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	<title>arcabouço fiscal &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>arcabouço fiscal &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Moraes exclui receitas próprias do MPU do limite do arcabouço fiscal</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/moraes-exclui-receitas-proprias-do-mpu-do-limite-do-arcabouco-fiscal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 15:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar que exclui as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU) do limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal. A medida foi solicitada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e passa a valer a partir de 2026. Na decisão, Moraes acolheu o argumento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar que exclui as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU) do limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal. A medida foi solicitada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e passa a valer a partir de 2026.</p>
<p>Na decisão, Moraes acolheu o argumento de que deve haver paridade de tratamento entre o MPU e o Poder Judiciário, conforme previsto na Constituição Federal. O entendimento segue precedente do próprio STF, que no ano passado autorizou a exclusão das receitas próprias dos tribunais e de outros órgãos do Judiciário do teto de gastos, em ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).</p>
<p>Segundo o ministro, a legislação do arcabouço fiscal já prevê exceções ao limite de despesas, incluindo as receitas próprias dos órgãos, desde que esses recursos sejam utilizados exclusivamente para finalidades institucionais. Para Moraes, o caso do MPU é “absolutamente análogo” ao do Judiciário.</p>
<p>O magistrado ressaltou ainda que os valores arrecadados pelo Ministério Público da União devem ser destinados ao custeio de suas despesas, respeitando as dotações orçamentárias aprovadas e eventuais créditos adicionais. Pela liminar, ficam excluídos do limite do arcabouço fiscal recursos provenientes tanto de exercícios anteriores quanto do exercício financeiro atual e dos próximos anos.</p>
<p>As receitas próprias do MPU são oriundas, entre outras fontes, de aluguéis e arrendamentos de imóveis, multas, juros contratuais, indenizações por danos ao patrimônio público e taxas de inscrição em concursos públicos e processos seletivos.</p>
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		<title>Governo indica bloqueio de R$ 600 mi do Orçamento de 2023</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-indica-bloqueio-de-r-600-mi-do-orcamento-de-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 22:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[arcabouço fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Bloqueio]]></category>
		<category><![CDATA[deficit primário]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento de 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[O estouro no limite estabelecido pelo novo arcabouço fiscal fez o governo contingenciar (bloquear temporariamente) mais R$ 600 milhões do Orçamento Geral da União de 2023, anunciaram há pouco os Ministérios do Planejamento e da Fazenda. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O estouro no limite estabelecido pelo novo arcabouço fiscal fez o governo contingenciar (bloquear temporariamente) mais R$ 600 milhões do Orçamento Geral da União de 2023, anunciaram há pouco os Ministérios do Planejamento e da Fazenda. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento publicado a cada dois meses.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com a decisão, o total bloqueado este ano sobe de R$ 3,2 bilhões para R$ 3,8 bilhões, valor considerado pequeno diante do total das despesas primárias, estimadas em R$ 2,056 trilhões para este ano. Até o dia 30, o governo precisará editar um decreto detalhando a distribuição do novo contingenciamento entre os ministérios.</p>
<p>O bloqueio ocorre porque a estimativa de despesas primárias acima do limite do arcabouço aumentou no mesmo montante (R$ 600 milhões). Estipulado em R$ 1,945 trilhão para 2023, esse limite equivale ao antigo teto de gastos estabelecido para este ano. A partir de 2024, vigorará o novo limite, equivalente a 70% do crescimento das receitas acima da inflação em 2023.</p>
