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	<title>artistas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Madalena Salles: A Flautista que acompanha Oswaldo Montenegro em 50 anos de carreira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 00:24:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polarize]]></category>
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					<description><![CDATA[Madalena Salles, uma das mais emblemáticas instrumentistas do Brasil, está celebrando 50 anos de parceria com o cantor e compositor Oswaldo Montenegro. Ao longo dessas cinco décadas, Madalena, carinhosamente chamada de Madá, tornou-se uma presença constante nos palcos ao lado do artista. No dia 10 de agosto, no Qualistage, na Barra, ela estará presente na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Madalena Salles, uma das mais emblemáticas instrumentistas do Brasil, está celebrando 50 anos de parceria com o cantor e compositor Oswaldo Montenegro. Ao longo dessas cinco décadas, Madalena, carinhosamente chamada de Madá, tornou-se uma presença constante nos palcos ao lado do artista. No dia 10 de agosto, no Qualistage, na Barra, ela estará presente na turnê comemorativa de Montenegro, que marca meio século de sua carreira.</p>
<figure id="attachment_78817" aria-describedby="caption-attachment-78817" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-78817" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/11-Madalena-Salles-A-Flautista-que-acompanha-Oswaldo-Montenegro-em-50-anos-de-carreira-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C534&#038;ssl=1" alt="Madalena Salles A Flautista Que Acompanha Oswaldo Montenegro Em 50 Anos De Carreira - Expresso Carioca" width="400" height="534" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/11-Madalena-Salles-A-Flautista-que-acompanha-Oswaldo-Montenegro-em-50-anos-de-carreira-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/11-Madalena-Salles-A-Flautista-que-acompanha-Oswaldo-Montenegro-em-50-anos-de-carreira-Expresso-Carioca-1.webp?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/11-Madalena-Salles-A-Flautista-que-acompanha-Oswaldo-Montenegro-em-50-anos-de-carreira-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-78817" class="wp-caption-text">Madalena Salles e Oswaldo Montenegro &#8211; Foto: Laura Capellari</figcaption></figure>
<p>O show, intitulado &#8220;Oswaldo Montenegro &#8211; Em Turnê Comemorando 50 Anos de Carreira&#8221;, promete emocionar o público com uma retrospectiva da vida e obra do cantor. Além de tocar flauta transversal, Madalena também acompanhará Montenegro em suas performances ao violão, enquanto imagens de sua trajetória são projetadas em um grande painel de LED. Este espetáculo é uma verdadeira biografia musical, onde sucessos como &#8220;Bandolins&#8221;, &#8220;A Lista&#8221;, &#8220;Lua e Flor&#8221;, &#8220;Intuição&#8221; e a recente &#8220;Lembrei de Nós&#8221; são entrelaçados com histórias e cenas que revelam as origens das canções e as inspirações do artista.</p>
<p>Para Madalena, este show é especialmente significativo. &#8220;Esse show celebra nossos 50 anos de estrada. O painel de LED mostra a trajetória dos momentos mais importantes da vida de Oswaldo. Ali estão as pessoas mais importantes da vida dele, e o público entende a importância dos afetos na sua persona&#8221;, afirma ela, destacando o impacto emocional e a profundidade do espetáculo.</p>
<p>Nascida em 27 de março de 1957, Madalena Salles começou sua jornada musical muito cedo, estudando piano e teoria musical aos 7 anos de idade. Aos 14, apaixonou-se pela flauta transversal, um instrumento que se tornou sua marca registrada. Sua formação foi enriquecida por referências musicais que vão de Bach, Vivaldi e Mozart, a Noel Rosa e Chico Buarque. Ao longo de sua carreira, Madalena tocou em orquestras e participou de projetos de música de câmara, mas foi a parceria com Oswaldo Montenegro que realmente definiu sua trajetória profissional.</p>
