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	<title>Cannabis &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Cannabis &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso a terapias no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 22:25:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
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					<description><![CDATA[A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que representa um marco na regulamentação da cannabis medicinal no Brasil. A nova norma autoriza o cultivo da planta por pessoas jurídicas, exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos, e permite a venda de produtos à base de cannabis, como o canabidiol, em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que representa um marco na regulamentação da cannabis medicinal no Brasil. A nova norma autoriza o cultivo da planta por pessoas jurídicas, exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos, e permite a venda de produtos à base de cannabis, como o canabidiol, em farmácias de manipulação.</p>
<p>Com a decisão, a produção nacional passa a ser permitida de forma controlada e compatível com a demanda, conforme planejamento apresentado pelas empresas à Anvisa. A resolução também autoriza a importação da planta ou de extratos para fabricação de medicamentos no país.</p>
<p>Outro avanço importante é a ampliação das vias de administração dos produtos, que agora poderão ser bucal, sublingual e dermatológica, além das já existentes. O limite máximo de tetrahidrocanabinol (THC) foi fixado em 0,3%, tanto para materiais importados quanto para os produzidos no Brasil — concentração aceita internacionalmente para uso terapêutico.</p>
<h3>Comitê interministerial e fiscalização</h3>
<p>Para garantir controle e segurança em todas as etapas, a Anvisa vai criar e coordenar um comitê interministerial, com participação dos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária. O grupo será responsável por ações permanentes de fiscalização, monitoramento e integração institucional.</p>
<p>As mudanças atendem a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, no fim de 2024, estabeleceu que a Anvisa deveria regulamentar o cultivo e o uso da cannabis para fins exclusivamente medicinais.</p>
<h3>Reação positiva do setor</h3>
<p>A aprovação foi recebida com otimismo por entidades e especialistas que atuam na defesa do acesso à cannabis terapêutica. Para o advogado Emilio Figueiredo, um dos fundadores da primeira associação brasileira voltada ao fornecimento de medicamentos canábicos, o processo regulatório foi um avanço inédito.</p>
<p>“Foi muito interessante e surpreendente ver a Anvisa abrir espaço para a escuta da sociedade”, afirmou. Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo avalia que a regulamentação traz mais clareza jurídica e amplia as possibilidades de acesso seguro aos tratamentos.</p>
<p>Representando a Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact), Jair Pereira Barbosa Júnior destacou, durante a reunião da diretoria colegiada, que a norma fortalece o movimento associativo e reduz a insegurança jurídica enfrentada por pacientes e entidades que dependem de decisões judiciais.</p>
<h3>Mercado em expansão</h3>
<p>Mesmo antes da regulamentação do cultivo, o uso medicinal da cannabis já vinha crescendo no país. Segundo o Anuário da Kaya Mind 2025, o Brasil soma atualmente 873 mil pacientes em tratamento, número recorde e resultado de crescimento contínuo ao longo dos últimos anos.</p>
<p>O levantamento aponta a existência de 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 obtiveram autorização judicial para cultivo, totalizando cerca de 27 hectares plantados. Em 2025, o setor movimentou R$ 971 milhões, alta de 8,4% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Desde 2015, o poder público já gastou R$ 377,7 milhões com fornecimento de produtos à base de cannabis por decisões judiciais. Hoje, apenas cinco estados brasileiros ainda não possuem leis específicas para o fornecimento público desses medicamentos, e 85% dos municípios já registraram ao menos um paciente tratado com cannabis medicinal desde 2019.</p>
<p>A nova resolução da Anvisa tende a reduzir custos, ampliar o acesso e fortalecer a pesquisa científica, consolidando o Brasil como um dos principais mercados emergentes de cannabis medicinal no mundo.</p>
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		<title>Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis medicinal no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/anvisa-discute-nesta-quarta-regras-para-a-producao-de-cannabis-medicinal-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 15:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[Cannabis]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Produção]]></category>