<p>Esse é o primeiro contingenciamento desde a sanção do novo arcabouço fiscal. Embora o governo tenha tentado extinguir o contingenciamento no projeto original das novas regras fiscais, a obrigatoriedade foi restabelecida durante a tramitação do texto na Câmara dos Deputados.</p>
<p>Segundo o Tesouro Nacional, as projeções de receita devem melhorar nos próximos relatórios com a incorporação de medidas aprovadas ou a serem aprovadas pelo Congresso, como a lei já sancionada que altera a definição de preços de transferência, preços de importações e exportações dentro de um mesmo grupo empresarial que tradicionalmente trazem brechas para a diminuição de lucros e o pagamento de menos tributos.</p>
<h2>Déficit primário</h2>
<p>O relatório também reduziu a estimativa de déficit primário em R$ 4 bilhões. O valor passará de R$ 145,4 bilhões para R$ 141,4 bilhões. O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública.</p>
<p>O secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Paulo Bijos, ressaltou que o déficit previsto continua abaixo da meta de R$ 216,4 bilhões para o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 estabelece uma meta de déficit primário de R$ 231,5 bilhões, mas o valor muda a cada bimestre por causa de compensações pagas pela União a estatais e a estados após a Emenda Constitucional da Transição e um acordo sobre a tributação de combustíveis.</p>
<p>Um dos principais motivos para a revisão do déficit primário foi a alta na arrecadação de <em>royalties</em> de petróleo decorrente do encarecimento do produto no mercado internacional. Após chegar a US$ 73 em junho, o barril do tipo <em>Brent</em>, usado nas cotações internacionais, avançou para US$ 93 neste mês.</p>
<p>No início do ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha estimado que o déficit fecharia 2023 em torno de R$ 100 bilhões.</p>
<h2>Receitas e gastos</h2>
<p>A previsão para as receitas primárias totais da União aumentou em R$ 6,6 bilhões. A estimativa para a arrecadação administrada pela Receita Federal, que considera o pagamento de tributos, caiu R$ 4,8 bilhões. No entanto, essa diminuição foi compensada pela elevação da arrecadação líquida da Previdência Social (+R$ 5,4 bilhões) e pelos <em>royalties</em> de petróleo (+R$ 5,2 bilhões). Outras pequenas variações resultaram na elevação da estimativa total de receitas pouco acima de R$ 6,6 bilhões.</p>
<p>Em relação às despesas obrigatórias, que não podem ser contingenciadas, a estimativa foi elevada em R$ 600 milhões. Desse total, R$ 2,4 bilhões correspondem aos benefícios da Previdência Social. Também houve aumento de R$ 2,4 bilhões na estimativa com benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) e R$ 800 milhões em abono salarial e seguro desemprego.</p>
<p>Em contrapartida, a projeção de gastos obrigatórios com controle de fluxo, rubrica que inclui o Bolsa Família, caiu R$ 1,3 bilhão por causa da revisão de cadastros no programa social. A previsão de gasto com o funcionalismo público caiu R$ 3,3 bilhões por causa da diminuição do pagamento de precatórios (gastos determinados por sentença judicial definitiva).</p>
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</div>
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		<title>Debates sobre o Arcabouço Fiscal retornam à pauta da Câmara nesta semana</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/debates-sobre-o-arcabouco-fiscal-retornam-a-pauta-da-camara-nesta-semana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2023 13:27:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[arcabouço fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje (14), o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), revelou que os líderes partidários irão se reunir com especialistas da casa para discutir as modificações feitas pelo Senado ao texto do novo arcabouço fiscal (PLP 93/23), que visa substituir o atual teto de gastos. O relator da matéria, Deputado Claudio Cajado (PP-BA), também [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje (14), o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), revelou que os líderes partidários irão se reunir com especialistas da casa para discutir as modificações feitas pelo Senado ao texto do novo arcabouço fiscal (PLP 93/23), que visa substituir o atual teto de gastos. O relator da matéria, Deputado Claudio Cajado (PP-BA), também participará do encontro para deliberar sobre o andamento do projeto, cuja data de votação ainda não foi determinada.</p>
