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	<title>Agricultura &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Agricultura &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Agricultura ganha aliada da ciência: pesquisa desenvolve plantas mais produtivas e resistentes</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/agricultura-ganha-aliada-da-ciencia-pesquisa-desenvolve-plantas-mais-produtivas-e-resistentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 14:40:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa brasileira está abrindo caminho para uma nova geração de plantas mais produtivas, resistentes e sustentáveis. O estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, investiga como o crescimento das plantas pode ser regulado a partir da identificação de genes-chave, responsáveis por controlar todo o desenvolvimento vegetal. A proposta é entender [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa brasileira está abrindo caminho para uma nova geração de plantas mais produtivas, resistentes e sustentáveis. O estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, investiga como o crescimento das plantas pode ser regulado a partir da identificação de genes-chave, responsáveis por controlar todo o desenvolvimento vegetal.</p>
<p>A proposta é entender quais mecanismos dentro da planta determinam seu crescimento e produtividade. Ao identificar esses genes principais, os pesquisadores conseguem ajustar o funcionamento da planta para que ela cresça melhor, produza mais e utilize menos recursos naturais.</p>
<p>Segundo a pesquisadora Adriana Hemerly, do Laboratório de Biologia Molecular de Plantas da UFRJ, esses genes funcionam como um centro de comando.</p>
<p><em>“O que conseguimos identificar são genes que atuam como reguladores principais. Ao modificar esse ponto central, conseguimos reorganizar toda a rede de funcionamento da planta, tornando-a mais eficiente”</em>, explica.</p>
<p>A pesquisa envolve análises genéticas e experimentos em laboratório, onde os cientistas avaliam como as plantas se comportam em diferentes condições ambientais, como escassez de água e interação com bactérias benéficas, que ajudam na absorção de nutrientes.</p>
<p>Um dos principais avanços do estudo foi a identificação de genes presentes em diversas espécies vegetais. Isso permite que a tecnologia seja aplicada em culturas agrícolas importantes, como milho, soja, algodão e cana-de-açúcar.</p>
<p>Os resultados já indicam ganhos significativos na produtividade, além de melhor aproveitamento da luz solar, maior eficiência no uso da água e redução na necessidade de fertilizantes químicos.</p>
<p><em>“Estamos falando de plantas que conseguem produzir mais utilizando menos recursos, o que é fundamental para uma agricultura mais sustentável”</em>, destaca a pesquisadora.</p>
<p>Outro impacto importante é ambiental. Com maior eficiência na fotossíntese, essas plantas também aumentam a captura de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p>Para a presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Caroline Alves, o investimento em pesquisa científica é essencial para o avanço do país.</p>
<p>“<em>Apoiar estudos como este é investir em inovação, sustentabilidade e no fortalecimento da nossa agricultura. A ciência produzida no Rio de Janeiro tem potencial para gerar impactos positivos não só no Brasil, mas em todo o mundo”,</em> afirma.</p>
<p>Apesar dos avanços, os testes ainda são realizados em ambiente controlado, como casas de vegetação. Antes de chegar ao campo, a tecnologia precisa passar pela avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, responsável por garantir a segurança de organismos geneticamente modificados no Brasil.</p>
<p>A expectativa é que, após essa etapa e a adaptação pelas empresas do setor agrícola, as novas variedades estejam disponíveis para produtores em cerca de três anos.</p>
<p>O objetivo final é desenvolver uma agricultura mais eficiente e sustentável, com plantas mais resistentes, produtivas e adaptadas aos desafios ambientais atuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tarifaço de Trump ameaça exportações brasileiras de café, carne, frutas e suco</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tarifaco-de-trump-ameaca-exportacoes-brasileiras-de-cafe-carne-frutas-e-suco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os EUA pode afetar duramente o agronegócio nacional. Segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), os maiores riscos recaem sobre as cadeias do suco de laranja, café, carne bovina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os EUA pode afetar duramente o agronegócio nacional. Segundo estudo do <strong>Centro de Estudos </strong>Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), os maiores riscos recaem sobre as cadeias do suco de laranja, café, carne bovina e frutas frescas.</p>
<p>O suco de laranja é considerado o mais vulnerável, pois já paga hoje uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada para entrar no mercado americano. Como o Brasil responde por cerca de 80% do suco consumido nos EUA, uma sobretaxa ameaça a competitividade do produto e pode gerar excesso de estoques internos, mesmo diante da boa safra prevista para 2025/26, de 314,6 milhões de caixas, segundo a pesquisadora Margarete Boteon.</p>