<p>Desde que se conheceram na Universidade de Brasília, onde Madalena cursava Biologia, a conexão musical entre os dois foi imediata. Montenegro a convidou para participar de programas de TV e shows, e juntos, construíram uma carreira marcada por sucessos em musicais e turnês. Madalena tornou-se uma peça-chave na vida e obra de Montenegro, participando de todos os seus projetos e sendo musa inspiradora de várias de suas canções.</p>
<p>Apesar de sua formação erudita e amor pela música de câmara, Madalena descobriu nos musicais uma paixão avassaladora. &#8220;Quando pisei pela primeira vez num palco de musical, entendi o que me faltava. Fiquei fascinada pela união das artes &#8211; música, teatro e dança juntos se completavam. Aquilo me preencheu&#8221;, conta ela.</p>
<p>Ao longo de sua carreira, Madalena também se dedicou à montagem de musicais, atuando como assistente de direção e colaborando em projetos grandiosos ao lado de Montenegro. Seu amor pelo teatro musical a levou a abandonar a faculdade de Biologia e a se dedicar integralmente à música.</p>
<p>Hoje, aos 67 anos, Madalena continua ao lado de Montenegro, tocando em shows, gravando trilhas e participando de excursões musicais. Para ela, a maior realização como musicista não está apenas nas conquistas profissionais, mas no impacto emocional que sua música causa nas pessoas. &#8220;Saber que alguém curou a depressão porque começou a estudar flauta, depois de assistir a um show nosso&#8230; Nada se compara a essa resposta positiva do público&#8221;, revela.</p>
<p>Com sua flauta transversal sempre a tiracolo, Madalena Salles segue ao lado de Oswaldo Montenegro, construindo um legado importante para a música brasileira. Na turnê comemorativa de 50 anos, sua presença é mais do que especial, é uma celebração da amizade, da música e de uma carreira construída com dedicação e talento.</p>
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		<title>Réveillon no Rio de Janeiro deve ter ocupação de 95% dos hotéis</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/reveillon-no-rio-de-janeiro-deve-ter-ocupacao-de-95-dos-hoteis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Dec 2023 09:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[fogos de artifícios]]></category>
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					<description><![CDATA[As comemorações do Réveillon no Rio de Janeiro vão atrair um número alto de turistas. A expectativa do setor hoteleiro é que a ocupação dos quartos na capital fluminense chegue a 95% no fim de semana da virada. Até agora, esse número está em 81,52%. Os bairros com maior procura são Ipanema/Leblon (94,41%), Leme/Copacabana (83,96%), [&#8230;]]]></description>
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<p>As comemorações do Réveillon no Rio de Janeiro vão atrair um número alto de turistas. A expectativa do setor hoteleiro é que a ocupação dos quartos na capital fluminense chegue a 95% no fim de semana da virada. Até agora, esse número está em 81,52%. Os bairros com maior procura são Ipanema/Leblon (94,41%), Leme/Copacabana (83,96%), Barra da Tijuca/Recreio/Jacarepaguá (82,20%), Flamengo/Botafogo (81,88%) e Centro (71,09%). Os dados são da HotéisRIO e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Na festa mais tradicional da cidade, na praia de Copacabana, estão previstos 12 minutos de fogos de artifício, disparados por 10 balsas e regidos por uma orquestra sinfónica. Também haverá uma apresentação com drones. Nos dois palcos na areia da praia, vão se apresentar nomes como Teresa Cristina, Diogo Nogueira, Jorge Aragão, Ludmilla, Luísa Sonza, além de escolas de samba.</p>
