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	<title>América Latina &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>América Latina &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>“Mesmo com vice negra, somos oprimidas”, diz escritora colombiana</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mesmo-com-vice-negra-somos-oprimidas-diz-escritora-colombiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 14:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Edna Liliana Valencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A escritora e jornalista colombiana Edna Liliana Valencia, de 37 anos de idade, apresentou, no último fim de semana, no Festival Latinidades, em Brasília, o seu recém-lançado livro El Racismo Y Yo (O Racismo e Eu).  Além de escritora, Edna atua como responsável pelo setor de imprensa da vice-presidência da Colômbia. Inclusive, a vice-presidente é uma mulher [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A escritora e jornalista colombiana Edna Liliana Valencia, de 37 anos de idade, apresentou, no último fim de semana, no Festival Latinidades, em Brasília, o seu recém-lançado livro <em>El Racismo Y Yo</em> (<em>O Racismo e Eu</em>). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Além de escritora, Edna atua como responsável pelo setor de imprensa da vice-presidência da Colômbia. Inclusive, a vice-presidente é uma mulher negra, Francia Márquez.</p>
<p>“Temos uma vice-presidente rural, negra e mulher (&#8230;). Mesmo estando no poder ou tendo nele uma representação histórica, continuamos sendo violentadas, oprimidas, discriminadas, excluídas, marginalizadas e assassinadas impunemente”, denuncia.</p>
<h2>Vivências</h2>
<p>O “eu” do título do livro de Edna tem relação com o fato que ela mergulhou em vivências discriminatórias que enfrentou ao longo da vida, mas também busca esmiuçar impactos do racismo (que é diário) na vida  de outras mulheres negras. Edna foi reconhecida na Colômbia como âncora do canal <em>France 24</em>.</p>
<p>Em relação a sua vivência, a escritora explica que desde criança verificou que seria necessário desconstruir padrões estéticos que recebia em que o conceito de beleza seria associado à imagem de pessoas brancas que os colombianos recebiam da Europa.</p>
<p>Depois, como jornalista, entendeu que sua missão deveria ser de conscientizar colegas, pessoas entrevistadas e também o público sobre violências explícitas e sutis. “O racismo acaba se manifestando por meio até de sutil condescendência, subordinação, estereótipos e falta de empatia”, afirma em entrevista.</p>
<h2>Legislação evoluiu, mas…</h2>
<figure id="attachment_60707" aria-describedby="caption-attachment-60707" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/11-A-escritora-colombiana-Edna-Liliana-Valencia-Murillo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-60707" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/11-A-escritora-colombiana-Edna-Liliana-Valencia-Murillo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C695&#038;ssl=1" alt="Mesmo Com Vice Negra, Somos Oprimidas - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="695" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/11-A-escritora-colombiana-Edna-Liliana-Valencia-Murillo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/07/11-A-escritora-colombiana-Edna-Liliana-Valencia-Murillo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-60707" class="wp-caption-text">A escritora colombiana Edna Liliana Valencia Murillo &#8211; Divulgação</figcaption></figure>
<p>A jornalista considera que a legislação na Colômbia e no restante da América Latina tem evoluído para reduzir a vulnerabilidade de mulheres negras, mas que ainda não tem sido o suficiente.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>“Da mesma forma, existem ferramentas institucionais e organizacionais que contribuem para a luta, mas ainda estamos longe de garantir direitos para a maioria de nós”, enfatiza.</p>
<p>Ela diz que o racismo no ambiente jornalístico é tão comum como em qualquer outro espaço profissional. um retrato do racismo estrutural marcante das Américas.</p>
<p>A escritora entende que o sistema racista é dominante nas sociedades atuais. “Os sistemas racista e patriarcal são globais”, assinala.</p>
<p>Para ela, o papel da mídia é o de denunciar e educar diariamente e ser efetivamente antirracista. “A mídia deve nos ensinar a desaprender os paradigmas de discriminação que aprendemos com a educação tradicional”, garante.</p>
