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	<title>agronegócio &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Fronteira Cerrado: o agronegócio entre o progresso e o colapso ambiental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fronteira-cerrado-o-agronegocio-entre-o-progresso-e-o-colapso-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 14:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O agronegócio é frequentemente exaltado como o grande motor do crescimento econômico brasileiro. No entanto, por trás das cifras bilionárias e do papel de destaque nas exportações, há um custo ambiental e social cada vez mais difícil de ignorar. No coração dessa contradição está o Cerrado — a savana mais biodiversa do planeta e berço [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O agronegócio é frequentemente exaltado como o grande motor do crescimento econômico brasileiro. No entanto, por trás das cifras bilionárias e do papel de destaque nas exportações, há um custo ambiental e social cada vez mais difícil de ignorar. No coração dessa contradição está o Cerrado — a savana mais biodiversa do planeta e berço das principais bacias hidrográficas do país —, hoje ameaçado pela expansão desenfreada da fronteira agrícola.</p>
<p>De acordo com o Mapbiomas, 47,9% da vegetação nativa do Cerrado já foi suprimida. A agropecuária ocupa atualmente cerca de um quarto do bioma, após expandir sua área em 74% entre 1985 e 2024. Metade da vegetação ainda preservada está concentrada na região conhecida como Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, onde o desmatamento avança com força e redefine a paisagem socioambiental do país.</p>
<figure id="attachment_86610" aria-describedby="caption-attachment-86610" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86610" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="Vista Do Rio Itapecuru. Em Meio à Vegetação Do Cerrado - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Vista-do-Rio-Itapecuru.-em-meio-a-vegetacao-do-cerrado-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86610" class="wp-caption-text">Carolina MA), 12/10/2025 – Vista do Rio Itapecuru. em meio à vegetação do cerrado, que abastece mais de 50 municípios do Maranhão. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Desenvolvimento e destruição</h3>
<p>O Tribunal Permanente dos Povos (TPP), composto por 56 movimentos sociais, classificou a devastação do Cerrado como “ecocídio” — crime ambiental de destruição de ecossistemas — e denunciou o “genocídio” de comunidades tradicionais expulsas de seus territórios. O veredito, emitido em 2022, responsabilizou Estados nacionais, empresas e instituições, tanto brasileiras quanto estrangeiras, pela perda do ecossistema.</p>
<p>Apesar das críticas, o agronegócio segue sendo celebrado como essencial à economia nacional. O setor primário foi responsável por 6,2% do PIB em 2024, podendo chegar a 25% quando considerados os impactos indiretos na indústria, transporte e agroindústria, segundo cálculos da Esalq-USP. Em 2025, o agronegócio cresceu 12,2% em relação ao trimestre anterior, impulsionando o PIB brasileiro.</p>
<p>“O agro foi o grande responsável por esse crescimento”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.</p>
<h3>A economia que nasce da terra — e a destrói</h3>
<p>Em Balsas, no sul do Maranhão — um dos epicentros do Matopiba —, o agronegócio é visto por muitos como sinônimo de progresso. “O agronegócio é a oportunidade de levar renda, trabalho e economia para essas regiões”, defende Airton Zamingnan, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas.</p>
<p>Mas para agricultores familiares e ambientalistas, o desenvolvimento tem um custo alto. “Ele traz alimento e renda, mas destrói o bioma”, lamenta José Carlos dos Santos, pequeno produtor da região.</p>
<figure id="attachment_86607" aria-describedby="caption-attachment-86607" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86607" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Fazendas De Cultivo De Soja Vistas Ao Longo Da Rodovia MA 140 - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-Fazendas-de-cultivo-de-soja-vistas-ao-longo-da-rodovia-MA-140.Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86607" class="wp-caption-text">Balsas (MA), 09/10/2025 – Fazendas de cultivo de soja vistas ao longo da rodovia MA-140. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O economista Danilo Araújo Fernandes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca a necessidade de incluir na conta do desenvolvimento o custo ambiental. “Não é só o PIB. Quanto território se destrói para gerar essa riqueza? A expansão do agro desmata, reduz a biodiversidade e altera o regime de chuvas”, afirma.</p>
<h3>O papel do Estado e o peso dos incentivos</h3>
<p>A competitividade do agronegócio brasileiro foi construída com forte apoio estatal. Da criação da Embrapa, que permitiu o cultivo em regiões áridas, à Lei Kandir de 1996 — que isenta de ICMS produtos primários para exportação —, o Estado moldou a vocação exportadora do setor.</p>