<p>Outros pontos da cidade terão palcos e queima de fogos, como Praia do Flamengo, Praça Mauá, Ilha de Paquetá, Ilha do Governador, Madureira, Ramos, Penha, Bangu, Pedra de Guaratiba e Sepetiba.</p>
<p><em>“O Rio é um estado que respira turismo, uma indústria fundamental para o desenvolvimento da nossa economia, que tem mais de 700 meios de hospedagens, 45 mil quartos e que gera mais de 100 mil postos de trabalho. Os resultados são animadores e nos dão a certeza de que teremos uma festa espetacular, à altura das expectativas de cariocas e turistas”</em>, disse Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO.</p>
<h2>Festa no interior</h2>
<p>No interior do estado, os números também prometem ser altos, com média de ocupação dos hotéis em 91,16%. Miguel Pereira está em primeiro lugar com 99,20% da rede ocupada, seguida de Arraial do Cabo (98,70%) e, empatados, os municípios de Angra dos Reis, Cabo Frio e Paraty (93,50%). Depois, vem Rio das Ostras (92,10%), Armação dos Búzios (90,40%), Petrópolis (89,40%), Itatiaia/Penedo (89,30%), Teresópolis (88,80%), Nova Friburgo (88,20%), Vassouras (88%), Valença/Conservatória (86,50%) e Macaé (85,20%).</p>
<p><em>“Mais uma vez temos ótimos números de ocupação hoteleira nas cidades do interior do estado. Isso é fruto de muito trabalho, do nosso compromisso em promover as 12 regiões turísticas do Rio de Janeiro”,</em> disse o secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca.</p>
<h2>Segurança</h2>
<p>O Governo do Estado reforçou a segurança para a festa de fim de ano. Foram mobilizados 22.490 policiais militares e 4.415 viaturas. Na região metropolitana, serão 8.659 policiais no dia da virada, um aumento de 18% em relação ao ano passado.</p>
<p>Em Copacabana, 2.946 policiais vão estar na orla. Estão previstas 61 plataformas de observação e 30 pontos de bloqueio, sendo 15 deles pontos de revista com câmeras de reconhecimento facial e detectores de metais.</p>
<p><em>“O videomonitoramento com reconhecimento facial é uma nova estratégia que facilitará o trabalho, tanto da Polícia Militar quanto dos demais órgãos de Segurança Pública, em um dos momentos mais importantes do ano para a cidade do Rio de Janeiro”</em>, disse o secretário de Estado de Polícia Militar, Luiz Henrique Pires.</p>
<p>O uso de câmeras com reconhecimento facial será utilizado também nos pontos de revista de acesso à orla da Barra da Tijuca. As câmeras funcionarão integradas ao Centro Integrado de Comando e Controle.</p>
<p>A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT) vai reforçar o atendimento no período, com a parceria da Secretaria de Turismo, que cederá guias para atender turistas em diversos idiomas. O esquema especial de policiamento começa às 8h de domingo (31/12/23) e se estende até 20h de segunda-feira (1º/1/24).</p>
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		<title>Cariocas comemoram o Dia de Iemanjá no Arpoador</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cariocas-comemoram-o-dia-de-iemanja-no-arpoador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 14:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O músico Marcos André Carvalho, de família umbandista e praticante do candomblé, idealizou e promove hoje (2), no Rio de Janeiro, o Dia de Iemanjá no Arpoador à semelhança da festa realizada em Salvador (BA) há 100 anos em homenagem à orixá, ou divindade, africana feminina. Iemanjá é considerada a mãe dos orixás e denominada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O músico Marcos André Carvalho, de família umbandista e praticante do candomblé, idealizou e promove hoje (2), no Rio de Janeiro, o Dia de Iemanjá no Arpoador à semelhança da festa realizada em Salvador (BA) há 100 anos em homenagem à orixá, ou divindade, africana feminina. Iemanjá é considerada a mãe dos orixás e denominada Rainha do Mar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com realização do Instituto Floresta e da Rede de Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, com patrocínio da prefeitura carioca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, moradores da capital fluminense e turistas ganham assim um Dia de Iemanjá no Arpoador, na praia de Ipanema, zona sul da cidade.</p>
