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	<title>Acampamento Terra Livre &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Acampamento Terra Livre &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil indígenas em Brasília</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) deve reunir mais de 7 mil participantes em Brasília entre os dias 5 e 11 de abril de 2026. Considerado o principal encontro político dos povos indígenas no país, o evento reúne lideranças de diversas regiões para discutir pautas centrais relacionadas à garantia de direitos e à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) deve reunir mais de 7 mil participantes em Brasília entre os dias 5 e 11 de abril de 2026. Considerado o principal encontro político dos povos indígenas no país, o evento reúne lideranças de diversas regiões para discutir pautas centrais relacionadas à garantia de direitos e à proteção dos territórios.</p>
<figure id="attachment_89723" aria-describedby="caption-attachment-89723" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-89723" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="Coordenador Executivo Da Articulação Dos Povos Indígenas Do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-89723" class="wp-caption-text">Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá fala à Agência Brasil &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o acampamento ocorre anualmente na capital federal e funciona como espaço de articulação nacional. A mobilização reúne representantes de diferentes etnias, além de organizações sociais, especialistas e apoiadores da causa indígena.</p>
<p>Neste ano, o encontro tem como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, reforçando a defesa dos territórios e a resistência frente a pressões como mineração, agronegócio e grandes empreendimentos.</p>
<p>Ao longo da programação, estão previstas plenárias, atos públicos, debates e marchas, com foco em temas como demarcação de terras, políticas públicas, saúde, educação e preservação ambiental. O evento também funciona como espaço de denúncia de violações de direitos e de construção de propostas para o fortalecimento das comunidades indígenas.</p>
<figure id="attachment_89722" aria-describedby="caption-attachment-89722" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-89722" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Acampamento Terra Livre (ATL) Chega à 22ª Edição - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-89722" class="wp-caption-text">Acampamento Terra Livre (ATL) chega à 22ª edição &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A expectativa de público segue o histórico recente do evento. Em edições anteriores, o ATL chegou a reunir mais de 8 mil participantes, com representantes de cerca de 200 povos indígenas de todas as regiões do país.</p>
<p>Criado em 2004, o Acampamento Terra Livre se consolidou como a maior assembleia indígena do Brasil, sendo um dos principais espaços de mobilização e diálogo político dos povos originários. Ao longo dos anos, o evento tem desempenhado papel central na pressão por políticas públicas e na defesa dos direitos constitucionais indígenas.</p>
<p>Com mais uma edição marcada por ampla participação, o ATL 2026 reforça a presença dos povos indígenas no cenário político nacional e amplia o debate sobre questões ambientais e sociais consideradas estratégicas para o futuro do país.</p>
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		<title>Fruto da mobilização indígena, Apib completa 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 15:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[21ª edição do ATL]]></category>
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					<description><![CDATA[Principal instância de mobilização dos povos originários, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) completa duas décadas em 2025. Criada durante o segundo Acampamento Terra Livre (ATL), evento que, em 2025, chegou a sua 21ª edição, integrando o chamado Abril Indígena, a entidade tornou-se uma referência nacional, promovendo a união entre as centenas de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Principal instância de mobilização dos povos originários, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) completa duas décadas em 2025. Criada durante o segundo Acampamento Terra Livre (ATL), evento que, em 2025, chegou a sua 21ª edição, integrando o chamado Abril Indígena, a entidade tornou-se uma referência nacional, promovendo a união entre as centenas de etnias que habitam o país.</strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, data que promove a diversidade e a riqueza das culturas dos povos originários, chamando a atenção para a luta dos quase 1,7 milhão de brasileiros que, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se declaram indígenas, a <strong>Agência Brasil</strong> entrevistou duas lideranças do movimento que participaram ativamente da criação da Apib.</p>
