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	<title>Buraco Negro &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Astrônomos divulgam primeiras imagens de buraco negro da Via Láctea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 22:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A imagem do Sagitário A* é o buraco negro localizado ao centro da nossa galáxia, na Via Láctea, e pela primeira vez foi visto em uma imagem. O anúncio foi feito pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). É a primeira evidência visual da existência deste objeto compacto e supermassivo, possível graças ao trabalho conjunto de uma equipe [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem do Sagitário A* é o buraco negro localizado ao centro da nossa galáxia, na Via Láctea, e pela primeira vez foi visto em uma imagem. O anúncio foi feito pelo <a href="https://www.eso.org/public/live/" target="_blank" rel="noopener">Observatório Europeu do Sul</a> (ESO).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>É a primeira evidência visual da existência deste objeto compacto e supermassivo, possível graças ao trabalho conjunto de uma equipe internacional de pesquisadores, chamada Colaboração Event Horizon Telescope (EHT).</p>
<p>Para a busca do objeto foram utilizados oito radiotelescópios espalhados por diversos pontos do globo terrestre. A partir das imagens captadas, que simulariam um super telescópio do tamanho da Terra, e da justaposição dos registros, chegou-se à imagem do buraco negro da Via Láctea.</p>
<p>De acordo com comunicado do ESO, embora não seja possível avistar o buraco negro em si, &#8220;o gás brilhante que o rodeia revela uma assinatura inconfundível: uma região central escura (chamada sombra) cercada por uma estrutura brilhante em forma de anel. A nova visão captura a luz que se curva sob a poderosa gravidade do buraco negro, que é quatro milhões de vezes mais massivo que o nosso Sol&#8221;.</p>
<p>Para a conclusão das fotos divulgadas neste 12 de maio, foram cerca de cinco anos desde a captação das imagens feitas em 2017, com a participação de mais de 300 profissionais de 80 instituições de diversos países, com tecnologia avançada e supercomputadores que analisaram e combinaram dados, além de uma rede mundial de radiotelescópios do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e do Atacama Pathfinder EXperiment (APEX), instalados no deserto do Atacama no Chile, e do Telescópio IRAM de 30 metros na Espanha e do Noema (Northern Extended Millimeter Array), na França.</p>
<p>O anúncio sobre o buraco negro no &#8220;coração&#8221; da Via Láctea, a cerca de 27 mil anos-luz da Terra, foi realizado na Alemanha, mas mobilizou cientistas e imprensa de todo mundo, assim como em 2019, quando foi anunciada a primeira imagem de um dos objetos mais enigmáticos do Universo.</p>
<h2>Galáxia Messier 87</h2>
<p>Também com os esforços da Colaboração Event Horizon Telescope (EHT), foi realizado o primeiro registro, do chamado M87*, localizado na galáxia Messier 87.</p>
<p>Pesquisadores destacam que embora os dois sejam diferentes, já que o Sagitário A* é cerca de mil vezes menor e menos massivo que o M87*, perto das bordas são bem semelhantes e que ambos podem apontar para respostas de pesquisas em andamento.</p>
<p>A astrofísica Thaisa Storchi Bergmann, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), destaca o empenho das equipes e da tecnologia utilizada. Este anúncio abre portas para avanços nas pesquisas, explicou.</p>
<p>“Temos muito estudo pela frente, é somente a segunda imagem e o resultado bem sucedido desse imageamento pelo EHT mostra que essa técnica é fantástica e está aí pra ficar. Como foi dito (no anúncio do ESO) envolveu mais de 300 pesquisadores de 20 países, oito observatórios. O Alma sozinho tem 66 antenas, além dos supercomputadores para fazer essa foto. Deu muito trabalho, demorou anos para sair essa imagem e acho que tem muito espaço para aperfeiçoar essa tecnologia, tornar isso mais rápido e aplicar para outros buracos negros em centros de galáxias vizinhas’’, explicou.</p>
<p>A cientista que já recebeu, em 2015, o  Prêmio Internacional L’Oréal/Unesco para Mulheres na Ciência com pesquisa envolvendo buracos negros, descreve a emoção de conseguir visualizar o Sagitário A*.</p>
<p>&#8220;É muito emocionante viver este momento porque trabalhei com buracos negros toda a minha vida e sempre a presença deles era indireta. Claro que a gente acreditava porque se acredita em Física, e a evidência gravitacional era muito forte, cada vez maior. Mas, ter uma imagem parece que é uma comprovação a mais. Poder enxergar é uma validação, é muito importante. Comprova o que, de certa forma já sabia. [As imagens] comprovam os valores das massas, que ele está rotando, como é a acreção, a natureza da energia. Mas, é a imagem, definitiva&#8221;, celebra.</p>
<p>Em uníssono, pesquisadores em anúncio nesta quinta-feira (12), na sede do Observatório Europeu do Sul, na Alemanha, destacaram o quão emblemático é registrar a imagem do que foi previsto há mais de 100 anos, pelo físico Albert Einstein, com a Teoria da Relatividade Geral.</p>
<p>Para Thaisa Storchi é uma reafirmação. &#8220;Com relação à Teoria da Relatividade Geral, é incrível a gente dizer mais uma vez que o Einstein estava certo. Então, todos os modelos usam a teoria, e os resultados realimentam que a Relatividade Geral continua valendo. Isso é mais que uma reafirmação de que é uma teoria fantástica&#8221;, diz.</p>
<p>Segundo o ESO, os trabalhos de colaboração dos pesquisadores continuam em 2022, com expectativa para imagens mais detalhadas e quem sabe até filmes.</p>
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