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					<description><![CDATA[A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28), às 9h30, em Brasília, para discutir a definição de regras específicas para a produção de cannabis medicinal no país. O encontro prevê a análise da revisão da Resolução nº 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28), às 9h30, em Brasília, para discutir a definição de regras específicas para a produção de cannabis medicinal no país. O encontro prevê a análise da revisão da Resolução nº 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis no Brasil.</p>
<p>A discussão atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em novembro de 2024, decidiu que o plantio da cannabis pode ser regulamentado no país desde que destinado exclusivamente a fins medicinais e farmacológicos, com limites rigorosos de controle.</p>
<h3>Propostas em análise</h3>
<p>No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução que tratam da produção da cannabis medicinal, do desenvolvimento de pesquisas científicas com a planta e da atuação de associações de pacientes.</p>
<p>Em entrevista coletiva, o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou o crescimento expressivo da demanda por produtos derivados da cannabis ao longo da última década.</p>
<blockquote><p>“Entre 2015 e 2025, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importação. Hoje, há 49 produtos de 24 empresas aprovados pela Anvisa e cerca de 500 decisões judiciais autorizando o plantio por pessoas físicas ou jurídicas”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Safatle também ressaltou que cinco estados brasileiros já possuem leis próprias que autorizam o cultivo de cannabis medicinal, o que reforça a necessidade de uma regulamentação nacional.</p>
<h3>Regras e critérios de segurança</h3>
<p>As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas, com exigência de inspeção sanitária prévia. Entre os critérios de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas, o georreferenciamento das áreas de cultivo e o controle rigoroso da cadeia produtiva.</p>
<p>Outro ponto central é o limite do teor de tetrahidrocanabinol (THC), que deverá ser igual ou inferior a 0,3%, patamar considerado sem efeitos entorpecentes.</p>
<p>As propostas também abrem espaço para a produção sem fins lucrativos por associações de pacientes, por meio de chamamento público, com o objetivo de avaliar a viabilidade da produção em pequena escala fora do modelo industrial.</p>
<p>O diretor da Anvisa Thiago Campos reforçou que as resoluções seguem padrões técnicos rigorosos e estão alinhadas a normas internacionais.</p>
<blockquote><p>“As medidas atendem às exigências da ONU e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão plenamente alinhadas à decisão do STJ”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Decisão judicial e prazos</h3>
<p>Em novembro de 2024, o STJ entendeu que a Lei de Drogas não se aplica a espécies de cannabis com baixo teor de THC. Na ocasião, a Corte autorizou uma empresa a importar sementes com alto teor de canabidiol (CBD) e baixo teor de THC, e determinou que o país regulamentasse importação, cultivo, industrialização e comercialização dessas espécies.</p>
<p>O prazo inicial de seis meses para a regulamentação venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Desde então, a Anvisa afirma ter iniciado a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos necessários.</p>
<h3>Crescimento do uso medicinal</h3>
<p>Segundo estimativas da Anvisa, mais de 670 mil pessoas utilizam atualmente produtos à base de cannabis no Brasil, com acesso predominantemente via decisões judiciais. Desde 2022, o Ministério da Saúde já atendeu cerca de 820 determinações judiciais para fornecimento desses produtos.</p>
<p>“Mesmo sem uma regulamentação específica, diversas associações obtiveram autorização judicial para a produção de cannabis exclusivamente para fins medicinais”, informou a agência.</p>
<p>As propostas agora passam pela avaliação do colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data de publicação e terão validade inicial de seis meses, período que servirá para monitoramento, ajustes e avaliação do novo marco regulatório.</p>
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		<title>Número de pacientes que usam cannabis medicinal no Brasil cresce 56% em um ano</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/numero-de-pacientes-que-usam-cannabis-medicinal-no-brasil-cresce-56-em-um-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 23:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[anuário cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[Cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Kaya Mind]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil alcançou um recorde em 2024, com 672 mil pacientes utilizando cannabis medicinal, segundo o anuário da Kaya Mind divulgado nesta terça-feira (26). Esse número representa um crescimento de 56% em relação ao ano anterior. O setor movimentou R$ 853 milhões, com projeções de atingir R$ 1 bilhão em 2025, destacando sua força e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil alcançou um recorde em 2024, com <strong>672 mil pacientes utilizando cannabis medicinal</strong>, segundo o anuário da Kaya Mind divulgado nesta terça-feira (26). Esse número representa um crescimento de 56% em relação ao ano anterior. O setor movimentou <strong>R$ 853 milhões</strong>, com projeções de atingir <strong>R$ 1 bilhão em 2025</strong>, destacando sua força e expansão no mercado de saúde.</p>