<p>O hoje chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério dos Povos Indígenas, Jecinaldo Barbosa Cabral, do povo sateré-mawé, era coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) quando lideranças indígenas decidiram que o movimento precisava de uma nova instância de representação nacional, nos moldes de experiências anteriores. Francisco Avelino Batista, o Chico Preto, do povo Apuriña, que militava no movimento desde o fim da década de 1970, foi um dos primeiros coordenadores da Apib.</p>
<figure id="attachment_83037" aria-describedby="caption-attachment-83037" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-83037" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Chefe-da-Assessoria-de-Participacao-Social-e-Diversidade-do-Ministerio-dos-Povos-Indigenas-Jecinaldo-Barbosa-Cabra-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C1128&#038;ssl=1" alt="Chefe Da Assessoria De Participação Social E Diversidade Do Ministério Dos Povos Indígenas, Jecinaldo Barbosa Cabra - Expresso Carioca" width="754" height="1128" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Chefe-da-Assessoria-de-Participacao-Social-e-Diversidade-do-Ministerio-dos-Povos-Indigenas-Jecinaldo-Barbosa-Cabra-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Chefe-da-Assessoria-de-Participacao-Social-e-Diversidade-do-Ministerio-dos-Povos-Indigenas-Jecinaldo-Barbosa-Cabra-Expresso-Carioca.webp?resize=201%2C300&amp;ssl=1 201w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Chefe-da-Assessoria-de-Participacao-Social-e-Diversidade-do-Ministerio-dos-Povos-Indigenas-Jecinaldo-Barbosa-Cabra-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C224&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Chefe-da-Assessoria-de-Participacao-Social-e-Diversidade-do-Ministerio-dos-Povos-Indigenas-Jecinaldo-Barbosa-Cabra-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C1122&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83037" class="wp-caption-text">Brasília (DF), 19/04/2025 &#8211; Chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério dos Povos Indígenas, Jecinaldo Barbosa Cabra, destaca que a Apib foi responsável crescimento do movimento indígena, o surgimento de novas lideranças. Foto: João Melo/Ascom/APIB &#8211; João Melo/Ascom/APIB</figcaption></figure>
<p>Para ambos, a trajetória da entidade é parte de um longo processo de resistência e luta dos povos originários. Uma trajetória marcada por sucessivas iniciativas que, a partir da década de 1970, foram sendo colocadas em prática com o propósito de organizar a mobilização indígena em nível nacional.</p>
<blockquote><p>“Esta discussão começou a tomar forma nos anos 70. Inicialmente, de forma tímida e bastante reprimida. Afinal, estávamos em plena ditadura militar e [o povo] não podia fazer mobilizações”, disse Francisco, acrescentado que a abertura política, em 1985, e a promulgação da Constituição Federal, em 1988, trouxeram, pouco a pouco, novas oportunidades para a organização indígena, culminando com a criação da Apib.</p></blockquote>
<p>“O objetivo era articularmos um movimento nacional. Porque a Coiab, que desde 2002 contava com um escritório de representação em Brasília e uma forte atuação em nome dos povos originários da Amazônia, não tinha condições [legitimidade para] falar em nome dos povos indígenas de outras regiões”, afirmou.</p>
<p><strong>Francisco destaca iniciativas e entidades que antecederam a Apib e que, de alguma forma, serviram de exemplo, como as Assembleias Indígenas, realizadas durante a década de 1970, com o apoio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); a União das Nações Indígenas &#8211; Uni (fundada em 1980); o Conselho de Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil &#8211; Capoib (1992) e o Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas &#8211; FDDI (2004).</strong></p>
<figure id="attachment_83036" aria-describedby="caption-attachment-83036" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-83036" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=754%2C754&#038;ssl=1" alt="Francisco Avelino Batista Diz Que A Apib Tem Feito Um Trabalho De Conscientização - Expresso Carioca" width="754" height="754" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=75%2C75&amp;ssl=1 75w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=350%2C350&amp;ssl=1 350w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Francisco-Avelino-Batista-diz-que-a-Apib-tem-feito-um-trabalho-de-conscientizacao-ExpressoCarioca.jpg?resize=750%2C750&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83036" class="wp-caption-text">Brasília (DF), 19/04/2025 &#8211; Francisco Avelino Batista diz que a Apib tem feito um trabalho de conscientização, de divulgação, e segue se estruturando para aperfeiçoar sua comunicação. Foto: Francisco Avelino Batista/Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>&#8220;Mesmo considerando todas as dificuldades, desde há muito tempo nós começamos a nos articular. Primeiro, regionalmente, em diferentes partes do país. E a partir dos anos 1980, nacionalmente, com a Uni. A partir daí, novas organizações regionais foram sendo criadas, como a própria Coiab. E embora a Uni e a Capoib tenham deixado de existir e, no início dos anos 2000, tenhamos passado cerca de cinco anos sem uma representatividade nacional, estas entidades regionais se fortaleceram e foram fundamentais para seguirmos pensando na melhor forma [do movimento restabelecer uma instância nacional&#8221;, explicou.</p>
