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	<title>caciques indígenas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>Caciques das 5 regiões afirmam que mudanças climáticas impactam campo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/caciques-das-5-regioes-afirmam-que-mudancas-climaticas-impactam-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 14:16:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Períodos longos de estiagem ou temporadas de chuvas intensas causam estranhamento em líderes indígenas nas cinco regiões do país. Mais do que surpresa, as mudanças climáticas impactam a produção no campo e afetam a qualidade de vida de comunidades inteiras, segundo caciques que estão presentes no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, nesta semana. Ouvidos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Períodos longos de estiagem ou temporadas de chuvas intensas causam estranhamento em líderes indígenas nas cinco regiões do país. Mais do que surpresa, as mudanças climáticas impactam a produção no campo e afetam a qualidade de vida de comunidades inteiras, segundo caciques que estão presentes no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, nesta semana.</p>
<p>Ouvidos, cinco caciques de diferentes partes do Brasil lamentam a destruição e a poluição dos recursos naturais e também as pressões dos não indígenas contra seus locais preservados.</p>
<h2>Região Sudeste</h2>
<figure id="attachment_76250" aria-describedby="caption-attachment-76250" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-76250" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Baiara Pataxó - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76250" class="wp-caption-text">Baiara Pataxó &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O cacique Baiara Pataxó, de 64 anos, que vive em uma comunidade na cidade de Açucena, Minas Gerais, testemunha que, na última década, as plantações de mandioca, milho e feijão deixaram de render como antes. Os produtos são vendidos para comerciantes das cidades próximas e sustentam a comunidade formada por 80 pessoas.</p>
<p>“Antes, as chuvas começavam em setembro. Nos últimos anos, só em dezembro. Claro que isso não é normal”, diz Baiara Pataxó.</p>
<p>Além das mudanças climáticas, a comunidade em Minas Gerais foi impactada pelo crime ambiental de 25 de janeiro de 2019, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho, se rompeu. Além de causar a morte de 272 pessoas, os rejeitos poluíram os rios Doce e Corrente, na região. “Tudo isso tem sido terrível. Atualmente, estamos trabalhando na recomposição de 45 mil mudas de árvores nativas e frutíferas. Vinte indígenas estão trabalhando nessa tarefa”, afirma.</p>
<h2>Região Norte</h2>
<figure id="attachment_76253" aria-describedby="caption-attachment-76253" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-76253" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Dario Kopenawa - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76253" class="wp-caption-text">Dario Kopenawa &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A relação das mudanças climáticas com outras ações criminais também é presenciada pelo cacique Dario Kopenawa Yanomami, de 39 anos, que vive em Roraima.</p>
<p>“Estamos convivendo lá com a invasão dos mineradores e garimpeiros. Somos uma comunidade de 32 mil pessoas sofrendo com mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, com a contaminação pelo mercúrio”, lamenta.</p>
<p>O cacique verifica que as chuvas tiveram regime alterado e estão “bem diferentes” do que eram na adolescência e infância dele na região.</p>
<p>“Temos  pedido nossas chuvas aos nossos xamãs [guias religiosos]. Mas é fato que a roça de taioba, a macaxeira e a banana não são como antes.”</p>
<h2>Região Nordeste</h2>
<figure id="attachment_76251" aria-describedby="caption-attachment-76251" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-76251" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Cacique Tchydjo Ue - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76251" class="wp-caption-text">Cacique Tchydjo Ue &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O cacique Tchydjo Ue, de 76 anos, do povo Fulni-ô, vive em uma aldeia, na cidade de Pacatuba, em Sergipe, onde estão 86 famílias. Ele considera que hoje o cenário é completamente transformado em relação ao tempo da juventude.</p>
<p>“Estamos próximos do litoral (96 quilômetros), mas é muito mais quente do que antes. Os mais jovens têm sentido a dificuldade de trabalhar na roça e acabam desistindo”, diz o cacique.</p>
<p>As mudanças de clima combinaram com as de comportamento.</p>
<p>“Os jovens também se transformaram. Querem ir embora. Vivem na internet e no celular”, afirma. Para diversificar as atividades, o líder indígena diz que tem estimulado a atividade do artesanato, já que o milho, a mandioca e o feijão nem são o suficiente para subsistência.  Outra atividade é de conhecimento da natureza. “Sou chamado para falar na Europa e nos Estados Unidos sobre os saberes indígenas, mas é preciso que saibam mais da gente por aqui.”</p>
<h2>Região Centro-Oeste</h2>
<figure id="attachment_76255" aria-describedby="caption-attachment-76255" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76255" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Tanoné Carirí Xocó - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76255" class="wp-caption-text">Tanoné Carirí Xocó &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A destruição do cerrado e as mudanças de clima foram acompanhadas de perto pela cacique Tanoné, que tem 70 anos e vive no Distrito Federal desde o ano de 1986. Ela lembra, com lamento, que Brasília tinha temporadas frias, o que “desapareceu”.</p>
<p>Na comunidade em que ela vive, no Setor Noroeste, há 16 famílias. Na região, que cresceu com a expansão imobiliária, ela diz que tem atuado para recompor o cenário. São 16 hectares de área em que as plantações de milho, feijão, jatobá e algodão iluminavam o cenário.</p>
<p>“O feijão virou raro. O algodão, também. Ou é falta de chuvas ou temporais intensos”. A cacique pediu a entes governamentais a plantação dos ipês para voltar a deixar o lugar com cores novas.</p>
<h2>Região Sul</h2>
<p>Na cidade de José Boiteux, em Santa Catarina, uma comunidade de 2,3 mil pessoas da etnia xokleng está preocupada com a aproximação da temporada de chuvas, que se tornaram mais intensas na última década.</p>
<figure id="attachment_76254" aria-describedby="caption-attachment-76254" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76254" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Setembrino Kokleng - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76254" class="wp-caption-text">Setembrino Kokleng &#8211; Joedson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Segundo o cacique Setembrino, de 53 anos, da mesma etnia, o trabalho principal agora é ficar atento às cheias e ensinar preservação ambiental para os indígenas em sala de aula.</p>
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<p>“É certo estar atento à Amazônia, mas precisamos lembrar também do Sul. Estamos trabalhando agora com o plantio do pinheiro. A gente tem que olhar para agora e depois.”</p>
<p>“Como passou a chover muito mais, a barragem de contenção costuma chegar ao limite com recorrência. Nós não temos mais lugar seguro para morar”, diz uma das lideranças da comunidade etnia xokleng, Geomar Crendô.</p>
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