<h3><strong>Crescimento e abrangência</strong></h3>
<p>Os pacientes que usam cannabis medicinal estão distribuídos em aproximadamente <strong>80% dos municípios brasileiros</strong>. O avanço da regulamentação, como a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite o cultivo da planta para fins medicinais, tem contribuído para a diversificação dos produtos disponíveis no país. Este ano, <strong>413 empresas estrangeiras</strong> exportaram itens para o Brasil, ampliando as opções terapêuticas.</p>
<p>Maria Eugenia Riscala, CEO da Kaya Mind, enfatiza o impacto positivo na saúde:</p>
<blockquote><p>“A expansão da cannabis medicinal é visível não apenas em números, mas na forma como a medicina integra essas opções de tratamento à rotina dos pacientes.”</p></blockquote>
<p>Entre os produtos disponíveis, há mais de <strong>2.180 opções</strong>, incluindo óleos, sprays, cápsulas e tópicos. No entanto, quase metade dos pacientes (47%) ainda depende de <strong>importação</strong>, enquanto <strong>31% obtêm os produtos em farmácias</strong> e <strong>22% recorrem a associações</strong>, que têm papel fundamental no acesso para quem não pode arcar com altos custos.</p>
<h3><strong>Desafios e quebra de preconceitos</strong></h3>
<p>Jonadabe Oliveira da Silva, vice-presidente da associação TO Ananda, no Tocantins, observa que o preconceito contra o uso medicinal da cannabis tem diminuído:</p>
<blockquote><p>“Pessoas mais conservadoras estão quebrando tabus ao perceberem a eficácia do tratamento.”</p></blockquote>
<p>Criada há dois anos, a TO Ananda oferece apoio a pacientes e famílias, com parcerias da <strong>Defensoria Pública</strong> e da <strong>Fiocruz</strong>, e planos para expandir sua atuação em 2025 com novos laboratórios e universidades.</p>
<p>A experiência de pacientes com o óleo de cannabis tem impulsionado histórias transformadoras. Silva, por exemplo, está em transição de carreira, saindo da área de cabeleireiro para estudar o cultivo e o mercado da cannabis medicinal.</p>
<h3><strong>Projeção para o futuro</strong></h3>
<p>O segmento, que movimentou apenas R$ 144 milhões em 2021, mostra um crescimento exponencial, com um cenário cada vez mais favorável à inclusão da cannabis medicinal como parte das terapias oferecidas no Brasil. Além de ampliar o acesso, as iniciativas regulatórias e associativas estão ajudando a consolidar o país como referência global nesse mercado.</p>
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		<item>
		<title>STF descriminaliza porte de maconha para uso pessoal</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/stf-descriminaliza-porte-de-maconha-para-uso-pessoal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 00:47:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[porte de maconha]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Traficantes]]></category>
		<category><![CDATA[uso pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Usuários]]></category>
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					<description><![CDATA[Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (25) descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. O julgamento foi concluído após nove anos de sucessivas suspensões. O número de juízes que votaram a favor e contra a descriminalização ainda não foi oficialmente divulgado. Com a decisão, o porte de maconha [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (25) descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. O julgamento foi concluído após nove anos de sucessivas suspensões. O número de juízes que votaram a favor e contra a descriminalização ainda não foi oficialmente divulgado.</p>
<p>Com a decisão, o porte de maconha continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em público, mas as punições definidas contra os usuários passam a ter natureza administrativa, e não criminal. Dessa forma, deixam de valer a possibilidade de registro de reincidência penal e de cumprimento de prestação de serviços comunitários.</p>
<p>A Corte deixou para a sessão de amanhã (26) a definição sobre a quantidade de maconha que deve caracterizar uso pessoal e diferenciar usuários e traficantes. Pelos votos já proferidos, a medida deve ficar entre 25 e 60 gramas ou seis plantas fêmeas de <em>cannabis.</em></p>
<h2>Entenda</h2>
<p>O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo.</p>
<p>A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.</p>
<p>A maioria dos ministros decidiu manter a validade da lei, mas entendeu que as punições previstas contra usuários não possuem natureza criminal.</p>
<h2>Não é legalização</h2>
<p>Durante a sessão, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que a Corte não está decidindo sobre a legalização da maconha e que o consumo permanece como conduta ilícita.</p>