<p>Hoje, o Plano Safra 2025/2026 destina R$ 516,2 bilhões em crédito subsidiado ao agronegócio, contra R$ 89 bilhões à agricultura familiar. Essa discrepância, segundo Fernandes, ampliou as desigualdades no campo e enfraqueceu a produção voltada ao mercado interno.</p>
<h3>O domínio estrangeiro e a lógica da escala</h3>
<p>Quatro grandes conglomerados internacionais controlam entre 50% e 80% do mercado global de grãos, segundo o economista Gilberto de Souza Marques. “Eles financiam e controlam os preços, deixando o produtor brasileiro preso a contratos que o tornam dependente. O lucro só vem com produção em massa — e isso significa mecanização e poucos empregos”, explica.</p>
<p>De fato, apenas 7,5% da população ocupada no Brasil atua na agricultura, pecuária e pesca, segundo o Censo 2022 — número que inclui a agricultura familiar.</p>
<figure id="attachment_86609" aria-describedby="caption-attachment-86609" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86609" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Presidente Luiz Inácio Lula Da Silva Participa Do Lançamento Do Plano Safra 2025/26 - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/05-O-presidente-Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-participa-do-lancamento-do-Plano-Safra-2025-26-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86609" class="wp-caption-text">Brasília (DF), 01/07/2025 &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento do Plano Safra 2025/26, no Palácio do Planalto. &#8211; Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Entre o poder político e o ambiental</h3>
<p>Além da influência econômica, o agronegócio exerce força expressiva no Congresso Nacional. O projeto De Olho nos Ruralistas estima que a bancada ruralista conte com cerca de 300 deputados e mais de 50 senadores, representando um setor que detém apenas 1% das terras agrícolas.</p>
<p>“É impossível compreender a formação da elite econômica brasileira sem falar de terra e grilagem”, ressalta Bruno Bassi, coordenador do projeto. Ele alerta ainda para o apoio de parte do agro a projetos de desregulamentação ambiental, mesmo entre aqueles que se dizem comprometidos com a sustentabilidade.</p>
<h3>Governo aposta em diálogo</h3>
<p>A diretora de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Iara Bueno Giacomini, afirma que o governo busca uma parceria com o setor para torná-lo mais sustentável. “Não é apontar o dedo, mas ajudar a pensar o negócio de forma eficiente e sustentável”, diz.</p>
<p>O MMA reconhece que o desmatamento no Cerrado ameaça a segurança hídrica nacional e trabalha em projetos como o Ecoinvest, que destina R$ 30 bilhões à recuperação de pastagens degradadas, e a criação das Áreas Prioritárias para Conservação de Águas do Cerrado (APCACs).</p>
<h3>Um bioma em disputa</h3>
<p>A savana brasileira vive hoje um conflito que ultrapassa a questão ambiental — é também econômico, político e social. O Cerrado, vital para o equilíbrio climático e para o abastecimento de água do país, tornou-se palco da luta entre o modelo de expansão produtiva e a urgência da preservação.</p>
<p>Como resume o economista Danilo Fernandes:</p>
<blockquote><p>“O agro é importante. Mas, se não quisermos a expansão predatória, precisamos pensar em outro tipo de desenvolvimento. O que queremos colocar no lugar?”</p></blockquote>
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		<title>Fronteira Cerrado: o avanço do agronegócio ameaça o coração hídrico do Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fronteira-cerrado-o-avanco-do-agronegocio-ameaca-o-coracao-hidrico-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 14:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
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					<description><![CDATA[Balsas, no extremo sul do Maranhão, é hoje um dos símbolos mais evidentes das contradições entre desenvolvimento e meio ambiente no Brasil. O município, que há 25 anos era uma cidade rural, se tornou o segundo que mais desmatou no país, e o epicentro da expansão agropecuária na região conhecida como Matopiba — fronteira agrícola [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Balsas, no extremo sul do Maranhão, é hoje um dos símbolos mais evidentes das contradições entre desenvolvimento e meio ambiente no Brasil. O município, que há 25 anos era uma cidade rural, se tornou o segundo que mais desmatou no país, e o epicentro da expansão agropecuária na região conhecida como Matopiba — fronteira agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>
