlantica-cai-59-no-acumulado-do-ano-ate-agosto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 12:44:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Biomas]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[SOS Mata Atlântica]]></category>
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					<description><![CDATA[O desmatamento na Mata Atlântica caiu 59% de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2022, informa o novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento, parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas. Consolidados na plataforma MapBiomas Alerta, os dados mostram que a área desmatada [&#8230;]]]></description>
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<p>O desmatamento na Mata Atlântica caiu 59% de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2022, informa o novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento, parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Consolidados na plataforma MapBiomas Alerta, os dados mostram que a área desmatada entre janeiro e agosto foi de 9.216 hectares, ante 22.240 hectares registrados no mesmo período do ano passado.</p>
<p>Segundo a SOS Mata Atlântica, o levantamento reforça a tendência de redução significativa no desflorestamento do bioma já observada desde o início do ano. Boletim anterior, divulgado em julho, mostrou que a redução era de 42% até o mês de maio, quando a área desmatada estava em 7.088 hectares, ante 12.166 hectares registrados no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>“Nos últimos anos do governo Bolsonaro, o desmatamento aumentou. Agora a gente tem uma reversão de tendência, porque o desmatamento no bioma estava em alta e agora, com esses dados parciais, está em baixa, com 59%. Há uma redução significativa, um número surpreendente, muito bom”, diz o diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto.</p>
<p>Ele ressalta que estados que costumam ser líderes do desmatamento, como Paraná e Santa Catarina, tiveram queda expressiva, em torno de 60%. Elementos que ajudam a explicar os dados são o aumento da fiscalização e de embargos e o fato de produtores ficarem sem acesso a crédito por terem desmatado.</p>
<p>“Isso realmente é uma mudança resultado de um fortalecimento da política ambiental, da fiscalização, de acabar aquela expectativa de impunidade. A gente tinha praticamente um convite ao desmatamento no governo passado”, disse.</p>
<p>Os dados compilados incluem os limites do bioma estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), excluindo desmatamentos ocorridos nos fragmentos de Mata Atlântica localizados nos territórios de Cerrado e Caatinga. Os chamados encraves nesses dois biomas correspondem a cerca de 5% do total de Mata Atlântica do país. Na contramão da queda no desmatamento dentro dos limites estipulados pelo IBGE, os encraves florestais são regiões que apresentaram alta.</p>
<p>Guedes Pinto destaca que os encraves também são protegidos pela Lei da Mata Atlântica. A disparidade na definição dos limites do bioma ocorre porque o IBGE considera apenas os limites geográficos contínuos, enquanto a lei tem como objetivo preservar toda a vegetação característica do bioma e ecossistemas associados, incluindo os encraves.</p>
<p>Entre janeiro e maio de 2023, as derrubadas nos encraves do Cerrado e da Caatinga aumentaram, respectivamente, 13% e 123%. Para Guedes Pinto, esse cenário demanda uma ação contundente do poder público.</p>
<p>Quando se somam todas as áreas desmatadas da Mata Atlântica – tanto nos limites do IBGE, entre janeiro e agosto, quanto nos encraves, de janeiro a maio – a queda do desmatamento foi de apenas 26%. A porcentagem foi puxada para baixo justamente pela alta no desmatamento dos entraves. “A gente fica preocupado nessa região de transição da Mata Atlântica com o Cerrado e a Catinga. Ali a gente ainda tem um problema. A gente sabe que o desmatamento no Cerrado está em alta”, acrescenta Guedes Pinto.</p>
<p>Apesar da mudança de tendência deste ano, ele diz que qualquer desmatamento na Mata Atlântica é muito ruim e que a expectativa é chegar ao zero no bioma. Para combater o desmatamento nos encraves, onde há um avanço, Guedes Pinto avalia que o principal mecanismo é a aplicação da Lei da Mata Atlântica nessas regiões com bastante rigor pelos órgãos ambientais locais.</p>