<p>O café, do qual os Estados Unidos são os maiores compradores, também preocupa. “A exclusão do café do pacote tarifário é estratégica para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, ressalta Renato Ribeiro, pesquisador do Cepea. Diante da incerteza, produtores brasileiros vêm adiando negociações e vendendo apenas o necessário para manter o caixa.</p>
<p>A carne bovina, cuja exportação para os EUA corresponde a 12% do total embarcado pelo Brasil, também corre risco. Grandes volumes exportados nos últimos meses podem ter sido uma estratégia americana para formar estoques, já prevendo o tarifaço. Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo lideram as vendas de carne bovina para os Estados Unidos.</p>
<p>Já no setor de frutas frescas, o impacto imediato deve atingir a manga, que entra em sua principal janela de exportação aos EUA em agosto. A uva brasileira, cuja safra relevante para os americanos começa em setembro, também está sob risco. O receio é que o redirecionamento das frutas para a União Europeia ou o mercado interno pressione os preços pagos ao produtor.</p>
<p>O Cepea considera urgente uma ação diplomática para tentar reverter ou ao menos amenizar os impactos das novas tarifas sobre os produtos agroalimentares brasileiros. “Essa medida é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para os EUA, cuja segurança alimentar depende do fornecimento brasileiro”, conclui a nota.</p>
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		<title>Confirmado primeiro caso de gripe aviária em aves comerciais no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/confirmado-primeiro-caso-de-gripe-aviaria-em-aves-comerciais-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2025 10:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[aves]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe Aviária]]></category>
		<category><![CDATA[Influenza Aviária]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quinta-feira (16) o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um plantel de aves comerciais no Brasil. O foco foi detectado em uma granja matrizeira no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Com a confirmação, o Brasil terá de suspender temporariamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quinta-feira (16) o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um plantel de aves comerciais no Brasil. O foco foi detectado em uma granja matrizeira no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Com a confirmação, o Brasil terá de suspender temporariamente a exportação de aves para a China, conforme previsto em contratos comerciais. Essa é a primeira vez que a doença atinge o sistema de avicultura comercial do país — os registros anteriores envolviam apenas aves silvestres ou de subsistência.</p>
<p>Em nota, o Mapa destacou que não há risco no consumo de carne de frango ou ovos, e que a gripe aviária não é transmitida por alimentos. O vírus representa baixo risco para humanos, afetando principalmente trabalhadores com exposição direta a aves infectadas.</p>
<h3>Medidas de contenção</h3>
<p>O ministério informou que já foram adotadas as ações previstas no Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, com foco na contenção e erradicação imediata do foco, preservando a capacidade produtiva do setor e o abastecimento nacional.</p>
<p>A pasta também notificou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, os parceiros comerciais do Brasil e os demais entes da cadeia produtiva.</p>
<p>&#8220;O Serviço Veterinário oficial está treinado e equipado para o enfrentamento da doença&#8221;, ressaltou o Mapa.</p>
<p>Desde 2006, a gripe aviária de alta patogenicidade tem sido registrada com maior frequência em países da Ásia, África e Europa, mas até agora não havia atingido a avicultura industrial brasileira — um dos maiores setores exportadores de proteína animal do mundo.</p>
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		<item>
		<title>Governo anuncia programa de apoio a produtores rurais indígenas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-anuncia-programa-de-apoio-a-produtores-rurais-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 20:38:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Guarani Kaiowá]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Safra]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[Pronaf]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo federal irá lançar, nos próximos dias, um programa de assistência técnica especializada para produtores rurais indígenas, com o objetivo de fomentar a produção agrícola dessas comunidades. O anúncio oficial será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme informado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. De acordo com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal irá lançar, nos próximos dias, um programa de assistência técnica especializada para produtores rurais indígenas, com o objetivo de fomentar a produção agrícola dessas comunidades. O anúncio oficial será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme informado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.</p>
<p>De acordo com o ministro, a primeira etapa da iniciativa priorizará os povos do Xingu e os guarani kaiowá, residentes em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o Plano Safra já contempla uma categoria específica para quilombolas e indígenas dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece crédito a juros reduzidos.</p>