<p>A pujança do agronegócio transformou o Cerrado em um polo de riqueza e progresso, mas também em uma zona de alerta ambiental. O desmatamento acelerado ameaça as nascentes do Rio Balsas e de outras bacias fundamentais para o abastecimento do Nordeste e do país. Pesquisas indicam que a vazão dos rios da região caiu até 24% nos últimos 40 anos, uma redução alarmante para o chamado “berço das águas” do Brasil.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-86569" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=754%2C444&#038;ssl=1" alt="" width="754" height="444" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=300%2C177&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=150%2C88&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte-5_copiar.webp?resize=750%2C442&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-86570" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/balsas-v2.gif?resize=724%2C854&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="854" /></p>
<h3>Crescimento acelerado e impactos ambientais</h3>
<p>De acordo com o Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2024), do MapBiomas, Balsas foi responsável pela supressão de 16 mil hectares de vegetação apenas no último ano — o equivalente a 45 campos de futebol por dia. Mesmo com uma leve redução em relação a 2023, o município continua a liderar o ranking da devastação no Cerrado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Balsas ostenta o terceiro maior PIB do Maranhão, atrás apenas de São Luís e Imperatriz. O boom econômico ganhou novo fôlego com a inauguração da maior biorrefinaria de etanol de milho da América Latina, da empresa Inpasa, capaz de processar 2 milhões de toneladas de grãos e produzir quase 1 bilhão de litros de biocombustível por ano.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-86572" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=754%2C1161&#038;ssl=1" alt="" width="754" height="1161" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=195%2C300&amp;ssl=1 195w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=742%2C1142&amp;ssl=1 742w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=150%2C231&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/arte_4_copiar.jpg?resize=750%2C1155&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></p>
<p>Para ambientalistas, no entanto, o avanço do agronegócio na região se traduz em uma ameaça direta à segurança hídrica. “O Cerrado está acabando e a água está sumindo”, alerta o agricultor familiar José Carlos dos Santos, morador do Vão do Uruçu, onde estão várias nascentes do Rio Balsas que hoje secam fora do período chuvoso.</p>
<h3>Crise hídrica silenciosa</h3>
<p>O Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e a Agência Nacional de Águas (ANA) confirmam que, embora o volume de chuvas se mantenha estável, a vazão dos rios da região caiu significativamente desde os anos 1970. O geógrafo Ronaldo Barros Sodré, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), define o fenômeno como uma “crise hídrica silenciosa” — agravada pela expansão das monoculturas e pelo assoreamento das nascentes.</p>
<p>“Estamos diante de uma transformação profunda do Cerrado, que ameaça o equilíbrio hídrico não apenas do Maranhão, mas de todo o Brasil central”, adverte o pesquisador.</p>
<figure id="attachment_86571" aria-describedby="caption-attachment-86571" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86571" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="A Biorrefinaria Da Inpasa, Especializada Na Produção De Etanol E óleos Vegetais A Partir Do Milho - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-A-biorrefinaria-da-Inpasa-especializada-na-producao-de-etanol-e-oleos-vegetais-a-partir-do-milho-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86571" class="wp-caption-text">Balsas (MA), 08/10/2025 – A biorrefinaria da Inpasa, especializada na produção de etanol e óleos vegetais a partir do milho &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>O outro lado do progresso</h3>
<p>Produtores rurais defendem o papel do agronegócio como motor de desenvolvimento e emprego. Airton Zamingnan, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas, argumenta que os ganhos sociais superam os prejuízos ambientais. “Pegamos a região mais pobre do estado mais pobre do Brasil e a transformamos em uma potência. O IDH de Balsas quase dobrou nas últimas décadas”, afirma.</p>
<p>Já o fazendeiro Paulo Antônio Rickli, que vive na região desde os anos 1990, reconhece o avanço do desmatamento. “Passou a boiada. Áreas que nunca poderiam ser desmatadas foram abertas. Falta rigor na fiscalização”, admite.</p>
<h3>A “ilusão do desenvolvimento”</h3>
<p>Do outro lado da fronteira, lideranças comunitárias e religiosas denunciam o que chamam de “ilusão do progresso”. A ativista Francisca Vieira Paz, da Associação Camponesa do Maranhão, vê o atual modelo agrícola como excludente e insustentável. “O sul do Maranhão foi transformado em zona de destruição. O agronegócio é uma ilusão de desenvolvimento”, critica.</p>