<p>A Câmara deve analisar um conjunto de 15 emendas apresentadas pelo Senado ao texto do novo regime fiscal. Essas emendas incluem a remoção do limite de despesas do Poder Executivo em relação aos gastos com o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).</p>
<p>Conforme o acordo estabelecido com os líderes, a Câmara também poderá deliberar, nesta semana, sobre o Projeto de Lei (PL) 2.370/19, que trata dos direitos autorais. O PL estabelece diretrizes para a publicação online de obras protegidas por direitos autorais sem autorização prévia.</p>
<p>No tocante ao PL 334/23, relacionado à desoneração da folha de pagamento, Lira assegurou que o assunto não será inserido na agenda. O projeto busca prorrogar até 31 de dezembro de 2027 a política de desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia. A medida proposta modifica a Lei 12.546/11, que estipula o benefício somente até o final deste ano. &#8220;Esse tópico está sob a responsabilidade da Deputada Any Ortiz [Cidadania-RS], na Comissão [de Desenvolvimento Econômico]&#8221;, esclareceu Arthur Lira.</p>
<h2>Regime de urgência</h2>
<p>Na presente semana, a Câmara dos Deputados tem em pauta projetos de lei que receberam a aprovação para tramitação urgente na semana anterior. Entre essas iniciativas encontra-se o Projeto de Lei 254/20, que propõe modificações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a fim de garantir atendimento educacional diferenciado a gestantes e lactantes. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) realça a relevância de assegurar os direitos de mães e crianças, afirmando que esse projeto é crucial para permitir que estudantes possam amamentar seus bebês e ter uma gestação segura, sem prejudicar o processo educacional.</p>
<p>Outra iniciativa que teve seu pedido de urgência aprovado e está apta para votação é aquela que modifica o Estatuto da Advocacia, permitindo a sustentação oral do advogado no agravo regimental do recurso especial.</p>
<p>Também está pronto para votação o Projeto de Lei 3.126/23, que propõe alterações no Estatuto da Pessoa com Deficiência para proteger os interesses de pessoas com sequelas de queimaduras.</p>
<p>Outra matéria que pode ser submetida à votação é o Projeto de Lei 2.597/19, que determina que os recursos obtidos por meio de acordos de leniência, ao serem devolvidos à União, devem ser direcionados para obras de infraestrutura em escolas públicas ou para aquisição de veículos de transporte escolar. A deputada Érika Kokay (PT-DF) ressalta que parte dos recursos recuperados após crimes contra a administração pública será alocada na educação, permitindo que políticas prejudicadas por atos ilícitos sejam revitalizadas, além de investir em educação.</p>
<p>No contexto da proposta que estabelece a Política Nacional de Trabalho Digno e Cidadania para a população em situação de rua, a autora da iniciativa, deputada Érica Hilton (PSOL-SP), detalha que o objetivo é promover a qualificação, autonomia e inclusão social e econômica desse grupo, que muitas vezes é estigmatizado e marginalizado.</p>
<p>No campo da educação, também estão passíveis de apreciação em plenário o Projeto de Lei 1.050/2021, que institui um programa de aulas complementares para estudantes do último ano do ensino médio em escolas públicas estaduais para preparação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e o Projeto de Lei 1.580/2019, que introduz a oferta opcional da disciplina de língua espanhola a partir do sexto ano do ensino fundamental.</p>
<p>Além disso, têm potencial para votação o Projeto de Lei 3.035/2020, que cria a Política para Educação Especial e Inclusiva, e o Projeto de Lei 3.148/2023, que concede autonomia a comunidades indígenas, quilombolas e do campo para nomearem os prédios de escolas em seus territórios, respeitando sua história e tradições.</p>
<p>Por fim, está em discussão o Projeto de Lei 2.725/2022, que estabelece normas mínimas de transparência pública e controle social relacionadas à educação. A líder do Partido Novo, deputada Adriana Ventura, de São Paulo, destaca a importância do acesso a informações de interesse público, mesmo com a existência da Lei de Acesso à Informação, defendendo maior transparência na formulação, gestão e execução de políticas educacionais.</p>
<h2>Prazo de medidas provisórias</h2>
<p>Algumas medidas provisórias (MPs) estão sob risco de perder a validade neste mês caso não sejam aprovadas. A mais iminente é a MP 1171/2023, cujo prazo de vigência expira em 25 de agosto, e que prevê um aumento de 9% na remuneração de servidores e empregados públicos vinculados ao Poder Executivo Federal.</p>