<h2>Entrevista</h2>
<p>Confira abaixo trechos da entrevista que a escritora concedeu à Agência Brasil.</p>
<p>Gostaria de saber o quão autobiográfico e jornalístico é o seu livro. Esses elementos são misturados?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia</strong> &#8211; De fato, meu livro <em>Racismo e Eu</em> traz uma mistura entre elementos autobiográficos, periódicos, narrativos e poéticos. Devo dizer que não é uma biografia propriamente dita porque não se trata de contar detalhes da minha vida.</p>
<p>Ao contrário, trata-se de relatar episódios específicos da minha vida com o objetivo de lançar luz sobre os impactos do racismo na vida das mulheres negras sob diferentes pontos de vista.</p>
<p>Quanto à parte jornalística, inclui artigos, entrevistas e referências históricas que sustentam a narrativa e aportam diferentes vozes ao texto. E os poemas que se intercalam com os diferentes capítulos são o toque artístico deste livro que é muito informativo e muito fácil de ler.</p>
<p>Como jornalista, você já enfrentou racismo em sua carreira? Com colegas ou com fontes?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia </strong>&#8211; Diariamente. O racismo está presente no exercício jornalístico tanto quanto em qualquer outra área do conhecimento. Meus colegas jornalistas muitas vezes, consciente ou inconscientemente, deixam escapar expressões racistas. Inclusive, reproduzem essas expressões nas reportagens que colocam no ar ou nas redações. Ainda mais quando normalmente tenho sido a única ou uma das poucas jornalistas afro nas mídias em que atuei, o que também demonstra um racismo estrutural ainda mais denso do que o racismo cotidiano. O mesmo vale para fontes e audiências. Mesmo na atribuição de tópicos e funções. O racismo acaba se manifestando por meio até de sutil condescendência, subordinação, estereótipos e falta de empatia.</p>
<p>Qual é a situação atual das mulheres negras em Bogotá e na Colômbia em geral? Elas são mais vulneráveis ​​do que as mulheres brancas?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia</strong> &#8211; Claro, as mulheres afro-colombianas continuam vulneráveis ​​em comparação com as mulheres brancas e qualquer outro sujeito sociopolítico. É uma realidade impossível de mudar hoje onde nossas vidas continuam sendo impactadas por um sistema racista que domina tudo. Temos hoje uma vice-presidente rural, negra e mulher e vários ministros afro-colombianos e outras irmãs no congresso da República, o país está demonstrando com força o quão racista e violento pode ser. Mesmo estando no poder ou tendo nele uma representação histórica, continuamos sendo violentados, oprimidos, discriminados, excluídos, marginalizados e assassinados impunemente.</p>
<p>A legislação na Colômbia evoluiu para proteger as mulheres negras?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia</strong> &#8211; Não podemos negar que, hoje, temos ferramentas que antes não tínhamos. Existe a lei antidiscriminação (número 1482 do ano de 2011) que deveria nos proteger tanto pelo fator racial quanto pelo fator patriarcal. Existem também outras leis contra feminicídio e maus-tratos. Da mesma forma, existem ferramentas institucionais e organizacionais que contribuem para a luta, mas ainda estamos longe de garantir direitos para a maioria de nós.</p>
<p>Como foi o processo de escrita do seu livro? Quanto tempo levou?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia</strong> &#8211; Foi um processo muito eclético, aconteceu em partes às vezes e como um todo em outras. A primeira coisa que ficou pronta e registrada do livro foram os poemas. No entanto, eles não são todos da mesma época. Algumas poesias foram escritas há muitos anos, quando tinha 14 anos ou outras quando tinha 25. Outras escrevi especificamente para o livro e até houve algumas que ficaram de fora e isso me deixa muito triste. Espero publicá-los em livros futuros.</p>
<p>Você entende que os desafios das mulheres negras na Colômbia, no Brasil e na América Latina são semelhantes?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia</strong> &#8211; Sem dúvida são semelhantes, mesmo em diferentes países africanos e em contextos diaspóricos do norte global, as mulheres interseccionais vivenciam realidades muito semelhantes. E é óbvio porque o sistema racista e o sistema patriarcal são globais. No entanto, também existem condições particulares em cada país e em cada região. Tampouco seria saudável homogeneizar e perder de vista as histórias nacionais passadas e presentes (de cada país).</p>