<h2> Representatividade</h2>
<p>De acordo com Jecinaldo, o Acampamento Terra Livre (ATL), cuja primeira edição ocorreu em 2004, serviu de catalisador para que os povos indígenas voltassem a unificar suas lutas, definindo uma pauta conjunta e potencializando a capacidade do movimento cobrar respostas do Poder Público. <strong>Segundo ele, o hiato de cinco anos que o movimento indígena passou sem uma instância de representação nacional, no início dos anos 2000, foi ocasionado por “um racha” por ocasião dos 500 anos do Descobrimento (ou “invasão”, como preferem muitos indígenas).</strong></p>
<p>“Mas então, em 2004, fizemos o primeiro acampamento, com 80 pessoas acampadas próximas ao Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios. E concluímos que precisávamos de uma representação nacional. Avaliamos os erros e os acertos do passado e decidimos que, ao contrário das instâncias e entidades anteriores, não deveríamos concentrar o poder decisório em uma ou poucas pessoas”, disse.</p>
<p>Assim, segundo Jecinaldo, cada região deveria estar representada.<strong> “Pensamos em um novo formato e começamos a fazer vários seminários regionais, criando condições para avançarmos com a criação da Apib, anunciada em meados de 2005, na esteira do segundo ATL”, acrescentou, destacando a importância das representações regionais</strong>.</p>
<blockquote><p>“Até hoje a APIB não tem um presidente. Tem um colegiado, com representações da Amazônia, do Nordeste, do Sul, do Centro-Oeste e do Sudeste&#8221;, detalhou Jecinaldo, explicando os pontos de convergência do movimento.</p></blockquote>
<p>“Ficou claro que nossas questões internas eram menores que nossas grandes bandeiras de luta a nível nacional. Sendo a luta pelo reconhecimento do nosso direito às nossas terras tradicionais, à demarcação dos nossos territórios, a principal dessas bandeiras”, disse.</p>
<p>“A outra reivindicação comum diz respeito à mobilização contra os projetos de lei e emendas à Constituição que tramitavam e tramitam no Congresso Nacional e que violam ou tentam acabar com nossos direitos. O outro ponto consensual é a necessidade de incidirmos nas políticas públicas, que sempre vieram de cima para baixo, sem a participação dos principais interessados, nós, os indígenas”, elencou Jecinaldo.</p>
<p><strong>Os dois entrevistados concordam que, ao longo de duas décadas, a Apib e a mobilização nacional permitiram aos povos originários conquistar avanços significativos, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a ocupação de espaços de poder por lideranças indígenas, como o comando do próprio ministério, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Isto tudo é fruto da atuação da APIB. Porque com ela e com a articulação nacional, vimos o crescimento do movimento indígena, o surgimento de novas lideranças, principalmente entre as mulheres e jovens&#8221;, afirmou Jecinaldo, admitindo que ainda há muito o que fazer para que as conquistas políticas cheguem aos territórios, beneficiando a todas as comunidades.</p></blockquote>
<p>&#8220;Ainda não garantimos plenamente o direito constitucional dos povos indígenas às suas terras tradicionais. Em parte, porque os interessados [em barrar a demarcação das áreas da União de usufruto exclusivo indígena] não estão só nos territórios em conflito. Eles também estão no Congresso Nacional, onde nós também já chegamos, mas somos minoria absoluta. E a implementação de qualquer política, de qualquer ação, depende da aprovação do Congresso&#8221;, acrescentou Francisco.</p>
<p><strong>Apesar de tudo, Jecinaldo e Francisco são otimistas quanto a manutenção da mobilização nacional indígena. E também do futuro da Apib. Que, na semana passada, reuniu entre seis mil e oito mil indígenas de ao menos 135 etnias que viajaram a Brasília para participar do 21º Acampamento Terra Livre. </strong></p>
<p>Em um texto coletivo [<em>A Resposta somos Nós: Vinte anos de APIB e a Emergência Climática</em>], divulgado no último dia do encontro, os povos indígenas reafirmam &#8220;a importância da resistência e da luta coletiva&#8221; e sustentam que &#8220;a APIB e o ATL se tornaram expressões vivas de mobilização e resistência na luta pelos direitos indígenas fundamentais consagrados na Constituição Federal de 1988.</p>