<p>Além disso, até o dia 27 de agosto, é necessário que a MP 1.171/2023 seja votada para evitar sua caducidade. Esta medida provisória traz modificações na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física. Entre as alterações, destaca-se a isenção para cidadãos com renda de até R$ 2.112 por mês, ao passo que passa a incidir tributação sobre aplicações financeiras no exterior realizadas por brasileiros residentes no país.</p>
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		<title>Comissão do Senado aprova relatório do novo arcabouço fiscal</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/comissao-do-senado-aprova-relatorio-do-novo-arcabouco-fiscal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 15:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[arcabouço fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Assuntos Econômicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Teto de Gastos]]></category>
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					<description><![CDATA[Com 19 votos favoráveis e seis contrários, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) do novo arcabouço fiscal. O texto substitui o atual teto de gastos e cria novas regras com limites para as despesas da União. Agora, a matéria segue para apreciação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Com 19 votos favoráveis e seis contrários, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) do novo arcabouço fiscal. O texto substitui o atual teto de gastos e cria novas regras com limites para as despesas da União. Agora, a matéria segue para apreciação do plenário do Senado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O relatório aprovado sofreu mudanças em relação ao aprovado na Câmara dos Deputados. O relator Omar Aziz retirou o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e os gastos com ciência, tecnologia e inovação dos limites de gastos impostos pelo arcabouço.</p>
<p>O projeto contou com o voto contrário do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Para o parlamentar, o arcabouço não tem condições de ser cumprido porque depende do aumento da receita da União. “Não podemos colocar nossa digital em um projeto que não vai sobreviver ao primeiro ano. O governo não vai cumprir a meta fiscal. Ele vai ter dificuldade de zerar o déficit”, afirmou.</p>
<p>Em resposta, o relator Omar Aziz argumentou que as regras vão permitir a estabilidade da dívida. “Você tem um limite de gastos de 70% e com os outros 30%, que possivelmente terá um excesso de arrecadação, você está se comprometendo já a diminuir a dívida pública, que é uma dívida em real, nós não temos dívida em dólar”, ponderou.</p>
<h2>Emendas</h2>
<p>O projeto teve dois pontos destacados, votados em separado e rejeitados pela maioria da comissão. O primeiro destaque dos senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) pedia a inclusão de dispositivo para limitar as despesas de acordo com a relação dívida Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) suspendendo totalmente o crescimento real das despesas primárias caso a dívida chegue a 80% do PIB. “A relação dívida/PIB deve se aproximar de 80% do PIB em 2026. Esse percentual é muito elevado quando considerando a experiência internacional”, justificou.</p>
<p>O senador Rogério Carvalho (PT-SE) rebateu dizendo que o crescimento do PIB deve reduzir a dívida. “Se tivermos crescimento de 2%, como está previsto para este ano, essa relação dívida PIB vai cair”, afirmou.</p>
<p>A segunda emenda destacada foi a do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) que retirava das regras do arcabouço as transferências da União para estados e municípios bancarem o piso nacional da enfermagem. O senador roraimense alegou que se esse piso ficar dentro do arcabouço “as prefeituras e os estados não vão ter condições de corrigir os salários”.</p>
<p>O senador Omar Aziz respondeu que não crê que faltará recursos para enfermagem e ponderou que qualquer mudança precisaria ter entendimento com a Câmara dos Deputados, que terá a última palavra sobre as mudanças aprovadas no Senado.</p>
<h2>Novo arcabouço</h2>
<p>O teto de gastos aprovado durante o governo de Michel Temer limitou as despesas da União a variação da inflação do ano anterior, sem levar em consideração o aumento, ou não, da receita do Estado. Ou seja, mesmo com o aumento da arrecadação de impostos, os gastos estavam limitados à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</p>