<p>Qual é o papel dos jornalistas e da mídia na luta contra o racismo?<br />
<strong>Edna Liliana Valencia</strong> &#8211; Tornar visível, representar, denunciar, educar, relacionar. Ser a memória viva do movimento antirracista interseccional afrofeminista. Nosso papel é essencial para o desenvolvimento dessa transformação tão necessária da sociedade global. A mídia deve nos ensinar a desaprender os paradigmas de discriminação que aprendemos com a educação tradicional. No entanto, devo dizer que estamos longe dessa realidade. Embora existam cada vez mais meios de comunicação feministas, a mídia tradicional ainda é mais nossa inimiga do que nossa amiga. Eles ainda não têm consciência (diretores e funcionários) do importante papel que têm nesse momento histórico, por isso, conscientizar também faz parte da nossa missão.</p>
</div>
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		<title>Haddad: integração é fundamental para crescimento da América Latina</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/haddad-integracao-e-fundamental-para-crescimento-da-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2023 22:22:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu hoje (18) que a integração dos países da América Latina e a produção de energia limpa são elementos centrais para atrair investimentos externos e promover a industrialização e o crescimento da região. “Entendemos que a integração regional é um imperativo para o nosso desenvolvimento”, defendeu o ministro em [&#8230;]]]></description>
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<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu hoje (18) que a integração dos países da América Latina e a produção de energia limpa são elementos centrais para atrair investimentos externos e promover a industrialização e o crescimento da região.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Entendemos que a integração regional é um imperativo para o nosso desenvolvimento”, defendeu o ministro em um painel sobre liderança na América Latina durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, com a participação dos presidentes da Colômbia, Gustavo Petro; do Equador, Guillermo Lasso; da Costa Rica, Rodrigo Chaves; e da vice-presidente da República Dominicana, Raquel Peña.</p>
<p>Haddad disse que os dois governos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidenta Dilma Rousseff sempre olharam de maneira generosa para a América Latina. Ele destacou que o processo de integração passa por investimento em infraestrutura, realização de acordos comerciais entre os países e fortalecimento do Mercosul, inclusive com a incorporação de novos membros.</p>
<p>O ministro destacou a possibilidade de integração da América Latina por meio de linhas de transmissão e disse que a região tem grande potencial de atrair investimentos de empresas interessadas em integrar suas cadeias produtivas com a geração de energia limpa, seja solar, hídrica, eólica ou do hidrogênio verde.</p>
<p>“Isso pode ser um fator de atração de indústrias que queiram produzir a partir da energia limpa, para que toda a sua cadeia produtiva esteja em compasso com as determinações ambientais que hoje são incontornáveis”, apontou.</p>
<p>Para Haddad, somente com essa integração, os países do continente poderão fazer frente a grandes blocos econômicos representados pela União Europeia, China e pelos Estados Unidos.</p>
<p>“Penso que a integração dos nossos mercados para ganho de escalas consideráveis seja um elemento importante para a atração de investimentos externos compatíveis com as nossas necessidades de oferecer empregos de mais alta qualidade para os nossos trabalhadores. Então, não é só investimento em educação que precisa ser feito, mas a atração de um tipo de investimento que a nossa região tem hoje um déficit importante”, disse.</p>
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		<title>Brasil sedia reuniões entre países latino-americanos e a OCDE</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-sedia-reunioes-entre-paises-latino-americanos-e-a-ocde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 18:20:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil sediará, de hoje (21) a sexta-feira (24), uma série de reuniões entre países latino-americanos e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo das economias mais industrializadas do planeta. A Semana Brasil-OCDE, realizada no Itamaraty, em Brasília, englobará vários eventos sobre políticas econômicas, educação e produtividade no Brasil e na América [&#8230;]]]></description>