<p>A festa será totalmente gratuita e reunirá dez grandes grupos, totalizando cerca de 140 líderes religiosos e artistas, além de filhos de santo e representantes de outras religiões, como a católica e a judaica. O ritual começa às 15h. O cortejo se concentrará no calçadão da praia de Ipanema, junto à estátua do maestro e compositor Tom Jobim, oferecendo ao público apresentações dos grupos Tambores de Olokun, Afoxé Filhas de Ghandy, Afoxé Oré Lailai e Ogan Kotoquinho.</p>
<h2>Na Pedra</h2>
<p>Às 17h, casas de umbanda e de candomblé de origens centenárias e artistas de grupos de afoxé, jongo, samba e maracatu seguirão com balaios contendo flores e frutas, presentes para Iemanjá, em direção à Pedra do Arpoador, onde serão feitas as oferendas. Em seguida, será aberta uma Roda de Tambor na areia da praia, com pontos de candomblé cantados pelo Mestre Ogan Bangbala, mais velho Ogan do Brasil e padrinho da comemoração, com 103 anos de idade, e pelo Pai Dário de Ossain, do Ilê Axé Onixegun e mestre de jongo do Morro da Serrinha. Caberá ao cantor de umbanda, Tião Casemiro, entoar pontos de umbanda acompanhado por sua orquestra de tambores.</p>
<p>O Jongo do Pinheiral, por sua vez, um dos mais antigos do país, vai representar na festa mais de 100 anos de história do Vale do Café, região de quilombolas e berço do jongo, considerado o pai do samba carioca. O Jongo de Pinheiral subirá ao palco ao lado dos jongueiros do Morro da Serrinha, de Madureira, da Companhia de Aruanda e de Marcos André. Para fechar a roda e a parte sagrada da festa, a Companhia de Aruanda e o grupo Samba Jongo convidarão o público para dançar samba de roda, coco, jongo e cirandas praieiras.</p>
<p>O apogeu da festa será uma roda de samba, com início previsto para as 20h, a ser realizada em um palco montado ao lado da Pedra do Arpoador, da qual participarão os sambistas Nina Rosa, Marcelinho Moreira, Hamilton Fofão, Carlinhos 7 Cordas, PH Mocidade, Nenê Brown, entre outros. Durante todo o evento, a Feira Crespa, integrada por afroempreendedores, oferecerá ao público, no calçadão do Arpoador, produtos de gastronomia e moda.</p>
<h2>Visibilidade</h2>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, Marcos André Carvalho destacou que enquanto o <em>marketing</em> de turismo de Salvador é a baiana do acarajé, no Rio de Janeiro é a Garota de Ipanema. “Não é a origem do samba”, disse. “Tudo nasceu nos terreiros, como o samba; a bossa-nova nasceu do samba; a batida do <em>funk</em> nasceu dos tambores”.</p>
<p>O músico explicou que a umbanda e o candomblé são a matriz do samba, da bossa-nova e do <em>funk</em> carioca. “E a gente tem essa dívida, porque não pegou a nossa matriz africana carioca e deu visibilidade para ela, como Salvador fez como estratégia de <em>marketing</em> de turismo há décadas. Hoje, Salvador tem 500 mil turistas no dia 2 de fevereiro. Bate até o <em>réveillon</em>”, garantiu. Por isso, o Dia de Iemanjá no Arpoador “quer dar visibilidade aos terreiros de umbanda e candomblé e trazê-los para uma praia da zona sul, no coração do turismo, em Ipanema”.</p>
<p>Marcos André informou que as oferendas conterão somente flores biodegradáveis, não sendo admitidos plástico, vidro nem madeira. “Porque é uma homenagem à Rainha do Mar e a gente tem que manter a casa dela limpa. Os orixás são a força da natureza e a gente tem que preservar a natureza. Não faz sentido homenagear a orixá sujando o mar”.</p>
<h2><em>Réveillon</em> carioca</h2>