<p>O Pronaf conta com 14 modalidades, sendo que os produtores indígenas podem se enquadrar nas categorias Pronaf A e A/C, que também beneficiam participantes do Plano Nacional de Reforma Agrária e do Plano Nacional de Crédito Fundiário. Segundo Teixeira, o financiamento para indígenas pode chegar a R$ 50 mil, com juros de 5% ao ano e um desconto de 20% sobre o valor financiado.</p>
<p><strong>Investimentos no Plano Safra 2024/2025</strong></p>
<p>Para o ciclo 2024/2025, o Plano Safra disponibilizou R$ 400,59 bilhões em crédito para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Além disso, em fevereiro deste ano, o governo editou a Medida Provisória (MP) 1.289/25, destinando R$ 4,17 bilhões em crédito extraordinário ao programa, sendo R$ 3,53 bilhões voltados para custeio agropecuário, comercialização de produtos e investimentos rurais e agroindustriais. Outros R$ 645,7 milhões foram reservados especificamente para operações do Pronaf.</p>
<p>Os resultados do Pronaf A demonstram crescimento significativo: houve um aumento de 49% no número de operações e de 105% no volume financiado, que saltou de R$ 116 milhões na safra passada para R$ 239 milhões. No entanto, lideranças do movimento indígena alertam que, enquanto os investimentos no agronegócio seguem crescendo, as demarcações de terras indígenas permanecem paralisadas e sem os recursos necessários para garantir a retirada de invasores e a segurança dessas comunidades.</p>
<p><strong>Acesso ao Pronaf A por comunidades indígenas</strong></p>
<p>A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) de Mato Grosso do Sul destacou que os primeiros indígenas a acessarem recursos pelo Pronaf A foram os terena Oto Pauferro e Livrada Pauferro. Ambos residem em uma aldeia no município de Nioaque, uma das sete regiões habitadas por essa etnia no estado.</p>
<p>Com o lançamento do novo programa, o governo pretende ampliar o suporte técnico e financeiro aos povos indígenas, fortalecendo a produção agrícola em territórios tradicionais e contribuindo para a segurança alimentar dessas comunidades.</p>
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		<item>
		<title>Natureza, Agricultura e Produtores: Uma aliança necessária para o futuro sustentável</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/natureza-agricultura-e-produtores-uma-alianca-necessaria-para-o-futuro-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 13:49:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[princípios básicos]]></category>
		<category><![CDATA[Produção de alimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[O renomado cientista paquistanês Rattan Lal, integrante da equipe vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2007, destaca que a agricultura pode ser uma grande aliada no combate às mudanças climáticas, desde que sejam seguidos princípios técnicos sustentáveis. Em visita a Brasília para um evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre cooperação agrícola [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O renomado cientista paquistanês Rattan Lal, integrante da equipe vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2007, destaca que a agricultura pode ser uma grande aliada no combate às mudanças climáticas, desde que sejam seguidos princípios técnicos sustentáveis.</p>
<p>Em visita a Brasília para um evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre cooperação agrícola entre Brasil e África, Lal reforçou que natureza, agricultura e produtores devem atuar em conjunto. &#8220;A atividade agrícola também retira carbono da atmosfera&#8221;, afirmou.</p>
<h3>Os Cinco Princípios para uma Agricultura Sustentável</h3>
<p>Segundo Rattan Lal, a produção eficiente de alimentos depende mais da qualidade técnica do cultivo do que da extensão de terra utilizada. Ele elenca cinco princípios fundamentais:</p>
<ol>
<li><strong>Evitar a Aragem do Solo</strong>: Essa prática tradicional degrada a qualidade do solo e deve ser substituída por técnicas de conservação.</li>
<li><strong>Manter a Cobertura Vegetal</strong>: A proteção do solo após a colheita reduz a erosão e melhora a retenção de nutrientes.</li>
<li><strong>Gerenciar Nutrientes de Forma Integrada</strong>: O uso de fertilizantes químicos deve ser moderado e aplicado apenas quando necessário.</li>
<li><strong>Rotacionar Culturas</strong>: Alternar os tipos de cultivo aumenta a fertilidade do solo e reduz a incidência de pragas.</li>
<li><strong>Integrar Lavoura, Pecuária e Floresta</strong>: Esse modelo promove um ecossistema equilibrado e maximiza a produtividade.</li>
</ol>
<p>Lal destaca a importância da preservação de florestas como a Amazônica e a do Congo para a captura de carbono. Ele também sugere políticas de remuneração para populações locais manterem as árvores em pé.</p>
<h3>Parcerias Brasil-África para a Segurança Alimentar</h3>
<p>A cooperação entre Brasil e África visa compartilhar conhecimentos agrícolas para combater a fome e melhorar a produtividade no continente africano. Para Lal, essa parceria também beneficiará o Brasil, que poderá aplicar soluções inovadoras em regiões com condições similares, como o Cerrado.</p>
<h3>Eficiência na Produção de Alimentos</h3>