<p>Segundo ele, existe ainda uma disputa jurídica sobre a abrangência da lei nas áreas de encraves. “[A Lei da Mata Atlântica] é muito clara. Existe um mapa com esses encraves, e fica muito claro que todas as formações florestais dentro desse mapa são protegidas pela Lei da Mata Atlântica. Não tem dúvida em relação a isso.”</p>
<p>“Tem uma disputa dos produtores, de donos de terra, mas a gente tem um problema também com órgãos ambientais estaduais e municipais que não aplicam a Lei da Mata Atlântica adequadamente”, conclui o diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica.</p>
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		<title>MMA quer evitar licença ambiental de longo prazo no Cerrado</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mma-quer-evitar-licenca-ambiental-de-longo-prazo-no-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 00:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Licença Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, disse, nesta segunda-feira (11), que as licenças ambientais no Matopiba são, muitas vezes, usadas para especulação de venda das terras.  A região é formada por áreas de Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e grande produtora de grãos, como soja [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, disse, nesta segunda-feira (11), que as licenças ambientais no Matopiba são, muitas vezes, usadas para especulação de venda das terras.  A região é formada por áreas de Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e grande produtora de grãos, como soja e milho.</p>
<blockquote><p>“Foram identificadas, no passado, as licenças dadas com um período muito estendido, de três até quatro anos. Essas licenças não eram imediatamente usadas, mas estavam sendo usadas para especulação de venda dessas terras. Quando você tem uma área com uma licença já concedida, eleva muito o valor daquela propriedade, então, eram licenças especulativas.”</p></blockquote>
<p>Diante do uso das licenças de forma especulativa, Marina Silva informou que a pasta avalia o prazo das licenças concedidas.</p>
<blockquote><p>“Estamos trabalhando um caminho para evitar essas licenças [ambientais] por um período muito longo. E o esforço de disputar outros usos para essas áreas, que não seja o de converter o Cerrado com atividades que façam a sua remoção”, diz a ministra.</p></blockquote>
<p>Marina Silva destacou ainda que a Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), tem dialogado com os secretários de meio ambiente estaduais e municipais, da região. “Eles já estão nos passando todas as informações do que é desmatamento legal e do que é ilegal”, adiantou a ministra.</p>
<p>A declaração da ministra Marina Silva foi dada durante a celebração do Dia Nacional do Cerrado, comemorado hoje, no Parque Nacional (Parna) de Brasília.</p>
<p>Na ocasião, a ministra Marina Silva plantou uma muda de ipê na unidade de conservação, juntamente com o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, e com a secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita de Cássia Mesquita.</p>
<p>“Todos os biomas são importantes e, nós sabemos disso. Mas, sem o Cerrado nós vamos perder a principal fonte de alimentação hídrica do nosso país”, declarou a ministra Marina Silva.</p>
<h2>Redução do desmatamento</h2>
<p>A ministra recordou que o governo tem trabalhado, desde janeiro deste ano, para reduzir os níveis de desmatamento do bioma, que vêm aumentando, impactado, sobretudo, pelo agronegócio. “Nós tivemos um crescimento no início do ano. A partir de julho e agosto, nós notamos uma diferença. Tivemos em julho, um aumento muito significativo e, em seguida, uma série de medidas foram tomadas junto com os governos dos estados, as secretarias de meio ambiente e já conseguimos dar uma estabilizada. A partir de agora é fazer [o desmatamento] cair também [no cerrado], como já aconteceu na mata atlântica e na Amazônia,” planeja a ministra Marina Silva.</p>
<p>Marina Silva defendeu o uso sustentável do Cerrado, a partir do aumento da produtividade do agronegócio sem a necessidade de exploração de novas áreas do bioma, como forma de frear o desmatamento e degradação.</p>
<p>“O que nós podemos fazer é aumentar a produção, por ganho de produtividade. O bom é que nós já temos tecnologia suficiente para dobrar a produção e até triplicar, sem precisar abrir novas áreas.”</p>
<h2>Dia do Cerrado</h2>