<p>&#8220;Em nenhum momento estamos legalizando ou dizendo que o consumo de drogas é uma coisa positiva. Pelo contrário, nós estamos apenas deliberando a melhor forma de enfrentar essa epidemia que existe no Brasil e que as estratégias que temos adotado não estão funcionando porque o consumo só faz aumentar e o poder do tráfico também&#8221;, afirmou.</p>
<h2>Votos</h2>
<p>O julgamento começou em 2015, quando o relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela descriminalização do porte de qualquer tipo de droga. No entanto, após os votos que foram proferidos pelos demais ministros, Mendes restringiu a liberação somente para a maconha, com fixação de medidas para diferencial consumo próprio e tráfico de drogas.</p>
<p>No mesmo ano, votou pela descriminalização somente do porte de maconha, deixando para o Congresso a fixação dos parâmetros.</p>
<p>Em seguida, Luís Roberto Barroso entendeu que a posse de 25 gramas não caracteriza tráfico ou o cultivo de seis plantas fêmeas de <em>cannabis</em>.</p>
<p>Após pedidos de vista que suspenderam o julgamento, em agosto do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes propôs a quantia de 60 gramas ou seis plantas fêmeas. A descriminalização também foi aceita pelo voto para ministra Rosa Weber, que está aposentada.</p>
<p>Em março deste ano, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques defenderam a fixação de uma quantidade para diferenciar usuários e traficantes, mas mantiveram a conduta criminalizada, conforme a Lei de Drogas. Novamente, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.</p>
<p>Na semana passada, o julgamento foi retomado com o voto do Toffoli, que abriu uma terceira via. Para o ministro, a Lei de Drogas é constitucional e já descriminalizou o porte. No entanto, Toffoli sugeriu dar prazo para o Congresso definir a quantidade para diferenciar usuário e traficante.</p>
<p>Na sessão de hoje, Toffoli esclareceu seu voto e disse que está com a maioria contra a descriminalização.</p>
<p>Em seguida, Luiz Fux e ministra Cármen Lúcia também votaram pelo reconhecimento da descriminalização.</p>
</div>
</div>
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		<title>Rússia mantém sentença de 9 anos para atleta Brittney Griner, dos EUA</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/russia-mantem-sentenca-de-9-anos-para-atleta-brittney-griner-dos-eua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luan Cavalcante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 22:32:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Basquete]]></category>
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		<category><![CDATA[Brittney Griner]]></category>
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		<category><![CDATA[Russia]]></category>
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					<description><![CDATA[Um tribunal russo rejeitou nesta terça-feira (25) recurso da estrela norte-americana de basquete Brittney Griner contra uma sentença de nove anos por posse e contrabando de cartuchos de vape contendo óleo de cannabis. Griner e seus advogados pediram absolvição ou pelo menos uma redução da sentença, que eles disseram ser desproporcional ao delito e em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Um tribunal russo rejeitou nesta terça-feira (25) recurso da estrela norte-americana de basquete Brittney Griner contra uma sentença de nove anos por posse e contrabando de cartuchos de vape contendo óleo de cannabis.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Griner e seus advogados pediram absolvição ou pelo menos uma redução da sentença, que eles disseram ser desproporcional ao delito e em desacordo com a prática judicial russa.</p>
<p>Depois de se retirar por não mais de 30 minutos para considerar o recurso, o juiz principal disse que o veredicto original estava mantido &#8220;sem alterações&#8221;, exceto pela contagem do tempo de prisão preventiva como parte da sentença.</p>
<p>Griner, duas vezes medalhista de ouro olímpica, foi presa em 17 de fevereiro em um aeroporto de Moscou, uma semana antes de a Rússia enviar tropas para a Ucrânia, e seu caso foi inevitavelmente visto no contexto da crise que se seguiu nas relações EUA-Rússia.</p>
<p>Washington foi rápida em responder ao veredicto.</p>
<p>&#8220;Estamos cientes das notícias da Rússia de que Brittney Griner continuará detida injustamente em circunstâncias intoleráveis, depois de ter que passar por outro processo judicial simulado hoje&#8221;, disse o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, em comunicado.</p>
<p>Segundo ele, os Estados Unidos &#8220;continuarão a se envolver com a Rússia&#8221; para trazê-la para casa.</p>
<p>O promotor disse que a sentença proferida em 4 de agosto para Griner era &#8220;justa&#8221;, mas Alexander Boykov, um dos advogados da atleta, afirmou ao painel de três juízes em Krasnogorsk, nos arredores de Moscou:</p>
<p>&#8220;Nenhum juiz vai dizer honestamente que a sentença de nove anos de Griner está de acordo com a lei criminal russa.&#8221;</p>
<p>Ele listou uma série do que disse serem falhas processuais na condenação de Griner e defendeu absolvição, mas pediu que &#8220;se o tribunal quiser puni-la, [deveria] dar-lhe um novo veredicto &#8216;justo&#8217; e mitigar a punição&#8221;.</p>
