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	<title>Atividade Econômica &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Atividade Econômica &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Juros elevados puxam economia para baixo e PIB cai 0,3% em outubro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/juros-elevados-puxam-economia-para-baixo-e-pib-cai-03-em-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 15:38:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento da Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A economia brasileira registrou retração de 0,3% em outubro na comparação com setembro, marcando o segundo mês seguido de queda da atividade. Em setembro, o recuo havia sido ainda mais intenso, de 0,6%. O desempenho reflete, sobretudo, o impacto do nível elevado da taxa de juros sobre o ritmo de crescimento do país. Apesar da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia brasileira registrou retração de 0,3% em outubro na comparação com setembro, marcando o segundo mês seguido de queda da atividade. Em setembro, o recuo havia sido ainda mais intenso, de 0,6%. O desempenho reflete, sobretudo, o impacto do nível elevado da taxa de juros sobre o ritmo de crescimento do país.</p>
<p>Apesar da desaceleração mensal, na comparação com outubro do ano passado o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou expansão de 1%. Já no trimestre móvel encerrado em outubro, o crescimento foi de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado de 12 meses, a economia brasileira avançou 2,3%.</p>
<p>Os dados fazem parte do Monitor do PIB, levantamento mensal produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta terça-feira (16).</p>
<h3>Impacto dos juros altos</h3>
<p>Segundo a economista Juliana Trece, responsável pelo estudo, a perda de dinamismo da economia está “fortemente associada ao patamar elevado da taxa de juros”. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o nível mais alto desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%.</p>
<p>Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic elevada é justificada como instrumento de combate à inflação, que só voltou ao centro da meta em novembro, após 13 meses fora do intervalo de tolerância.</p>
<p>O encarecimento do crédito provocado pelos juros altos reduz o investimento e o consumo, ajudando a conter a inflação. Em contrapartida, o efeito colateral é o esfriamento da atividade econômica, com impactos negativos sobre a geração de emprego e renda.</p>
<h3>Desempenho por setores</h3>
<p>O comportamento do PIB pode ser analisado tanto pelo lado da produção quanto pelo da demanda. Pela ótica da produção, Juliana Trece destaca que o desempenho da agropecuária e da indústria contribuiu para a retração da atividade em outubro.</p>
<p>Já pelo lado da demanda, os investimentos — medidos pela formação bruta de capital fixo — e o consumo do governo tiveram contribuição negativa para o resultado do período.</p>
<p>Na comparação do trimestre móvel encerrado em outubro com o mesmo intervalo do ano anterior, o consumo das famílias cresceu 0,5%. O avanço foi sustentado principalmente pelos serviços e pelos bens semiduráveis, enquanto o consumo de bens duráveis e não duráveis exerceu pressão negativa.</p>
<p>As exportações também tiveram papel relevante no crescimento econômico, com alta de 8,9% no trimestre móvel, impulsionadas principalmente por produtos agropecuários e da indústria extrativa mineral. As vendas externas mantêm trajetória de crescimento desde março de 2025.</p>
<p>Em valores correntes, a FGV estima que o PIB brasileiro acumulado até outubro alcance R$ 10,53 trilhões.</p>
<h3>Indicadores e dados oficiais</h3>
<p>O Monitor do PIB é um dos principais indicadores de acompanhamento da economia nacional. Outro termômetro relevante é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na segunda-feira (15), que apontou queda de 0,2% de setembro para outubro e crescimento de 2,5% em 12 meses.</p>
<p>Já os dados oficiais do PIB são divulgados trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 4 de dezembro, o órgão informou que a economia cresceu 0,1% no terceiro trimestre e 2,7% no acumulado de 12 meses. O resultado do quarto trimestre de 2025 será divulgado em 3 de março de 2026.</p>
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		<title>Atividade econômica do Brasil cresce 0,9% em janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/atividade-economica-do-brasil-cresce-09-em-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 17:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[A economia brasileira iniciou 2025 com um desempenho positivo. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 0,9% em janeiro na comparação com dezembro de 2024, considerando ajustes sazonais. O indicador atingiu 154,6 pontos no mês, e, na comparação com janeiro de 2024, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia brasileira iniciou 2025 com um desempenho positivo. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 0,9% em janeiro na comparação com dezembro de 2024, considerando ajustes sazonais.</p>
<p>O indicador atingiu 154,6 pontos no mês, e, na comparação com janeiro de 2024, registrou crescimento de 3,6% (sem ajuste sazonal). No acumulado de 12 meses, a alta foi de 3,8%, evidenciando um ritmo consistente de expansão da atividade econômica no país.</p>