<blockquote><p>&#8220;O movimento tem feito um trabalho de conscientização, de divulgação, e segue se estruturando para aperfeiçoar sua comunicação. Neste momento, não vejo nenhuma preocupação. Pelo contrário. Acho que o movimento vem se fortalecendo&#8221;, comentou Francisco.</p></blockquote>
<figure id="attachment_83035" aria-describedby="caption-attachment-83035" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-83035" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Acampamento-terra-livre-2025-A-Resposta-somos-Nos-Vinte-anos-de-APIB-e-a-Emergencia-Climatica-ExpressoCarioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Acampamento Terra Livre 2025, A Resposta Somos Nós Vinte Anos De APIB E A Emergência Climática - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Acampamento-terra-livre-2025-A-Resposta-somos-Nos-Vinte-anos-de-APIB-e-a-Emergencia-Climatica-ExpressoCarioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Acampamento-terra-livre-2025-A-Resposta-somos-Nos-Vinte-anos-de-APIB-e-a-Emergencia-Climatica-ExpressoCarioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Acampamento-terra-livre-2025-A-Resposta-somos-Nos-Vinte-anos-de-APIB-e-a-Emergencia-Climatica-ExpressoCarioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/19-Acampamento-terra-livre-2025-A-Resposta-somos-Nos-Vinte-anos-de-APIB-e-a-Emergencia-Climatica-ExpressoCarioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83035" class="wp-caption-text">Acampamento terra livre 2025, A Resposta somos Nós: Vinte anos de APIB e a Emergência Climática. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>&#8220;Acredito que, hoje, a Apib tem condições de chegar aos 50 anos. Basta sempre nos lembrarmos dos pilares e dos princípios sobre os quais ela foi criada. Não é dizer que a articulação nacional está consolidada, porque ela está em constante construção, mas, hoje, ela tem força. As regionais, as bases, a sustentam. Portanto, basta que os que estiverem à frente sigam respeitando as bases. Que mesmo quando surgirem assuntos espinhosos [para o movimento], todos se sentem e discutam as soluções&#8221;, endossou Jecinaldo.</p>
<p><em>Por: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Indígenas ocupam Brasília em defesa de seus territórios e contra o Marco Temporal</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/indigenas-ocupam-brasilia-em-defesa-de-seus-territorios-e-contra-o-marco-temporal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2025 21:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Apib]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indigenas]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhares de indígenas de todo o Brasil estão reunidos em Brasília, a partir deste domingo (6), para a 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização anual dos povos originários do país. Com o tema “A resposta somos nós: em defesa da Constituição e da vida”, o evento deve reunir cerca de 10 mil [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhares de indígenas de todo o Brasil estão reunidos em Brasília, a partir deste domingo (6), para a 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização anual dos povos originários do país. Com o tema “A resposta somos nós: em defesa da Constituição e da vida”, o evento deve reunir cerca de 10 mil representantes de mais de 200 povos entre os dias 7 e 11 de abril, com atos, debates e protestos voltados à demarcação de terras indígenas.</p>
<p>Em meio a uma atmosfera marcada pela diversidade de línguas e tradições, o acampamento se firma como um espaço de resistência. Para lideranças como Andrea Nukini, que viajou quatro dias de ônibus desde o Acre, a luta é constante: “Nunca tivemos todos os nossos territórios devidamente demarcados. A Constituição garante esse direito há mais de 35 anos, mas ele segue sendo negado”, afirmou.</p>
<p>O principal alvo das críticas é o Marco Temporal — tese jurídica que restringe o direito à terra apenas aos povos que ocupavam seus territórios na data da promulgação da Constituição, em outubro de 1988. Embora já tenha sido declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a tese foi ressuscitada pelo Congresso, que aprovou uma lei nesse sentido, reacendendo a disputa judicial.</p>
<figure id="attachment_82809" aria-describedby="caption-attachment-82809" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82809" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Marciely Tupari, Coordenadora Secretária Da COIAB - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Marciely-Tupari-coordenadora-secretaria-da-COIAB-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82809" class="wp-caption-text">Marciely Tupari, coordenadora secretária da COIAB, em frente a barracas no Acampamento Terra Livre (ATL), no espaço Funarte. &#8211; Foto: Bruno Peres/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A reação indígena é enfática. Lideranças rejeitam a mesa de conciliação aberta pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, especialmente após a apresentação — e posterior retirada — de uma proposta que abriria caminho para a mineração em terras indígenas. “Não faz sentido discutir nossos direitos em uma mesa que tenta negociar a destruição dos nossos territórios”, criticou Marciely Tupari, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).</p>