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<p>O Brasil sediará, de hoje (21) a sexta-feira (24), uma série de reuniões entre países latino-americanos e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo das economias mais industrializadas do planeta. A Semana Brasil-OCDE, realizada no Itamaraty, em Brasília, englobará vários eventos sobre políticas econômicas, educação e produtividade no Brasil e na América Latina.</p>
<p>O encontro será aberto à tarde pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann. Pela manhã, haverá uma reunião fechada para discutir o plano de adesão do Brasil à OCDE, aprovada no último dia 10 em Paris.</p>
<p>O primeiro evento da maratona de reuniões será o Fórum Brasil-OCDE, que pretende discutir, hoje e quarta-feira (22), políticas sobre a agenda de reformas do Brasil. O governo brasileiro apresentará os principais resultados de projetos em curso para que o país cumpra os critérios de adesão à OCDE nos seguintes tópicos: questões e tendências econômicas, governança corporativa, revisões de marcos regulatórios, educação, saúde, governança pública, comércio e agricultura.</p>
<p>Segundo o Itamaraty, durante o fórum haverá o lançamento de um projeto financiado pela União Europeia para apoiar a recuperação da Brasil da crise econômica, com foco na agenda de crescimento verde.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<h2>Educação e produtividade</h2>
<p>Também hoje e amanhã, o Programa Regional da OCDE para a América Latina e o Caribe promoverá uma conferência com ministros da Educação do continente latino-americano.</p>
<p>Os ministros discutirão uma possível reformulação do conteúdo de aprendizagem e novas abordagens pedagógicas, a reconfiguração de espaços de ensino e aprendizagem para estimular a colaboração e a inovação. Também será debatido o uso da tecnologia para promover melhorias e o investimento eficiente de recursos educacionais.</p>
<p>Na quinta (23) e na sexta-feira, haverá a 4ª Cúpula Ministerial sobre Produtividade. O evento será organizado conjuntamente pelo governo brasileiro e pela OCDE, com apoio do Fórum Global de Produtividade da OCDE. A Semana Brasil-OCDE se encerrará, na sexta à tarde, com uma reunião do Grupo Diretor do Programa Regional. O grupo diretor reúne-se duas vezes por ano, uma em Paris, onde fica a sede da OCDE, e uma na América Latina ou no Caribe.</p>
<h2>Troca de comando</h2>
<p>A reunião do grupo diretor terá representantes de todos os países da OCDE e da América Latina que participam do Programa Regional. Na ocasião, o Brasil e o México transferirão a copresidência do grupo diretor para a Colômbia e um outro país latino-americano a ser confirmado.</p>
<p>O encontro também tem a presença de outros órgãos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Confederação Andina de Fomento (CAF) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), entre outros organismos regionais.</p>
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		<title>Varíola dos macacos: capacitação reúne profissionais da América Latina</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/variola-dos-macacos-capacitacao-reune-profissionais-da-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2022 14:34:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[capacitação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sedia hoje (9) a primeira capacitação sobre diagnóstico laboratorial da varíola dos macacos para profissionais de saúde de sete países da América Latina. O treinamento é iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Vão participar técnicos de institutos nacionais de Saúde da [&#8230;]]]></description>
