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	<title>Andrew Parsons &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Presidente do Comitê Paralímpico Internacional espera recorde de público nos Jogos de Paris 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 14:35:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De acordo com o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, a meta para a Paralimpíada de Paris (França) é estabelecer um novo recorde de público na história do evento, que ocorre desde 1960. A partir de outubro, serão colocados à venda 2,8 milhões de ingressos com o objetivo de superar a edição de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, a meta para a Paralimpíada de Paris (França) é estabelecer um novo recorde de público na história do evento, que ocorre desde 1960. A partir de outubro, serão colocados à venda 2,8 milhões de ingressos com o objetivo de superar a edição de Londres (Reino Unido) em 2012, que teve 2,7 milhões de bilhetes comercializados.</p>
<p>“Temos trabalhado com o Comitê Organizador de Paris e com os governos federal e municipal. Queremos entregar um evento do mais alto nível, com a melhor estrutura aos atletas, instalações esportivas em áreas diferentes da cidade, junto de lugares icônicos. Temos a expectativa de um legado de mudança de atitude [em relação à pessoa com deficiências], de investimento em acessibilidade. O público da Paralimpíada é diferente, muitas vezes mais doméstico, de famílias, até por isso a política de preços é ajustada para ser mais barata [que na Olimpíada]”, argumentou o dirigente, que é brasileiro.</p>
<p>O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) também está atento à situação dos atletas da Rússia e Belarus, cuja participação nos Jogos de Paris será reavaliada na assembleia geral da entidade em setembro. Os países foram suspensos desde novembro de 2020 devido à invasão russa na Ucrânia com o apoio da Bielorrússia. No entanto, o presidente do IPC, Andrew Parsons, acredita que a decisão final sobre a participação dos atletas não causará nenhum tipo de boicote aos Jogos de 2024.</p>
<p>A questão é controversa no segmento olímpico. No último Campeonato Mundial feminino de boxe, por exemplo, 11 países (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Irlanda, República Tcheca, Canadá, Suécia, Suíça, Holanda, Polônia, Noruega e Ucrânia) boicotaram o evento devido à presença de russos e bielorrussos, especialmente porque eles não precisaram competir como atletas neutros, como acontece no tênis, por exemplo.</p>
<p>“A diferença é que nós já vivemos essa situação, porque a invasão foi entre a Olimpíada e a Paralimpíada de Inverno de Pequim [China, no ano passado]. A primeira decisão, como comitê executivo, foi pela participação [de russos e bielorrussos] como atletas neutros, porque era o que, de acordo com nosso estatuto, podíamos fazer. Até aquele momento, os Jogos não estavam em risco. Com o anúncio da decisão, muitos governos e comitês nacionais ameaçaram realmente tirar os atletas. Os Jogos entraram em risco, aí você consegue ativar outro dispositivo estatutário e não aceitamos as inscrições de atletas russos e de Belarus”, recordou Parsons.</p>
<p>“Desta vez, como a decisão será tomada em assembleia, acho que há um peso diferente, porque é uma decisão colegiada, de todos os comitês do mundo. Então, qualquer decisão que for tomada, acho que haverá respeito dos comitês paralímpicos nacionais”, emendou.</p>
<p>No final de março, foi recomendado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) a liberação de representantes da Rússia e Belarus para competições individuais, como atletas neutros, mas não para competições por equipes e coletivas. Essa orientação, no entanto, não se refere especificamente à Olimpíada de Paris. O presidente do IPC destacou que a posição da entidade não está necessariamente vinculada à decisão do COI. A situação dos atletas de Rússia e Belarus será reavaliada na assembleia geral do IPC em setembro. Ambos os países estão suspensos desde novembro do ano passado devido à invasão russa à Ucrânia, com apoio bielorrusso. O presidente da entidade não acredita que a decisão final, seja qual for, causará algum tipo de boicote aos Jogos de 2024. No entanto, esse é um assunto controverso no segmento olímpico. No último Campeonato Mundial feminino de boxe, por exemplo, 11 países boicotaram o evento porque não concordavam com a participação de russos e bielorrussos, especialmente porque não tiveram que competir como atletas neutros, como acontece no tênis, por exemplo.</p>
<p>“A gente monitora o que acontece nas decisões do COI, que é nosso maior parceiro, mas somos entidades autônomas, que tomam decisões às vezes alinhadas, às vezes não. Nos Jogos [do] Rio [de Janeiro, em] 2016, na questão do doping da Rússia, tivemos uma decisão diferente [os russos foram liberados para competir na Olimpíada, mas não na Paralimpíada]. No momento, os comitês de Rússia e Belarus não podem inscrever atletas em nenhuma competição sancionada pelo IPC. Em algumas modalidades também atuamos como federação, em outras a decisão é de cada federação”, explicou Parsons.</p>
<p>“A assembleia é formada por todos os comitês do mundo e federações internacionais. Pode ser que se tome uma decisão específica quanto a Paris 2024, ou até Milano-Cortina [Itália, sede da Paralimpíada de Inverno, em] 2026. E, obviamente, vamos monitorar a situação da Ucrânia, ver a questão da guerra, se houve algum desenvolvimento para a paz, como isso pode afetar [a decisão]”, completou.</p>
<h2>Equidade de gênero</h2>
<p>A Paralimpíada de Paris terá a maior representatividade feminina de todos os tempos, com 235 disputas por medalhas (representando 42,8% do total) e 1.859 vagas (42,5%) destinadas às mulheres. O presidente do IPC afirmou que a meta da entidade é alcançar a equidade de gênero nos Jogos de Brisbane, em 2032.</p>
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<p>“Desde Sydney [Austrália, em 2000], mas especialmente depois de Pequim [2008], estamos aumentando de forma sólida as vagas femininas. Mas outra preocupação é desenvolver lideranças femininas. Em 2021 mudamos nosso estatuto em vários aspectos e um deles é [aumentar] a representação feminina em vários níveis, desde as comissões. O atleta é o principal, fundamental, mas precisamos dessas lideranças”, afirmou o dirigente, que enumerou razões para a presença masculina no paradesporto ainda ser numericamente superior.</p>
<p>“Em muitos países é uma questão cultural, do acesso da mulher em geral e com deficiência ao esporte. Existem também fatores como o percentual de homens vítimas de acidentes ser maior. Mas o fundamental é o aspecto cultural e como você proporciona a entrada das mulheres com deficiência ao esporte em nível nacional. Como fazer para atrair mais mulheres, é cultura, [derrubar] tabus, que vai mais além”, concluiu.</p>
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