<p>&#8220;A severidade e crueldade da sentença aplicada a Griner chocam as pessoas em todo o mundo&#8221;, declarou ele.</p>
<p>Autorizada a fazer uma declaração final por link de vídeo ao vivo do centro de detenção na cidade de Novoye Grishino, nos arredores de Moscou, Griner disse como sua detenção de oito meses e dois julgamentos foram estressantes.</p>
<p>&#8220;Eu mal superei a quantidade indicativa [de óleo de cannabis] &#8230; As pessoas com crimes mais graves receberam menos do que me deram&#8221;, declarou.</p>
<p>Ela disse que usava cannabis medicinal para aliviar a dor de uma série de lesões esportivas. Os usos recreativos e medicinais são proibidos na Rússia.</p>
</div>
</div>
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		<title>Pacientes protestam no CFM contra resolução que limita canabidiol</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pacientes-protestam-no-cfm-contra-resolucao-que-limita-canabidiol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 19:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[Canabidiol]]></category>
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					<description><![CDATA[Representantes de entidades e pacientes que fazem uso medicinal de produtos derivados da Cannabis protestaram hoje (21), em frente à sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), contra a resolução da entidade que limita a prescrição do canabidiol (CBD) a dois tipos de epilepsia e esclerose tuberosa. Durante o ato, eles entregaram um manifesto com artigos e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Representantes de entidades e pacientes que fazem uso medicinal de produtos derivados da <em>Cannabis</em> protestaram hoje (21), em frente à sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), contra a resolução da entidade que limita a prescrição do canabidiol (CBD) a dois tipos de epilepsia e esclerose tuberosa.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Durante o ato, eles entregaram um manifesto com artigos e estudos já publicados em revistas científicas sobre o uso da <em>Cannabis</em> medicinal e se reuniram com o presidente em exercício do conselho, Jeancarlo Cavalcante.</p>
<p>Thais Saraiva, uma das organizadoras do ato, destacou que a reunião foi um espaço para apresentar ao CFM os resultados positivos do uso da Cannabis. “Esperamos que essa resolução seja revogada”, disse, destacando que ocorreram manifestações semelhantes em São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro.</p>
<p>Para os manifestantes, além de tentar inibir a autonomia médica, o CFM se restringe a estudos ultrapassados para a edição da nova norma e ignora mais de 10 mil pesquisas científicas produzidas sobre a <em>Cannabis</em> para fins médicos entre 2018 e 2022.</p>
<p>Segundo eles, a medida também coloca em risco o tratamento de mais de 100 mil pacientes que têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o remédio ou comprar as formulações já disponíveis nas farmácias, também aprovadas pela Anvisa.</p>
<p>No último dia 14, o CFM publicou uma nova norma com regras para a prescrição de medicamentos à base do canabidiol. Segundo a <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.324-de-11-de-outubro-de-2022-435843700" target="_blank" rel="noopener">Resolução CFM 2.324/2022</a>, o medicamento pode ser prescrito apenas para o tratamento de epilepsia refratária em crianças e adolescentes com síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut ou complexo de esclerose tuberosa. Para os demais tipos de epilepsia, a substância não poderá mais ser prescrita.</p>
<p>Dessa forma, pessoas adultas e a possibilidade de tratamento para outras doenças, como depressão, ansiedade, dores crônicas, Alzheimer e Parkinson, não estão cobertos pela resolução, bem como o uso do tetrahidrocanabinol (THC), outro derivado da planta. A medida também proíbe médicos de ministrarem palestras e cursos sobre uso do canabidiol ou produtos derivados de <em>Cannabis</em> fora do ambiente científico, bem como fazer sua divulgação publicitária.</p>
<h2>Legalidade da norma</h2>
<p>Na segunda-feira (17), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatório para apurar a legalidade da resolução do CFM e se há compatibilidade com o direito social à saúde, nos termos da Constituição Federal, e outros regulamentos oficiais, como os da própria Anvisa que, em 2019, autorizou a fabricação e a importação de produtos com <em>Cannabis</em> para fins medicinais.</p>
<p>Em meio às reações, a entidade médica decidiu ontem (20) abrir consulta pública à população sobre o assunto, o que ocorrerá de 24 de outubro a 23 de dezembro deste ano.</p>
<p>Em nota, o CFM defendeu o conteúdo da resolução e destacou que é prudente aguardar o avanço de estudos em andamento sobre o uso da <em>Cannabis</em> medicinal, “cujos resultados vão ampliar – ou não – a percepção de eficácia e segurança do canabidiol, evitando expor a população a situações de risco”.</p>
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