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<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sedia hoje (9) a primeira capacitação sobre diagnóstico laboratorial da varíola dos macacos para profissionais de saúde de sete países da América Latina. O treinamento é iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Vão participar técnicos de institutos nacionais de Saúde da Bolívia, do Equador, da Colômbia, do Peru, Paraguai, Uruguai e da Venezuela. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Serão discutidos até amanhã (10) procedimentos de detecção e diagnóstico do vírus no contexto de preparação e resposta a uma possível emergência sanitária. A capacitação inclui treinamento prático para realização de diagnóstico molecular pela metodologia de PCR em tempo real (protocolo padrão adotado pela Organização Mundial da Saúde). Além de aprender a realizar o teste diagnóstico, os profissionais serão capazes de identificar as linhagens virais, que são a da África Central e a da África Ocidental.</p>
<p>O treinamento será ministrado pelo Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz. A revisão dos protocolo e materiais necessários será conduzida pelo virologista Edson Elias da Silva, chefe do laboratório da Fiocruz, que também realizará atividades teóricas e práticas.</p>
<p>Na manhã desta quinta-feira, haverá cerimônia de abertura para marcar o início do curso. Estão previstas as participações da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, da diretora do Instituto Oswaldo Cruz, Tania Araujo-Jorge, do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia, da representante da Opas no Brasil, Socorro Gross Galiano, e do assessor regional para doenças virais da organização, Jairo Mendez.</p>
<p>Diante da circulação da doença em diversos países em que ela não é endêmica, a Opas recomenda que todos os casos suspeitos de varíola dos macacos, considerando a avaliação clínica e epidemiológica, devem ser testados. Os sintomas podem incluir lesões na pele, febre, dor no corpo e dor de cabeça, entre outros. Segundo a Fiocruz, a letalidade é estimada entre 1% e 10%, com quadros mais graves em crianças e pessoas com imunidade reduzida.</p>
<p>A chamada varíola dos macacos é endêmica em países da África Ocidental e Central, mas, desde o dia 13 de maio, 780 casos foram confirmados em 27 países fora da área onde a doença costuma circular. Segundo a Fiocruz, a maioria das pessoas com casos confirmados relatou viagens a países da Europa e América do Norte, em vez da África Ocidental ou Central. Na região das Américas, há casos confirmados no México (1), na Argentina (2), nos Estados Unidos (19) e no Canadá (58). No Brasil, havia oito casos suspeitos, em balanço divulgado pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>Apesar do nome, a doença não é transmitida por macacos. Eles apenas podem adoecer, assim como os seres humanos. Atualmente, não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, mas acredita-se que roedores tenham papel na disseminação da doença na África, onde o vírus é endêmico.</p>
<p>A transmissão do vírus de animais para pessoas pode se dar por meio de mordida ou arranhadura, pelo manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Entre pessoas, a transmissão ocorre principalmente por meio do contato direto, como beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais, além de secreções respiratórias durante contato pessoal prolongado.</p>
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		<title>Brasil deve mostrar que rejeita &#8220;aventuras autoritárias&#8221;, diz ministro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-deve-mostrar-que-rejeita-aventuras-autoritarias-diz-ministro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2022 18:16:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, disse hoje (17) que o que ocorre no Brasil serve como vitrine para a comunidade global, e que o país tem obrigação de mostrar que não aceita mais aventuras autoritárias. &#8220;Somos hoje uma vitrine para os analistas internacionais, e cabe à sociedade brasileira garantir que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, disse hoje (17) que o que ocorre no Brasil serve como vitrine para a comunidade global, e que o país tem obrigação de mostrar que não aceita mais aventuras autoritárias.</p>
<p>&#8220;Somos hoje uma vitrine para os analistas internacionais, e cabe à sociedade brasileira garantir que levaremos aos nossos vizinhos uma mensagem de estabilidade, de paz e de segurança, e que o Brasil não mais aquiesce a aventuras autoritárias&#8221;, disse Fachin.</p>
<p>A declaração foi dada durante abertura do evento Democracia e Eleições na América Latina, na sede do TSE, em Brasília. Fachin disse que o Brasil não está alheio ao que acontece em outros países, e que o acontece aqui também exerce influência nos rumos internacionais.</p>