<p>Como parte da comemoração do Dia Nacional do Cerrado, o MMA planeja lançar, nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados, a consulta pública do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Bioma Cerrado, o PP Cerrado. Após a avaliação do MMA sobre as sugestões apresentadas na consulta pública, o ministério prevê o lançamento do PP Cerrado, ainda, em outubro.</p>
<p>O cerrado é um dos seis biomas do Brasil e cobre cerca de 25% do território nacional. O bioma perfaz uma área de aproximadamente 2 milhões de km², em 11 estados: Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso, oeste de Minas Gerais, Distrito Federal, oeste da Bahia, sul do Maranhão, oeste do Piauí e pequenas porções de São Paulo e do Paraná.</p>
<p>O cerrado é a segunda maior formação vegetal do país, atrás somente da floresta amazônica. Hoje, 7,5% das terras do bioma estão protegidas em unidades de conservação coordenadas pelo ICMBio, porém, o órgão estuda ampliar essa cobertura de proteção em todos os biomas, inclusive o cerrado.</p>
<p>O cerrado se concentra, principalmente, no Planalto Central brasileiro, o bioma é importante na questão hídrica brasileira.</p>
<p>A área abriga, também, as nascentes de grandes bacias hidrográficas do continente, com as dos rios São Francisco, na Serra da Canastra (MG); e Araguaia, na Serra de Caiapó, na divisa do Mato Grosso e Goiás.</p>
<p>A secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, defendeu a preservação do bioma. “O cerrado tem importantes repositórios da biodiversidade e, também, são o que chamamos de berços das águas. É importante ter essas áreas protegidas e ter a conexão com a sociedade, com os usuários para que todos compreendam a importância da conservação da natureza para o nosso próprio bem-estar”, afirmou Rita.</p>
<h2>Plano de Manejo</h2>
<p>Ainda como celebração do cerrado, o ICMBio aprovou, nesta segunda-feira, o novo Plano de Manejo do Parque Nacional de Brasília, situado no Distrito Federal, no centro do bioma.</p>
<p>A unidade de conservação, apelidada de Água Mineral, foi criada em 1961, inicialmente com 30 mil hectares. Em 2006, na primeira gestão de Marina Silva como ministra do Meio Ambiente, os limites do parque nacional foram ampliados em 12 mil hectares e, atualmente, ocupa a área total de 42.355 hectares.</p>
<p>Agora, o novo plano de manejo da unidade vai permitir, também na área incorporada, além da realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, bem como o turismo ecológico do público em geral, em atrações como as piscinas de águas correntes naturais e as trilhas para prática de caminhada e de <em>mountain bike</em>.</p>
<p>“Com o novo plano de manejo do parque, nós vamos poder ampliar os usos, as bases sustentáveis. Quando mais a população tiver contato, de forma respeitosa com o parque, mais ele se torna importante para a comunidade e mais será preservado”, destacou a ministra</p>
<p>O presidente do ICMBio, Mauro Pires, vê vantagens no contato do público com a natureza. “Quem conhece, conserva” A importância de o parque estar aberto para receber a visitação é exatamente aproximar a população da região. O Parque Nacional de Brasília está no coração da cidade. Portanto, é um parque urbano. É importante que as pessoas conheçam as belezas do cerrado, tenham contato com a natureza, com a paisagem, com as árvores, com os animais.”</p>
<blockquote><p>&#8220;A nossa expectativa é que com a educação ambiental, as pessoas estejam mais engajadas na conservação do próprio parque, mas na verdade, com a conservação do próprio bioma”, diz o presidente do ICMBio, Mauro Pires.</p></blockquote>
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<figure id="attachment_69223" aria-describedby="caption-attachment-69223" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/11-Andrey-Silva-PPI-Casa-Civil-a-ministra-do-Meio-Ambiente-e-Mudanca-do-Clima-Marina-Silva-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-69223" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/11-Andrey-Silva-PPI-Casa-Civil-a-ministra-do-Meio-Ambiente-e-Mudanca-do-Clima-Marina-Silva-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C480&#038;ssl=1" alt="Andrey Silva (PPI Casa Civil), A Ministra Do Meio Ambiente E Mudança Do Clima, Marina Silva - Expresso