<p>Agora, a nova regra aprovada na CAE permite o aumento das despesas levando em conta também a variação da receita. A União estará autorizada a aumentar os gastos em até 70% do aumento da receita. O projeto ainda estabelece metas fiscais para as despesas primárias, com previsão de se chegar a um déficit fiscal zero já em 2024. As despesas primárias são todas as despesas do governo excluídos os gastos com a dívida.</p>
<p>A Câmara dos Deputados ainda incluiu no projeto a previsão de bloqueio de despesas em caso de descumprimento da meta fiscal proposta.</p>
</div>
</div>
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		<title>Desafio central do novo arcabouço fiscal é aumentar as receitas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desafio-central-do-novo-arcabouco-fiscal-e-aumentar-as-receitas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Apr 2023 12:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[arcabouço fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[arrecadação]]></category>
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		<category><![CDATA[Economistas]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo arcabouço fiscal, apresentado pelo governo como uma ferramenta para estabilizar as contas públicas no médio prazo, é ancorado na limitação do crescimento das despesas a 70% da variação da receita dos 12 meses anteriores. Embora bem recebido por parte do mercado financeiro, alguns economistas ainda têm dúvidas sobre a eficácia das novas regras. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo arcabouço fiscal, apresentado pelo governo como uma ferramenta para estabilizar as contas públicas no médio prazo, é ancorado na limitação do crescimento das despesas a 70% da variação da receita dos 12 meses anteriores. Embora bem recebido por parte do mercado financeiro, alguns economistas ainda têm dúvidas sobre a eficácia das novas regras. Entre as principais preocupações, estão o aumento da arrecadação necessária para que o país possa sair de um déficit primário de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 para um superávit de 1% do PIB em 2026, bem como a capacidade do novo arcabouço fiscal de ser anticíclico e amortecer impactos de choques econômicos.</p>
<p>A diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), Vilma Pinto, e o analista da IFI, Alexandre de Andrade, destacaram que o texto do projeto de lei ainda precisa ser conhecido e que a geração de superávits primários está condicionada ao crescimento da receita, sem buscar alterar o atual nível de gastos. Eles alertam que esse mecanismo pode incentivar a busca por mais receitas não recorrentes, que podem melhorar a situação de curto prazo, mas que não garantem uma trajetória sustentável para o primário e a dívida.</p>
<p>Por outro lado, a economista e professora de MBA da FGV, Carla Beni, elogia o novo arcabouço fiscal e considera que as análises sobre a dependência do marco em relação à geração de receitas são apressadas. “O arcabouço, como carta de intenções, foi bem elaborado. Tem uma característica muito importante, que é a flexibilidade, porque a economia é muito dinâmica. Então, quanto mais flexível, mais longevo passa a ser. E achei audacioso, no sentido de que pretende fazer uma redução muito grande do nosso déficit fiscal”, avalia.</p>
<p>Para que o novo arcabouço fiscal seja bem-sucedido, a professora de MBA da FGV Carla Beni acredita que serão necessárias ações adicionais do governo para estabilizar a dívida pública. Entre as medidas citadas por ela estão a revisão dos gastos públicos para definir o que é mais eficiente, a definição de prioridades no futuro Plano Plurianual (PPA) que será enviado pelo Ministério do Planejamento em agosto e a realização de reformas tributárias que incluam a cobrança de impostos sobre dividendos e patrimônio, a revisão de incentivos fiscais e a tributação de novos setores, como as apostas esportivas. Na ocasião em que apresentou o novo arcabouço fiscal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo planeja divulgar nesta semana novas medidas para reforçar a arrecadação em R$ 150 bilhões, sem aumentar alíquotas ou criar impostos.</p>
<h2>Ciclos econômicos</h2>