<p>O presidente do TSE lembrou casos recentes de ataques a instituições democráticas – como a invasão ao Capitólio, nos EUA e ataques a autoridades eleitorais no México, Peru e Equador – e afirmou que o Brasil deve considerar esses episódios como um alerta do que não pode ser tolerado.</p>
<p>Fachin anunciou ainda parceria com o professor Daniel Zovatto, do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea Internacional), para trazer ao Brasil observadores eleitorais europeus, além de outros já confirmados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre outros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
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		<title>Crescimento na América Latina cairá para 1,8% com guerra e inflação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 22:09:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[CEPAL]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra na Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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<p>As incertezas provocadas pela guerra na Ucrânia sobre a inflação e a volatilidade do sistema financeiro farão as economias da América Latina e o Caribe crescer menos em 2022, divulgou hoje (27) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O órgão, vinculado às Nações Unidas, reduziu a previsão de crescimento da região de 2,1% para 1,8% neste ano.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Para o Brasil, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) caiu de 0,5% para 0,4% em 2022, abaixo da média do continente sul-americano. A previsão de crescimento para as economias da América do Sul aumentou levemente, de 1,4% para 1,5%, graças à melhoria das previsões em diversos países vizinhos.</p>
<p>A estimativa para o crescimento econômico passou de 2,2% para 3% na Argentina, de 3,7% para 4,8% na Colômbia, de 3,1% para 3,9% no Uruguai e de 3% para 5% na Venezuela. Em contrapartida, caiu de 1,9% para 1,5% no Chile e de 3% para 2,5% no Peru.</p>
<p>O restante da América Latina também enfrenta desaceleração econômica. A Cepal revisou, de 3,3% para 2,3%, a previsão de crescimento para a América Central e o México. Para o Caribe (exceto a Guiana), a estimativa caiu de 6,1% para 4,7%.</p>
<p>Em nota, a Cepal informou que as economias da América Latina e do Caribe enfrentam uma conjuntura complexa em 2022 devido ao conflito bélico entre Rússia e Ucrânia. Para o órgão, no âmbito regional, o menor crescimento esperado será acompanhado por maior inflação e lenta recuperação do emprego. A Cepal também espera que a desaceleração da economia dos Estados Unidos, da China e da União Europeia afete as exportações latino-americanas, por causa da diminuição da demanda externa por produtos da região, decorrente do conflito bélico.</p>
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		<title>Guerra entre Rússia e Ucrânia pode impactar inflação e PIB no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/guerra-entre-russia-e-ucrania-pode-impactar-inflacao-e-pib-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Feb 2022 14:20:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[A invasão da Ucrânia por tropas russas pode produzir impactos econômicos a mais de 10 mil quilômetros de distância. O Brasil pode sentir os efeitos do conflito por meio de pelo menos três canais: combustíveis, alimentos e câmbio. A instabilidade no Leste europeu pode não apenas impactar a inflação como pode resultar em aumentos adicionais [&#8230;]]]></description>
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<p>A invasão da Ucrânia por tropas russas pode produzir impactos econômicos a mais de 10 mil quilômetros de distância. O Brasil pode sentir os efeitos do conflito por meio de pelo menos três canais: combustíveis, alimentos e câmbio. A instabilidade no Leste europeu pode não apenas impactar a inflação como pode resultar em aumentos adicionais nos juros, comprometendo o crescimento econômico para este ano ao reduzir o espaço para a melhoria dos preços e do consumo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo a pesquisa Sondagem da América Latina, divulgada nesta semana pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as turbulências na Ucrânia devem agravar as incertezas que pairam sobre a economia global nos últimos meses. No Brasil, os impactos deverão ser ainda mais intensos. Uma das razões é a exposição maior aos fluxos financeiros globais que o restante da América Latina, com o dólar subindo e a bolsa caindo mais que na média do continente.</p>