<p>Com uma população mundial de 8,2 bilhões de pessoas e uma previsão de crescimento para 10 bilhões em 25 anos, Lal defende que a agricultura seja vista como solução, não como problema. Atualmente, 5,2 bilhões de hectares são utilizados para agricultura, sendo 1,5 bilhão destinado à produção de alimentos e 3,7 bilhões para pecuária. Com técnicas avançadas, apenas metade dessa área seria necessária para suprir a demanda global.</p>
<p>No entanto, cerca de 35% dos alimentos produzidos são desperdiçados, evidenciando a necessidade de soluções para evitar perdas e otimizar a distribuição.</p>
<h3>Agricultura Urbana: Um Caminho para o Futuro</h3>
<p>A produção de alimentos em centros urbanos tem ganhado espaço por meio de técnicas como a hidroponia e a aeroponia, que utilizam soluções nutritivas em água ou névoa, dispensando o uso de solo.</p>
<p>Lal destaca que grandes cidades consomem milhares de toneladas de comida diariamente e que a agricultura urbana pode atender até 20% da demanda por alimentos frescos, tornando-se uma alternativa sustentável para o futuro.</p>
<h3>A Relação entre Solo e Paz Mundial</h3>
<p>Professor emérito da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, Rattan Lal acumula importantes premiações, como o World Food Prize e o Japan Prize. Ao refletir sobre a conexão entre o uso do solo e a paz mundial, ele é categórico: &#8220;Sem terra, povos e pessoas brigam. A produção de alimentos é um assunto político, além de científico&#8221;.</p>
<p>Com princípios sustentáveis e políticas adequadas, a agricultura pode ser uma ferramenta poderosa para garantir a segurança alimentar e a estabilidade global.</p>
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		<title>Caso Samarco: dano continuado afeta renda e alimentação, aponta estudo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/caso-samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 09:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
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		<category><![CDATA[rompimento de barragem em Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Samarco]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo realizado em 15 municípios mineiros aponta que a população ainda sofre os efeitos do rompimento da barragem da mineradora Samarco, ocorrido há exatos oitos anos. A falta de peixes e a baixa produção agrícola são indicadas como evidências de que há um dano continuado, que persiste limitando a renda e a alimentação dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo realizado em 15 municípios mineiros aponta que a população ainda sofre os efeitos do rompimento da barragem da mineradora Samarco, ocorrido há exatos oitos anos. A falta de peixes e a baixa produção agrícola são indicadas como evidências de que há um dano continuado, que persiste limitando a renda e a alimentação dos atingidos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A desvalorização definitiva de patrimônios no mercado imobiliário foi citada por 56,31% dos atingidos ouvidos. Além disso, mais de um terço disseram que não tiveram acesso a nenhum programa de reparação e mais de 80% consideram que ainda são necessárias medidas para garantia de trabalho, geração de renda e promoção da saúde.</p>
<p>O estudo foi conduzido pela Associação Estadual de Defesa Ambiental (Aedas), entidade escolhida pelos próprios atingidos dessas 15 cidades para prestar assessoria técnica. Foram ouvidas 1.873 pessoas, pertencentes a aproximadamente 600 núcleos familiares.</p>
<p>A tragédia ocorreu em 5 de novembro de 2015, quando a barragem da Samarco, localizada em Mariana, se rompeu e liberou uma avalanche de rejeitos que escoou pela Bacia do Rio Doce. Dezenove pessoas morreram, e populações de dezenas de município mineiros e capixabas foram impactadas.</p>
<p>Ninguém foi preso. Para reparar os danos causados na tragédia, um acordo foi firmado em 2016 entre o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton. Por meio dele, foi criada a Fundação Renova, entidade responsável pela gestão de mais de 40 programas. Todas as medidas previstas devem ser custeadas pelas três mineradoras. Mas, passados oito anos, o processo reparatório é marcado pela insatisfação, e acumulam-se milhares de ações judiciais. Desde o ano passado, estão em curso tratativas para um novo acordo capaz de solucionar o enorme passivo judicial, mas ainda não houve nenhum consenso entre as partes.</p>
<p>Batizado de Registro Familiar, o estudo conduzido pela Aedas teve como objetivo elucidar os efeitos e as percepções dos atingidos após oito anos do rompimento da barragem. Os dados foram coletados entre os meses de junho e setembro com moradores de Belo Oriente, Naque, Ipaba, Ipatinga, Periquito, Bugre, Iapu, Santana do Paraíso, Fernandes Tourinho, Sobrália, Caratinga, Conselheiro Pena, Resplendor, Itueta e Aimorés.</p>
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<p>De acordo com o levantamento, a má qualidade da água do Rio Doce está intimamente ligada aos danos citados pelos atingidos. Aqueles que tinham a pesca como fonte de renda e de alimento afirmam que não conseguem mais peixes como antes do rompimento da barragem. Além disso, produtores rurais que dependem do Rio Doce para irrigação lamentam que as plantações se tornaram menos resistentes e produtivas.</p>
<p>Os resultados do estudo mostram que 91,94% dos entrevistados afirmaram que as despesas pessoais ou familiares aumentaram após o rompimento da barragem, sendo que para 84,89% houve alta nos gastos com alimentação. A Aedas sustenta que os dados obtidos são indícios de que os danos trazidos pelo rompimento da barragem têm relação direta com o quadro de perda de renda e de insegurança alimentar ainda encontrado nos territórios.</p>