Carioca" width="754" height="480" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/11-Andrey-Silva-PPI-Casa-Civil-a-ministra-do-Meio-Ambiente-e-Mudanca-do-Clima-Marina-Silva-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/11-Andrey-Silva-PPI-Casa-Civil-a-ministra-do-Meio-Ambiente-e-Mudanca-do-Clima-Marina-Silva-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/11-Andrey-Silva-PPI-Casa-Civil-a-ministra-do-Meio-Ambiente-e-Mudanca-do-Clima-Marina-Silva-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C477&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-69223" class="wp-caption-text">Brasília (DF), 11/09/2023, Andrey Silva (PPI-Casa Civil), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o presidente do ICMBio, Mauro Pires, durante assinatura do Plano de Manejo do Parque Nacional de Brasília. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil &#8211; Antônio Cruz/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Cartilha</h2>
<p>No mesmo evento de celebração do Dia Nacional do Cerrado, o Instituto Semeia, com a colaboração do ICMBio, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, lançou a cartilha “<a href="https://bit.ly/3PdBnP5">Parques naturais e parcerias: perguntas e respostas para a sociedade</a>”.</p>
<p>A publicação explica o que são os parques naturais, como funciona a gestão desses espaços, esclarece dúvidas sobre as parcerias privadas, principalmente as concessões de parques naturais.</p>
<p>No formato de perguntas e respostas para a sociedade, a cartilha ainda apresenta um breve histórico das áreas protegidas e aponta a importância de conservá-las. A gerente de projetos do Instituto Semeia, Bárbara Matos, menciona como surgiu a necessidade de produzir o documento. “A gente foi vendo algumas perguntas recorrentes da sociedade e de gestores públicos sobre o que é a concessão. Nós entendemos ser interessante e pontual fazer um documento que esclarecesse essas perguntas, com uma linguagem de fácil acesso ao usuário do parque, ao gestor e a quem mais se interessar na sociedade”.</p>
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		<title>Alertas de desmatamento batem recorde no Cerrado</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/alertas-de-desmatamento-batem-recorde-no-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2023 19:17:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Amazônia e Cerrado apresentam situações opostas com relação ao desmatamento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os alertas de desmatamento bateram recorde no Cerrado, o segundo maior bioma do país. Já na Amazônia, os alertas chegaram ao menor índice em quatro anos. No Cerrado, de janeiro a julho, os avisos do Sistema de Detecção [&#8230;]]]></description>
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<p>Amazônia e Cerrado apresentam situações opostas com relação ao desmatamento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os alertas de desmatamento bateram recorde no Cerrado, o segundo maior bioma do país. Já na Amazônia, os alertas chegaram ao menor índice em quatro anos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>No Cerrado, de janeiro a julho, os avisos do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) aumentaram 21%.</p>
<p>Entre agosto de 2022 e julho deste ano, mais de 6.300 quilômetros quadrados foram desmatados, a maior parte deles na região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins,  Piauí e Bahia.</p>
<p>No caso da Amazônia, os alertas de desmate entre janeiro e julho deste ano caíram 42,5%. Uma mudança forte de sinal já que, no semestre anterior, a tendência era de aceleração do desmatamento. Entre agosto de 2022 e julho deste ano, o Deter emitiu alertas para uma área de 7.952 quilômetros quadrados.</p>
<p>A queda dos indícios de desmatamento foi registrada em todos os estados do bioma.</p>
<p>Uma diferença importante entre esses dois biomas, segundo explicaram os especialistas, é a reserva legal. Na Amazônia a área que deve ser preservada é de 80% da propriedade. No Cerrado, ao contrário, apenas 20% devem ser mantidos em pé. Por isso, o desmatamento do Cerrado é, em grande parte, autorizado, o que impede autuações por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</p>
<p>O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que o governo trabalha para lançar em outubro um plano para combater o desmatamento no Cerrado.</p>
</div>
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