<p>A própria pesquisa, que ouviu 160 especialistas em 15 países, constatou a deterioração do clima econômico. Na média da América Latina, o Índice de Clima Econômico caiu 1,6 ponto entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano, de 80,6 para 79 pontos. No Brasil, o indicador recuou 2,8 pontos, de 63,4 para 60,6 pontos, e apresentou a menor pontuação entre os países pesquisados.</p>
<p>Grande parte da queda atual deve-se ao Índice de Situação Atual, um dos componentes do indicador, que reflete o acirramento das tensões internacionais e o encarecimento do petróleo no início de 2022. O outro componente, o Índice de Expectativas, continuou crescendo, tanto no continente como no Brasil, mas a própria FGV adverte que o indicador que projeta o futuro também pode deteriorar-se caso o conflito entre Rússia e Ucrânia se prolongue.</p>
<h2>Canais</h2>
<p>Segundo a FGV, existem diversos canais pelos quais a crise entre Rússia e Ucrânia pode chegar à economia brasileira. O principal é o preço internacional do petróleo, cujo barril do tipo Brent encerrou a semana em US$ 105, no maior nível desde 2014. O mesmo ocorre com o gás natural, produto do qual a Rússia é a maior produtora global, cujo BTU, tipo de medida de energia, pode chegar a US$ 30, segundo disse nesta semana em entrevista coletiva o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa.</p>
<p>O Brasil usa o gás natural para abastecimento das termelétricas. Para o diretor da estatal, a perspectiva é que a elevação dos reservatórios das usinas hidrelétricas no início do ano possa compensar, pelo menos nesta fase de início de conflito.</p>
<p>Em relação à gasolina, a recuperação da safra de cana-de-açúcar está reduzindo o preço do álcool anidro, o que também ajuda a segurar a pressão do barril de petróleo num primeiro momento. Desde novembro do ano passado, o litro do etanol anidro acumula queda de 24,6% em São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo.</p>
<p>As maiores pressões sobre combustíveis estão ocorrendo sobre o diesel, que não tem a adição de etanol e subiu 3,78% em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial.</p>
<h2>Alimentos</h2>
<p>Outro canal pelo qual a guerra no Leste europeu pode afetar a economia brasileira são os alimentos. A Rússia é a maior produtora mundial de trigo. A Ucrânia ocupa a quarta posição. Nesse caso, o Brasil não pode contar com outros mercados porque a seca na Argentina, tradicionalmente maior exportador do grão para o Brasil, está comprometendo a safra local.</p>
<p>A crise no mercado de petróleo também pressiona os alimentos. Isso porque a Rússia é o maior produtor mundial de fertilizantes, que também são afetados pelo petróleo mais caro. Atualmente, o Brasil compra 20% dos fertilizantes do mercado russo. O aumento do diesel também interfere indiretamente no preço da comida, ao ser repassado por meio de fretes mais caros.</p>
<h2>Dólar e juros</h2>
<p>O terceiro fator pelo qual a crise entre Rússia e Ucrânia pode impactar a economia brasileira será por meio do câmbio. O dólar, que chegou a atingir R$ 5 na quarta-feira (23), fechou a sexta-feira (25) a R$ 5,15 após a ocupação de cidades ucranianas por tropas russas. Por enquanto, os efeitos no câmbio são relativamente pequenos porque o Brasil se beneficiou de uma queda de quase 10% da moeda norte-americana no acumulado de 2022. O prolongamento do conflito, no entanto, pode anular a baixa do dólar no início do ano.</p>
<p>Nesta semana, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse que o Brasil está preparado para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o país tem grandes reservas internacionais e baixa participação de estrangeiros na dívida pública, o que ajudaria a enfrentar os riscos de uma turbulência externa prolongada.</p>
<p>No entanto, caso o dólar continue a subir e a inflação não ceder, o Banco Central pode ver-se obrigado a aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) mais que o previsto. Nesse caso, o crescimento econômico para este ano ficaria ainda mais prejudicado. Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado elevaram a projeção anual de inflação oficial para 5,56% em 2022. Essa foi a sexta semana seguida de alta na estimativa. A previsão de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em apenas 0,3% neste ano.</p>
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