<figure id="attachment_86573" aria-describedby="caption-attachment-86573" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86573" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="Pescadores Em Atividade No Rio Tocantins, Segundo Maior Curso D'água Totalmente Brasileiro. - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/03-Pescadores-em-atividade-no-Rio-Tocantins-segundo-maior-curso-dagua-totalmente-brasileiro.-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86573" class="wp-caption-text">Imperatriz (MA), 13/10/2025 – Pescadores em atividade no Rio Tocantins, segundo maior curso d&#8217;água totalmente brasileiro. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O bispo de Balsas, Dom Valentim de Menezes, reforça a denúncia. Inspirado em Dom Óscar Romero, mártir de El Salvador, ele tem liderado ações pela recuperação do Cerrado, como o projeto de plantio de oito milhões de árvores até 2028. “Não posso frear o agronegócio, mas posso propor outro caminho. A floresta precisa respirar de novo”, afirma.</p>
<h3>Governo busca equilíbrio</h3>
<p>A Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão admite preocupação com o avanço da fronteira agrícola e promete medidas para equilibrar crescimento e sustentabilidade. “O Maranhão concentra quase 50% da água do Nordeste. Proteger nossas nascentes é prioridade”, diz o secretário Pedro Chagas, destacando programas como o Floresta Viva Maranhão, voltado à recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>Enquanto o debate segue entre preservação e desenvolvimento, o Cerrado segue sendo o campo de batalha central do futuro ambiental do Brasil. Entre o verde que desaparece e as promessas de prosperidade, as águas de Balsas e do Parnaíba se tornam o termômetro de um país que ainda busca conciliar crescimento e vida.</p>
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		<title>Tarifaço de Trump ameaça exportações brasileiras de café, carne, frutas e suco</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tarifaco-de-trump-ameaca-exportacoes-brasileiras-de-cafe-carne-frutas-e-suco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os EUA pode afetar duramente o agronegócio nacional. Segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), os maiores riscos recaem sobre as cadeias do suco de laranja, café, carne bovina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os EUA pode afetar duramente o agronegócio nacional. Segundo estudo do <strong>Centro de Estudos </strong>Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), os maiores riscos recaem sobre as cadeias do suco de laranja, café, carne bovina e frutas frescas.</p>
<p>O suco de laranja é considerado o mais vulnerável, pois já paga hoje uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada para entrar no mercado americano. Como o Brasil responde por cerca de 80% do suco consumido nos EUA, uma sobretaxa ameaça a competitividade do produto e pode gerar excesso de estoques internos, mesmo diante da boa safra prevista para 2025/26, de 314,6 milhões de caixas, segundo a pesquisadora Margarete Boteon.</p>
<p>O café, do qual os Estados Unidos são os maiores compradores, também preocupa. “A exclusão do café do pacote tarifário é estratégica para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, ressalta Renato Ribeiro, pesquisador do Cepea. Diante da incerteza, produtores brasileiros vêm adiando negociações e vendendo apenas o necessário para manter o caixa.</p>
<p>A carne bovina, cuja exportação para os EUA corresponde a 12% do total embarcado pelo Brasil, também corre risco. Grandes volumes exportados nos últimos meses podem ter sido uma estratégia americana para formar estoques, já prevendo o tarifaço. Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo lideram as vendas de carne bovina para os Estados Unidos.</p>
<p>Já no setor de frutas frescas, o impacto imediato deve atingir a manga, que entra em sua principal janela de exportação aos EUA em agosto. A uva brasileira, cuja safra relevante para os americanos começa em setembro, também está sob risco. O receio é que o redirecionamento das frutas para a União Europeia ou o mercado interno pressione os preços pagos ao produtor.</p>
<p>O Cepea considera urgente uma ação diplomática para tentar reverter ou ao menos amenizar os impactos das novas tarifas sobre os produtos agroalimentares brasileiros. “Essa medida é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para os EUA, cuja segurança alimentar depende do fornecimento brasileiro”, conclui a nota.</p>