<p>&#8220;Observamos que 91% das pessoas que foram atingidas pelo rompimento da barragem exerciam algum tipo de atividade de subsistência relacionado ao Rio Doce. Essas pessoas utilizavam a água do Rio para descendentação animal ou para cultivo das suas hortas e dos seus quintais. Hoje elas não têm mais a mesma condição que tinham de prover sua subsistência&#8221;, diz a coordenadora institucional da Aedas, Franciele Vasconcelos.</p>
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<figure id="attachment_70631" aria-describedby="caption-attachment-70631" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/05-Caso-Samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo-Expresso-Carioca-2.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-70631" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/05-Caso-Samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo-Expresso-Carioca-2.webp?resize=754%2C533&#038;ssl=1" alt="Caso Samarco Dano Continuado Afeta Renda E Alimentação Aponta Estudo - Expresso Carioca" width="754" height="533" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/05-Caso-Samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo-Expresso-Carioca-2.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/05-Caso-Samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo-Expresso-Carioca-2.webp?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/05-Caso-Samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo-Expresso-Carioca-2.webp?resize=120%2C86&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/05-Caso-Samarco-dano-continuado-afeta-renda-e-alimentacao-aponta-estudo-Expresso-Carioca-2.webp?resize=750%2C530&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-70631" class="wp-caption-text">Mapa mostra cidades alcançadas pelo estudo Registro Familiar &#8211; Aedas/Divulgação</figcaption></figure>
<p>O estudo também buscou compreender os danos sob uma perspectiva de gênero. Para 75,11% dos entrevistados, houve aumento das atividades ou das tarefas realizadas por mulheres. Para Franciele, as mulheres não têm sido consideradas como sujeitas autônomas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Muitas eram donas de casa, mães e também pescadoras, e também agricultoras. Mas as políticas de reparação reconhecem o homem como pescador e a mulher como dependente, e não como pescadora ou agricultora. Elas ficam em desvantagem em relação a essas ações de reparação&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>A coordenadora da Aedas avalia que, historicamente, as mulheres cumprem jornadas duplas ou triplas. &#8220;Elas estão fora de casa plantando, pescando, colhendo e cuidando dos animais. E essas mesmas mulheres, em casa, estão cuidando dos afazeres domésticos, cuidando das crianças, provendo o lar. Com o rompimento da barragem, são elas que vão, por exemplo, buscar água longe para poder fazer a alimentação. São elas que vão limpar a casa três ou quatro vezes por dia em função dos rejeitos que adentram. São elas que vão cuidar das pessoas que adoeceram em função do rompimento. Sem dúvida, elas são duplamente prejudicadas: por serem atingidas e por serem mulheres.&#8221;</p>
<p>O estudo realizado pela Aedas busca observar ainda o alcance de medidas reparatórias e o grau de participação no processo de construção dessas medidas. De acordo com o levantamento 75% dos entrevistados afirmam não ter recebido o auxílio emergencial. Além disso, os resultados registram que 97,65% dos núcleos familiares afirmam não ter sido consultados de maneira prévia, livre e informada sobre medidas de reparação que envolvam emprego e renda.</p>
<p>Em nota, a Fundação Renova, afirma que, até agosto de 2023, foram destinados R$ 32,66 bilhões às ações de reparação e compensação. &#8220;Desse valor, R$ 13,17 bilhões foram para o pagamento de indenizações e R$ 2,55 bilhões em auxílios financeiros emergenciais, totalizando R$ 15,72 bilhões para 431,2 mil pessoas&#8221;, sustenta a entidade.</p>
<p>A nota também cita projetos sociais como o Edital Doce, voltado para o fomento de iniciativas culturais, esportivas e de lazer, e o Fortalecimento de Organizações Locais, que beneficia organizações do terceiro setor com foco no desenvolvimento comunitário da região.</p>
<h2>Depoimentos</h2>
<p>Para marcar os oitos anos da tragédia, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) lançou a campanha Revida Mariana, divulgando histórias pessoais relacionadas com a tragédia. Alguns dos relatos divulgados corroboram dados levantados pela Aedas.</p>
<p>&#8220;Estamos cercados por água e perdemos gado com sede. Não tem o que beber. Perdemos 36 cabeças de vaca leiteira. Perdemos pasto, perdemos cerca e o potencial produtivo. A terra hoje não produz mais o que produzia. A nossa atividade econômica foi pro espaço. Tem gente que sofre. Tem amor ao terreno, ao lugar, à história do terreno. Isso aqui foi a base pra gente. Meu pai adquiriu isso aqui de forma difícil e isso foi roubado da gente&#8221;, diz o produtor rural Delon Viana, acrescentando que precisou fazer investimentos após a tragédia e enfrentou dificuldades financeiras.</p>