<h3>Indicador e Política Monetária</h3>
<p>O IBC-Br é um termômetro da atividade econômica nacional e auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na tomada de decisões sobre a taxa Selic, atualmente fixada em 13,25% ao ano. O índice reflete o desempenho de setores-chave da economia, como indústria, comércio, serviços e agropecuária, além da arrecadação tributária.</p>
<p>A taxa Selic é o principal mecanismo do Banco Central para controlar a inflação. Quando elevada, os juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam o consumo, reduzindo a pressão inflacionária. Por outro lado, cortes na Selic tornam o crédito mais acessível, estimulando o consumo e a produção, mas podem comprometer o controle da inflação.</p>
<h3>Inflação e Perspectivas para os Juros</h3>
<p>Em fevereiro, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 1,31%, impulsionada pelo aumento no custo da energia elétrica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 5,06%, acima do teto da meta de 3%, que permite uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.</p>
<p>Diante do cenário de alta do dólar e incertezas na economia global, o Banco Central elevou a Selic pela quarta vez consecutiva na reunião de janeiro, consolidando um ciclo de contração monetária. O Copom já confirmou que aumentará a Selic para 14,25% ao ano na reunião desta semana, mas ainda não definiu se haverá novos reajustes na reunião de maio, destacando que monitorará os próximos dados inflacionários.</p>
<h3>PIB e Projeções Econômicas</h3>
<p>Apesar das flutuações monetárias, a economia brasileira segue crescendo. O IBC-Br é um indicador importante para a formulação de políticas econômicas, mas sua metodologia difere da utilizada para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), índice oficial da economia divulgado pelo IBGE.</p>
<p>Em 2024, o PIB do Brasil cresceu 3,4%, consolidando o quarto ano consecutivo de crescimento e marcando a maior expansão desde 2021, quando o país registrou avanço de 4,8%. A continuidade dessa trajetória dependerá do comportamento dos juros, da inflação e do cenário internacional nos próximos meses.</p>
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		<title>Atividade econômica tem queda de 0,77% em agosto</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/atividade-economica-tem-queda-de-077-em-agosto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 16:28:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[A atividade econômica brasileira teve queda em agosto deste ano, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (20) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou redução de 0,77% em agosto em relação ao mês anterior, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período). Em agosto, o IBC-Br [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A atividade econômica brasileira teve queda em agosto deste ano, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (20) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou redução de 0,77% em agosto em relação ao mês anterior, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em agosto, o IBC-Br atingiu 152,04 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2022, houve crescimento de 1,28% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 2,82%.</p>
<p>Em junho e julho, o indicador havia apresentado alta, após retração em maio.</p>
<p>O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 12,75% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.</p>
<h2>Taxa básica</h2>
<p>A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.</p>
<p>O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.</p>
<p>Ainda assim, em ata da última reunião, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros.</p>
<p>De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.</p>
<p>Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.</p>
<h2>Produto Interno Bruto</h2>
<p>Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira. Segundo o próprio BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”</p>
<p>O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Com resultado trimestral, superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%.</p>
<p>O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. No primeiro semestre de 2023, a alta registrada foi de 3,7%.</p>
<p>Em 2022, o PIB do Brasil cresceu 2,9%, totalizando R$ 9,9 trilhões.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>BC aumenta projeção de crescimento do PIB de 2% para 2,9%</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/bc-aumenta-projecao-de-crescimento-do-pib-de-2-para-29/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 15:46:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Serviços]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) passou de 2% para 2,9%, em razão, sobretudo, da “surpresa com o crescimento no segundo trimestre”. A projeção consta do Relatório [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) passou de 2% para 2,9%, em razão, sobretudo, da “surpresa com o crescimento no segundo trimestre”. A projeção consta do <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/ri" target="_blank" rel="noopener">Relatório de Inflação</a>, publicação trimestral do BC, divulgado nesta quinta-feira (28).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Além disso, e em menor medida, o BC faz previsões “ligeiramente mais favoráveis” para a evolução da indústria, de serviços e do consumo das famílias no segundo semestre de 2023.</p>