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		<title>Indígenas ocupam Brasília em defesa de seus territórios e contra o Marco Temporal</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/indigenas-ocupam-brasilia-em-defesa-de-seus-territorios-e-contra-o-marco-temporal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2025 21:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Apib]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indigenas]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhares de indígenas de todo o Brasil estão reunidos em Brasília, a partir deste domingo (6), para a 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização anual dos povos originários do país. Com o tema “A resposta somos nós: em defesa da Constituição e da vida”, o evento deve reunir cerca de 10 mil [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhares de indígenas de todo o Brasil estão reunidos em Brasília, a partir deste domingo (6), para a 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização anual dos povos originários do país. Com o tema “A resposta somos nós: em defesa da Constituição e da vida”, o evento deve reunir cerca de 10 mil representantes de mais de 200 povos entre os dias 7 e 11 de abril, com atos, debates e protestos voltados à demarcação de terras indígenas.</p>
<p>Em meio a uma atmosfera marcada pela diversidade de línguas e tradições, o acampamento se firma como um espaço de resistência. Para lideranças como Andrea Nukini, que viajou quatro dias de ônibus desde o Acre, a luta é constante: “Nunca tivemos todos os nossos territórios devidamente demarcados. A Constituição garante esse direito há mais de 35 anos, mas ele segue sendo negado”, afirmou.</p>
<p>O principal alvo das críticas é o Marco Temporal — tese jurídica que restringe o direito à terra apenas aos povos que ocupavam seus territórios na data da promulgação da Constituição, em outubro de 1988. Embora já tenha sido declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a tese foi ressuscitada pelo Congresso, que aprovou uma lei nesse sentido, reacendendo a disputa judicial.</p>
<figure id="attachment_82809" aria-describedby="caption-attachment-82809" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82809" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Marciely Tupari, Coordenadora Secretária Da COIAB - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82809" class="wp-caption-text">Marciely Tupari, coordenadora secretária da COIAB, em frente a barracas no Acampamento Terra Livre (ATL), no espaço Funarte. &#8211; Foto: Bruno Peres/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A reação indígena é enfática. Lideranças rejeitam a mesa de conciliação aberta pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, especialmente após a apresentação — e posterior retirada — de uma proposta que abriria caminho para a mineração em terras indígenas. “Não faz sentido discutir nossos direitos em uma mesa que tenta negociar a destruição dos nossos territórios”, criticou Marciely Tupari, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).</p>
<p>Além da questão fundiária, o ATL deste ano também mira o agronegócio e a pauta ambiental. Os indígenas buscam articular suas propostas para a Conferência do Clima da ONU (COP30), que será realizada em Belém (PA), em novembro. O objetivo é mostrar que a preservação das terras indígenas é fundamental no combate à crise climática global.</p>
<figure id="attachment_82807" aria-describedby="caption-attachment-82807" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82807" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Indígenas Montam Barraca No Acampamento Terra Livre - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82807" class="wp-caption-text">Indígenas montam barraca no Acampamento Terra Livre (ATL), no espaço Funarte. Bruno Peres/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Entre as propostas, está a criação de uma NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) indígena — um documento com metas próprias para redução de emissões de gases do efeito estufa — em contraponto à meta oficial apresentada pelo governo brasileiro, que não contempla os impactos negativos do agronegócio sobre o meio ambiente.</p>
<p>“A gente quer mostrar para o mundo que proteger nossas terras é proteger o clima, os rios, os animais e a vida. Estamos aqui para dizer que nossos direitos não são negociáveis”, reforçou Marciely.</p>
<p>Com discursos firmes e articulação política crescente, os povos indígenas prometem fazer de Brasília, mais uma vez, o centro da luta por justiça, território e futuro.</p>
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		<title>Lula pede racionalidade com políticas agrícola e ambiental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lula-pede-racionalidade-com-politicas-agricola-e-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2023 15:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista a rádios]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[problema ideológico]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (15), que é preciso racionalidade com as políticas agrícola e ambiental e que o problema do setor do agronegócio com o governo atual é ideológico e não de gestão. Lula deu entrevista nesta manhã a rádios do estado de Goiás. Segundo o presidente, ele não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (15), que é preciso racionalidade com as políticas agrícola e ambiental e que o problema do setor do agronegócio com o governo atual é ideológico e não de gestão. Lula deu entrevista nesta manhã a rádios do estado de Goiás.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo o presidente, ele não trabalha para agradar determinados setores, mas para criar condições de trabalho para todos os brasileiros, inclusive o agronegócio. Lula citou que o setor foi muito beneficiado em seus governos anteriores, com recursos e condições de crédito.</p>