<p>A Roda de Tambor na areia da praia será um momento muito simbólico para as religiões de matriz africana porque vai relembrar o que ocorria nos anos de 1940, quando os terreiros iam comemorar o Dia de Iemanjá nas praias. “Dali nasceu o <em>réveillon</em> carioca, todo mundo de branco, jogando flores no mar, pulando sete ondas. Pouca gente sabe que essa tradição nasceu da presença dos terreiros no Dia de Iemanjá, em 31 de dezembro. Depois, a espetacularização do <em>réveillon</em> acabou expulsando os que criaram a festa nas praias, que foram os terreiros”. Marcos André lamentou que, agora, não dá mais para voltar, devido à interdição das ruas na virada de 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro, pelas autoridades municipais.</p>
<p>Daí, escolheu-se o dia 2 de fevereiro para retomar esse espaço sagrado das areias cariocas e, também resgatar um pouco esse mérito dos terreiros na história do <em>réveillon</em> carioca que, hoje, “é a maior festa do planeta, conhecida no mundo todo”. Carvalho comentou que após as oferendas, fazer as rodas de candomblé, umbanda e jongo naquelas areias, 80 anos depois, é “fazer justiça aos pretos velhos e às pretas velhas que inventaram o <em>réveillon</em> carioca. Eu fico muito emocionado com isso”. O músico ressaltou que 30 anos após a espetacularização do <em>réveillon</em> carioca, iniciada nos anos de 1990, os terreiros da Baixada Fluminense, da zona norte e do Vale do Café, “onde tudo começou” vão contar essa história e tomar posse novamente dessas areias.</p>
<h2>União e equilíbrio</h2>
<p>A inspiração para realização do Dia de Iemanjá no Arpoador veio para Marcos André durante a pandemia da covid-19. A proposta teve adesão total das mães e pais de santo. Marcos André salientou que, além da parte histórica e cultural, Iemanjá “é de todos; de quem é da religião e de quem não é. Ela é muito forte, muito querida. Ela une. E neste momento, a gente está precisando de união. Vamos nos dar as mãos na beira do mar, cantar e agradecer por ter sobrevivido a essa pandemia”.</p>
<p>Dona das cabeças, Iemanjá dá equilíbrio às pessoas. “A gente está pedindo isso para os cariocas e brasileiros: equilíbrio, temperança, respeito mútuo”. O músico reiterou que a orixá une a todos e dá equilíbrio “para a gente poder ser mais ponderado, menos radical”.</p>
<h2>Economia</h2>
<p>A celebração tem como parceiros a Riotur, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Políticas da Mulher, Coordenadoria Executiva de Diversidade Religiosa, Subprefeitura da Zona Sul, Ilê Axé Onixegun, Companhia de Aruanda, Alalaô Kiosk e Hotel Arpoador.</p>
<p>Marcos André Carvalho destacou o potencial da festa para a geração de recursos para a cidade. Segundo informou, a festa de Iemanjá em Salvador, de acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas, arrecada R$ 400 milhões para o município, em impostos. “Então, nós somos economia também. Nós temos potencial turístico e queremos envolver os hotéis”.</p>
<h2>Mutirão</h2>
<p>Ao final do evento, a equipe da produção promoverá, junto com o público, um mutirão de limpeza das praias “para que as pessoas entendam que areia e pedra são as moradas da sereia. Vamos limpar, deixar tudo limpo. Talvez essa seja a oferenda que ela (Iemanjá) mais vai gostar”, manifestou o músico.</p>
<p>No ano passado, no dia 2 de fevereiro, a celebração aconteceu nas areias da Praia do Flamengo, marcando a abertura do Festival Multiplicidade, de Batman Zavareze, mas cresceu e, este ano, o axé para Iemanjá ocupará as pedras do Arpoador, em Ipanema. Além de gerar impacto positivo na valorização das tradições cariocas de matrizes africanas e seus fazedores, o Dia de Iemanjá no Arpoador pode contribuir de modo favorável para as cadeias produtivas do turismo e da economia criativa do Rio de Janeiro.</p>
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