<p>Além da questão fundiária, o ATL deste ano também mira o agronegócio e a pauta ambiental. Os indígenas buscam articular suas propostas para a Conferência do Clima da ONU (COP30), que será realizada em Belém (PA), em novembro. O objetivo é mostrar que a preservação das terras indígenas é fundamental no combate à crise climática global.</p>
<figure id="attachment_82807" aria-describedby="caption-attachment-82807" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82807" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Indígenas Montam Barraca No Acampamento Terra Livre - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/06-Indigenas-montam-barraca-no-Acampamento-Terra-Livre-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82807" class="wp-caption-text">Indígenas montam barraca no Acampamento Terra Livre (ATL), no espaço Funarte. Bruno Peres/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Entre as propostas, está a criação de uma NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) indígena — um documento com metas próprias para redução de emissões de gases do efeito estufa — em contraponto à meta oficial apresentada pelo governo brasileiro, que não contempla os impactos negativos do agronegócio sobre o meio ambiente.</p>
<p>“A gente quer mostrar para o mundo que proteger nossas terras é proteger o clima, os rios, os animais e a vida. Estamos aqui para dizer que nossos direitos não são negociáveis”, reforçou Marciely.</p>
<p>Com discursos firmes e articulação política crescente, os povos indígenas prometem fazer de Brasília, mais uma vez, o centro da luta por justiça, território e futuro.</p>
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		<title>Caciques das 5 regiões afirmam que mudanças climáticas impactam campo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/caciques-das-5-regioes-afirmam-que-mudancas-climaticas-impactam-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 14:16:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre]]></category>
		<category><![CDATA[caciques indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Períodos longos de estiagem ou temporadas de chuvas intensas causam estranhamento em líderes indígenas nas cinco regiões do país. Mais do que surpresa, as mudanças climáticas impactam a produção no campo e afetam a qualidade de vida de comunidades inteiras, segundo caciques que estão presentes no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, nesta semana. Ouvidos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Períodos longos de estiagem ou temporadas de chuvas intensas causam estranhamento em líderes indígenas nas cinco regiões do país. Mais do que surpresa, as mudanças climáticas impactam a produção no campo e afetam a qualidade de vida de comunidades inteiras, segundo caciques que estão presentes no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, nesta semana.</p>
<p>Ouvidos, cinco caciques de diferentes partes do Brasil lamentam a destruição e a poluição dos recursos naturais e também as pressões dos não indígenas contra seus locais preservados.</p>
<h2>Região Sudeste</h2>
<figure id="attachment_76250" aria-describedby="caption-attachment-76250" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76250" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Baiara Pataxó - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Baiara-Pataxo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76250" class="wp-caption-text">Baiara Pataxó &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O cacique Baiara Pataxó, de 64 anos, que vive em uma comunidade na cidade de Açucena, Minas Gerais, testemunha que, na última década, as plantações de mandioca, milho e feijão deixaram de render como antes. Os produtos são vendidos para comerciantes das cidades próximas e sustentam a comunidade formada por 80 pessoas.</p>
<p>“Antes, as chuvas começavam em setembro. Nos últimos anos, só em dezembro. Claro que isso não é normal”, diz Baiara Pataxó.</p>
<p>Além das mudanças climáticas, a comunidade em Minas Gerais foi impactada pelo crime ambiental de 25 de janeiro de 2019, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho, se rompeu. Além de causar a morte de 272 pessoas, os rejeitos poluíram os rios Doce e Corrente, na região. “Tudo isso tem sido terrível. Atualmente, estamos trabalhando na recomposição de 45 mil mudas de árvores nativas e frutíferas. Vinte indígenas estão trabalhando nessa tarefa”, afirma.</p>
<h2>Região Norte</h2>