<p>Dúvidas cercam o alinhamento do novo arcabouço fiscal aos ciclos econômicos, já que o limite de crescimento de 70% nos gastos federais está atrelado à receita e tem um caráter pró-cíclico. Isso significa que os gastos aumentam quando a arrecadação cresce e diminuem quando ela cai, seguindo um modelo semelhante ao do superávit primário. Embora essa regra economize mais em momentos de crescimento econômico e poupe menos em momentos de recessão, os gastos aumentam e diminuem na mesma direção. No entanto, a regra inclui um mecanismo anticíclico, que só se aplica dentro de uma faixa específica. Essa faixa permite que os gastos reais aumentem 0,6% ao ano em casos de baixo crescimento econômico e 2,5% ao ano em casos de expansão significativa do PIB. Portanto, em momentos de recessão, o gasto não diminui, mas continua a crescer no limite mínimo de 0,6% acima da inflação.</p>
<p>O economista e sociólogo Marcelo Medeiros, especialista em desigualdade social e pesquisador do Ipea e da UnB, argumenta que o novo arcabouço não é anticíclico na prática. Ele afirma que uma regra fiscal ideal deve ter mecanismos para expandir a rede de proteção social em caso de necessidade, especialmente em momentos de recessão. Durante a última grande recessão, o Bolsa Família encolheu em vez de se expandir, pois estava sujeito a uma regra pró-cíclica.</p>
<h2>Investimentos</h2>
<p>Eduardo Costa Pinto, economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), expressa críticas à capacidade do novo arcabouço fiscal de estimular os investimentos, mesmo com a definição de um piso para os gastos. “Quais seriam os motores para puxar a economia nesse momento de desaceleração, como o PIB já mostrou? Ou o gasto do governo, ou o investimento público? É evidente que a nova regra é melhor do que o teto dos gastos, dá um grau de flexibilidade, mas não acho que teremos uma força, uma tração, para que a regra permita ampliação dos gastos e do investimento público para puxar a economia brasileira”, diz.</p>
<p>Vilma Pinto e Alexandre de Andrade, analistas da IFI, argumentam que o estabelecimento de um limite mínimo de investimento em torno de R$ 75 bilhões, que será corrigido pela inflação anualmente, tornará o Orçamento ainda mais rígido, obrigando o governo a cortar em outras áreas, inclusive em gastos obrigatórios. “Em que pese a boa intenção de se preservarem os investimentos, a regra aumenta ainda mais o grau de rigidez orçamentária da União”, escreveram os dois no<em> blog </em>da FGV.</p>
<h2>Respostas</h2>
<p>Durante a explicação do novo arcabouço fiscal na última quinta-feira (30), o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou que uma eventual queda na receita pode atrasar a estabilização da dívida pública. Contudo, o secretário destacou que os gastos devem crescer menos que a receita em praticamente todos os cenários, com exceção de uma possível recessão que resulte em queda na arrecadação.</p>
<p>“A pergunta recorrente que vocês vão fazer é: ‘E se a receita não vier?’ O que a gente já reiterou é que, independentemente do comportamento da receita, a despesa vai crescer menos que a receita. Obviamente que, quanto mais rápido conseguirmos recuperar as bases de financiamento, mais rapidamente vamos conquistar os resultados primários necessários para estabilizar a dívida [pública]. Este é o objetivo de todos, e também entendo que seja o objetivo dos parlamentares com quem o ministro tem conversado”, rebateu Mello.</p>
<p>De acordo com as declarações do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o limite mínimo de crescimento real das despesas em momentos de baixo crescimento econômico é estabelecido em 0,6% acima da inflação. Esse valor foi determinado levando em consideração a taxa média de crescimento da população. “Com essa taxa, podemos assegurar que os gastos <em>per capita</em> estão mantidos em momentos de recessão. Ninguém vai deixar de ter acesso a programas sociais básicos em momentos de crise, como aconteceu com o Farmácia Popular recentemente”, justificou.</p>
<p>O ministro Haddad reforçou durante o anúncio das medidas que os percentuais de 0,6% e 2,5% de crescimento são adequados para tornar o novo arcabouço fiscal anticíclico. Ele explicou que o limite mínimo de 0,6% foi estabelecido para evitar que o governo precise solicitar ao Congresso a alteração das regras fiscais em situações de novas recessões, como ocorreu nos últimos anos.</p>
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<p>“Se houver uma retração na parte baixa do ciclo [recessão], decidimos incorporar aquilo que era exceção dentro do teto de gastos à regra nova, para trazer as excepcionalidades, exceto aquelas fixadas pela Constituição [como estados de calamidade pública], para dentro da regra aquilo que é uma espécie de crescimento vegetativo em função daquilo que se verificou desde a promulgação do teto de gastos”, disse.</p>