<p>No segundo trimestre do ano a economia brasileira, superando as projeções, cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%. O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. No semestre, a alta acumulada é de 3,7%.</p>
<p>“A atividade econômica surpreendeu novamente no segundo trimestre”, destacou o BC no relatório, ponderando que o forte crescimento no primeiro semestre do ano se deve, em parte, a fatores transitórios. “Permanece a perspectiva de que a atividade cresça em ritmo menor nos próximos trimestres e ao longo de 2024”, avalia.</p>
<p>No primeiro trimestre deste ano, o setor agropecuário puxou o crescimento do PIB de 1,9%, devido ao ótimo resultado das safras recordes de soja e milho. No segundo trimestre, os desempenhos da indústria e dos serviços explicaram também a alta do crescimento da economia.</p>
<p>“Os impactos diretos e indiretos da forte alta da agropecuária no primeiro semestre de 2023 devem se dissipar no restante do ano e, para 2024, não se projeta alta tão expressiva do setor”, avalia o BC.</p>
<p>Outro impulso transitório no primeiro semestre, e que não deve se repetir na mesma magnitude, segundo o relatório, foi a expansão dos benefícios previdenciários – influenciados por alta do salário mínimo e por mudanças de calendário que anteciparam pagamentos para o primeiro semestre – e de assistência social sobre a renda das famílias.</p>
<p>A política monetária se situa “em terreno contracionista e há a expectativa de que se mantenha assim no horizonte de previsão, ainda que esteja sendo gradualmente flexibilizada”.</p>
<p>“Por fim, o cenário externo mostra-se mais incerto, com perspectiva de desaceleração da atividade econômica nos países avançados, em ambiente de pressões inflacionárias persistentes, e de menor crescimento para a economia chinesa”, explicou o BC.</p>
<p>Na política de juros, na semana passada o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano. O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões.</p>
<p>Ainda assim, em ata divulgada na terça-feira (26), o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista, para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros.</p>
<p>A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida. Os efeitos do aperto monetário, entretanto, são sentidos no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia. Já para incentivar a produção e o consumo, diante de preços controlados, o Copom diminui a Selic.</p>
<h2>Setores</h2>
<p>Em 2022, a economia brasileira cresceu 2,9%, após alta de 5% em 2021 e recuo de 3,3% em 2020. O setor de serviços foi o que mais contribuiu para o crescimento do PIB no ano passado. Segundo o BC, os segmentos do setor foram severamente afetados pela pandemia da covid-19, inicialmente, mas desde então apresentam trajetórias de crescimento.</p>
<p>Para este ano, sob a ótica da oferta, a alta na projeção de crescimento do PIB reflete elevação nas projeções para os três setores: agropecuária, indústria e serviços.</p>
<p>A estimativa para o crescimento da agropecuária passou de 10% para 13%, refletindo melhora nos prognósticos do IBGE para a produção agrícola, principalmente de soja, de milho e de cana-de-açúcar, e crescimento do abate de animais no primeiro semestre maior do que o antecipado.</p>
<p>“Apesar da contribuição bastante positiva da agropecuária para o resultado do PIB no ano, o setor deve contribuir negativamente para as variações trimestrais do PIB ao longo do segundo semestre, sobretudo no terceiro trimestre, visto que a maior parte da colheita dos produtos com os maiores crescimentos anuais ocorreu na primeira metade do ano”, explicou o BC.</p>
<p>Para a indústria, a previsão foi alterada de 0,7% para 2%, com melhora nos prognósticos para a construção; para a “produção e distribuição de eletricidade, gás e água”; e, especialmente, para a indústria extrativa. Nesse último componente, houve elevado crescimento da produção de minério de ferro e de petróleo na primeira metade do ano. “Tal expansão se deu em ritmo superior ao compatível com os guidances [orientações] de produção dos principais produtores dessas commodities disponíveis à época do relatório anterior [em junho]”, diz o documento.</p>
<p>Ainda sobre a oferta, para o setor de serviços a projeção foi revista de 1,6% para 2,1%, com melhora nas previsões para todas as atividades, com exceção de comércio, bastante influenciado pelo desempenho da indústria de transformação, que segue com previsão de recuo em 2023.</p>
<p>“A alta da projeção reflete surpresas positivas no segundo trimestre bastante disseminadas, bem como a ligeira melhora nos prognósticos para as variações trimestrais das atividades do setor terciário no segundo semestre”, explicou a autoridade monetária.</p>
<p>Com relação aos componentes domésticos da demanda, houve alta nas projeções para o consumo das famílias de 1,6% para 2,8% e para o consumo do governo, de 1% para 1,8%. Para a formação bruta de capital fixo (investimentos) das empresas o recuo previsto passou de 1,8% para 2,2%.</p>