<p>Há também relatos de pescadores que lamentam a falta de peixes. O depoimento do também produtor rural Marino D&#8217;ângelo vai na mesma direção.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu deixei de ser Marino e virei um atingido. Vou carregar isso pro resto da minha vida. Eu e minha família tínhamos decidido ir embora da região por isso. Tínhamos perdido a autonomia, a identidade. A gente passa a se sentir inútil. Tudo que o você fez na vida a lama levou&#8221;.</p></blockquote>
<p>O MAB também tem chamado atenção para o 4º Relatório Anual do Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática, publicado em agosto pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O documento apresenta uma análise atualizada do nível de contaminação no Rio Doce, na porção capixaba. Foram listados 295 impactos, a maioria deles classificados com relação direta ou indireta com o rompimento da barragem.</p>
<p>O monitoramento foi realizado pelos pesquisadores da UFES com independência e foi financiado pela Fundação Renova como parte dos compromissos assumidos dentro do processo reparatório. Para a Fundação Renova, os resultados devem ser interpretados com cautela e devem ser posteriormente integrados a outros estudos para um melhor conhecimento da situação.</p>
<p>De acordo com nota da entidade, os achados não indicam uma inequívoca associação causal com a tragédia. &#8220;É importante destacar que, mesmo havendo indícios de rejeitos da Barragem de Fundão nos ambientes estudados, os elementos constituintes desse material são os mesmos encontrados nos sedimentos naturais da bacia do Rio Doce, existindo similaridade geoquímica e mineralógica comprovadas nos diversos estudos pré e pós-rompimento. Por isso, é pouco provável que apresentem qualquer risco ecológico&#8221;, registra o texto.</p>
<p>A Fundação Renova diz ainda que o monitoramento hídrico da Bacia do Rio Doce demonstra que a qualidade da água retornou aos parâmetros similares aos anteriores ao rompimento da barragem. &#8220;Ações integradas de restauração florestal, recuperação de nascentes e saneamento estão acontecendo ao longo da bacia e visam à melhoria da qualidade da água&#8221;, acrescenta.</p>
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		<item>
		<title>IBGE estima safra recorde de 296,2 milhões de toneladas neste ano</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ibge-estima-safra-recorde-de-2962-milhoes-de-toneladas-neste-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 14:29:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
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		<category><![CDATA[Produção Agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil deve colher 296,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas neste ano, um volume recorde. Os dados, do terceiro prognóstico para a safra 2023, divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), preveem um aumento de 12,6%, o equivalente a 33,1 milhões de toneladas, em relação à safra estimada [&#8230;]]]></description>
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<p>O Brasil deve colher 296,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas neste ano, um volume recorde. Os dados, do terceiro prognóstico para a safra 2023, divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), preveem um aumento de 12,6%, o equivalente a 33,1 milhões de toneladas, em relação à safra estimada de 2022, de 263,2 milhões de toneladas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A projeção divulgada hoje é 0,8% superior à feita pelo segundo prognóstico da safra, ou 2,2 milhões de toneladas a mais, divulgado em dezembro do ano passado.</p>
<p>Em relação a 2022, são esperados aumentos nas produções de soja (24,1% ou 28,8 milhões de toneladas), na primeira safra do milho (16,2% ou 4,1 milhões de toneladas), na segunda safra do milho (2,5% ou 2,1 milhões de toneladas), no algodão herbáceo em caroço (1,3% ou 53 mil toneladas), no sorgo (5,3% ou 150 mil toneladas) e na primeira safra do feijão (3,7% ou 40 mil toneladas).</p>
<p>“<em>A soja é o principal destaque positivo porque vai puxar a alta em 2023, recuperando-se as perdas de 2022 quando caiu 11,4%. O milho também é destaque porque crescerá 5,7% em cima de uma safra recorde de 110,2 milhões de toneladas em 2022</em>”, informnou o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.</p>
<p>Por outro lado, são esperadas quedas nas produções de arroz (3,4% ou 360 mil toneladas), da segunda safra de feijão (9,9% ou 132 mil toneladas), da terceira safra de feijão (1% ou 6 mil toneladas) e trigo (16,2% ou 1,6 milhão de toneladas).</p>
<p>Na última pesquisa referente à produção de 2022, o IBGE estimou uma safra de 263,2 milhões de toneladas, 3,9% a mais que no ano anterior. Além da queda de 11,4% da soja, foram estimadas queda de 8,3% para o arroz e altas de 25,5% para o milho, de 28,5% para o milho e de 15,2% para o algodão (em caroço).</p>
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		<title>IBGE estima safra recorde de 261,9 milhões de toneladas em 2022</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ibge-estima-safra-recorde-de-2619-milhoes-de-toneladas-em-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 15:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 261,9 milhões de toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o IBGE, o resultado é um novo recorde na série [&#8230;]]]></description>