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		<title>Haddad promete novo arcabouço fiscal para primeiro semestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2022 01:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[arcabouço fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[PEC da Transição]]></category>
		<category><![CDATA[regras fiscais]]></category>
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<p>O novo arcabouço fiscal que substituirá a regra de ouro e o teto de gastos será enviado ao Congresso ainda no primeiro semestre, disse nesta quarta-feira (21) o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista coletiva após a aprovação em segundo turno do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, ele disse que ouvirá opiniões e que as novas regras fiscais deverão ter credibilidade no médio e longo prazo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Antes quero conversar com vários economistas e escolas para encaminhar algo robusto”, disse Haddad. Ele definiu robustez como regras que permitam equilibrar as contas públicas, que tenham credibilidade e possam ser cumpridas.</p>
<p>O futuro ministro elogiou a manutenção, na PEC, do dispositivo que obriga o governo eleito a enviar um projeto de lei complementar com o novo arcabouço fiscal até agosto. Tanto na votação em primeiro como em segundo turno, o Partido Novo apresentou destaques para retirar o trecho da proposta, mas foi derrotado.</p>
<p>“Com isso [novas regras fiscais por meio de lei complementar], evitamos ter que aprovar uma PEC para aprovar o Orçamento no próximo ano”, declarou Haddad. “Podemos aprovar um novo arcabouço para durar 10 ou 15 anos, como até hoje dura a Lei de Responsabilidade Fiscal”, acrescentou.</p>
<p>A redução do prazo de vigência da PEC de dois para um ano, disse Haddad, não será problema justamente por causa da antecipação do envio do arcabouço fiscal ao Congresso. O futuro ministro não antecipou detalhes porque disse que seria “deselegante” com os economistas que pretende conversar.</p>
<h2>Neutralidade</h2>
<p>Na avaliação de Haddad, apesar de retirar R$ 145 bilhões do teto federal de gastos, a PEC terá impacto neutro sobre os gastos públicos se as despesas forem comparadas com o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). “O valor [da PEC] precisava atender ao requisito da neutralidade fiscal. O valor do ano que vem não ser menor que o deste ano”, afirmou.</p>
<p>Conforme contas apresentadas pelo grupo de Economia do Gabinete de Transição, ao considerar o crescimento de 3% do PIB nos dois primeiros trimestres de 2022 e uma expansão de 1% no próximo ano, o governo poderia gastar mais R$ 148 bilhões em 2023 e manter a despesa em 18,45% do PIB. Haddad disse que o princípio da “neutralidade fiscal” foi construído por quatro dos melhores economistas brasileiros.</p>
<p>O novo ministro também elogiou a aprovação, na PEC, do mecanismo que permite investimentos (obras e compra de equipamentos) de até R$ 23 bilhões atrelado a um eventual excesso de arrecadação no próximo ano. Ele destacou que a proposta do governo eleito chegou a ter o apoio de 70% do Congresso durante a tramitação. “Isso não tem nada de aventura ou irresponsabilidade”, declarou.</p>
<h2>Reconstrução</h2>
<p>Segundo o futuro ministro, a PEC foi necessária para reconstruir o Orçamento do próximo ano e impedir que serviços públicos e programas sociais fossem interrompidos em 2023. “O valor [de PEC] permite ao relator [do Orçamento] recompor rubricas de direito do povo”.</p>
<p>Em relação ao fim do orçamento secreto, Haddad comentou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi um pedido da população. “Voltamos ao sistema anterior, que é transparente”, declarou. O novo ministro informou que o governo eleito incorporará a reforma tributária nas duas PECs sobre o assunto que tramitam no Congresso.</p>
<p>Sobre uma possível frustração de receitas no próximo ano, Haddad disse que a nova equipe econômica fará uma reestimativa de receitas nas primeiras semanas de janeiro e que as projeções de déficit nas contas públicas que têm sido apresentadas “não vão prevalecer”. Caso a arrecadação venha menor que o previsto, o próximo governo poderá ter de aumentar impostos, mas o futuro ministro não falou sobre essa possibilidade.</p>
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