<p>“Eu tenho noção do que nós fizemos, eu tenho noção que o problema deles conosco é ideológico, não é um problema de dinheiro a mais no Plano Safra. Nós vamos fazer um bom Plano Safra porque nós queremos que a agricultura brasileira continue produzindo, continue plantando cada vez mais para continuarmos exportando cada vez mais”, disse Lula. “O que está em jogo é a gente recuperar a capacidade produtiva desse país e aumentar essa capacidade produtiva sem desmatamento e sem queimada na Amazônia”, acrescentou.</p>
<p>Segundo o presidente, é preciso recuperar os 30 milhões de hectares de terras degradas para “dobrar a nossa produção agrícola”.</p>
<p>Ele cobrou racionalidade do setor para que a política internacional do país não fique prejudicada. Lula lembrou que ontem (14) o parlamento da França vetou o acordo Mercosul-União Europeia (UE) porque quer mudança no comportamento brasileiro com relação a agricultura. Aprovado em 2019, após 20 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos para entrar em vigor. Uma tramitação que envolve 31 países.</p>
<p>“É preciso que a gente tenha consciência da racionalidade que tem que prevalecer na nossa política internacional. Ontem, o parlamento francês disse que não vai votar o acordo a Mercosul-União Europeia por causa da quantidade de veneno utilizado nos produtos agrícolas brasileiros. É importante a gente levar em conta que ser racional, cuidar da agricultura de boa qualidade é uma necessidade competitiva do Brasil pra China e para França, para os Estados Unidos e para Alemanha e é assim que eu quero tratar o agronegócio”, afirmou Lula.</p>
<p>Ele destacou ainda que o cuidado do governo envolve também os pequenos produtores rurais que produzem os alimentos que vão direto à mesa, citando o estabelecimento de uma política de preço mínimo para a produção. “Esta gente também tem que ser tratada com muito respeito, porque se um do agronegócio tem um valor extraordinário para produzir commodities pra gente exportar, o outro tem uma extraordinária coragem de plantar aquilo que a gente vai comer”, disse.</p>
<h2>Meio ambiente</h2>
<p>Para o presidente, o produtor rural sério tem responsabilidade com o meio ambiente. “Aquela pessoa que vive da produção e da exportação sabe que será prejudicial para os seus negócios a gente extravasar em queimadas, entrar em terras que não podem entrar e poluir rio que a gente não pode poluir. Todo agricultor inteligente e todo agricultor de bom senso sabe que a preservação ambiental é um valor a mais para os produtos que a gente está produzindo para exportar”, afirmou.</p>
<p>Lula disse ainda que o governo será “muito duro” na fiscalização e na punição das pessoas que cometem crimes ambientais e, por outro lado, tratará decentemente aqueles que estão cumprindo a lei, “aqueles que sabem que a preservação é um valor a mais nos produtos que nós fazemos nesse país”.</p>
</div>
</div>
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		<title>Agronegócio registra superávit de US$ 43,7 bilhões até abril</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/agronegocio-registra-superavit-de-us-437-bilhoes-ate-abril/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 May 2022 23:47:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Exportação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Ipea]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A balança comercial do agronegócio brasileiro apresentou superávit de US$ 43,7 bilhões no acumulado do ano, até abril, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira, que apresentou um superávit de mais de US$ 20,2 bilhões no acumulado do ano, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p><a href="https://balanca.economia.gov.br/balanca/publicacoes_dados_consolidados/nota.html" target="_blank" rel="noopener">A balança comercial do agronegócio</a> brasileiro apresentou superávit de US$ 43,7 bilhões no acumulado do ano, até abril, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira, que apresentou um superávit de mais de US$ 20,2 bilhões no acumulado do ano, também até abril de 2022.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A balança comercial é calculada com base nas importações e as exportações. De acordo com os dados divulgados pelo Ipea, as exportações do setor do agronegócio este ano foram de US$ 48,7 bilhões, o que representa uma alta de 34,9% em relação ao mesmo período de 2021. As importações registram estabilidade em relação ao ano passado, com alta de 0,7%, chegando a US$ 5 bilhões. O saldo dos demais bens foi um déficit de US$ 23,5 bilhões.</p>