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<p>A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 261,9 milhões de toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Para o IBGE, o resultado é um novo recorde na série histórica, iniciada em 1975, e representa aumento de 3,4% ou 8,7 milhões de toneladas em relação a 2021.</p>
<p>Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o principal produto que está puxando o resultado recorde é o milho, principalmente o milho 2ª safra, com um crescimento de 35,5% frente ao ano anterior.</p>
<blockquote><p>“A produção está se recuperando de problemas climáticos em 2021, como a falta de chuvas. Essa recuperação ajuda a explicar a produção em 2022. Além disso, também houve crescimento de área do milho 2ª safra, incentivado pelos bons preços que os produtores têm conseguido nos últimos anos”, disse Guedes, em nota.</p></blockquote>
<p>A estimativa para a safra foi de crescimento em quatro grandes regiões: Centro-Oeste (11,4%), Norte (11%), Sudeste (10,8%) e Nordeste (10,3%). No Sul, a previsão é de queda de 14,6%.</p>
<p>O pesquisador avaliou como as condições climáticas exerceram impacto nos resultados divulgados. “A falta de chuvas, causada pelo fenômeno <em>La Niña</em>, impactou mais a região Sul e o Mato Grosso do Sul. Já Goiás e Mato Grosso não foram afetados por problemas climáticos. Com isso, temos a região Centro-Oeste, que é bastante representativa na produção de grãos, com um crescimento de 11,4%”, argumentou.</p>
<h2>Trigo</h2>
<p>A estimativa da produção de trigo foi de 9,6 milhões de toneladas, declínio de 0,9% em relação a agosto e aumento de 23% em relação a 2021. Segundo o gerente de agricultura, o trigo é um produto cuja produção não é autossuficiente.</p>
<p>“Consumimos em torno de 12 ou 13 milhões de toneladas, portanto, ainda teremos que importá-lo, mas bem menos do que em anos anteriores. Essa produção de 9,6 milhões de toneladas é um recorde para o Brasil. Ucrânia e Rússia são dois grandes exportadores de trigo e, com a guerra, os preços estão elevados. Os produtores, de olho nessa melhora dos preços, aumentaram as áreas aqui no país”, acrescentou.</p>
<h2>Café</h2>
<p>Conforme o levantamento, a estimativa da produção brasileira de café para 2022, considerando-se as duas espécies &#8211; arábica e <em>canéfora &#8211;</em> foi de 3,1 milhões de toneladas, ou 52,3 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 2,7% em relação a agosto e aumento de 6,6% em relação a 2021.</p>
<p>“A produção do café arábica deveria ter crescido mais neste ano em decorrência da bienalidade positiva da safra. Isso não aconteceu, pois ano passado tivemos um inverno muito frio, inclusive com ocorrência de geadas nas regiões mais frias de cultivo desse produto. Isso fez com que o potencial de produção da safra de 2022 fosse reduzido”, afirmou o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.</p>
<h2>Soja</h2>
<p>Principal <em>commodity</em> do país, a produção de soja manteve-se em 119,5 milhões de toneladas, estimativa que representa aumento mensal de 0,6%, entretanto, retração de 11,4% em comparação à obtida no ano anterior, com queda de 15,6% no rendimento médio. “Embora a área colhida tenha crescido 4,9%, problemas climáticos derrubaram a produção de soja em 2022”, disse Barradas.</p>
<h2>Regiões</h2>
<p>Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas teve a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 129,8 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 65,1 milhões de toneladas (24,8%); Sudeste, 27,6 milhões de toneladas (10,6%); Nordeste, 25,4 milhões de toneladas (9,7%) e Norte, 14 milhões de toneladas (5,3%).</p>
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		<title>Agronegócio registra superávit de US$ 43,7 bilhões até abril</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/agronegocio-registra-superavit-de-us-437-bilhoes-ate-abril/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 May 2022 23:47:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Exportação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Importação]]></category>
		<category><![CDATA[Ipea]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A balança comercial do agronegócio brasileiro apresentou superávit de US$ 43,7 bilhões no acumulado do ano, até abril, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira, que apresentou um superávit de mais de US$ 20,2 bilhões no acumulado do ano, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p><a href="https://balanca.economia.gov.br/balanca/publicacoes_dados_consolidados/nota.html" target="_blank" rel="noopener">A balança comercial do agronegócio</a> brasileiro apresentou superávit de US$ 43,7 bilhões no acumulado do ano, até abril, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O setor foi o responsável por puxar o saldo positivo da balança comercial brasileira, que apresentou um superávit de mais de US$ 20,2 bilhões no acumulado do ano, também até abril de 2022.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A balança comercial é calculada com base nas importações e as exportações. De acordo com os dados divulgados pelo Ipea, as exportações do setor do agronegócio este ano foram de US$ 48,7 bilhões, o que representa uma alta de 34,9% em relação ao mesmo período de 2021. As importações registram estabilidade em relação ao ano passado, com alta de 0,7%, chegando a US$ 5 bilhões. O saldo dos demais bens foi um déficit de US$ 23,5 bilhões.</p>