<figure id="attachment_76253" aria-describedby="caption-attachment-76253" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76253" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Dario Kopenawa - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Dario-Kopenawa-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76253" class="wp-caption-text">Dario Kopenawa &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A relação das mudanças climáticas com outras ações criminais também é presenciada pelo cacique Dario Kopenawa Yanomami, de 39 anos, que vive em Roraima.</p>
<p>“Estamos convivendo lá com a invasão dos mineradores e garimpeiros. Somos uma comunidade de 32 mil pessoas sofrendo com mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, com a contaminação pelo mercúrio”, lamenta.</p>
<p>O cacique verifica que as chuvas tiveram regime alterado e estão “bem diferentes” do que eram na adolescência e infância dele na região.</p>
<p>“Temos  pedido nossas chuvas aos nossos xamãs [guias religiosos]. Mas é fato que a roça de taioba, a macaxeira e a banana não são como antes.”</p>
<h2>Região Nordeste</h2>
<figure id="attachment_76251" aria-describedby="caption-attachment-76251" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76251" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Cacique Tchydjo Ue - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Cacique-Tchydjo-Ue-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76251" class="wp-caption-text">Cacique Tchydjo Ue &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O cacique Tchydjo Ue, de 76 anos, do povo Fulni-ô, vive em uma aldeia, na cidade de Pacatuba, em Sergipe, onde estão 86 famílias. Ele considera que hoje o cenário é completamente transformado em relação ao tempo da juventude.</p>
<p>“Estamos próximos do litoral (96 quilômetros), mas é muito mais quente do que antes. Os mais jovens têm sentido a dificuldade de trabalhar na roça e acabam desistindo”, diz o cacique.</p>
<p>As mudanças de clima combinaram com as de comportamento.</p>
<p>“Os jovens também se transformaram. Querem ir embora. Vivem na internet e no celular”, afirma. Para diversificar as atividades, o líder indígena diz que tem estimulado a atividade do artesanato, já que o milho, a mandioca e o feijão nem são o suficiente para subsistência.  Outra atividade é de conhecimento da natureza. “Sou chamado para falar na Europa e nos Estados Unidos sobre os saberes indígenas, mas é preciso que saibam mais da gente por aqui.”</p>
<h2>Região Centro-Oeste</h2>
<figure id="attachment_76255" aria-describedby="caption-attachment-76255" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76255" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Tanoné Carirí Xocó - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Tanone-Cariri-Xoco-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76255" class="wp-caption-text">Tanoné Carirí Xocó &#8211; Joédson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A destruição do cerrado e as mudanças de clima foram acompanhadas de perto pela cacique Tanoné, que tem 70 anos e vive no Distrito Federal desde o ano de 1986. Ela lembra, com lamento, que Brasília tinha temporadas frias, o que “desapareceu”.</p>
<p>Na comunidade em que ela vive, no Setor Noroeste, há 16 famílias. Na região, que cresceu com a expansão imobiliária, ela diz que tem atuado para recompor o cenário. São 16 hectares de área em que as plantações de milho, feijão, jatobá e algodão iluminavam o cenário.</p>
<p>“O feijão virou raro. O algodão, também. Ou é falta de chuvas ou temporais intensos”. A cacique pediu a entes governamentais a plantação dos ipês para voltar a deixar o lugar com cores novas.</p>
<h2>Região Sul</h2>
<p>Na cidade de José Boiteux, em Santa Catarina, uma comunidade de 2,3 mil pessoas da etnia xokleng está preocupada com a aproximação da temporada de chuvas, que se tornaram mais intensas na última década.</p>
<figure id="attachment_76254" aria-describedby="caption-attachment-76254" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76254" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Setembrino Kokleng - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/24-Setembrino-Kokleng-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-76254" class="wp-caption-text">Setembrino Kokleng &#8211; Joedson Alves/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Segundo o cacique Setembrino, de 53 anos, da mesma etnia, o trabalho principal agora é ficar atento às cheias e ensinar preservação ambiental para os indígenas em sala de aula.</p>
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<p>“É certo estar atento à Amazônia, mas precisamos lembrar também do Sul. Estamos trabalhando agora com o plantio do pinheiro. A gente tem que olhar para agora e depois.”</p>
<p>“Como passou a chover muito mais, a barragem de contenção costuma chegar ao limite com recorrência. Nós não temos mais lugar seguro para morar”, diz uma das lideranças da comunidade etnia xokleng, Geomar Crendô.</p>
</div>
</div>
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