<p>Apenas no mês de abril, o agronegócio exportou US$ 14,9 bilhões, o que, de acordo com o Ipea, contribuiu para um superávit de US$ 13,6 bilhões no saldo da balança comercial do setor, crescimento de 15,2% frente ao mesmo mês de 2021. Já as importações brasileiras do setor totalizaram US$ 1,3 bilhão no mês, com alta de 11,7% na comparação com abril de 2021.</p>
<p>Os demais bens fecharam o mês de abril com déficit de US$ 5,5 bilhões, US$ 3,7 bilhões a mais que no mesmo período de 2021. Ainda assim, a balança comercial total encerrou abril com saldo positivo de US$ 8,1 bilhões.</p>
<h2>Produtos</h2>
<p>A soja lidera as exportações do agronegócio no país. Na análise do Ipea, em relação a abril do ano passado, no entanto, a soja em grão registrou significativa queda no volume exportado por conta da sobreoferta de carne suína da China, o maior consumidor do produto, usado principalmente como ração. Com o aumento na oferta de carne, a China precisou congelar o excedente e reduzir os investimentos na reposição do rebanho, o que reduziu também a demanda por rações.</p>
<p>Apesar da queda no volume exportado, a soja teve um aumento de 41,8% no preço do grão, ante abril de 2021.</p>
<p>A sobreoferta de carne suína na China afetou também as exportações brasileiras do produto, que ficaram aquém das registradas em 2021. Já a demanda chinesa por carne bovina fez com que os preços médios desse produto seguissem elevados. A carne de frango teve aumento de 27,2% no preço médio e de 5,6% na quantidade exportada.</p>
<p>Em relação às importações brasileiras no agronegócio, o trigo aparece na liderança, em patamares semelhantes aos de anos anteriores. A safra recorde em 2021/2022 e a demanda internacional aquecida fizeram com que o trigo produzido no Brasil fosse também vendido a outros países principalmente em março e em abril.</p>
<p>Em abril, a entrada de adubos e fertilizantes no país foi 72,4% superior ao verificado em igual período de 2021, resultando em aumento de 6,4% no acumulado do ano.</p>
<p>O Ipea destaca ainda que, no total, o valor das importações cresceu 11,7% em abril, puxado pelo aumento geral de preços. Dos 16 produtos acompanhados nesta edição, 14 tiveram alta de preços, enquanto nove tiveram queda nas quantidades, incluindo quatro dos cinco itens mais expressivos da pauta de importações: pescados, produtos hortícolas, papel e malte.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Caixa registra R$ 3 bilhões de lucro no primeiro trimestre</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/caixa-registra-r-3-bilhoes-de-lucro-no-primeiro-trimestre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 01:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa]]></category>
		<category><![CDATA[crédito imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lucro]]></category>
		<category><![CDATA[Microcrédito]]></category>
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		<category><![CDATA[sistema financeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 3,16 bilhões. As informações foram apresentadas em balanço do banco público divulgado nesta quinta-feira (12). O lucro líquido é o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 3,16 bilhões. As informações foram apresentadas em balanço do banco público divulgado nesta quinta-feira (12).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O lucro líquido é o resultado geral da empresa, e representa basicamente a diferença entre as receitas líquidas e todos os custos e despesas ao longo de um determinado período.</p>
<p>A queda no lucro do trimestre está relacionada à provisão de operações de crédito vinculadas ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e ao Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até o final do ano, o banco espera contabilizar os recursos provisionados com a execução das perdas por meio dos fundos garantidores.</p>
<p>&#8220;O balanço da Caixa está sendo penalizado por provisões e perdas, que serão recuperadas quando nós executarmos as garantias dos fundos garantidores do FGO, pelo Banco do Brasil, para o Pronampe. E o FGI, para o BNDES, que são os fundos que nos dão a maior parte desse aprovisionamento de volta&#8221;, explicou Pedro Guimarães, presidente da Caixa.</p>
<p>A carteira de crédito do banco no trimestre ficou em R$ 889 bilhões, aumento de 11,2% em relação ao ano passado. Trata-se da maior carteira de crédito entres as instituições financeiras do país.</p>
<h2>Crédito imobiliário</h2>
<p>Líder no mercado de crédito imobiliário no Brasil, a Caixa encerrou o mês de março com R$ 34,4 bilhões em concessão de financiamento, um aumento de quase 18% na comparação com os três primeiros meses do ano passado.</p>
<p>O saldo total da carteira de crédito imobiliário da Caixa está em R$ 570,5 bilhões, crescimento de 10,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.</p>
