<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ailton Krenak &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/ailton-krenak/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sat, 07 Oct 2023 16:28:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Ailton Krenak &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Presença de um Indígena na ABL reflete a diversidade de 200 línguas, afirma Krenak</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/presenca-de-um-indigena-na-abl-reflete-a-diversidade-de-200-linguas-afirma-krenak/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Oct 2023 16:28:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ABL]]></category>
		<category><![CDATA[Ailton Krenak]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Indígena]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=70022</guid>

					<description><![CDATA[A recente nomeação do escritor, filósofo e ativista Ailton Krenak como membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) é vista como surpreendente por ele, considerando que a instituição tem como foco principal a língua portuguesa. Krenak conquistou a posição de ser o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na ABL, após ser eleito na quinta-feira [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A recente nomeação do escritor, filósofo e ativista Ailton Krenak como membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) é vista como surpreendente por ele, considerando que a instituição tem como foco principal a língua portuguesa. Krenak conquistou a posição de ser o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na ABL, após ser eleito na quinta-feira (5), com o apoio de 23 votos.</p>
<p>“A academia é de língua portuguesa, então, admitir o Ailton lá é admitir mais ou menos 200 línguas diferentes”, disse</p>
<blockquote><p>“Isso não é brincadeira, é como se a academia tivesse se abrindo para uma multiplicidade de diálogos que implicaria traduzir os textos para dezenas de línguas nativas”, observa o escritor que completou 70 anos no último dia 29.</p></blockquote>
<p>Ailton Krenak se disse &#8220;muito surpreso&#8221; com a escolha de seu nome para a cadeira de número 5 da academia: “eu fiquei muito surpreso com a minha admissão neste lugar que, historicamente, nunca se abriu para a diversidade das culturas dos povos originários”.</p>
<p>Um fato que confirma a surpresa é que o escritor não acompanhou a votação na sede da ABL. Ele estava em um táxi, quando recebeu a ligação do presidente da academia, Merval Pereira, com a notícia de que fora eleito.</p>
<p>Para o mineiro de Itabirinha, na região do Vale do Rio Doce, o resultado da eleição rompe uma tradição na ABL. “A academia é uma instituição da lusofonia, da língua portuguesa, ela vigia o bom desenvolvimento da língua portuguesa. O Brasil é um país colonizado onde eu nasci, onde outros parentes nasceram de várias etnias”, diz.</p>
<h2>Direito na Constituição</h2>
<p>Krenak, autor de obras notáveis como &#8220;Ideias para adiar o fim do mundo&#8221; (2019), &#8220;A vida não é útil&#8221; (2020), &#8220;Futuro ancestral&#8221; (2022), &#8220;Lugares de origem&#8221; (2021) e muitas outras, é conhecido não apenas por sua produção literária, mas também por seu ativismo socioambiental e em defesa dos direitos dos povos indígenas. Um dos momentos emblemáticos em sua trajetória ocorreu durante a Assembleia Constituinte, em Brasília, no ano de 1987.</p>
<p>Naquela ocasião, representando a União das Nações Indígenas, Krenak subiu ao púlpito vestindo um terno claro e com o rosto pintado de preto, em uma manifestação de crítica à postura anti-indígena que observava nas discussões parlamentares. Ele desempenhou um papel ativo na luta pela inclusão na Constituição brasileira de garantias aos direitos indígenas relacionados à cultura e à terra.</p>
<p>Curiosamente, sua eleição para a Academia Brasileira de Letras (ABL) coincidiu com o 35º aniversário da Constituição. Após mais de três décadas, Krenak considera que a Constituição Cidadã continua sendo de importância fundamental para os povos originários. Ele destaca também o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) na proteção e cumprimento dos direitos assegurados por essa lei. “Se não fosse assim, os povos indígenas teriam sido triturados”.</p>
<h2>Exemplo</h2>
<p>O recém-eleito membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), preocupado com o legado que deixará para os representantes das comunidades indígenas, enfatiza que seu objetivo é oferecer um exemplo, mais do que uma simples mensagem.</p>
<blockquote><p>“A gente não deixa mensagem, deixa exemplo. Quem convive comigo, outros jovens indígenas, crianças, meus netos, eles têm o meu exemplo, eles que escolham o que querem fazer”.</p></blockquote>
<h2>Novas gerações</h2>
<p>A jornada de Krenak serve de inspiração para outros artistas de origens indígenas, entre eles a ativista e artista visual Daiara Tukano. “Ele é um pensador de Brasil e sua flecha é afiada”, disse</p>
<p>Para Daiara, o acolhimento de Krenak pela ABL significa “muito mais que a chegada da primeira pessoa indígena nesse grupo historicamente fechado e dominado por homens brancos”.</p>
<p>“Ailton tem a rara qualidade de ser um corpo coletivo de território e pensamento. Caminha acompanhando as histórias de muitos povos e embalado nas vozes dos rios, das florestas e da própria natureza. Sua produção é mais que literária: carrega a força da oralidade que bate na alma ao declarar que o amanhã não está à venda, que a vida não é útil e o futuro é ancestral”, disse a artista plástica, inspirada em nomes de obras do novo imortal.</p>
<p>“Ele está espalhando sementes que conseguem segurar a terra no seu lugar, que nos permitem pensar em outros futuros”, conclui Daiara, que espera ver mais representantes de minorias eleitos para a ABL, para que a população brasileira “de fato, se reconheça”.</p>
<blockquote><p>“Que possam vir não apenas os indígenas. Eu quero ver o mestre Antônio Bispo, com o pensamento quilombola, contracolonial, a Conceição Evaristo, uma mulher negra, uma filósofa”, conclui.</p></blockquote>
<p>A eleição ocorrida esta semana na ABL foi notável por ter dois candidatos representantes de minorias. Daniel Munduruku, também indígena, conquistou o terceiro lugar, com quatro votos, enquanto a historiadora Mary Del Priore obteve 12 votos.</p>
<p>A posse de Krenak ainda não tem uma data definida, mas está prevista para ocorrer em 2024, de acordo com informações da ABL. A cadeira número cinco, anteriormente ocupada por José Murilo de Carvalho, que faleceu em 13 de agosto de 2023, será agora ocupada pelo novo membro eleito.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">70022</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