<p>Apenas no mês de abril, o agronegócio exportou US$ 14,9 bilhões, o que, de acordo com o Ipea, contribuiu para um superávit de US$ 13,6 bilhões no saldo da balança comercial do setor, crescimento de 15,2% frente ao mesmo mês de 2021. Já as importações brasileiras do setor totalizaram US$ 1,3 bilhão no mês, com alta de 11,7% na comparação com abril de 2021.</p>
<p>Os demais bens fecharam o mês de abril com déficit de US$ 5,5 bilhões, US$ 3,7 bilhões a mais que no mesmo período de 2021. Ainda assim, a balança comercial total encerrou abril com saldo positivo de US$ 8,1 bilhões.</p>
<h2>Produtos</h2>
<p>A soja lidera as exportações do agronegócio no país. Na análise do Ipea, em relação a abril do ano passado, no entanto, a soja em grão registrou significativa queda no volume exportado por conta da sobreoferta de carne suína da China, o maior consumidor do produto, usado principalmente como ração. Com o aumento na oferta de carne, a China precisou congelar o excedente e reduzir os investimentos na reposição do rebanho, o que reduziu também a demanda por rações.</p>
<p>Apesar da queda no volume exportado, a soja teve um aumento de 41,8% no preço do grão, ante abril de 2021.</p>
<p>A sobreoferta de carne suína na China afetou também as exportações brasileiras do produto, que ficaram aquém das registradas em 2021. Já a demanda chinesa por carne bovina fez com que os preços médios desse produto seguissem elevados. A carne de frango teve aumento de 27,2% no preço médio e de 5,6% na quantidade exportada.</p>
<p>Em relação às importações brasileiras no agronegócio, o trigo aparece na liderança, em patamares semelhantes aos de anos anteriores. A safra recorde em 2021/2022 e a demanda internacional aquecida fizeram com que o trigo produzido no Brasil fosse também vendido a outros países principalmente em março e em abril.</p>
<p>Em abril, a entrada de adubos e fertilizantes no país foi 72,4% superior ao verificado em igual período de 2021, resultando em aumento de 6,4% no acumulado do ano.</p>
<p>O Ipea destaca ainda que, no total, o valor das importações cresceu 11,7% em abril, puxado pelo aumento geral de preços. Dos 16 produtos acompanhados nesta edição, 14 tiveram alta de preços, enquanto nove tiveram queda nas quantidades, incluindo quatro dos cinco itens mais expressivos da pauta de importações: pescados, produtos hortícolas, papel e malte.</p>
</div>
</div>
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		<title>Brasil tem fertilizantes até outubro, garante ministra</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-tem-fertilizantes-ate-outubro-garante-ministra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 14:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Belarus]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[invasão da Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[O estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. A avaliação é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (2), ela garantiu que não há problemas com a safra neste momento, no entanto, a safra de verão, no final de setembro e outubro, gera [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. A avaliação é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (2), ela garantiu que não há problemas com a safra neste momento, no entanto, a safra de verão, no final de setembro e outubro, gera preocupação.</p>
<p>A ministra lembrou que a safrinha de milho já está em produção. “Então, o que precisava de fertilizante já chegou, já está com o produtor rural. Neste momento não temos problema. A safra de verão é uma preocupação”, disse. Ela acrescentou, entretanto, que o setor privado confirmou a existência de estoque de passagem de fertilizantes suficiente até outubro.</p>
<p>O alerta sobre o mercado internacional de fertilizantes vem desde fevereiro quando começaram as sanções econômicas em Belarus. As exportações do produto estão suspensas para o Brasil por causa do fechamento dos portos da Lituânia para o escoamento de fertilizantes e agora com o apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia, o país do leste europeu sofreu novas sanções.</p>
<p>O cenário se agravou ainda com o início da guerra. Isto porque, além da Belarus, a própria Rússia é o principal fornecedor do produto para o mercado brasileiro.</p>
<h2>Negociação com o Canadá</h2>
<p>Em meio à crise, a ministra da Agricultura disse que vai ao Canadá tentar negociar a demanda de fertilizantes. Segundo ela, o impacto ao consumidor depende do tempo da guerra. Sem esses produtos, a tendência é que a oferta vai fazer disparar o preço dos alimentos.</p>
<p>“O preço do trigo subiu lá nas alturas porque a Ucrânia é um grande produtor e isso influencia o mercado global. A gente acha que terá uma alta, sim. Quanto? A soja já subiu, já caiu um pouco. O milho já subiu, já caiu um pouco. A gente tem que acompanhar e diminuir os impactos”, afirmou.</p>
<p>Atualmente, o Brasil é o quarto consumidor global de fertilizantes, 80% de todo o produto usado na produção agrícola nacional vêm de fora do país.</p>
<p>As sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia na Rússia e na Belarus atingem a produção de potássio, e a maioria dos fertilizantes é feita a partir do potássio. A Rússia é responsável por fornecer cerca de 25% dos fertilizantes para o Brasil.</p>
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