<p>O número de clientes da Caixa fechou o trimestre em 148,4 milhões. Desde o final de 2018, quando o número de clientes do banco público era de 92,7 milhões, houve aumento de cerca de 55 milhões novos clientes em cerca de quatro anos. Há, atualmente, cerca de 221,6 milhões de contas ativas no banco, pelo balanço trimestral.</p>
<h2>Agronegócio</h2>
<p>A Caixa também destacou a forte expansão no financiamento do agronegócio no país. O banco saiu do oitavo para o segundo lugar no mercado de crédito do setor. Foram concedidos R$ 6,7 bilhões em crédito no primeiro trimestre, um crescimento de 204,6% de contratações, na comparação com igual período de 2021, e de 142,9% no saldo da carteira de financiamento.</p>
<p>&#8220;Somos o segundo banco no agro. Em várias das feiras que temos participado fomos o maior banco na feira, como, por exemplo, na Agrishow, em Ribeirão Preto. A maior originação foi da Caixa Econômica Federal, com R$ 3 bilhões em quatro dias, em uma feira só&#8221;, destacou Pedro Guimarães.</p>
<h2>Microcrédito</h2>
<p>A Caixa também informou que já concedeu R$ 1,2 bilhão em microcrédito, com cerca de 1,7 milhão de contratos, liderando o segmento no país. Cerca de 370 mil contratos envolveram beneficiários do programa Auxílio Brasil.</p>
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		<title>Fertilizantes ajudam agronegócio e segurança alimentar, diz presidente</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fertilizantes-ajudam-agronegocio-e-seguranca-alimentar-diz-presidente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2022 18:13:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[CNM]]></category>
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		<category><![CDATA[Fertilizantes]]></category>
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		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar]]></category>
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<p>O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (26) que, ao informar sobre o envio de fertilizantes da Rússia para o Brasil, que esses insumos garantem a sobrevivência do agronegócio e a segurança alimentar deste e de outros países, para os quais a produção brasileira é exportada.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A afirmação foi feita durante a abertura oficial da 23ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. “Quando estive, há poucas semanas, na Rússia tratando de fertilizantes, momentos antes do ataque ao país vizinho, fomos lá lutar por interesses do Brasil, porque não sobreviveremos sem fertilizantes”, disse o presidente.</p>
<p>“Neste momento, temos 27 navios russos navegando para o Brasil, para trazer fertilizante para o agronegócio, que é nosso orgulho. Não é apenas pela questão de divisas ou por representar um quarto do PIB [Produto Interno Bruto], mas para nossa segurança alimentar”, acrescentou.</p>
<p>Bolsonaro disse ter recebido pedidos de autoridades da Organização Mundial do Comércio (OMS) para que o Brasil aumentasse as exportações de alimentos. O pedido, segundo ele, deve-se ao fato de “o mundo não sobreviver sem os alimentos do Brasil”. “Nossa importância para o mundo todo é a responsabilidade que temos”, complementou.</p>
<p>O presidente lembrou que, ao dar títulos de terras a assentados, possibilitou parcerias entre agricultores familiares e fazendeiros. Transformamos assentados em cidadãos, que estão ao lado do fazendeiro, trabalhando em conjunto. O fazendeiro voltado ao agronegócio, e esse pequeno produtor voltado à agricultura familiar”, argumentou.</p>
<h2>Liberdade de expressão</h2>
<p>Bolsonaro aproveitou o encontro com prefeitos, vereadores, gestores e parlamentares que participam da marcha para reiterar as críticas a autoridades que, segundo ele, estariam atuando contra a liberdade de expressão de pessoas que têm vida pública.</p>
<p>“Nossa liberdade é inegociável. Quantos de nós somos agredidos ao longo de nossa vida pública? Lamentamos, mas temos mecanismos para reparar isso”, disse o presidente que, recentemente, concedeu perdão ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes e coação no curso do processo.</p>
<p>“Obviamente não podemos admitir que algum de nós que possa ter certos poderes interfira no destino final de nossa nação, nesse nosso bem maior que é a liberdade de expressão”, acrescentou o presidente.</p>
<h2>Marcha</h2>
<p>Promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a 23ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios vai até quinta-feira (28) debatendo temas e apresentando reivindicações das cidades brasileiras. Entre os assuntos abordados, estão reforma tributária, saneamento, piso do magistério e o cenário pós-pandemia.</p>
<p>Nesta edição, o tema tratado por cerca de 6 mil gestores públicos é Município: O caminho para Um Brasil Melhor.</p>
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