<p>A projeção para a variação das exportações este ano foi revisada de 3,7% para 6,7%, repercutindo, principalmente, prognósticos mais favoráveis para os embarques de produtos agropecuários e da indústria extrativa. A previsão para as importações continuou sendo de estabilidade em relação ao ano anterior.</p>
<h2>Previsão para 2024</h2>
<p>Pela primeira vez, o BC apresentou a previsão de crescimento do PIB para 2024, de 1,8%, com variações nos componentes da oferta e da demanda mais homogêneas do que as previstas para este ano.</p>
<p>Pelo lado da oferta, agropecuária, indústria e serviços devem crescer, respectivamente, 1,5%, 2% e 1,8%.</p>
<p>Na demanda doméstica, as taxas de variação esperadas para o consumo das famílias, o consumo do governo e a formação bruta de capital fixo são 1,9%, 1,5% e 2,1%, respectivamente.</p>
<p>Exportações e importações de bens e serviços devem crescer 1,5% e 1,6%, respectivamente.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>A previsão de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para este ano se manteve em 5%, a mesma do relatório de junho. Para isso, o BC projeta cenário com taxa básica de juros em 11,75% ao ano e câmbio em R$ 4,90.</p>
<p>Para 2024 e 2025, a expectativa é que o IPCA fique em 3,5% e 3,1%, respectivamente. Nessa trajetória, a taxa Selic chega ao final de 2024 e 2025 em 9% e 8,5% ao ano, respectivamente.</p>
<p>O relatório destaca que a chance de a inflação oficial superar o teto da meta este ano subiu de 61% no relatório de junho para 67% agora em setembro.</p>
<p>A meta para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,25% de inflação, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%. Para 2024 e 2025, o CMN estabeleceu meta de 3% para o IPCA, nos 2 anos, com o mesmo percentual de tolerância.</p>
<p>“Na comparação com o Relatório de Inflação anterior, no cenário de referência, as projeções de inflação tiveram poucas alterações. Vários fatores atuaram para cima e para baixo, mas tenderam em boa medida a se compensarem”, explicou o BC.</p>
<p>Os principais fatores de revisão para cima são a trajetória mais baixa da taxa Selic da pesquisa Focus; a forte subida do preço do petróleo; e os indicadores de atividade econômica mais fortes do que o esperado. Já as revisões para baixo são influenciadas pela inflação observada recentemente menor do que a esperada e pela queda das expectativas de inflação.</p>
<p>“Quando se consideram os grupos de preços livres e administrados, na comparação com o relatório anterior, destaca-se o movimento oposto entre preços livres e administrados. Em particular, para2023, houve queda significativa na projeção da inflação de preços livres, puxada principalmente por alimentação no domicílio, e forte aumento na projeção para administrados, impactada pelo acentuado crescimento do preço do petróleo”, diz o relatório do BC.</p>
<p>As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,86%.</p>
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		<title>Atividade econômica cresce 2,41% no primeiro trimestre, informa BC</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/atividade-economica-cresce-241-no-primeiro-trimestre-informa-bc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 15:37:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atividade Econômica]]></category>
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					<description><![CDATA[A atividade econômica brasileira apresentou crescimento no primeiro trimestre deste ano, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (19) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve alta de 2,41% de janeiro a março em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2022), de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para [&#8230;]]]></description>
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<p>A atividade econômica brasileira apresentou crescimento no primeiro trimestre deste ano, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (19) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve alta de 2,41% de janeiro a março em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2022), de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período).</p>
<p>Em comparação ao trimestre de janeiro a março de 2022, alta foi de 3,87% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais).</p>
<p>Em março de 2023, o IBC-Br teve queda de 0,15%, atingindo 147,09 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2022, houve crescimento de 5,46% (também sem ajuste para o período). Desde agosto do ano passado, o IBC-Br vinha caindo, com interrupção da retração em dezembro, quando houve alta, seguida de estabilidade em janeiro, alta em fevereiro e, agora, nova queda.</p>
<p>No acumulado em 12 meses, o indicador ficou positivo em 3,31%.</p>
<p>O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,75% ao ano, o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.</p>
<p>Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia. Ainda assim, o resultado do IBC-Br do trimestre aponta uma recuperação da atividade.</p>
<p>O indicador oficial da economia brasileira, entretanto, é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com resultado trimestral, o valor do primeiro trimestre de 2023 será divulgado em 1º de junho. O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.</p>
<p>Em 2022, o PIB do Brasil cresceu 2,9%, totalizando R$ 9,9 trilhões.</p>
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